Princípio ativo: venlafaxina

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

Venlafaxina

Referência

Efexor XR (Wyeth)

Apresentação de Venlafaxina

EFEXOR XR 75 mg: Cartucho com 14 cápsulas de liberação controlada. Cada cápsula contém 75 mg de Venlafaxina. EFEXOR XR 150 mg: Cartucho com 14 cápsulas de liberação controlada. Cada cápsula contém 150 mg de Venlafaxina.

Venlafaxina – Indicações

Depressão Transtorno de ansiedade generalizada

Contra-indicações de Venlafaxina

EFEXOR XR (Venlafaxina) é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer um de seus componentes. O uso concomitante em pacientes que tomam inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) é contra-indicada (ver Advertências).

Advertências

Foram relatadas reações adversas, algumas sérias, quando o tratamento com Venlafaxina é iniciado logo após a descontinuação de um IMAO e quando um IMAO é iniciado logo após a descontinuação de Venlafaxina. As reações incluíram: tremor, espasmos musculares, sudorese, náusea, vômito, eritema, tontura, hipertermia com características semelhantes à síndrome neuroléptica maligna, convulsões e morte. Hipertermia, rigidez, espasmo muscular, instabilidade autonômica com possíveis alterações rápidas dos sinais vitais, e alterações do estado mental incluindo extrema agitação levando a delírio e coma, e características semelhantes à síndrome neuroléptica maligna têm sido relatados com terapia concomitante de inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS)/IMAO. Hipertemia severa e convulsões, algumas vezes fatais, têm sido relatadas com terapia concomitante de antidepressivos tricíclicos IMAOs. Dadas essas reações assim como as interações sérias, algumas vezes fatais, relatadas com a administração concomitante ou imediatamente consecutiva de IMAOs e outros antidepressivos com propriedades farmacológicas similares à Venlafaxina, não use EFEXOR XR (Venlafaxina) em combinação com IMAOs ou dentro dos 14 dias que seguem à descontinuação do tratamento com IMAOs. Espere pelo menos 7 dias após a interrupção de EFEXOR XR (Venlafaxina) antes de iniciar um tratamento com IMAO. As recomendações acima com respeito ao tempo específico entre a interrupção do tratamento com um IMAO e o início da terapia com Venlafaxina baseiam-se nas considerações com IMAOs irreversíveis. O tempo necessário entre interromper o uso de IMAO reversível, moclobemida e o início da terapia com Venlafaxina pode ser menor que 14 dias. Contudo, dado o risco de reações adversas descrito acima para os IMAOs, deve-se garantir um período adequado sem medicação quando um paciente passar da moclobemida para Venlafaxina. A necessidade de um período adequado sem medicação deve ser feita, considerando-se as propriedades farmacológicas da moclobemida e a avaliação clínica de cada paciente. Em pacientes com insuficiência renal de moderada a grave ou cirrose hepática, as depurações de Venlafaxina e seu metabólito ativo diminuíram, prolongando assim as meias-vidas de eliminação dessas substâncias. Pode ser necessária uma dose mais baixa. EFEXOR XR (Venlafaxina), assim como todos os antidepressivos, deve ser usado com cautela em tais pacientes. Precauções: —————— Suicídio O risco de tentativa de suicídio deve ser considerado em todos os pacientes deprimidos. As prescrições de EFEXOR* XR (Venlafaxina) devem ser feitas considerando a menor quantidade de cápsulas necessária para o controle adequado do tratamento do paciente de modo a reduzir a possibilidade de superdosagem. Ativação da mania/hipomania Durante o período pré-comercialização, a ativação da mania ou hipomania ocorreu em 0,3% e 0% dos pacientes tratados com EFEXOR XR (Venlafaxina) nos estudos de depressão e ansiedade, respectivamente. Em todos os estudos de depressão no período pré-comercialização com EFEXOR comprimidos, ocorreu mania ou hipomania em 0,5% dos pacientes tratados com Venlafaxina. A ativação do comportamento maníaco/hipomaníaco tem sido também relatado em uma pequena parcela de pacientes com distúrbios de humor que foram tratados com outros antidepressivos do mercado. Como com qualquer antidepressivo, EFEXOR XR (Venlafaxina) deve ser usado com cuidado em pacientes com histórico de comportamento maníaco. Convulsões Em todos os estudos pré-comercialização com Venlafaxina, foram relatadas convulsões em 0,3% de todos os pacientes tratados com Venlafaxina. Não ocorreram convulsões em pacientes tratados com EFEXOR XR (Venlafaxina) nos estudos de depressão ou ansiedade. Todos os pacientes se recuperaram. O tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina), bem como com todos antidepressivos, deve ser iniciado com cuidado em pacientes com história de convulsão. EFEXOR XR (Venlafaxina) deve ser interrompido se algum paciente desenvolver convulsões. Reações alérgicas Durante todos os estudos clínicos pré-comercialização, 3% dos pacientes que receberam Venlafaxina desenvolveram erupção cutânea. Deve-se advertir os pacientes para que informem seu médico se desenvolverem erupção cutânea, urticária ou fenômeno alérgico relacionado. Comportamento de busca por drogas Os estudos clínicos não têm demonstrado a existência de comportamento de busca por drogas, desenvolvimento de tolerância ou de titulação de dose ao longo do tempo entre os pacientes que tomam Venlafaxina. Entretanto, os médicos deveriam avaliar os pacientes quanto à existência de histórico de abuso de drogas nos seus pacientes e acompanhá-los cuidadosamente, observando-os quanto ao surgimento de sinais de uso inadequado ou de abuso de EFEXOR XR (Venlafaxina), por exemplo, desenvolvimento de tolerância, aumento de dose ou de comportamento de busca por drogas. Hiponatremia Casos de hiponatremia, incluindo SIADH (Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético) foram relatados com Venlafaxina geralmente em pacientes idosos e em pacientes sob diureticoterapia ou hipovolêmicos. Raros casos de hiponatremia foram relatados com Venlafaxina, em geral em pacientes idosos, os quais se resolveram com a interrupção da droga. Interferência com desempenho cognitivo e motor Embora a Venlafaxina não parece afetar o desempenho do comportamento psicomotor, cognitivo ou complexo em voluntários sadios, qualquer droga psicoativa pode prejudicar o julgamento, pensamento ou habilidades motoras e os pacientes devem ser advertidos quanto ao manejo de máquinas perigosas, incluindo automóveis, até que estejam razoavelmente certos de que o tratamento com a droga não os afeta adversamente. Carcinogênese Estudos com Venlafaxina em ratos e camundongos não revelaram evidência de carcinogênese. A Venlafaxina não foi mutagênica em uma ampla variedade de testes in vitro e in vivo. Uso pediátrico A segurança e a eficácia em pacientes abaixo dos 18 anos não foram estabelecidas e tal uso não é recomendado.

Uso na gravidez de Venlafaxina

Em um estudo teratogênico em ratos, a Venlafaxina foi administrada oralmente em doses até 80 mg/kg/dia (aproximadamente 11 vezes a dose máxima recomendada para humanos). Fetotoxicidade caracterizada por atraso no crescimento foi observada no grupo tratado com 80 mg/kg/dia; isso poderia estar relacionado à toxicidade materna neste nível de dose. A sobrevida fetal e o desenvolvimento morfológico, não foram afetados com nenhuma dose. Em um outro estudo teratogênico, coelhos receberam doses de Venlafaxina até 90 mg/kg/dia (cerca de 12 vezes a dose máxima recomendada para humanos). A fetotoxicidade, manifestada pela reabsorção e perda fetal, foi ligeiramente maior na dose de 90 mg/kg/dia; tais efeitos podem estar relacionados à toxicidade materna. Não foram observados efeitos teratogênicos associados à Venlafaxina em espécie alguma com qualquer dose. A segurança da Venlafaxina para uso na gravidez humana não foi determinada. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Uso durante a lactação Em estudos pré-clínicos descobriu-se que a Venlafaxina e o ODV passam para o leite de ratas lactantes. Venlafaxina e seus metabólitos são excretados no leite humano. EFEXOR* XR (Venlafaxina) não deve ser usado durante a gravidez ou por lactantes a não ser que os benefícios potenciais superem os possíveis riscos. As pacientes devem avisar o médico se ficarem grávidas ou se pretenderem engravidar durante o tratamento.

Interações medicamentosas de Venlafaxina

Inibidores da monoaminoxidase – O uso concomitante de EFEXOR XR (Venlafaxina) em pacientes em tratamento com IMAOs é contraindicado (ver Advertências). O risco do uso da Venlafaxina em combinação com outras drogas ativadoras do Sistema Nervoso Central não tem sido sistematicamente avaliado, com exceção das drogas listadas abaixo. Portanto, deve-se ter cuidado durante a administração concomitante de EFEXOR XR (Venlafaxina) com tais drogas. Os perfis farmacocinéticos da Venlafaxina e O-desmetilVenlafaxina (ODV) não foram alterados quando Venlafaxina e diazepam ou Venlafaxina e lítio foram administrados concomitantemente a voluntários sadios. A Venlafaxina não teve efeito nos perfis farmacocinéticos de diazepam ou lítio nesses estudos. A administração de Venlafaxina não afetou os efeitos psicomotores e psicométricos induzidos por diazepam. A Venlafaxina administrada sob condições em estado de equilíbrio diminuiu a depuração oral total do haloperidol e resultou em um aumento na AUC de haloperidol. Além disso a Cmax do haloperidol aumentou quando co-administrado com a Venlafaxina, mas a meiavida de eliminação do haloperidol (t1/2) permaneceu inalterada. O mecanismo que explica este fato é desconhecido. A Venlafaxina não afetou a 2-hidroxilação mediada por CYP2D6 de imipramina ou seu metabólito ativo, a desimipramina, o que indica que a Venlafaxina não inibe a isoenzima CYP2D6. No entanto, a depuração renal da 2-hidroxidesemipramina foi reduzida com a coadministração de Venlafaxina. A imipramina inibiu parcialmente a formação de ODV mediada por CYP2D6. Contudo, a concentração total dos compostos ativos (Venlafaxina e ODV) não foi afetada pela co-administração com a imipramina, e não foi necessário ajuste de dosagem. A cimetidina inibiu o metabolismo de primeira passagem da Venlafaxina mas não teve efeito aparente na formação ou eliminação de ODV, que está presente em quantidades muito maiores na circulação sistêmica. Não parece necessário nenhum ajuste de dosagem quando EFEXOR XR (Venlafaxina) é coadministrado com a cimetidina. Para idosos ou pacientes com disfunção hepática a interação poderia ser potencialmente mais pronunciada e para tais pacientes indica-se monitoramento clínico quando EFEXOR XR (Venlafaxina) for administrado com a cimetidina. Os perfis farmacocinéticos de Venlafaxina, ODV e etanol não foram alterados quando Venlafaxina e etanol (0,5 g/kg, uma vez ao dia) foram administrados concomitantemente a voluntários sadios. A administração de Venlafaxina em um regime estável não potenciou os efeitos psicomotores e psicométricos induzidos pelo etanol nesses mesmos pacientes quando não estavam recebendo Venlafaxina. Drogas que inibem as CYP2D6 Estudos in vitro e in vivo indicam que a Venlafaxina é metabolizada para o metabólito ativo ODV pela CYP2D6, a isoenzima responsável pelo polimorfismo genético observado no metabolismo de muitos antidepressivos. Portanto, existe um potencial de interação medicamentosa entre EFEXOR XR (Venlafaxina) e drogas que inibem o metabolismo da CYP2D6. Interações medicamentosas que reduzem o metabolismo de Venlafaxina para ODV (veja discussão acima sobre a imipramina) aumentam potencialmente as concentrações plasmáticas de Venlafaxina e diminuem as concentrações do metabólito ativo. Contudo, o perfil farmacocinético da Venlafaxina em pacientes que recebem concomitantemente um inibidor da CYP2D6 não seria substancialmente diferente do perfil farmacocinético em pacientes metabolizadores lentos e rápidos da CYP2D6 (ver Metabolismo), e nenhum ajuste de dose é necessário. Drogas metabolizadas por isoenzimas do citocromo P450 Estudos in vitro indicam que a Venlafaxina é um inibidor relativamente fraco da CYP2D6. Esta informação foi confirmada em um estudo clínico de interações medicamentosas comparando o efeito de Venlafaxina ao da fluoxetina no metabolismo mediado por CYP2D6 de dextrometorfano para dextrofano, e em estudos de interações medicamentosas em pacientes recebendo Venlafaxina e imipramina, e Venlafaxina e risperidona. A Venlafaxina não inibe a CYP3A4 in vitro. Esta informação foi confirmada in vivo pelos estudos clínicos de interações medicamentosas nos quais a Venlafaxina não inibiu o metabolismo de vários substratos de CYP3A4, incluindo alprazolam, diazepam e terfenadina. A Venlafaxina não inibe o metabolismo de diazepam que é parcialmente metabolizado pela CYP2C19. A Venlafaxina não inibe CYP1A2 in vitro. Este achado foi confirmado in vivo por um estudo clínico de interação medicamentosa no qual a Venlafaxina não inibiu o metabolismo da cafeína, um substrato da CYP1A2. A Venlafaxina não inibe CYP2C9 in vitro. A significância clínica desta informação é desconhecida. Uma vez que o principal trajeto de eliminação para a Venlafaxina ocorre através das isoenzimas CYP2D6 e CYP3A4, a ingestão concomitante de inibidores dessas duas potentes isoenzimas não é recomendada. Contudo, interações entre a absorção concomitante de inibidores desses dois caminhos (CYP2D6 e CYP3A4) e Venlafaxina não têm sido estudadas. A Venlafaxina e o ODV são 27% e 30% ligadas às proteínas plasmáticas, portanto, não são esperadas interações medicamentosas decorrentes de ligação da proteína da Venlafaxina e seu metabólito principal. Uma avaliação retrospectiva dos eventos de estudo em pacientes que tomam Venlafaxina concomitantemente com antihipertensivos ou hipoglicêmicos em estudos clínicos não forneceu evidência sugerindo incompatibilidade entre o tratamento com Venlafaxina e tratamento tanto com agentes antihipertensivos ou hipoglicêmicos. Não há estudos clínicos que avaliem o benefício do uso combinado de EFEXOR XR (Venlafaxina) com outro antidepressivo. O benefício da terapia eletroconvulsiva associada à terapia com EFEXOR XR (Venlafaxina) não foi avaliada. Tem sido relatados elevação dos níveis de clozapina os quais foram temporariamente associados a efeitos adversos incluindo convulsões, após a adição de Venlafaxina. Houve relatos de aumentos no tempo de protrombina, tempo parcial de tromboplastina, ou de INR (relação internacional entre o tempo de protrombina observado e o tempo de protrombina padrão) quando a Venlafaxina foi administrada a pacientes recebendo terapia de warfarina.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Venlafaxina

Os efeitos adversos mais comumente observados em estudos placebo-controlados associados ao uso de EFEXOR comprimidos ou EFEXOR XR (Venlafaxina) e cuja incidência não foi detectada de forma equivalente entre os respectivos pacientes tratados com placebo, foram queixas relativas ao sistema nervoso, incluindo tonturas, boca seca, insônia, nervosismo, tremores e sonolência; queixas gastrintestinais, incluindo anorexia, constipação, náusea, vômitos; e ejaculação/orgasmo anormal, sudorese, visão turva, bocejo e astenia. A ocorrência de muitos dos efeitos adversos observados, relacionase com a dose. Os efeitos adversos, de maneira geral, diminuem em intensidade e freqüência com a continuação do tratamento. Uma redução de duas a três vezes (escala de análogos visuais) na gravidade da náusea foi verificada no caso do EFEXOR XR (Venlafaxina) em comparação com EFEXOR comprimidos em estudos de farmacologia clínica com pacientes não depressivos. Em estudos clínicos, a incidência de náusea e a adaptação à mesma, pareceu ser melhor com EFEXOR XR (Venlafaxina) em comparação com EFEXOR comprimidos. Os seguintes efeitos adversos foram relatados em aproximadamente 5000 pacientes expostos à Venlafaxina durante os estudos pré-comercialização. Todos os efeitos relatados foram incluídos com exceção daqueles para os quais a causa devida à droga foi remota. Além disso, quando o termo COSTART para um efeito foi tão geral quanto não informativo, ele foi substituído por um termo mais informativo. Embora esses efeitos relatados tenham ocorrido durante o tratamento com Venlafaxina, eles não foram necessariamente causados pelo tratamento. Os efeitos são adicionalmente classificados dentro de categorias do sistema corpóreo e enumerados em ordem decrescente de freqüência usando as seguintes definições: Efeitos adversos freqüentes são definidos como aqueles que ocorrem em uma ou mais ocasiões em pelo menos 1/100 pacientes; efeitos adversos infreqüentes são aqueles que ocorrem em menos de 1/100 a 1/1000 pacientes; efeitos raros são aqueles que ocorrem em menos de 1/1000 pacientes. Os efeitos que ocorreram em uma taxa de 3% ou mais estão marcados. Os efeitos não observados com EFEXOR XR (Venlafaxina) são mostrados em itálico. Os efeitos relatados somente nos estudos de ansiedade de EFEXOR XR (Venlafaxina) são marcados . Corpo como um todo. Freqüentes: dor abdominal , lesão acidental , astenia , lombalgia , dor torácica, calafrios, febre, síndrome gripal , enxaqueca , infecção , dor no pescoço, dor ; Infrequentes: edema facial, lesão intencional, mal estar, monilíase, rigidez do pescoço, superdosagem, dor pélvica, reações de fotossensibilidade, tentativa de suicídio, síndrome de abstinência. Raros: apendicite, odor corporal, carcinoma, celulite, halitose. Sistema cardiovascular. Frequentes: hipertensão , enxaqueca, palpitação, hipotensão postural, taquicardia, vasodilatação ; Infrequentes: angina pectoris, arritmia, extra-sístoles, hipotensão, distúrbio vascular periférico (principalmente pés frios e/ou mãos frias), síncope, tromboflebite; Raros: arterite, bigeminismo, bradicardia, bloqueio de ramo, distúrbio cardiovascular (incluindo distúrbio circulatório e na válvula mitral), isquemia cerebral, doença coronariana arterial, bloqueio atrioventricular de primeiro grau, insuficiência cardíaca, hemorragia mucocutânea, infarto do miocárdio, palidez, varizes, insuficiência venosa. Sistema digestivo. Frequentes: anorexia , constipação , diarréia , dispepsia , eructação, flatulência, aumento do apetite, náuseas , vômitos . Infrequentes: bruxismo, colite, disfagia, esofagite, gastrite, gastroenterite, úlcera gastrintestinal, gengivite, glossite, hemorróida, melena, ulceração oral, monilíase oral, hemorragia retal, estomatite, edema da língua; Raros: quelite, colecistite, colelitíase, espasmos esofágicos , hemorragia gastrintestinal, hemorragia gengival, hematêmese, hepatite, ileíte, obstrução intestinal, aumento da salivação, icterícia, parotite , proctite, fezes amolecidas, descoloração da língua. Sistema endócrino. Raros: gota, hipertireoidismo, hipotireoidismo, nódulo da tireóide, tireoidite. Sistema hematológico e linfático. Frequentes: equimoses. Infrequentes: anemia, leucocitose, leucopenia, linfadenopatia, trombocitemia, trombocitopenia; Raros: basofilia, cianose, eosinofilia, linfocitose. Sistema metabólico e nutricional. Frequentes: edema, ganho de peso, perda de peso. Infrequentes: aumento da fosfatase alcalina, hipercolesterolemia, hiperglicemia, hiperlipemia, hipocalemia, aumento de SGOT, aumento de SGPT, sede; Raros: intolerância ao álcool, bilirrubinemia, aumento de uréia (BUN), aumento da creatinina, desidratação, diabetes mellitus, glicosúria, gota, hemocromatose, hipercalcinúria, hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia, hipoglicemia,hiponatremia, hipofosfatemia, hipoproteinemia, uremia. Sistema músculo-esquelético. Frequentes: artralgia, mialgia. Infrequentes: artrite, artrose, dor óssea, espícula óssea, bursite, caimbra nas pernas, miastenia, tenossinovite. Raros: miopatia, osteoporose, osteosclerose, fratura patológica, artrite reumatóide, ruptura do tendão. Sistema Nervoso. Frequentes: alteração dos sonhos , agitação, amnésia, ansiedade , confusão, despersonalização, depressão , tontura , boca seca , labilidade emocional, hipertonia , hipestesia, insônia , diminuição da libido , nervosismo , parestesia , sonolência , tremor , trismo, vertigem. Infrequentes: distúrbios da fala, apatia, ataxia, parestesia circumoral, estimulação do SNC, euforia, alucinações, hostilidade, hiperestesia, hipercinesia, hipotonia, incoordenação, reação maníaca, mioclonia, neuralgia, neuropatia, reação paranóide, psicose, estupor, tiques. Raros: distúrbio de locomoção, acatisia, acinesia, abuso de álcool, afasia, bradicinesia, síndrome bucoglossal, acidente vascular cerebral, delírios, demência, distonia, paralisia facial, Síndrome de Guillain-Barré, hipercloridria , hipocinesia, dificuldade de controlar os impulsos , aumento da libido, perda da consciência, neurite, nistagmo, depressão psicótica, diminuição dos reflexos, aumento dos reflexos, idéia de suicídio, torcicolo. Sistema respiratório. Frequentes: bronquite, aumento de tosse, dispnéia, faringite , rinite , sinusite , bocejos. Infrequentes: asma, congestão torácica, epistaxe, hiperventilação, laringismo, laringite, pneumonia, alterações da voz. Raros: atelectasia, hemoptise, soluços, hipoventilação, hipóxia, pleurite, embolia pulmonar, apnéia do sono, aumento de expectoração. Pele e anexos. Frequentes: prurido, erupção , sudorese . Infrequentes: acne, alopecia, unhas quebradiças, dermatite de contato, pele seca, eczema, erupção maculopapular, psoríase, hipertrofia de pele, urticária. Raros: eritema nodoso, dermatite esfoliativa, dermatite liquenóide, descoloração capilar, furunculose, hirsutismo, leucoderma, erupção petequial , erupção pustular, seborréia, atrofia da pele, descoloração da pele, estrias da pele , erupção vesículo-bolhosa. Órgãos dos sentidos. Frequentes: alteração da visão, anormalidade na acomodação visual , midríase, desvios do paladar, tinido. Infrequentes: catarata, conjuntivite, lesão da córnea, diplopia, olhos secos, dor ocular, hiperacusia, otite média, parosmia, fotofobia, perda do paladar, defeitos do campo visual. Raros: blefarite, cromatopsia, edema conjuntivo, diminuição dos reflexos da pupila, exoftalmia, surdez, glaucoma, ceratite, labirintite, miose, papiledema, otite externa, hemorragia da retina, esclerite, hemorragia subconjuntiva, uveíte, distúrbio do vítreo. Sistema urogenital. Frequentes: anormalidades da ejaculação , anorgasmia masculina , anorgasmia feminina , dismenorréia , disúria, impotência , metrorragia , alterações prostáticas (inclui prostatite e aumento da próstata) , frequência urinária, dificuldade para urinar, vaginite ; Infrequentes: anormalidades no orgasmo feminino , albuminúria, amenorréia, dor vesical, dor torácica, cistite, hematúria, leucorréia , menorragia , noctúria, poliúria, piúria, incontinência urinária, retenção urinária, urgência miccional, hemorragia vaginal . Raros: aborto, anúria, endurecimento mamário, aumento das mamas, cristalúria por sais de cálcio, cervicite, lactação em mulheres , mama fibrocística , ginecomastia , hipomenorréia , cálculo renal, disfunção renal, dor nos rins, mastite , menopausa , cisto ovariano , ereção prolongada , oligúria , orquite , pielonefrite, salpingite , urolitíase, hemorragia uterina , espasmo uterino. Baseado no número de homens ou mulheres, quando apropriado. O tratamento com Venlafaxina foi associado a uma elevação da pressão arterial em alguns pacientes durante todos os estudos clínicos pré-comercialização. Foram observados em estudos précomercialização aumentos médios na pressão diastólica supina da ordem de 1 mmHg em pacientes tratados com Venlafaxina comparados com reduções de aproximadamente 1 mmHg em pacientes tratados com placebo. Entre os pacientes de todos os estudos pré-comercialização que receberam Venlafaxina, 1,8% foram considerados como tendo tido aumento clinicamente significante da pressão arterial, comparados com 0,3% dos pacientes tratados com placebo. Nos estudos com EFEXOR comprimidos, esses aumentos na pressão arterial estiveram relacionados com a dose. De um modo geral, pacientes tratados com doses menor ou igual a 200 mg/dia apresentaram elevações menos acentuadas, enquanto que em um estudo de curto prazo de variação de dose, a dose mais elevada (300 a 375 mg/dia) esteve associada a aumentos médios na pressão arterial diastólica supina da ordem de 4 mmHg em torno da 4ª semana de tratamento, e de 7 mmHg em torno da 6ª semana. A presença de hipertensão arterial ou pressão arterial elevada tratadas na avaliação basal não pareceu predispor estes pacientes a elevações adicionais durante o tratamento com Venlafaxina. Para pacientes tratados com doses maiores que 200 mg/dia é aconselhável monitorização rotineira da pressão arterial. EFEXOR XR (Venlafaxina) não tem sido avaliado ou usado em nenhuma extensão considerável em pacientes com história recente de infarto do miocárdio ou doença cardíaca instável. Pacientes com esses diagnósticos foram sistematicamente excluídos de qualquer estudo clínico durante os estudos do produto. Foram observadas mudanças clinicamente significantes no eletrocardiograma em 0,9% dos pacientes tratados com Venlafaxina em todos os ensaios de pré-comercialização em comparação com 0,3% dos pacientes tratados com placebo. Raramente foram observadas alterações clínicas significantes dos intervalos de PR, QRS ou QTc em pacientes tratados com Venlafaxina durante os ensaios de précomercialização. A média dos batimentos cardíacos aumentou em aproximadamente 4 batimentos/minuto durante o tratamento com Venlafaxina. Foram observadas perdas ou ganhos de peso clinicamente significantes em menos de 1% dos pacientes tratados com Venlafaxina durante todos os testes de pré-comercialização. Os sintomas de descontinuação foram avaliados tanto nos pacientes com depressão quanto naqueles com ansiedade. Descontinuação abrupta, redução da dose ou redução gradual de Venlafaxina nas várias doses, mostrou estar associada com o surgimento de sintomas novos, cujas freqüências aumentaram com a dose e duração do tratamento. Os sintomas relatados incluíram ansiedade, agitação, confusão, diarréia, tontura, boca seca, fatiga, dor de cabeça, hipomania, insônia, náusea, nervosismo, parestesia, distúrbios do sono, sudorese, vertigem e vômitos. Onde tais sintomas ocorreram, eles foram geralmente auto-limitantes mas em poucos pacientes persistiram por algumas semanas. A ocorrência de efeitos de descontinuação são bem conhecidos com antidepressivos e portanto recomenda-se que a dosagem de EFEXOR XR seja gradualmente reduzida e o paciente monitorizado. O período necessário para a redução gradual pode depender da dose, duração da terapia e de cada paciente.

Venlafaxina – Posologia

Recomenda-se que EFEXOR XR (Venlafaxina) seja ingerido em dose única, uma vez ao dia, junto com alimentos, de manhã ou à noite, aproximadamente na mesma hora. Cada cápsula deve ser engolida inteira com a ajuda de líquidos. Não divida, esmague, mastigue nem coloque a cápsula na água. Tratamento Inicial Depressão Para a maioria dos pacientes, a dose inicial recomendada para EFEXOR XR (Venlafaxina) é de 75 mg/dia, administrada em dose única. Nos estudos clínicos visando estabelecer a eficácia de EFEXOR XR (Venlafaxina) em pacientes ambulatoriais moderadamente deprimidos, a dose inicial de Venlafaxina foi de 75 mg/dia. Não foi plenamente estabelecida, no caso de EFEXOR XR (Venlafaxina), relação entre a dose e a resposta antidepressiva ao fármaco. Entretanto, pacientes que não respondem à dose inicial de 75 mg/dia, podem beneficiar-se com o aumento da dose até um máximo de cerca de 225 mg/dia. As doses devem ser aumentadas, conforme o necessário, em incrementos de até 75 mg/dia, e tais aumentos devem ser espaçados por no mínimo 4 dias uma vez que os níveis plasmáticos no estado de equilíbrio de Venlafaxina e de seus principais metabólitos são obtidos na maioria dos pacientes no dia 4. Nos estudos clínicos visando estabelecer a eficácia do produto, as titulações de dose eram permitidas com intervalos de 2 semanas ou mais: as doses médias foram de 140-180 mg/dia. Deve-se observar que, embora a dose máxima recomendada para pacientes ambulatoriais moderadamente deprimidos seja também de 225 mg/dia de EFEXOR comprimidos, em um estudo constante do programa de desenvolvimento do produto, verificou-se que pacientes hospitalizados com depressão mais grave reagiram a uma dose média de 350 mg/dia (faixa de 150 a 375 mg/dia). Não se sabe se doses mais altas de EFEXOR XR (Venlafaxina) seriam necessárias na terapia de pacientes com depressão mais grave; por outro lado, a experiência com doses mais altas de EFEXOR XR (Venlafaxina) (acima de 225 mg/dia) é bastante limitada. Transtorno de ansiedade generalizada Para a maioria dos pacientes, a dose inicial recomendada para EFEXOR XR (Venlafaxina) é de 75 mg/dia, administrada em dose única. Nos estudos clínicos visando estabelecer a eficácia de EFEXOR XR em pacientes ambulatoriais com transtorno de ansiedade generalizada (GAD), a dose inicial de Venlafaxina foi de 75 mg/dia. Não foi plenamente estabelecida, no caso do EFEXOR XR (Venlafaxina), relação entre a dose e a resposta ao fármaco. Entretanto, pacientes que não respondem à dose inicial de 75 mg/dia, podem beneficiar-se com o aumento da dose até um máximo de cerca de 225 mg/dia. O aumento da dose deverá ser efetuado usando-se incrementos de até 75 mg/dia, conforme necessário, e deverá ser feito a intervalos não inferiores a 4 dias. Mudança de EFEXOR comprimidos para EFEXOR XR Pacientes deprimidos que recebem um tratamento com dose terapêutica de EFEXOR comprimidos podem passar a ser tratados com EFEXOR XR (Venlafaxina) usando a dosagem equivalente mais próxima (mg/dia), por exemplo, passando de EFEXOR comprimidos 37,5 mg duas vezes ao dia para 75 mg de EFEXOR XR (Venlafaxina) apenas uma vez ao dia. Entretanto, poderá ser necessário proceder a ajustes individuais de dosagem. Pacientes com insuficiência hepática Devido à diminuição na depuração plasmática e ao aumento da meia-vida de eliminação de Venlafaxina e da ODV observados em pacientes com cirrose hepática em comparação com indivíduos normais (ver Farmacologia clínica), recomenda-se que a dose inicial seja reduzida em 50% em pacientes com insuficiência hepática moderada. Poderá ser desejável ajustar a dosagem individualmente em alguns pacientes, uma vez que foram observadas grandes diferenças na depuração plasmática entre os pacientes que apresentavam cirrose. Pacientes com insuficiência renal Devido à redução na depuração plasmática da Venlafaxina e o aumento da meia-vida de eliminação da Venlafaxina e da ODV observados em pacientes com insuficiência renal (GFR = 10-70 mL/min) em comparação com indivíduos normais (ver Farmacologia clínica), recomenda-se reduzir a dose total diária em 25%-50%. No caso de pacientes submetidos a hemodiálise, recomenda-se que a dose diária total seja reduzida em 50% e que a droga seja suspensa até que a diálise termine (4 horas). Um ajuste individual de dose poderá tornar-se desejável em alguns pacientes uma vez que foi observada grande variabilidade individual da depuração plasmática entre pacientes com insuficiência renal. Pacientes idosos Não se recomenda nenhum ajuste da posologia usual para pacientes idosos unicamente em função da idade. Entretanto, como no caso de qualquer droga para o tratamento da depressão ou de transtorno de ansiedade generalizada, deve-se tomar cuidado no tratamento de idosos. Quando a dose for ajustada às necessidades individuais, precauções adicionais devem ser tomadas ao aumentar a dose. Manutenção/Tratamento prolongado Não existem resultados disponíveis dos estudos controlados que indiquem durante quanto tempo os pacientes com depressão ou com transtorno de ansiedade generalizada devem ser submetidos a tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina). Há concordância geral, porém, de que o tratamento farmacológico de episódios agudos de depressão deveria continuar por até seis meses ou mais. Não se sabe se a dose de antidepressivo necessária para induzir a remissão é idêntica à dose necessária para manter a eutimia. No caso de pacientes com transtorno de ansiedade generalizada, não há dados de eficácia que se estendam por mais de oito semanas de tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina). A necessidade de se prosseguir com o tratamento em pacientes com GAD que apresentam melhora com o tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina) deverá ser reavaliada periodicamente. Interrupção do tratamento de EFEXOR XR Quando houver interrupção do tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina) após mais de 1 semana de tratamento, recomenda-se, em princípio, que se proceda à interrupção gradativa, para evitar os riscos de causar os sintomas da descontinuação brusca. Nos estudos clínicos com EFEXOR XR (Venlafaxina), a redução progressiva foi conseguida reduzindo-se a dose diária em 75 mg a intervalos de 1 semana. Poderá ser necessário adequar a redução gradual da dose às condições individuais. Embora os efeitos da descontinuação do tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina) não tenham sido sistematicamente avaliados em estudos clínicos controlados, um levantamento retrospectivo de eventos novos que ocorreram durante a fase da redução gradual da dose ou após a descontinuação do tratamento revelou a incidência (pelo menos 3%) dos seguintes seis eventos e com uma incidência no grupo tratado com EFEXOR XR (Venlafaxina) de pelo menos o dobro do grupo que recebeu placebo, em estudos clínicos sobre depressão: tonturas, boca seca, insônia, náusea, nervosismo e sudorese. Os nove eventos seguintes ocorreram com uma incidência de pelo menos 3% e com uma incidência no grupo tratado com EFEXOR XR (Venlafaxina) que foi pelo menos o dobro da incidência do placebo nos estudos de GAD: anorexia, diarréia, tonturas, boca seca, insônia, náusea, nervosismo, sonolência e sudorese. Trocando o tratamento de ou para Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) Um intervalo de pelo menos 14 dias deverá ser mantido entre a descontinuação do uso de um IMAO e o início da terapia com EFEXOR XR (Venlafaxina). Deverá ser mantido também um prazo de pelo menos 7 dias após a interrupção do tratamento com EFEXOR XR (Venlafaxina) antes de iniciar um tratamento com IMAO (ver Contra-indicações e Advertências)

Superdosagem

A DL50 oral de Venlafaxina em camundongos foi 405 mg/kg, 336 mg/kg em ratos fêmeas e 673 mg/kg em ratos machos. Esses valores são equivalentes a 45 – 90 vezes a dose humana máxima recomendada. Entre os pacientes tratados com EFEXOR* XR (Venlafaxina) nos estudos de depressão pré-comercialização, houve 2 relatos de superdosagem aguda, tanto com EFEXOR* XR (Venlafaxina) isoladamente quanto combinado com outros medicamentos. Um paciente tomou uma combinação de 6 g de EFEXOR* XR (Venlafaxina) e 2,5 mg de lorazepam. Este paciente foi hospitalizado, tratado sintomaticamente, e se recuperou sem qualquer efeito adverso. O outro paciente tomou 2,85 g de EFEXOR* XR (Venlafaxina). Este paciente relatou parestesia dos quatro membros, mas recuperou-se sem seqüelas. Houve 2 relatos de superdosagem aguda com EFEXOR* XR (Venlafaxina) nos estudos de ansiedade. Um paciente tomou uma combinação de 0,75 g de EFEXOR* XR (Venlafaxina) e 200 mg de paroxetina e 50 mg de zolpidem. Este paciente foi descrito como alerta, capaz de comunicar-se e algo sonolento. Ele foi hospitalizado, tratado com carvão ativado e recuperou-se sem efeitos secundários. O outro paciente tomou 1,2 g de EFEXOR* XR (Venlafaxina). Este paciente recuperou-se e não foram encontrados outros problemas específicos. O paciente teve tonturas moderadas, náusea, dormência dos pés e mãos e sensação quente-fria 5 dias após a superdosagem. Entre os pacientes tratados com Venlafaxina em estudos précomercialização, houve 14 relatos de superdosagem aguda ou isoladamente ou em combinação com outras drogas e/ou álcool. A maioria dos relatos envolvia ingestão em que a dose de Venlafaxina foi estimada como sendo não mais de algumas vezes a dose terapêutica usual. Os 3 pacientes que tomaram as doses mais altas ingeriram aproximadamente 6,75 g, 2,75 g e 2,5 g. Todos os pacientes recuperaram-se sem seqüelas. A maioria dos pacientes não relatou sintomas. Entre os demais pacientes, o sintoma mais comumente relatado foi sonolência. O paciente que ingeriu 2,75 g de Venlafaxina foi observado e apresentou 2 convulsões generalizadas e uma prolongação de QTc para 500 mseg, comparado com os 405 mseg da avaliação basal. Isto resultou em coma com necessidade de ressuscitação. Relatou-se taquicardia sinusal em outros 2 pacientes. Na experiência pós-comercialização, alterações no eletrocardiograma (por exemplo, prolongamento do intervalo QT, bloqueio de ramo, prolongamento de QRS), taquicardia sinusal e ventricular, bradicardia, hipotensão, níveis de consciência (variando de sonolência a coma) e convulsões foram relatados em associação à superdosagem de Venlafaxina, ou isoladamente ou em combinação com outras drogas e/ou álcool. Tais eventos, de maneira geral, foram resolvidos espontaneamente. Na experiência pós-comercialização houve relatos de fatalidade em pacientes que fizeram uso de superdosagem de Venlafaxina, predominantemente em combinação com álcool e/ou outras drogas. Tratamento da superdosagem – Assegure oxigenação e ventilação adequados das vias respiratórias. Recomenda-se monitorização do ritmo cardíaco e dos sinais vitais. Medidas gerais de suporte e tratamento sintomático são recomendadas. Deve-se considerar o uso de carvão ativado ou lavagem gástrica. Não são conhecidos antídotos específicos para a Venlafaxina. A Venlafaxina e o ODV não são considerados dialisáveis porque a depuração por hemodiálise de ambos compostos foi baixa.

Características farmacológicas

EFEXOR XR (Venlafaxina) é formulado como cápsulas de liberação prolongada para administração oral uma vez ao dia. A liberação da droga é controlada pela difusão através da membrana de cobertura nas esferóides e não é dependente do pH. A Venlafaxina é um antidepressivo estruturalmente novo quimicamente não relacionado aos agentes tricíclicos, tetracíclicos ou outros antidepressivos disponíveis. A Venlafaxina é quimicamente definida como cloridrato de (R/S)-1-[(2-dimetilamino)-1-(4-metoxifenil)etil) ciclohexanol. FARMACOLOGIA CLÍNICA Farmacodinâmica Acredita-se que o mecanismo antidepressivo da Venlafaxina em humanos esteja associado à sua potencialização da atividade neurotransmissora no sistema nervoso central. Estudos pré-clínicos mostraram que a Venlafaxina e seu principal metabólito ativo, ODV, são potentes inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina. A Venlafaxina também inibe fracamente a recaptação de dopamina. Estudos em animais indicam que os antidepressivos tricíclicos podem reduzir a resposta dos receptores b-adrenérgicos após administração crônica. Já a Venlafaxina e o ODV reduzem a resposta dos receptores b-adrenérgicos tanto após administração aguda (dose única) quanto crônica. Estes resultados podem sugerir um início mais rápido da atividade de Venlafaxina. A Venlafaxina e o ODV são muito semelhantes quanto à sua ação global na recaptação de neurotransmissores. A Venlafaxina não tem virtualmente afinidade com os receptores colinérgicos muscarínicos, H1 – histaminérgicos ou a1 – adrenérgicos in vitro do cérebro de rato. A atividade farmacológica nestes receptores pode estar relacionada com vários efeitos colaterais observados com outros antidepressivos, tais como efeitos anticolinérgicos, sedativos e cardiovasculares. A Venlafaxina não apresenta atividade inibidora da monoaminoxidase (MAO). Estudos in vitro demonstraram que a Venlafaxina virtualmente não apresenta afinidade com receptores de opiáceos, benzodiazepinas, fenciclidina (PCP) ou ácido N-metil-D-aspártico (NMDA). A Venlafaxina também não produz liberação de norepinefrina em preparados de tecido cerebral. Ela não tem atividade estimulante significante do Sistema Nervoso Central (SNC) em roedores. Em estudos de discriminação de drogas em primatas, a Venlafaxina não apresentou risco significante de abuso por estimulação ou depressão. Farmacocinética Concentrações de Venlafaxina e ODV em estado de equilíbrio são atingidas em um período de 3 dias de tratamento com doses orais múltiplas. A Venlafaxina e o ODV apresentaram cinética linear na faixa de dose de 75 a 450 mg/dia. A média ± DP da depuração plasmática em estado de equilíbrio de Venlafaxina e ODV é 1,3 ± 0,6 e 0,4 ± 0,2 l/h/kg, respectivamente; a meia-vida de eliminação aparente é 5 ± 2 e 11 ± 2 horas, respectivamente; e o volume de distribuição aparente (estado de equilíbrio) é 7,5 ± 3,7 e 5,7 ± 1,8 l/kg, respectivamente. Absorção Com base em estudos de balanço de massa, pelo menos 92% de uma dose oral única de Venlafaxina é absorvida, indicando que a absorção de Venlafaxina é quase completa. Entretanto, o metabolismo pré-sistêmico da Venlafaxina (o qual forma principalmente o metabólito ativo, ODV) reduz a biodisponibilidade absoluta da Venlafaxina para 42% ± 15%. Após a administração de EFEXOR XR (Venlafaxina), as concentrações plasmáticas máximas de Venlafaxina e ODV são alcançadas dentro de 6,0 ± 1,5 e 8,8 ± 2,2 horas, respectivamente. A taxa de absorção de Venlafaxina a partir de cápsulas de EFEXOR XR (Venlafaxina) é mais lenta do que sua taxa de eliminação. Portanto, a meia-vida de eliminação aparente de Venlafaxina após administração de EFEXOR XR (Venlafaxina) (15 ± 6 h) é na verdade a meia-vida de absorção ao invés da meia-vida de disposição real (5 ± 2 h) observada após administração de um comprimido de liberação imediata. Quando doses diárias iguais de Venlafaxina foram administradas como comprimidos de liberação imediata ou como cápsulas de liberação prolongada, a exposição (AUC, área sob a curva de concentração) tanto para Venlafaxina quanto para ODV foi semelhante para os dois tratamentos, e a variação nas concentrações plasmáticas foi levemente menor após tratamento com EFEXOR* XR (Venlafaxina) cápsulas. Portanto, cápsulas de Venlafaxina de liberação prolongada fornecem uma taxa de absorção mais lenta, porém com a mesma extensão de absorção (isto é, AUC), que o comprimido de Venlafaxina de liberação imediata. Distribuição O grau de ligação de Venlafaxina às proteínas plasmáticas humanas é de 27% ± 2% em concentrações variando de 2,5 a 2215 ng/ml, e o grau de ligação de ODV às proteínas plasmáticas humanas é de 30% ± 12% em concentrações variando de 100 a 500 ng/ml. Interações com drogas induzidas por ligação protéica com administração concomitante de Venlafaxina não são esperadas. Após administração intravenosa, o volume de distribuição de Venlafaxina no estado de equilíbrio é de 4,4 ± 1,9 l/kg, indicando que a Venlafaxina distribui-se bem por toda a água corpórea. Metabolismo Após a absorção, a Venlafaxina sofre extenso metabolismo présistêmico no fígado. O principal metabólito da Venlafaxina é o ODV, mas a Venlafaxina também é metabolizada para NdesmetilVenlafaxina, N,O-didesmetilVenlafaxina e outros metabólitos menores. Estudos in vitro indicam que a formação de ODV é catalisada pela CYP2D6 e que a formação de NdesmetilVenlafaxina é catalisada pela CYP3A3/4. Os resultados dos estudos in vitro foram confirmados em um estudo clínico com pacientes metabolizadores lentos ou rápidos da CYP2D6. Contudo, apesar das diferenças metabólicas entre os indivíduos metabolizadores lentos ou rápidos da CYP2D6, a exposição total às duas espécies ativas somadas (Venlafaxina e ODV) foi semelhante nos dois grupos de metabolização. Portanto, pacientes com baixo e elevado metabolismo da CYP2D6 podem ser tratados com o mesmo regime de tratamento de EFEXOR XR (Venlafaxina). Excreção Aproximadamente 87% de uma dose de Venlafaxina é recuperada na urina dentro das 48 horas após uma dose única radio-marcada como Venlafaxina inalterada (5%) ODV não conjugada (29%), ODV conjugada (26%) ou outros metabólitos menores inativos (27%) e 92% da dose radioativa é recuperada dentro de 72 horas. Portanto, a eliminação renal de Venlafaxina e seus metabólitos é a via principal de excreção. Interações com alimentos A administração de EFEXOR XR (Venlafaxina) com alimentos não afeta a absorção da Venlafaxina ou a formação subsequente de ODV. Populações especiais Idade e sexo: não afetam significantemente a farmacocinética da Venlafaxina. Uma redução de 20% na depuração foi observada para ODV em pacientes acima de 60 anos; isso provavelmente é conseqüência da redução da função renal própria da idade. Não foi observado acúmulo de Venlafaxina ou ODV durante administração crônica em pacientes sadios. Doença hepática: em alguns pacientes com cirrose hepática compensada, a disposição farmacocinética tanto de Venlafaxina quanto de ODV foi significantemente alterada. A redução tanto no metabolismo de Venlafaxina quanto na eliminação de ODV resultou na elevação das concentrações plasmáticas tanto de Venlafaxina quanto de ODV. Doença renal: em pacientes com prejuízo da função renal de leve a moderado, a depuração total tanto de Venlafaxina quanto de ODV foi reduzida e a t1/2 foi prolongada. A redução na depuração total foi mais pronunciada em pacientes com depuração de creatinina inferior a 30 ml/min.

Resultados de eficácia

Transtorno de ansiedade generalizada A eficácia das cápsulas de EFEXOR XR no tratamento do transtorno de ansiedade generalizado (GAD) foi estabelecida em dois estudos de 8 semanas, comparativos com placebo e posologia fixa, em pacientes ambulatoriais que se enquadravam como tendo GAD pelos critérios da escala DSM-IV. Um estudo no qual foram avaliadas as doses de EFEXOR XR de 75, 150 e 225 mg/dia e placebo, mostrou que a dose de 225 mg/dia era mais eficaz do que o placebo usando a pontuação total da escala Hamilton Rating Scale for Anxiety (HAM-A) tanto nos itens ansiedade e tensão da escala HAM-A quanto na escala Clinical Global Impressions (CGI). Embora o EFEXOR XR fosse superior ao placebo também na dose de 75 e 150 mg/dia, estas não foram tão consistentes em seus efeitos em relação às doses mais altas. Um segundo estudo, no qual foram avaliadas as doses de 75 e 150 mg de EFEXOR XR e o placebo, demonstrou que ambas as doses foram mais eficazes que o placebo. Entretanto, a dose de 75 mg/dia apresentou resultados mais consistentes do que a dose de 150 mg/dia. Não foi possível estabelecer uma relação dose-resposta clara da eficácia no GAD na faixa de dosagem de 75-225 mg/dia usada nesses dois estudos. A avaliação dos subgrupos da população estudada não revelou nenhuma resposta diferenciada em relação ao sexo. EFEXOR XR (Venlafaxina), cápsulas de liberação prolongada, é indicado no tratamento da depressão. A eficácia de EFEXOR XR (Venlafaxina) no tratamento da depressão foi estabelecida em estudos controlados de 8 e 12 semanas, com pacientes ambulatoriais cujo diagnóstico se aproximava mais da categoria do DSM-III-R ou DSM-IV. Um episódio depressivo maior (DSM-IV) é representado por humor deprimido ou perda do interesse ou prazer em quase todas as atividades, e relativamente duradouro (quase todo dia por pelo menos 2 semanas). Inclui a manifestação de pelo menos cinco dos nove sintomas seguintes durante o mesmo período de duas semanas: humor deprimido; interesse ou prazer acentuadamente diminuídos por todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia; perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta ou diminuição ou aumento do apetite; insônia ou hipersonia; agitação ou retardo psicomotor; fadiga ou perda de energia; sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada; capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão; ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suícidio. A eficácia de EFEXOR comprimidos no tratamento da depressão em pacientes hospitalizados que atendiam aos critérios de diagnóstico para depressão maior com melancolia, foi estabelecida em um estudo controlado de 4 semanas. A segurança e a eficácia do EFEXOR* XR (Venlafaxina) em pacientes deprimidos hospitalizados não foram adequadamente estudadas. A eficácia de EFEXOR XR (Venlafaxina) no tratamento a longo prazo, ou seja, por mais de 12 semanas, não foi avaliada sistematicamente em estudos controlados. O médico que decidir usar EFEXOR XR (Venlafaxina) durante períodos prolongados deverá periodicamente reavaliar a utilidade da droga a longo prazo para cada paciente (ver Posologia). Transtorno de ansiedade generalizada O EFEXOR XR (Venlafaxina) é indicado no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (GAD), conforme definido no DSM-IV. A ansiedade ou a tensão associada ao estresse do dia a dia não exige tratamento com ansiolíticos. A eficácia de EFEXOR XR (Venlafaxina) no tratamento do GAD foi estabelecida nos estudos controlados com placebo de 8 semanas, em pacientes ambulatoriais com diagnóstico de GAD de acordo com os critérios DSM-IV. Os transtornos de ansiedade generalizada (DSM-IV) são caracterizados por ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva) que perduram por pelo menos 6 meses e que o indivíduo tem dificuldade em controlar. Deve estar associado com pelo menos 3 dos 6 sintomas seguintes: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, fatigabilidade, dificuldade em concentrar-se ou sensações de branco na mente, irritabilidade, tensão muscular, perturbação do sono. A eficácia do EFEXOR XR (Venlafaxina) no tratamento a longo prazo do GAD, ou seja, por mais de 8 semanas, não foi avaliada de forma sistemática nos estudos controlados. O médico que decidir usar EFEXOR XR (Venlafaxina) por períodos prolongados deverá reavaliar a utilidade a longo prazo da droga para cada paciente (ver Posologia).

Modo de usar

Recomenda-se que EFEXOR XR (Venlafaxina) seja ingerido junto com alimentos. Cada cápsula deve ser engolida inteira com a ajuda de líquidos. Não divida, esmague, mastigue nem coloque a cápsula na água.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Armazenagem

Conservar o medicamento em temperatura ambiente controlada (temperatura entre 20 e 25°C).

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA Fabricado por: Wyeth Pharmaceuticals Company. – Guayama, Porto Rico, Estados Unidos. Importado, embalado e distribuído por: Laboratórios Wyeth-Whitehall Ltda. Rua Serra de Juréa, 841 – Tatuapé – São Paulo CNPJ nº 61.072.393/0033-10 Farm. Resp.: Ruy M. Yoshinaga – CRF-SP nº 4997 Registro MS – 1.2110.0074

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