Princípio ativo: paroxetina

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

Paroxetina

Referência

Aropax (GSK)

Apresentação de Paroxetina

USO ADULTO Uso oral. Comprimido revestido. Apresentado em embalagem com 10, 20 e 30 comprimidos de 20mg. Cada comprimido contém: Paroxetina (como cloridrato)… 20,0 mg excipiente q.s.p. … 1 comp Excipientes: fosfato de cálcio dibásico , hidroxipropilmetilcelulose , amido glicolato de sódio , estearato de magnésio , dióxido de titânio , polietilenoglicol 400 , polisorbato 80 .

Paroxetina – Indicações

Adultos Depressão Tratamento dos sintomas do transtorno depressivo de todos os tipos, incluindo depressão reativa e severa e depressão acompanhada de ansiedade. Após uma resposta satisfatória inicial, a continuação da terapia com Aropax é eficaz na prevenção de recidiva da depressão. Transtornos de ansiedade Tratamento dos sintomas e prevenção de recidiva do transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Tratamento dos sintomas e prevenção da recidiva do transtorno do pânico com ou sem agorafobia. Tratamento da fobia social/ transtorno da ansiedade social. Tratamento dos sintomas e prevenção de recidiva do transtorno de ansiedade generalizada. Tratamento do transtorno de estresse pós-traumático. Crianças e adolescentes (com menos que 18 anos) Todas as indicações Aropax não é indicado para o uso em crianças ou adolescentes com menos que 18 anos (Veja Advertências). Estudos clínicos controlados em crianças e adolescentes com transtorno depressivo maior não evidenciaram eficácia, e não embasam o uso de Aropax no tratamento de depressão nesta população (Veja Advertências). A eficácia e segurança de Aropax em crianças com idade inferior a 7 anos não foram estudadas.

Contra-indicações de Paroxetina

Aropax é contra-indicado para pacientes com conhecida hipersensibilidade à droga ou a qualquer componente do produto. Aropax não deve ser usado concomitantemente com inibidores da monoaminoxidase -IMAO- (incluindo linezolida – um antibiótico que é um inibidor não-seletivo reversível da MAO), ou no intervalo de até duas semanas após o término do tratamento com inibidores da MAO. Da mesma forma, inibidores da MAO não devem ser iniciados no intervalo de até duas semanas após o término da terapia com Aropax (ver Interações Medicamentosas e outras interações). Aropax não deve ser usado concomitantemente com tioridazina, uma vez que, assim como outras drogas que inibem a enzima hepática CYP450 2D6, a Paroxetina pode elevar os níveis plasmáticos da tioridazina (ver Interações Medicamentosas e outras interações). A administração de tioridazina isoladamente pode levar ao prolongamento do intervalo QTc com arritmia ventricular grave associada, como torsades de pointes e morte súbita. Aropax não deve ser usado concomitantemente com pimozida (ver Interações Medicamentosas).

Advertências

Crianças e adolescentes (com menos que 18 anos) O tratamento com antidepressivos é associado ao aumento do risco de pensamento/ comportamento suicida em crianças e adolescentes com transtorno depressivo maior e outros transtornos psiquiátricos. Em estudos clínicos com crianças e adolescentes usando Aropax, eventos adversos relacionados à possibilidade de suicídio (pensamento suicida ou tentativas de suicídio) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento opositor ou raiva) foram mais freqüentemente observados em pacientes tratados com Aropax que naqueles tratados com placebo (ver Reações Adversas). Existem poucos dados de segurança de longo prazo em crianças e adolescentes relacionados ao crescimento, maturidade e desenvolvimento comportamental e cognitivo. Piora do quadro clínico e risco de suicídio em adultos Adultos jovens, especialmente aqueles com transtorno depressivo maior, podem ter um aumento no risco do comportamento suicida durante o tratamento com Aropax. Uma análise de um estudo controlado com adultos com transtornos psiquiátricos evidenciou maior freqüência de comportamento suicida em adultos jovens (prospectivamente definidos como entre 18-24 anos) tratados com Paroxetina comparados com placebo (17/776[2,19% versus 5/542 [0,92%); entretanto esta diferença não foi estatisticamente significativa. Em outro grupo, com idade superior (de 25 a 64 anos e > 65 anos), tal aumento não foi observado. Em adultos com transtorno depressivo maior (todas idades), houve um aumento significativo na freqüência do comportamento suicida em pacientes tratados com Paroxetina comparados com placebo (11/3455[0,32% versus 1/1978 [0,05%; todos estes eventos foram tentativas de suicídio). Entretanto, a maior parte destas tentativas de suicídio com Paroxetina (8 em 11) ocorreu em adultos jovens entre 18 – 30 anos. Estes dados em transtorno depressivo maior sugerem que a maior freqüência observada na população adulta jovem com transtornos psiquiátricos pode ser estendida para além dos 24 anos de idade. Pacientes com depressão podem apresentar piora dos sintomas depressivos ou o surgimento de pensamento/comportamento suicida, tomando ou não medicação antidepressiva. O risco persiste até que uma remissão significativa ocorra. A experiência clínica com terapias antidepressivas indica, de modo geral, que o risco de suicídio aumenta no estágio inicial de recuperação. Outros distúrbios psiquiátricos para os quais Aropax é indicado podem estar associados ao aumento do risco de comportamento suicida e essas condições também são co-morbidades associadas ao transtorno depressivo maior. Ademais, pacientes com história de pensamento/comportamento suicida, adultos jovens e pacientes que exibem um grau significativo de potencial suicida antes do início do tratamento, possuem um alto risco de cometer suicídio. Todos os pacientes devem ser monitorados quanto a piora do quadro (incluindo o desenvolvimento de novos sintomas) e ao risco de suicídio durante o tratamento, especialmente no início do tratamento ou a qualquer momento em que haja alteração na dose, seja aumento ou redução. Pacientes (e cuidadores) devem ser alertados sobre a necessidade de monitorar qualquer piora do quadro geral (incluindo o desenvolvimento de novos sintomas) ou o aparecimento de comportamento ou idéia suicida e procurar cuidado médico imediatamente caso isso aconteça. É importante reconhecer que o surgimento de sintomas como agitação, acatisia ou mania podem estar relacionados com a doença subjacente ou com o próprio medicamento (Veja Acatisia, Mania, Transtorno Bipolar abaixo; Reações Adversas). Devem ser consideradas alterações no regime terapêutico, incluindo possibilidade de descontinuação da medicação, em pacientes com histórico de piora clínica (incluindo o desenvolvimento de novos sintomas) ou surgimento de idéia/comportamento suicida, especialmente se estes sintomas forem graves, de início abrupto ou se não faziam parte dos sintomas do paciente. Acatisia Raramente o uso de Aropax ou outro ISRS tem sido associado ao desenvolvimento de acatisia, que é caracterizada pela sensação de inquietude, agitação psicomotora, incapacidade de permanecer sentado ou levantado, geralmente associada a um desconforto subjetivo. É mais provável que isto ocorra nas primeiras semanas de tratamento. Síndrome serotoninérgica / Síndrome neuroléptica maligna Em raros casos, o desenvolvimento de eventos relacionados a síndrome serotoninérgica ou síndrome neuroléptica maligna pode ocorrer em associação ao tratamento com Aropax, particularmente quando administrado com outra droga serotoninérgica ou neuroléptica. Como essa síndrome pode resultar numa potencial condição de risco de morte, o tratamento com Aropax deve ser descontinuado se tais eventos ocorrerem (caracterizados por sintomas como hipertermia, rigidez, mioclonias, instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais, mudanças no estado mental, incluindo confusão, irritabilidade, agitação extrema progredindo ao delírio e coma) e o tratamento sintomático de suporte deve ser iniciado. Aropax não deve ser usado em associação a precursores de serotonina (tais como L-triptofano, oxitriptano) devido ao risco de síndrome serotoninérgica (ver Contra-indicações e Advertências). Mania e Transtorno bipolar Um episódio depressivo grave pode ser a manifestação inicial do transtorno bipolar. Geralmente acredita-se (hipótese não confirmada em ensaios clínicos) que tratar tal episódio apenas com antidepressivo pode aumentar a probabilidade de precipitação de um episódio de mania/misto em paciente sob risco de apresentar transtorno bipolar. Antes de iniciar o tratamento com um antidepressivo, os pacientes devem ser adequadamente avaliados para determinar o risco de transtorno bipolar. Esta avaliação deve incluir história psiquiátrica detalhada, incluindo história familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão. Deve-se notar que Aropax não é aprovado para uso no tratamento de transtorno bipolar. Como todo antidepressivo, a Paroxetina deve ser usada com cautela em pacientes com história de mania. Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) O tratamento com Aropax deve ser iniciado cautelosamente, no mínimo duas semanas após o término do tratamento com inibidores da MAO e a dosagem de Aropax deve ser aumentada gradativamente até que se alcance uma resposta adequada (ver Contra-indicações e Interações medicamentosas). Insuficiência renal/hepática Deve-se ter cautela ao administrar o medicamento a pacientes com insuficiência renal ou com insuficiência hepática (Veja Posologia). Epilepsia Da mesma forma que ocorre com outros antidepressivos, Aropax deve ser usado com cuidado em pacientes com epilepsia. Convulsões Em geral, a incidência de convulsões é < 0,1 % em pacientes tratados com Aropax. Aropax deve ser descontinuado em qualquer paciente que apresente convulsão. Glaucoma Assim como ocorre com outros ISRSs, Aropax pode causar midríase e deve ser usado com cautela em pacientes com glaucoma de ângulo agudo. Eletroconvulsoterapia (ECT) Há pouca experiência clínica com a administração concomitante de Aropax em pacientes sob ECT. Entretanto, existem raros relatos de prolongamento de convulsões induzidas por ECT e/ou convulsões secundárias em pacientes com ISRSs. Hiponatremia Foi raramente relatada, predominantemente em idosos. A hiponatremia geralmente é revertida com a descontinuação da Paroxetina. Hemorragia Sangramento na pele e membranas mucosas (incluindo sangramento gastrintestinal) tem sido relatado após tratamento com Aropax. Portanto, Aropax deve ser usado com cautela em pacientes predispostos a condições hemorrágicas ou sob tratamento concomitante com drogas que aumentem o risco de sangramento. Problemas cardíacos As precauções usuais devem ser observadas em pacientes com doença cardíacas. Sintomas observados com a descontinuação de Aropax em adultos Em estudos clínicos conduzidos em adultos, eventos adversos decorrentes da descontinuação do tratamento foram observados em 30% dos pacientes tratados com Aropax, comparado a 20% dos pacientes tratados com placebo. A ocorrência dos sintomas decorrentes da descontinuação é diferente daquela resultante da dependência produzida pelo abuso da substância. Vertigens, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia, sensação de choque elétrico e zumbido), distúrbios do sono (incluindo sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas, tremor, confusão, Modelo de texto de bula Aropax Página 13 de 18 sudorese, cefaléia e diarréia tem sido relatados. Geralmente esses sintomas são leves a moderados; entretanto, em alguns pacientes, podem ser graves. Eles ocorrem, geralmente, nos primeiros dias após a descontinuação do tratamento, mas existem raros relatos em que tais sintomas ocorreram após o esquecimento de uma dose. Geralmente esses sintomas são autolimitados e desaparecem dentro de 2 semanas, embora em alguns indivíduos esse tempo seja mais prolongado (2-3 meses ou mais). Desta forma, recomenda-se que Aropax seja retirado gradualmente, até a descontinuação do tratamento, por um período de várias semanas ou meses, de acordo com as necessidades dos pacientes. (ver Descontinuação do Aropax e Posologia). Sintomas observados com a descontinuação de Aropax em crianças e adolescentes Em estudos clínicos conduzidos em crianças e adolescentes, eventos adversos decorrentes da descontinuação do tratamento foram observados em 32% dos pacientes tratados com Aropax, comparado a 24% dos pacientes tratados com placebo. Os eventos relatados com a descontinuação de Aropax em pelo menos 2% dos pacientes e que ocorreram pelo menos duas vezes mais que com o placebo foram: labilidade emocional (incluindo ideação suicida, tentativa de suicídio, alterações no humor e vontade de chorar), nervosismo, vertigem, náusea e dor abdominal (ver Reações adversas). Capacidade de dirigir/operar máquinas Experiências clínicas têm demonstrado que a terapia com Aropax não está associada à deterioração das funções cognitiva e psicomotora. Contudo, como com todas as drogas psicoativas, os pacientes devem ser advertidos quanto à sua capacidade de dirigir veículos motorizados ou operar máquinas.

Uso na gravidez de Paroxetina

Estudos em animais não demonstraram quaisquer efeitos teratogênicos ou embriotóxicos seletivo. Recentes estudos epidemiológicos em grávidas após exposição materna a antidepressivos durante o primeiro trimestre de gravidez mostraram um aumento no risco de malformações congênitas, particularmente cardiovasculares (como defeitos do septo atrial e ventricular), associadas ao uso de Paroxetina. Os dados sugerem que o risco do feto ter um defeito cardiovascular após a exposição materna a Paroxetina é de aproximadamente 1/50, comparado com a taxa esperada para estes efeitos na população em geral, que é de aproximadamente 1/100. O médico precisa avaliar opções de tratamentos alternativos em mulheres grávidas ou que estão planejando engravidar e deve prescrever Aropax somente quando os benefícios potenciais justificarem os riscos. Se o médico optar pela descontinuação do tratamento, deve ser observados os ítens Posologia Descontinuação de Aropax e Advertências – Sintomas observados com a descontinuação de Aropax em adultos. Houve relatos de nascimento prematuro em mulheres grávidas expostas a Paroxetina ou outros ISRSs; entretanto, não foi estabelecida uma relação causal. Deve-se monitorar o recém-nascido caso a mãe tenha dado continuidade ao tratamento com Aropax nos estágios finais da gravidez, uma vez que houve relatos de complicações em neonatos expostos ao Aropax ou outros ISRSs após o terceiro trimestre da gravidez. Entretanto, uma relação causal com a terapia ainda não pode ser estabelecida. Os achados clínicos relatados incluem: desconforto respiratório, cianose, apnéia, convulsões, instabilidade térmica, dificuldade em amamentar, vômito, hipoglicemia, hipertonia, hipotonia, hiperreflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade, letargia, choro constante e sonolência. Em alguns casos, os sintomas relatados foram descritos como síndrome de abstinência neonatal. Na maioria dos casos, as complicações ocorreram imediatamente ou logo após o nascimento (menos de 24 horas). Em um estudo epidemiológico, o uso de ISRSs (incluindo Paroxetina) após as primeiras 20 semanas de gravidez, foi associado ao aumento do risco de hipertensão pulmonar persistente em recém-nascidos. O risco absoluto entre aqueles que usaram ISRSs nos estágios mais avançados da gravidez foi descrito como 0,6 a 1,2% em mulheres, comparado a 0,1-0,2% em mulheres, na população geral. Uma pequena quantidade de Paroxetina é excretada pelo leite materno. Em estudos publicados, as concentrações séricas em crianças amamentadas foram indetectáveis (< 2 ng/ml) ou muito baixas (< 4 ng/ml). Não foram observados sinais de efeito da droga nessas crianças. Contudo, Aropax não deve ser usado durante a amamentação, a não ser que os benefícios esperados para a mãe justifiquem os potenciais riscos à criança. Categoria B de risco na gravidez: Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Interações medicamentosas de Paroxetina

Drogas serotoninérgicas: assim como ocorre com outros ISRSs, a co-administração com drogas serotoninérgicas podem levar a um aumento dos efeitos associados ao 5-HT (síndrome serotoninérgica: ver Advertências). Deve se ter cuidado e um monitoramento clínico minucioso deve ser feito quando drogas serotoninérgicas (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptano, tramadol, linezolida, ISRSs, lítio ou preparações a partir de erva de São João Hypericum perforatum) são combinadas com Aropax. O uso concomitante de Aropax e inibidores da MAO (incluindo linezolida um antibiótico que é inibidor reversível não-seletivo da MAO) é contra-indicado (ver Contra-indicações). Pimozida: em um estudo de baixa dose única de pimozida (2 mg) foi demonstrado aumento nos níveis de pimozida quando co-administrada com Paroxetina. Isto é explicado pelas conhecidas propriedades da Paroxetina em inibir o CYP2D6. Devido a janela terapêutica estreita da pimozida e sua conhecida habilidade de prolongar o intervalo QT, o uso concomitante de pimozida e Aropax é contra-indicado (ver Contra-indicações). Enzimas metabolizadoras de drogas: o metabolismo e a farmacocinética da Paroxetina podem ser afetados pela indução ou inibição de enzimas metabolizadoras de drogas. Quando Aropax é co-administrado com um inibidor conhecido da enzima metabolizadora, devese considerar o uso das doses mais baixas da faixa terapêutica. Nenhum ajuste da dose inicial deve ser considerado necessário quando a droga co-administrada for um indutor conhecido (ex. carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína). Qualquer ajuste de dose subseqüente deve ser conduzido pelos efeitos clínicos (tolerabilidade e eficácia). Fosamprenavir/ritonavir: a co-administração de fosamprenavir/ritonavir com a Paroxetina reduz significativamente os níveis plasmáticos de Paroxetina. Qualquer ajuste na dose deve considerar o efeito clínico (tolerabilidade e eficácia). Prociclidina: a administração diária de Paroxetina aumenta significativamente os níveis plasmáticos de prociclidina. Se forem observados efeitos anti-colinérgicos, a dose de prociclidina deve ser reduzida. Anticonvulsivantes: carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não parece interferir no perfil farmacocinético/ farmacodinâmico em pacientes epiléticos. Potencial inibitório da CYP2D6 da Paroxetina: assim como outros antidepressivos, incluindo outros ISRSs, a Paroxetina inibe a enzima hepática citocromo P450 CYP2D6. A inibição da CYP2D6 pode conduzir a concentração plasmática aumentada de drogas co-administradas metabolizadas por essa enzima. Isso inclui certos antidepressivos tricíclicos (ex. amitriptilina, nortriptilina, imipramina e desipramina), neurolépticos fenotiazínicos (ex. perfenazina e tioridazina, veja Contra indicações), risperidona, atomoxetina, certos antiarrítmicos tipo 1c (ex. propafenona e flecainida) e metoprolol. O tamoxifeno é uma pró-droga que exige ativação metabólica pelo CYP2D6. A inibição do CYP2D6 pela Paroxetina pode levar a uma concentração plasmática reduzida de um metabólito ativo e, portanto, a uma redução na eficácia do tamoxifeno. CYP3A4: Um estudo de interação in vivo envolvendo a co-administração no estado de equilíbrio de Paroxetina e terfenadina, um substrato do citocromo CYP3A4, revelou que a Paroxetina não afetou a farmacocinética da terfenadina. Um estudo similar de interação in vivo revelou que a Paroxetina não afetou a farmacocinética do alprazolam e vice-versa. Não há evidências para se contra-indicar a administração concomitante de Paroxetina com terfenadina, alprazolam ou outras drogas que sejam substrato do CYP3A4. Estudos clínicos demonstraram que a absorção e a farmacocinética da Paroxetina não são afetadas ou são marginalmente afetadas (por ex. em níveis que não exigem ajustes de dose) por: alimentos; antiácidos; digoxina; propranolol; álcool; a Paroxetina não potencializa a redução da habilidade motora e mental causada pelo álcool, entretanto, o uso concomitante de Paroxetina e álcool não e recomendado.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Paroxetina

Algumas das reações adversas listadas abaixo podem diminuir em intensidade e freqüência com a continuação do tratamento e geralmente não levam à suspensão da terapia. As reações adversas estão listadas abaixo, classificadas por sistemas e freqüência. As freqüências foram definidas como: muito comum (>= 1/10), comum (>= 1/100, < 1/10), incomum (>= 1/1000,< 1/100), rara (>=1/10.000,Paroxetina e avaliados como sendo de incidência maior do que no grupo placebo. Eventos raros e muito raros foram geralmente determinados a partir de informações pós-comercialização e se referem mais à taxa de relato do que à freqüência real. Distúrbios do sistema linfático e sangüíneo Incomum: sangramento anormal, predominantemente da pele e membranas mucosas (predominantemente equimose). Muito raro: trombocitopenia. Distúrbios do sistema imune. Muito raro: reações alérgicas (incluindo urticária e angioedema). Distúrbios endócrinos Muito raro: síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (ADH). Distúrbios do metabolismo e nutrição Comum: aumento dos níveis de colesterol, diminuição do apetite. Raro: hiponatremia. A hiponatremia foi relatada predominantemente em pacientes idosos e, algumas vezes, devido à síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético. (ADH). Transtornos psiquiátricos Comum: sonolência, insônia, agitação. Incomum: confusão, alucinações. Raro: reações maníacas. Estes sintomas também podem ser devidos à doença subjacente. Distúrbios do sistema nervoso Comum: vertigem, tremor e dor de cabeça. Incomum: distúrbios extrapiramidais. Raros: convulsões, acatisia. Muito raros: síndrome serotoninérgica (os sintomas podem incluir agitação, confusão, diaforese, alucinações, hiperreflexia, mioclonia, taquicardia e tremores). Relatos de distúrbios extrapiramidais, incluindo distonia orofacial foram recebidos de pacientes algumas vezes com transtornos de movimentos subjacentes ou que estavam fazendo uso de medicação neuroléptica. Distúrbios oculares Comum: visão turva. Incomum: midríase (ver Advertências) Muito raro: glaucoma agudo. Distúrbios cardíacos Incomum: taquicardia sinusial. Distúrbios vasculares Incomum: hipotensão postural. Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos Comum: bocejo. Distúrbios gastrintestinais Muito comum: náusea. Comum: constipação, diarréia, boca seca. Muito raros: sangramento gastrintestinal. Distúrbios hepato- biliares Raro: elevação das enzimas hepáticas. Muito raro: eventos hepáticos (como hepatite, as vezes associada à icterícia ou insuficiência hepática). Foi relatada elevação das enzimas hepáticas. Muito raramente também foram relatados eventos hepáticos pós-comercialização (como hepatite, às vezes associada à icterícia, ou deficiência hepática). A descontinuação do uso da Paroxetina deve ser considerada se houver elevação dos resultados dos testes de função hepática. Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Comum: sudorese. Incomum: rash cutâneo (exantema). Muito raro: reações de fotossensibilidade. Distúrbio renal e urinário Incomum: retenção urinária, incontinência urinária. Distúrbios do sistema reprodutivo e mamários Muito comum: disfunção sexual. Raro: hiperprolactinemia / galactorréia. Distúrbios gerais Comum: astenia, ganho de peso corporal. Muito raro: edema periférico. Sintomas observados na descontinuação do tratamento com Paroxetina Comum: vertigem, distúrbios sensoriais, distúrbios do sono, ansiedade. Incomum: agitação, náusea, tremor, confusão, sudorese, diarréia. Assim como com muitos medicamentos psicoativos, a descontinuação de Aropax (particularmente de forma abrupta) pode causar sintomas como vertigem, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia, sensação de choque elétrico e zumbido), distúrbios do sono (incluindo sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náusea, dor de cabeça, tremor, confusão, diarréia e sudorese. Na maioria dos pacientes, esses eventos são leves a moderados e auto-limitados. Nenhum grupo particular de pacientes exibiu um risco aumentado para esses sintomas; entretanto recomenda-se que quando o tratamento com Aropax não for mais necessário, a descontinuação seja gradual através da redução da dose (ver Posologia e Advertências). Reações adversas observadas em estudos clínicos pediátricos Em estudos clínicos pediátricos, os seguintes eventos adversos foram relatados em no mínimo 2% dos pacientes e ocorreram com incidência pelo menos duas vezes maior do que aquela observada com placebo: labilidade emocional (incluindo auto-destruição, pensamento/comportamento suicida, choro e flutuação do humor), hostilidade, diminuição do apetite, tremor, sudorese, hipercinesia e agitação. Pensamento/comportamento suicida foram observados principalmente em estudos clínicos conduzidos com adolescentes com transtorno depressivo maior. Hostilidade foi observada, particularmente, em crianças com transtorno obsessivo-compulsivo e, especialmente, em crianças com menos que 12 anos de idade. Em estudos que utilizaram um esquema de titulação de dose (redução da dose diária em 10 mg/dia em intervalos semanais até a dose de 10 mg/dia por uma semana), os sintomas reportados durante a fase de redução ou com a descontinuação de Aropax, em no mínimo 2% dos pacientes e que ocorreram pelo menos duas vezes mais que com placebo, foram: labilidade emocional, nervosismo, vertigem, náuseas e dores abdominais (ver Advertências).

Paroxetina – Posologia

Adultos Conforme recomendado para todas as drogas antidepressivas, a posologia deve ser avaliada e ajustada, se necessário, dentro de 2 a 3 semanas do início do tratamento e, a partir de então, conforme considerado clinicamente apropriado. Os pacientes devem ser tratados por um período suficiente para garantir que estejam livres dos sintomas. Este período pode ser de vários meses para depressão, podendo ser mais longo para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou transtorno do pânico. Da mesma forma que com muitos fármacos psicoativos, a descontinuação abrupta deve ser evitada (Veja Reações Adversas). Depressão A dose recomendada é de 20 mg ao dia. Em alguns pacientes, pode ser necessário aumentar a dose. Isto deve ser feito gradativamente em aumentos de 10 mg até a dose máxima de 50 mg, de acordo com a resposta do paciente. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) A dose recomendada é de 40 mg ao dia. O tratamento deve ser iniciado com 20 mg ao dia e a dose pode ser aumentada semanalmente em aumentos de 10 mg. Alguns pacientes se beneficiam com o aumento da dosagem até o máximo de 60 mg/dia. Transtorno do Pânico A dose recomendada é de 40 mg ao dia. O tratamento deve ser iniciado com 10 mg ao dia e a dose deve ser aumentada semanalmente, em aumentos de 10 mg, de acordo com a resposta do paciente. Alguns pacientes podem se beneficiar com o aumento da dosagem até a dose máxima de 50 mg/dia. Uma dose inicial baixa é recomendada para minimizar a piora potencial da sintomatologia do pânico que, como já é reconhecido,, geralmente ocorre no início do tratamento do transtorno do pânico. Fobia Social/Transtorno de Ansiedade Social A dose recomendada é de 20 mg ao dia. Os pacientes que não responderem à dose de 20 mg, podem se beneficiar com a titulação da dose em aumentos de 10 mg, conforme necessário, até o máximo de 50 mg/dia. As alterações de dosagem devem ocorrer em intervalos de pelo menos 1 semana. Transtorno de Ansiedade Generalizada A dose recomendada é de 20 mg ao dia. Alguns pacientes não respondem à dose de 20 mg e podem se beneficiar com aumentos de 10 mg, conforme necessário, até a dose máxima de 50 mg/dia, de acordo com a resposta do paciente. Transtorno de Estresse Pós-Traumático A dose recomendada é de 20 mg ao dia. Alguns pacientes não respondem à dose de 20 mg e podem se beneficiar com aumentos de 10 mg, conforme necessário, até o máximo de 50 mg/dia, de acordo com a resposta do paciente. Descontinuação de Aropax Assim como outros medicamentos psicoativos, a descontinuação abrupta deve ser evitada (ver Reações Adversas e Advertências). O regime de redução de dose, usado em estudos clínicos recentes, envolve uma redução na dose diária de 10 mg, em intervalos semanais. Ao atingir uma dose diária de 20 mg/dia, os pacientes mantiveram esta dose por uma semana, antes da descontinuação do tratamento. Caso sintomas intoleráveis ocorram após a redução da dose ou na descontinuação do tratamento, deve-se considerar o uso da dose previamente prescrita. Subseqüentemente, o médico deve continuar reduzindo a dose, de modo mais gradual.

Superdosagem

Uma ampla margem de segurança é evidente a partir dos dados disponíveis. Casos de superdosagem foram relatados em pacientes que administraram até 2000 mg de Paroxetina isoladamente ou em combinação com outras drogas, incluindo álcool. As experiências de superdosagem com Aropax demonstraram, além dos sintomas observados em reações adversas, os seguintes sintomas: vômito, febre, alterações na pressão arterial, contrações musculares involuntárias, ansiedade e taquicardia. Coma ou alterações no ECG foram ocasionalmente relatados e muito raramente com evolução fatal, particularmente quando Aropax foi administrado em associação com outras drogas psicotrópicas, com ou sem álcool. Não se conhece um antídoto específico. O tratamento deve consistir de medidas gerais empregadas nos casos de superdosagem com qualquer antidepressivo. A rápida administração de carvão ativado pode retardar a absorção de Paroxetina.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica A Paroxetina é um potente inibidor seletivo da recaptação de serotonina (5-hidroxitriptamina, 5-HT). Acredita-se que sua ação antidepressiva e eficácia no tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e do transtorno do pânico estejam relacionadas à sua inibição específica da recaptação de serotonina pelos neurônios cerebrais. A Paroxetina não está quimicamente relacionada aos antidepressivos tricíclicos, tetracíclicos ou a outros antidepressivos disponíveis. Os principais metabólitos da Paroxetina são polares e conjugados por produtos de oxidação e metilação, sendo rapidamente metabolizados. Considerando-se a relativa falta de atividade farmacológica, é muito pouco provável que eles contribuam para os efeitos terapêuticos de Aropax. Tratamentos por um longo período com Aropax têm evidenciado que sua ação antidepressiva se mantém por, no mínimo, 1 ano. Em estudos clínicos placebo-controlados, a eficácia de Aropax no tratamento do transtorno do pânico tem sido mantida por, no mínimo, 1 ano. Propriedades farmacocinéticas A Paroxetina é bem absorvida após administração oral e apresenta metabolismo de primeira passagem. A meia-vida de eliminação é variável, mas geralmente é de cerca de 1 dia. O estado de equilíbrio dos níveis sistêmicos é atingido em 7-14 dias após o início do tratamento e a farmacocinética parece não se alterar durante o tratamento prolongado.

Resultados de eficácia

O risco relativo de recorrência de depressão maior em idosos tratados com psicoterapia mais placebo foi 140% mais elevado que entre pacientes que receberam Paroxetina, após um período de 2 anos de acompanhamento (Reynolds CF, 2006). Em pacientes com transtorno de ansiedade generalizada (GAD), a Paroxetina é eficaz, mesmo em longo prazo, com resolução dos sintomas, redução da ansiedade, melhora funcional significativa (redução média de 57% na escala HAM-A), e perfil de tolerabilidade superior aos benzodiazepínicos. Os índices de remissão são significativos e proporcionais à duração do tratamento especialmente após 3 meses (Van Ameringen M, 2005; Ball, SG, 2005; Ballenger JC, 2004).

Modo de usar

Recomenda-se que Aropax seja administrado em dose única diária, pela manhã, junto com a alimentação. Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, sem mastigar. Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30º C). Proteger da umidade.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Pacientes idosos Ocorre aumento das concentrações plasmáticas da Paroxetina em pacientes idosos. A posologia deve ser iniciada com a dose de adultos e pode ser aumentada semanalmente em aumentos de 10 mg/dia até o máximo 40 mg/dia de acordo com a resposta do paciente. Crianças e adolescentes (com menos que 18 anos) Não é indicado o uso de Aropax em crianças e adolescentes com menos que 18 anos.(veja Indicações e Advertências) Insuficiência renal/ hepática O aumento das concentrações plasmáticas de Paroxetina ocorre em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min) ou insuficiência hepática. A dose recomendada é de 20 mg/dia. Aumentos na dose devem ser restritos à menor dose eficaz.

Armazenagem

Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30º C). Proteger da umidade.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA. Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho. GlaxoSmithKline Brasil Ltda. Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 33.247.743/0001-10 Indústria Brasileira Serviço de Atendimento ao Consumidor 0800 701 22 33 Discagem Direta Gratuita MS: 1.0107.0073 Farm. Resp.: Milton de Oliveira CRF-RJ Nº 5522

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