Princípio ativo: furosemidaLasix Solucao Injetavel
LASIX Furosemida
Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder à sua leitura antes de utilizar o medicamento.
Solução injetável – embalagens com 5 ampolas com 2 ml
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
COMPOSIÇÃO – LASIX Solucao injetavel
Cada ml contém:
Furosemida ……………….. 10 mg
Veículo q.s.p. ……………….. 1 ml
INFORMAÇÃO AO PACIENTE – LASIX Solucao injetavel
Cuidados de armazenamento: na sua embalagem original, LASIX solução injetável deve ser conservado ao abrigo da luz.
Prazo de validade: desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, LASIX solução injetável apresenta prazo de validade de 36 meses. Nenhum medicamento deve ser utilizado após o término do seu prazo de validade, pois pode ser ineficaz e prejudicial para sua saúde.
Ação esperada do medicamento: LASIX solução injetável apresenta efeito diurético e o início da ação ocorre 10 a 15 minutos após a administração do produto.
Informar ao médico ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. LASIX solução injetável pode ser administrado durante a gravidez somente sob rigoroso controle médico e por tempo reduzido.
Cuidados de administração: no caso de lactentes e crianças menores de 15 anos de idade, a terapia deve ser mudada para administração oral tão logo seja possível. Por via intravenosa, o produto deve ser injetado lentamente (máximo de 4 mg/min). LASIX solução injetável não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa de injeção.
A furosemida, sendo um derivado do ácido antranílico, dissolve em meio alcalino com formação de sal. A solução de aplicação parenteral contém sal sódico do ácido carboxílico sem um solubilizador. A solução tem um pH de aproximadamente 9, sem capacidade tampão o que significa que a droga pode precipitar em valores de pH abaixo de 7. Se a solução pronta para ser usada apresentar um pH tendendo a neutro, a mistura pode ser usada até 24 horas.
Cuidados na interrupção do tratamento: o tratamento só deve ser interrompido a critério médico.
Informar ao médico ocorrência de reações desagradáveis.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: o médico deve ter conhecimento da medicação que o paciente estiver tomando.
Contra- indicações e Precauções: para os casos em que o produto é contra-indicado e para as precauções que devem ser seguidas, vide Informação Técnica.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICA – LASIX Solucao injetavel
A furosemida, princípio ativo de LASIX solução injetável, é um diurético do grupo dos saluréticos e tem ação em todas as regiões do néfron, com exceção do túbulo distal, com predomínio de ação no segmento ascendente da alça de Henle.
Mesmo em presença de filtração glomerular insuficiente, LASIX promove um aumento da eliminação de sódio e água.
Devido a estas características, LASIX solução injetável é usado no tratamento de edemas associados a doenças cardíacas e hepáticas (ascite); de edemas devido a doenças renais (na síndrome nefrótica, a terapia da doença causal tem prioridade); de insuficiência cardíaca aguda, especialmente no edema pulmonar (administração conjunta com outras medidas terapêuticas); de produção urinária reduzida devido a gestose (após a restauração do volume de líquidos ao normal); de edemas cerebrais como medida de suporte; de edemas devido a queimaduras; de crises hipertensivas (em adição a outras medidas anti- hipertensivas e para suporte de diurese forçada em envenenamentos.
A administração intravenosa ou intramuscular de LASIX solução injetável é indicada em todos casos onde a absorção intestinal estiver prejudicada ou for necessária rápida eliminação de líquido.
INDICAÇÕES – LASIX Solucao injetavel
Edemas devido a doenças cardíacas e hepáticas (ascite); edemas devido a doenças renais (na síndrome nefrótica, a terapia da doença causal tem prioridade); insuficiência cardíaca aguda, especialmente no edema pulmonar (administração conjunta com outras medidas terapêuticas); eliminação urinária reduzida devido a gestose (após restauração do volume de líquidos ao normal); edemas cerebrais como medida de suporte; edemas devido a queimaduras; crises hipertensivas (em adição a outras medidas anti- hipertensivas) e indução de diurese forçada em envenenamentos.
CONTRA-INDICAÇÕES – LASIX Solucao injetavel
Insuficiência renal com anúria, pré- coma e coma hepático, hipopotassemia severa, hiponatremia severa, hipovolemia com ou sem hipotensão, hipersensibilidade à furosemida ou sulfonamidas.
PRECAUÇÕES – LASIX Solucao injetavel
Uma cuidadosa vigilância em particular se faz necessária nos casos de:
. pressão sanguínea marcadamente reduzida
. diabete melito latente ou manifesto (controle regular da glicemia)
. gota (controle regular do ácido úrico)
. obstrução à micção (ex.: em hipertrofia prostática, estenose ureteral, hidronefrose)
. presença concomitante de cirrose hepática e insuficiência renal
. hipoproteinemia
. crianças prematuras (possível desenvolvimento de cálculos renais contendo cálcio [nefrolitíase] e deposição de sais de cálcio no tecido renal [nefrocalcinose]; a função renal deverá ser monitorizada e deverá ser realizada uma ultrassonografia renal)
Durante a gravidez, a furosemida só deve ser usada se estritamente indicada e somente por curtos períodos de tempo.
No período da amamentação, quando o uso de furosemida for considerado necessário, deve ser lembrado que a furosemida passa para o leite e inibe a lactação. É aconselhável interromper a amamentação nesses casos.
Durante tratamento a longo prazo, a creatinina e uréia séricas devem ser controladas regularmente, assim como os eletrólitos plasmáticos, em particular potássio, cálcio, cloreto e bicarbonato. Se a furosemida for utilizada em pacientes com hipopotassemia ou hiponatremia leves, uma reposição eletrolítica apropriada deverá ser administrada concomitantemente.
Se este produto for usado para tratamento de hipertensão, o paciente deve ser regularmente assistido pelo médico.
Apesar de a administração da furosemida só raramente conduzir a uma hipopotassemia, é sempre aconselhável uma dieta rica em potássio (carne magra, batatas, bananas, tomates, couve- flor, espinafre, frutas secas etc). Ocasionalmente, pode ser indicado o tratamento com produtos que contenham potássio ou poupadores de potássio.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS – LASIX Solucao injetavel
Quando um glicosídeo cardíaco for administrado concomitantemente, deve ser lembrado que a deficiência de potássio ou magnésio aumenta a sensibilidade do miocárdio aos digitálicos.
No caso de medicação concomitante com glicocorticóides, carbenoxolona (anti- ulceroso) ou de abuso de laxantes, deve ser lembrado o risco de uma perda aumentada de potássio. O alcaçuz atua da mesma maneira que a carbenoxolona.
A furosemida pode potencializar os efeitos nefrotóxicos de certos antibióticos (por ex. aminoglicosídeos, polimixinas). Devido a isso, a furosemida deve ser usada com cautela em pacientes com comprometimento renal induzido por antibióticos.
Deve ser lembrado que a ototoxicidade dos antibióticos aminoglicosídicos (por ex. canamicina, gentamicina, tobramicina) pode ser potencializada quando a furosemida for usada concomitantemente. Os efeitos resultantes sobre a audição podem ser irreversíveis.
Devido a isso, esta combinação de fármacos deve ser restrita a indicações vitais.
Existe a possibilidade de comprometimento da audição se a cisplatina e furosemida forem administradas concomitantemente. Se o objetivo for aumentar a excreção urinária com a furosemida (diurese forçada) durante o tratamento com a cisplatina, deve- se ter cuidado de usar a furosemida somente em baixas doses (ex. 40 mg quando a função renal for normal) e com um balanço hídrico positivo. De outra forma, a nefrotoxicidade da cisplatina pode ser aumentada.
Algumas vezes a furosemida diminui a potência de outras drogas (por ex. o efeito de antidiabéticos e de aminas pressoras como a adrenalina e nor- adrenalina) ou potencializa o efeito de outras (por ex. no caso de salicilatos, teofilina, lítio e relaxantes musculares curare-miméticos).
A ação de outras drogas hipotensoras pode ser potencializada pela furosemida. Especialmente quando em combinação com os inibidores da ECA, pode ser observada uma marcante queda na pressão sanguínea, algumas vezes progredindo para choque e, nos pacientes previamente tratados com a furosemida, pode haver uma deterioração da função renal, algumas vezes progredindo para insuficiência renal aguda.
Agentes antiinflamatórios não esteróides (por ex. indometacina, ácido acetilsalicílico) podem atenuar a ação da furosemida e sua administração concomitante pode causar insuficiência renal aguda no caso de hipovolemia pré- existente.
A diminuição do efeito da furosemida tem sido também descrita após administração concomitante da fenitoína e do probenecide.
Sensação de calor, perspiração, agitação, náusea, elevação da pressão arterial sanguínea e taquicardia podem ser encontrados em casos isolados após a administração endovenosa da furosemida dentro das 24 horas da ingestão de hidrato de cloral.
REAÇÕES ADVERSAS – LASIX Solucao injetavel
Assim como com outros diuréticos, após terapia prolongada, o balanço eletrolítico e hídrico pode ser prejudicado como resultado da diurese aumentada (excreção de eletrólitos).
No início do tratamento, especialmente em crianças e pacientes idosos, a diurese excessiva pode conduzir a distúrbios circulatórios com sintomas de hipovolemia, tais como sensação de pressão na cabeça, cefaléia, tontura, secura da boca ou distúrbios da visão e alteração da regulação circulatória quando da posição ereta. Além disso, em casos extremos, pode levar à perda de água corporal (desidratação) e, como consequência do volume sanguíneo circulante reduzido (hipovolemia), a um aumento na concentração do sangue (hemoconcentração) com – especialmente em pacientes idosos – trombofilia.
Entretanto, com a posologia individualizada, de modo geral, as reações hemodinâmicas agudas não são esperadas, apesar da diurese começar rapidamente.
A deficiência de potássio pode manifestar- se através de sintomas neuromusculares – fraqueza muscular e paralisia completa ou incompleta, sintomas intestinais – vômitos, constipação e acúmulo excessivo de gases no abdome ou intestino (meteorismo), sintomas renais – volume excessivo de urina (poliúria), sede aumentada e ingestão excessiva de líquidos (polidipsia) e sintomas cardíacos – distúrbios na formação e condução do impulso elétrico. Perdas severas de potássio podem levar a paralisia intestinal (íleo paralítico) ou a alterações da consciência, algumas vezes progredindo para um estado de coma.
Todos saluréticos podem causar depleção de potássio (especialmente em casos de dieta alimentícia pobre de potássio), vômitos ou diarréia crônica. Além disso, doenças como cirrose hepática podem causar uma predisposição para estados de deficiência de potássio. Supervisão apropriada e terapia de reposição são necessárias nestes casos.
Se a ingestão de sal for muito restrita, a deficiência de sódio (hiponatremia) pode produzir uma queda na pressão arterial, apatia, cãibras musculares nas pernas, perda de apetite, fraqueza, tontura, sonolência, vômito e estados de confusão.
Um estado de deficiência em magnésio (hipomagnesemia) e, em casos raros, tetania e arritmia cardíaca têm sido observados com uma consequência do aumento das perdas renais de magnésio.
O aumento das perdas renais de cálcio pode levar a uma deficiência de cálcio (hipocalcemia). Isto pode desencadear um estado de irritabilidade neuromuscular aumentada, acompanhada de tetania em casos raros. Em crianças prematuras, pode se desenvolver cálculos renais contendo cálcio (nefrolitíase) e haver deposição de sais de cálcio no tecido renal (nefrocalcinose).
Sintomas de obstrução à micção (por ex. em hidronefrose, hipertrofia prostática, estenose ureteral) podem tornar- se manifestos ou podem ser agravados sob a ação de diuréticos.
Da mesma forma de que com outros diuréticos, o tratamento com a furosemida pode induzir a uma elevação transitória na creatinina e uréia séricas.
Deve ser lembrado que pode existir um aumento na concentração de ácido úrico no sangue podendo precipitar crises de gota em pacientes predispostos.
Os níveis de colesterol e triglicérides séricos podem elevar- se sob tratamento com a furosemida mas geralmente retornarão ao normal, sob tratamento a longo prazo, dentro de 6 meses.
Em casos raros, o diabete melito manifesto pode ser agravado levando à deterioração da condição metabólica do paciente diabético pelo tratamento com furosemida, ou o diabete latente pode tornar- se manifesto (alteração da tolerância à glicose).
Casos isolados de pancreatite aguda foram reportados nos quais o tratamento com saluréticos durante várias semanas foi considerado um fator causal, incluindo também alguns casos após terapia com furosemida.
Distúrbios de audição e/ou sons nos ouvidos (tinidos) após furosemida são raros e na maioria dos casos, reversíveis.
Estes distúrbios podem acontecer principalmente quando a furosemida é administrada muito rapidamente por via endovenosa, especialmente em pacientes com insuficiência renal.
Alcalose metabólica pré- existente (por ex. em cirrose hepática descompensada) pode ser agravada pelo tratamento com furosemida.
Podem, ocasionalmente, ser observados distúrbios gastrintestinais (náusea, vômitos, diarréia), reações de hipersensibilidade, como reações cutâneas (por ex. prurido, urticária, erupções bolhosas, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, púrpura), fotossensibilidade, vasculite, febre, nefrite intersticial, choque, ou alterações da crase sanguínea (leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, agranulocitose, anemia hemolítica e anemia aplástica). Uma diminuição no número de plaquetas do sangue (trombocitopenia) pode tornar- se manifesta, em particular como uma aumentada propensão a hemorragia.
Distúrbios da sensibilidade (parestesias) podem ocorrer em casos raros.
Em crianças prematuras com síndrome da angústia respiratória, a administração da furosemida durante as primeiras semanas de vida pode aumentar o risco de persistência do ducto de Botallo.
Em casos individuais, a habilidade para dirigir, atravessar a rua com segurança ou operar máquinas pode ser prejudicada, especialmente no início do tratamento ou quando da mudança para outras drogas ou quando bebidas alcoólicas forem consumidas durante o tratamento com furosemida.
POSOLOGIA – LASIX Solucao injetavel
A menos que seja prescrito de modo diferente, a dose inicial para adultos e adolescentes de 15 anos em diante é de 20 a 40 mg (1 a 2 ampolas) de furosemida por via intravenosa ou via intramuscular.
Se após uma dose única de 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas), o efeito diurético não for satisfatório, a dose pode ser gradualmente aumentada, em intervalos de 2 horas, de 20 mg (1 ampola) a cada vez, até que seja obtida diurese satisfatória. A dose individual assim estabelecida deve depois ser dada uma ou duas vezes por dia.
Edema pulmonar agudo
Administrar uma dose inicial de 40 mg de furosemida (2 ampolas) por via intravenosa. Se a condição do paciente requerer, injetar uma dose adicional de 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas) após 20 minutos.
Diurese forçada
Administrar 20 a 40 mg de furosemida (1 a 2 ampolas) em adição à infusão de solução de eletrólitos.
O tratamento posterior depende da eliminação de urina e deve incluir a substituição de perdas de líquido e de eletrólitos.
No envenenamento com substâncias ácidas ou básicas, a taxa de eliminação pode ser ainda mais aumentada pela alcalinização ou acidificação da urina, respectivamente.
Lactentes e crianças abaixo de 15 anos
A princípio, Lasix deve ser administrado oralmente. É indicada a administração parenteral (se necessário, infusão gota a gota) somente em condições de risco de vida.
Para injeção intravenosa ou intramuscular, o esquema de posologia é de 1 mg de furosemida por kg de peso corporal até um máximo diário de 20 mg (1 ampola).
A terapia deve ser mudada para administração oral tão logo seja possível.
ADMINISTRAÇÃO – LASIX Solucao injetavel
Por via intravenosa, o produto deve ser injetado lentamente. Não exceder a velocidade de injeção de 4 mg/min.
LASIX solução injetável não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa de injeção.
A duração do tratamento é determinada pelo médico.
SUPERDOSAGEM – LASIX Solucao injetavel
O sintoma de intoxicação pela furosemida é a desidratação com quadro delirante.
Devem ser efetuadas a reposição de líquidos e a correção do balanço eletrolítico.
O tratamento recomendado é a monitorização das funções metabólicas. Em pacientes com obstrução à micção, garantir a manutenção do fluxo urinário.
Sondar os pacientes com distensão aguda da bexiga, decorrente de diurese excessiva, em portadores de obstrução urinária (por ex. dilatação prostática).
Geralmente, recomenda- se o seguinte procedimento, no evento de choque anafilático:
Aos primeiros sinais (sudorese, náusea, cianose), interromper a injeção imediatamente mas deixar a cânula venosa no lugar ou efetuar uma canulação venosa. Além das medidas de emergência usuais, assegure que o paciente permaneça deitado, com as pernas levantadas e vias aéreas desobstruídas.
Terapia de emergência medicamentosa
Imediatamente – epinefrina (adrenalina) I.V.: Diluir 1 ml da solução de epinefrina comercialmente disponível (1:1000) para 10 ml. No primeiro instante, injetar lentamente 1 ml desta diluição (equivalente a 0,1 mg de epinefrina) durante a monitorização do pulso e pressão sanguínea (atenção para distúrbios do ritmo cardíaco). Repetir se necessário.
Em seguida – glicocorticóides I.V.: Por exemplo 250 a 1000 mg de metilprednisolona. Repetir se necessário.
As doses recomendadas referem- se a adultos de peso normal. Em crianças, a redução da dose deve ser relacionada ao peso corporal.
Subsequentemente – substituição de volume I.V.: Por exemplo expansores do plasma, albumina humana, solução balanceada de eletrólitos.
Outras medidas terapêuticas: Respiração artificial, inalação de oxigênio, cálcio, anti- histamínicos.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
LABORATÓRIO
Sanofi Aventis Farmacêutica Ltda