Princípio ativo: primidona

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

Primidona
Classe terapêutica dos Anticonvulsivantes
Princípio ativo Primidona.

Indicações de Primidona

Epilepsia. A primidona, utilizada isolada ou com outros anticonvulsivantes, é indicada no controle do grande mal e nas crises epiléticas psicomotoras e focais. A primidona pode controlar as convulsões do grande mal, refratárias à terapia com outros anticonvulsivantes. Tremor essencial (particularmente em idosos).

Efeitos Colaterais de Primidona

Reações mais freqüentes, ataxia e vertigem, que tendem a desaparecer com a continuação da terapia ou com a redução da dose inicial. Reações ocasionais: anorexia, sonolência, reação paradoxal (excitação), náuseas ou vômitos, fadiga, impotência, tonturas, alterações do humor, diplopia, nistagmo e erupções cutâneas morbiliformes. Em alguns casos reações adversas intensas e persistentes podem requerer a interrupção da droga. Reações raras: hipoplasia da série vermelha, aplasia e agranulocitose, que podem obrigar a interrupção do tratamento se forem persistentes ou severas. Foi observada anemia megaloblástica, que responde à administração de ácido fólico, sem a necessidade de descontinuar a medicação. Casos de reações psicóticas agudas têm sido raramente descritos em pacientes utilizando anticonvulsivantes.

Como Usar (Posologia)

Adultos e crianças acima de 8 anos (dose máxima diária 2 g): anticonvulsivo: 100 a 125 mg/dia, v.o., ao deitar, durante os 3 primeiros dias; aumentar para 100 ou 125 mg, 2 vezes/dia, no 4º, 5º e 6º dias; aumentar para 100 ou 125 mg, 3 vezes/dia, no 7º, 8º e 9º dia; no 10º dia passar para 250 mg, 3 vezes/dia. Ajustar de acordo com as necessidades e tolerância do paciente. Manutenção: 250 mg. v.o., 3 ou 4 vezes/dia. Se necessário, a dose pode ser aumentada até 1500 mg ao dia, em doses divididas. A dose total diária não deve exceder 2 g. Para obter-se o máximo de eficácia, a dose deve ser individualizada. Em alguns casos, deve-se efetuar determinações do nível sérico de primidona, para ajuste de dose. O nível sérico clinicamente eficaz de primidona está entre 5 a 12 mcg/ ml. Tremor essencial dos idosos: nos pacientes com idade avançada pode-se utilizar a primidona em doses até menores do que as utilizadas como anticonvulsivante (10 mg/kg/dia). Para pacientes em tratamento com outros anticonvulsivantes: deve-se iniciar com 100 mg a 125 mg de primidona ao deitar, aumentando gradualmente a posologia até o nível de manutenção, ao mesmo tempo em que se diminui a outra droga. Este esquema posológico deve ser seguido até que se obtenha um nível satisfatório de dose para a combinação, ou até que a outra droga seja retirada. Quando o objetivo for o tratamento somente com primidona, a transição não deve ser feita em menos de duas semanas. Superdosagem: a ingestão de doses elevadas do produto requer imediata hospitalização e controle do paciente. A hidratação vigorosa, com ou sem diurese alcalina forçada é recomendada para facilitar a eliminação, principalmente nos pacientes com risco de desenvolver toxicidade renal.

Contra-Indicações de Primidona

Porfiria aguda intermitente diversificada ou história pregressa. Hipersensibilidade à droga ou seus metabólitos (fenobarbital e feniletilmalonamida).

Precauções

Recomenda-se criteriosa avaliação clínica e laboratorial semestralmente, pois geralmente o tratamento se realiza por períodos prolongados. A suspensão da primidona deve ser realizada com a redução gradual da dose a fim de evitar a precipitação do estado epilético. Os pacientes devem ser informados de que a tolerância ao álcool e a outros depressores do SNC pode estar diminuída. Pacientes submetidos à terapia anticonvulsiva prolongada podem necessitar de suplemento de ácido fólico e vitamina D para evitar a osteomalacia. O fenobarbital, um dos metabólitos ativos da primidona, tem grande influência na programação plasmática, nas reações adversas, nas interações e no efeito terapêutico da primidona. O risco/benefício deve ser avaliado em situações clínicas como comprometimento das funções hepáticas e renal, hipercinesia, doenças respiratórias como asma, enfisema ou que envolvem dispnéia ou obstrução. – Gravidez e lactação: evitar na gravidez e durante a lactação. Os efeitos da primidona na gravidez e nos lactentes são desconhecidos. Relatos recentes sugerem uma associação entre o uso de anticonvulsivantes por mulheres com epilepsia e a elevada incidência de má formação em crianças geradas por essas mulheres. Entretanto, uma relação causa/efeito não foi definitivamente estabelecida, pois existe a possibilidade de que outros fatores (como genéticos ou a própria epilepsia) possam ser importantes na gênese da má formação fetal. A situação deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico, pois a suspensão da medicação pode precipitar o estado epilético, provocando risco de vida na mãe e no feto. O médico deve ponderar as possíveis situações ao tratar uma mulher epilética em idade reprodutiva. Hemorragia neonatal, com problemas na coagulação, lembrando deficiência de vitamina K, foi descrita em recém-nascidos cujas mães estavam sob tratamento com primidona ou com outros anticonvulsivantes. Gestantes sob tratamento com anticonvulsivantes devem receber como profilaxia, vitamina K1 durante o mês anterior e durante o parto. Há evidências de que a primidona é excretada no leite materno em quantidades substanciais. Recomenda-se a descontinuidade da amamentação nos casos em que a lactante persistir no tratamento com a primidona. – Pediatria: o uso da primidona em crianças pode causar excitação paradoxal. – Atenção e vigilância: evitar funções onde a falta de atenção pode aumentar o risco de acidentes (operar máquinas, dirigir automóveis, etc.). – Interações medicamentosas: o uso com adrenocorticóides (glico e mineralocorticóides), cumarínicos e indandiônicos, contraceptivos orais contendo estrógenos e corticotrofina, pode causar diminuição dos efeitos desses medicamentos, devido ao aumento da biotransformação por indução enzimática da primidona e do metabólito fenobarbital; com álcool e medicamentos depressores centrais: potencializa a depressão central e respiratória; com carbamazepina: diminui o efeito devido ao deslocamento protéico e inibição enzimática; com inibidores da MAO, incluindo furazolidona, procarbazina e selegilina há prolongamento do efeito da primidona devido à sua inibição.

Apresentação

Caixas com 100 comprimidos de 100 mg.

Composição

Cada comprimido contém: 100 mg de primidona.Excipientes (celulose microcristalina, lactose, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, fosfato tricálcico, corante amarelo FD&C) q.s.p. 1 comprimido.

Laboratório

Apsen Farmacêutica

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