Princípio ativo: alopurinol
Labopurinol®
ALOPURINOL 100 mg e 300 mg
Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas.
Uso oral
Labopurinol® 100 mg
Comprimidos de 100 mg de alopurinol, em caixas com 24 unidades.
Labopurinol® 300 mg
Comprimidos de 300 mg de alopurinol, em caixas com 16 unidades.
USO PEDIÁTRICO E/OU ADULTO
Composição:
Cada comprimido de Labopurinol® 100 mg contém:
Alopurinol ………….100 mg
Excipientes (celulose microcristalina, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio e polividona).
Cada comprimido de Labopurinol® 300 mg contém:
Alopurinol ………… 300 mg
Excipientes (celulose microcristalina, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio e polividona).
INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
AÇÃO DO MEDICAMENTO
Labopurinol® pertence a um grupo de medicamentos chamados inibidores enzimáticos, que agem controlando a velocidade com que modificações químicas especiais ocorrem no corpo. Labopurinol® atua reduzindo a produção de ácido úrico, que é sintetizado pelo nosso organismo.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
É usado para prevenir crises de gota e outras condições associadas com o excesso de ácido úrico no corpo, incluindo pedras nos rins e certos tipos de doenças renais. Labopurinol® não deve ser usado para tratar uma crise de gota.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-Indicações Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.
Advertências
Labopurinol® deve ser descontinuado IMEDIATAMENTE quando ocorrer "rash" cutâneo (erupções na pele) ou outra evidência de hipersensibilidade (alergia) à droga. Se você sofre de insuficiência hepática ou renal, está em tratamento para hipertensão (pressão alta) ou insuficiência cardíaca informe seu médico antes de fazer uso deste medicamento. O tratamento com Labopurinol® não deve ser iniciado até que um ataque agudo de gota tenha terminado completamente, pois pode desencadear novos ataques. Caso ocorra um ataque agudo de gota em pacientes recebendo alopurinol, o tratamento deve ser mantido com a mesma dose e o ataque agudo deve ser tratado com um agente antiinflamatório adequado.
Precauções
Pacientes com cálculos de ácido úrico ou nefropatia (doença nos rins) causada pelo ácido úrico devem ser aconselhados a manter uma diurese (produção de urina) de no mínimo 2 litros por dia. O paciente sob tratamento com alopurinol deve evitar a ingestão de alimentos ricos em purinas, como vísceras, sardinha, anchova, frutos do mar em geral, e álcool.
Gravidez e Lactação:
Não há evidência suficiente da segurança de alopurinol na gravidez humana, não obstante tenha sido largamente usado por muitos anos sem conseqüência danosa aparente. O uso na gravidez deve ser considerado apenas quando não houver alternativa mais segura e quando a doença em si representar riscos para a mãe ou para o feto. Relatos indicam que LABOPURINOL® (alopurinol) é excretado no leite materno, entretanto não são conhecidos os efeitos desta excreção para o bebê. Como precaução, LABOPURINOL® (alopurinol) não deve ser usado durante a gravidez e lactação.
Capacidade para dirigir e operar máquinas
Reações individuais variáveis podem prejudicar o estado de alerta e equilíbrio, particularmente em associação com o álcool. Desta forma, os pacientes que estejam em tratamento com Labopurinol® devem ter cuidado ao dirigir veículos, operar máquinas ou participar de qualquer outra atividade que requeira atenção, até que estejam certos de que Labopurinol® não afeta seu desempenho, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Pacientes Diabéticos
Labopurinol® (alopurinol) 100mg e 300mg não contém açúcar.
Pacientes Idosos
Até o momento não há informação relacionando a idade com os efeitos do alopurinol em pacientes idosos. Entretanto, pacientes idosos são mais suscetíveis de apresentarem função renal diminuída, a qual pode requerer ajuste da dose e/ou do intervalo entre as doses, para pacientes recebendo alopurinol.
Principais Interações Medicamentosas
Se você faz uso de alguma medicação descrita abaixo, consulte seu médico antes de fazer uso de Labopurinol® (se você não tem certeza a respeito de quais medicamentos tem usado, consulte seu médico).
– mercaptopurina
– azatioprina
– teofilina
– ampicilina/amoxicilina
– ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, mecloroetamina
– ciclosporina – vidarabina (adenina arabinosídeo)
– salicilatos e agentes uricosúricos (probenecida, sulfimpirazona, e benzbromarona)
– clorpropamida
– ciclosporina
– vidarabina (adenina arabinosídeo)
– salicilatos e agentes uricosúricos (probenecida, sulfimpirazona, e benzbromarona)
– clorpropamida
– anticoagulantes cumarínicos
– didanosina
– fenitoína
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas, ou que estejam amamentando sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Não há contra-indicação relativa a faixas etárias. Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis. Informe ao seu médico se você está fazendo uso de outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para sua saúde.
MODO DE USO
Aspectos Físicos/ Características Organolépticas
Labopurinol® (alopurinol) 100mg é apresentado na forma de comprimido circular branco.
Labopurinol® (alopurinol) 300mg é apresentado na forma de comprimido oblongo branco.
Posologia
A dose de manutenção depende da severidade da hiperuricemia e varia entre 100 e 300mg de alopurinol por dia. Em casos isolados, a dose pode ser aumentada até 600 a 900mg de alopurinol por dia. Doses acima de 300mg por dia devem ser administradas em doses divididas.
Adultos
Recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose baixa (100 mg/dia) a fim de reduzir os riscos de reações adversas. A dose deve ser aumentada somente se a resposta na redução de urato for insatisfatória.
O seguinte esquema de dosagem pode ser recomendado:
– 100 a 200 mg diários em condições discretas,
– 300 a 600 mg diários em condições moderadamente graves;
– 700 a 900 mg diários em condições graves.
Se a dosagem requerida for baseada em mg/kg de peso corporal, a dosagem de 2 a 10mg/kg de peso corporal/dia deve ser usada.
Crianças menores de 15 anos
10 a 20 mg/kg de peso corporal/dia até um máximo de 400 mg diariamente. O uso em crianças é raramente indicado, exceto em condições malignas (especialmente leucemia) e certas disfunções enzimáticas, como a Síndrome de Lesch-Nyhan.
Pacientes com insuficiência hepática
Seu médico irá prescrever a menor dose, que melhor controla seus sintomas. Devem ser utilizadas doses reduzidas em pacientes com insuficiência hepática. O médico requisitará testes de função hepática nos primeiros estágios do seu tratamento.
Paciente com insuficiência renal
Seu médico irá prescrever a menor dose, que melhor controla seus sintomas. Se você tem problemas graves nos rins, seu médico pode prescrever menos do que 100 mg por dia, ou lhe receitar uma única dose de 100 mg, com intervalos maiores que um dia. Se você faz diálise 2 ou 3 vezes por semana, seu médico pode lhe prescrever uma dose de 300 a 400 mg, que deve ser tomada logo após a diálise.
Pacientes Idosos
Na ausência de dados específicos, deve-se usar a menor dose que produza redução de urato satisfatória. Deve-se dispensar especial atenção em casos de disfunção renal e em situações descritas no item Advertências.
Duração do Tratamento:
O tratamento com LABOPURINOL® (alopurinol) é normalmente de longa duração.
Modo de administração:
Os comprimidos de LABOPURINOL® (alopurinol) devem ser ingeridos após as refeições para que a irritação gastrintestinal seja diminuída. Durante o tratamento, deve-se ingerir líquidos em grande quantidade. Os comprimidos são solúveis e de sabor neutro e podem ser dissolvidos em água antes da administração.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
REAÇÕES ADVERSAS:
Embora seja raro, algumas pessoas podem apresentar reações adversas ao fazer uso de Labopurinol®. Se você apresentar algum dos sintomas abaixo, enquanto estiver fazendo uso deste medicamento, informe seu médico o mais rápido possível:
? Reações cutâneas (rash) e de hipersensibilidade (alergia) são as reações mais comuns e podem ocorrer a qualquer tempo durante o tratamento, podendo conter pus, vesículas e, às vezes, escamas.
? Incomumente foram relatados: distúrbios gastrintestinais como enjôo e vômitos. Estes sintomas podem ser diminuídos se Labopurinol® for administrado após as refeições; aumentos assintomáticos nos testes de função hepática e reações de hipersensibilidade.
? Raramente foram descritos casos de hepatite.
? Muito raramente foi descrito linfadenopatia angioimunoblástica (uma doença que pode causar aumento dos gânglios linfáticos, febre e manchas pelo corpo) e problema nos rins. Também foram relatados distúrbios do sistema sanguíneo e linfático, tais como trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas), agranulocitose (diminuição do número de alguns elementos do sangue chamados granulócitos) e anemia aplástica (estas reações são mais comumente observadas em pacientes com problemas nos rins ou no fígado); febre, mal estar generalizado, sensação de falta de energia, dor de cabeça, tonteira, ataxia (dificuldade nos movimentos), sonolência, coma, depressão, paralisia, dormência, neuropatia, disfunções visuais, catarata, alterações maculares, alteração do paladar, estomatite, alteração dos hábitos intestinais, infertilidade masculina, impotência, diabetes, hiperlipidemia (níveis altos de lipídeos no sangue), furunculose, queda de cabelo, descoloração capilar, angina, pressão alta, bradicardia (baixa frequência cardíaca), edema, uremia (níveis altos de uréia na urina), hematúria (presença de sangue na urina), angioedema e ginecomastia (aumento das mamas em homens), hematêmese recorrente (vômitos com sangue) e esteatorréia (diarréia com grande quantidade de conteúdo gorduroso). Comunique ao seu médico ou farmacêutico caso sinta algum sintoma que não esteja aqui listado.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Sinais e sintomas que incluíram enjôo, vômito, diarréia e tonteira foram relatados em um paciente que ingeriu 20g de alopurinol. Em caso de ingestão acidental de grande quantidade deste medicamento, procure orientação médica imediatamente.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Mantenha o medicamento na embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre 15 – 30°C). Proteger da luz e umidade.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
O alopurinol é um inibidor da xantina-oxidase. O alopurinol e o oxipurinol (seu principal metabólito), diminuem os níveis de ácido úrico no plasma e na urina, através da inibição da xantina-oxidase, enzima que catalisa a oxidação da hipoxantina em xantina e de xantina em ácido úrico. Além da inibição do catabolismo da purina, em alguns, porém não em todos os pacientes hiperuricêmicos, a biossíntese da purina é inibida pelo mecanismo de retroalimentação da hipoxantina-guanina fosforibosiltransferase. Uma inibição da biossíntese das pirimidinas também foi observada. A redução dos níveis séricos de ácido úrico leva a uma mobilização dos depósitos de urato nos tecidos. Nos pacientes com gota crônica, o alopurinol pode evitar ou diminuir a formação de tofos ou alterações articulares crônicas, favorecer a dissolução de cristais e depósitos de uratos já existentes; e após vários meses de tratamento, diminuir a freqüência de ataques agudos de gota. Além disso, a diminuição da concentração de uratos na urina evita ou diminui a formação de cálculos de ácido úrico ou de oxalato de cálcio.
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
O alopurinol é ativo quando administrado por via oral, e é rapidamente absorvido no trato gastrintestinal superior. Estudos realizados detectaram o alopurinol no sangue 30 a 60 minutos após a administração. Estimativas da biodisponibilidade variam de 67% a 90%. Os picos plasmáticos do alopurinol geralmente ocorrem aproximadamente 1,5 horas após a administração oral de Labopurinol®, mas caem rapidamente e quase não são detectados após 6 horas. Os picos plasmáticos do oxipurinol geralmente ocorrem 3 a 5 horas após a administração oral de Labopurinol® e são muito mais sustentáveis. Após uma dose única oral de 300mg de alopurinol, níveis plasmáticos máximos de 1,0 µg/ml a 2,6 µg/ml (média 1,8 µg/ml) para o alopurinol e 5 µg/ml a 11 µg/ml (média 8,4 µg/ml ) para o oxipurinol foram registrados.
Distribuição
A ligação do alopurinol às proteínas plasmáticas é desprezível e por isto não se espera que variações na ligação às mesmas alterem significativamente o clearance. O volume de distribuição aparente do alopurinol é de aproximadamente 1,6 L/kg, o que sugere captação relativamente alta pelos tecidos. As concentrações tissulares de alopurinol não foram relatadas em humanos, mas é provável que o alopurinol e o oxipurinol estejam presentes em concentrações mais altas no fígado e na mucosa intestinal, onde a atividade da xantina-oxidase é alta.
Metabolismo
O metabólito principal do alopurinol é o oxipurinol. Outros metabólitos do alopurinol incluem o alopurinol-ribosídeo e o oxipurinol-7-ribosídeo.
Eliminação
Aproximadamente 20% do alopurinol ingerido é excretado nas fezes. Sua eliminação é feita principalmente pela conversão metabólica em oxipurinol pela xantina-oxidase e aldeído oxidase, com menos de 10% da droga inalterada excretada na urina. O alopurinol tem uma meia-vida plasmática de cerca de 0,5 a 1,5 horas. O oxipurinol é um inibidor da xantina-oxidase menos potente que o alopurinol, mas sua meia-vida plasmática é muito mais prolongada (é estimada em 13 a 30 horas no homem). Dessa forma, a inibição eficaz da xantina-oxidase é mantida por um período de 24 horas com uma única dose diária de Labopurinol®. Pacientes com função renal normal acumularão o oxipurinol de forma gradual até que seja atingida uma concentração plasmática no estado de equilíbrio. Esses pacientes, recebendo 300mg de alopurinol por dia, geralmente apresentarão concentrações plasmáticas de oxipurinol de 5 a 10mg/l. O oxipurinol é eliminado inalterado na urina, mas por sofrer reabsorção tubular, tem uma meia-vida de eliminação longa. Os valores descritos para sua meia-vida de eliminação variam de 13,6 a 29 horas. A grande discrepância entre estes valores pode ser devida a variações no esquema do estudo e/ou ao clearance da creatinina nos pacientes. A biodisponibilidade absoluta dos comprimidos de alopurinol é de aproximadamente 90%.
Farmacocinética em pacientes com insuficiência renal
O clearance do alopurinol e do oxipurinol é muito reduzido em pacientes com insuficiência da função renal, o que resulta em níveis plasmáticos mais altos em caso de terapia crônica. Em pacientes com valores de clearance da creatinina entre 10 e 20 mL/min foram relatadas concentrações plasmáticas de oxipurinol de cerca de 30 mL/l após tratamento prolongado com 300mg de alopurinol por dia. Esta é, aproximadamente, a concentração que seria atingida com doses de 600mg/dia em pacientes com função renal normal. Assim, é necessária uma redução da dose de Labopurinol® em pacientes com insuficiência da função renal.
Farmacocinética em pacientes idosos
Não é provável que a cinética da droga seja alterada por outras causas além da deterioração da função renal.
RESULTADOS E EFICÁCIA
Labopurinol® reduziu a recorrência de cálculos renais de oxalato de cálcio em 81,2%, em comparação ao placebo (63,4%) (p<0,001). ETTINGER, Betal. Randomized trial of allopurinol in the prevention of calcium oxalate calculi.. N. Engl.I.Med 315 (22): 1386 – 1389, 1986.
INDICAÇÕES
Labopurinol® é indicado no tratamento de hiperuricemia, em todas as suas formas, com níveis séricos de ácido úrico maiores ou iguais a 8,5 mg/100ml, quando não controlada adequadamente pela dieta. Na redução da formação de urato/ ácido úricos, nas principais manifestações de depósito de urato/ácido úrico, como artrite gotosa, tofos cutâneos e nefrolitíase, ou quando existe um risco clínico potencial (por exemplo, no tratamento de tumores que possam desencadear nefropatia aguda por ácido úrico). As principais manifestações clínicas que podem levar ao depósito de urato /ácido úrico são:
– gota idiopática;
– litíase por ácido úrico;
– nefropatia aguda por ácido úrico;
– doença neoplásica ou doença mieloproliferativa com altas taxas de processamento celular, nas quais ocorrem altos níveis de uratos espontaneamente ou após tratamento citotóxico;
– certas disfunções enzimáticas, as quais levam a uma superprodução de urato como:
– hipoxantina-guanina fosforibosil transferase (incluindo síndrome Lesch-Nyhan);
– glicose-6-fosfatase incluindo a doença de armazenamento de glicogênio;
– fosforibosilpirofosfato sintetase;
– fosforibosilpirofosfato amido-transferase;
– adenina fosforibosil transferase.
Labopurinol® é indicado para o controle de cálculos renais de 2,8-dihidroxiadenina (2,8-DHA), relacionados com atividade deficiente de adenina fosforribosil transferase. Labopurinol® é indicado para o controle de cálculos renais mistos de oxalato de cálcio recorrentes, na presença de hiperuricosúria, quando tiverem falhado medidas de hidratação, dietéticas e semelhantes.
CONTRA-INDICAÇÕES
Labopurinol® não deve ser administrado a indivíduos com conhecida hipersensibilidade ao alopurinol, ou a qualquer outro componente da fórmula.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Os comprimidos de Labopurinol® (alopurinol) devem ser ingeridos com quantidade suficiente de água após as refeições. É bem tolerado, especialmente após a ingestão de alimentos. Os comprimidos são solúveis e de sabor neutro e podem ser dissolvidos em água antes da administração. Manter o medicamento na embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre 15 – 30°C). Proteger da luz e umidade.
POSOLOGIA
As doses devem ser ajustadas através do controle das concentrações séricas de urato/ácido úrico em intervalos adequados. A dose de manutenção depende da severidade da hiperuricemia e varia entre 100 e 300 mg de alopurinol por dia. Em casos isolados, a dose pode ser aumentada em até 600 a 900 mg de alopurinol por dia. (Neste caso o nível sérico de alopurinol deve ser monitorizado 3 a 4 horas após a administração, não devendo exceder 15 µg/ml). Se a dose diária exceder 300mg e houver manifestação de intolerância gastrintestinal, pode ser apropriado um esquema de doses divididas.
Adultos
Recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose baixa (100mg/dia) a fim de reduzir os riscos de reações adversas. A dose deve ser aumentada somente se a resposta na redução de urato for insatisfatória. Deve-se ter precaução extra se a função renal estiver comprometida. O seguinte esquema de dosagem deve ser considerado:
? 100mg a 200mg diários em condições leves;
? 300mg a 600mg diários em condições moderadamente graves;
? 700mg a 900mg diários em condições graves.
Se uma dosagem em função de mg/Kg de peso corporal for requerida, a dosagem de 2 a 10mg/kg de peso corporal/dia deve ser usada.
Crianças e Adolescentes
A dose recomendada é de 10 a 20mg/kg de peso corporal/dia até um máximo de 400mg diariamente, administrada em 3 doses divididas. O uso em crianças é raramente indicado, exceto em condições malignas (especialmente leucemia) e certas disfunções enzimáticas, como a Síndrome de Lesch-Nyhan.
Insuficiência hepática
Devem ser utilizadas doses reduzidas em pacientes com insuficiência hepática. Nos estágios iniciais do tratamento, recomenda-se que sejam realizados testes periódicos da função hepática.
Insuficiência renal
Como o alopurinol e seus metabólitos são excretados pelos rins, o comprometimento da função renal pode levar à retenção da droga e/ou de seus metabólitos, com conseqüente prolongamento das meias-vidas plasmáticas. Na presença de insuficiência renal grave pode ser aconselhável utilizar doses menores que 100mg/dia ou utilizar doses únicas de 100mg a intervalos maiores que um dia. Se houver disponibilidade de controlar as concentrações plasmáticas do oxipurinol, a dose deve ser ajustada para que os níveis plasmáticos de oxipurinol sejam mantidos abaixo de 100 µmol/litro (15,2mg/l).O alopurinol e seus metabólitos são removidos por diálise renal.
Esquema posológico:
A dose recomendada para pacientes sob diálise é 300 – 400 mg de alopurinol após cada diálise (2 a 3 vezes por semana).
Tratamento de condições de alta substituição de urato (ou seja, neoplasias, Síndrome de Lesch-Nyhan)
É aconselhável corrigir com Labopurinol® a hiperuricemia e/ou hiperuricosúria existentes antes de se iniciar o tratamento citotóxico. É importante assegurar hidratação adequada do paciente para que se mantenha ótima diurese e seja conseguida a alcalinização da urina, a fim de que se aumente a solubilidade do urato/ácido na mesma. A dose de Labopurinol® deve estar na faixa mais baixa das doses recomendadas. Se a nefropatia por urato ou outra patologia tiver comprometido a função renal, deve-se seguir as recomendações de dose do item Doses na Insuficiência Renal. Esses passos podem reduzir o risco de depósito de xantina e/ou oxipurinol, o que complicaria a situação clínica (Veja também Interações medicamentosas e Reações adversas).
Duração do Tratamento
O tratamento com LABOPURINOL® (alopurinol) é normalmente de longa duração.
Atenção: este medicamento é um similar que passou por testes e estudos que comprovam a sua eficácia, qualidade e segurança, conforme legislação vigente.
ADVERTÊNCIAS
Labopurinol® deve ser descontinuado IMEDIATAMENTE quando ocorrer rash cutâneo ou outra evidência de hipersensibilidade à droga. As doses devem ser reduzidas na presença de insuficiência hepática ou renal. Pacientes em tratamento para hipertensão ou insuficiência cardíaca (como, por exemplo, com diuréticos ou inibidores da ECA, podem apresentar concomitantemente prejuízo da função renal e o alopurinol deve ser utilizado com cautela nesse grupo de pacientes). Por si só, a hiperuricemia assintomática geralmente não é considerada uma indicação para o uso de Labopurinol®. A modificação da dieta e de líquidos, com controle da causa subjacente, pode corrigir esta condição.
Ataques agudos de gota
O tratamento com alopurinol não deve ser iniciado até que um ataque agudo de gota tenha terminado completamente, pois pode desencadear novos ataques. No início do tratamento com Labopurinol®, assim como com outros agentes uricosúricos, pode se desencadear um ataque agudo de artrite gotosa. Desta forma, é aconselhável administrar, de maneira profilática, um agente antiinflamatório adequado ou colchicina, por alguns meses. Deve-se consultar a literatura para detalhes sobre a dose apropriada, precauções e advertências. Caso ocorra um ataque agudo de gota em pacientes recebendo alopurinol, o tratamento deve ser mantido com a mesma dose e o ataque agudo deve ser tratado com um agente antiinflamatório adequado.
Depósito de xantina
Em condições onde a velocidade de formação de urato é muito aumentada (por exemplo, doenças malignas e seu tratamento, Síndrome de Lesch-Nyhan) a concentração absoluta de xantina na urina pode, em raros casos, aumentar o suficiente para permitir o depósito no trato urinário. Este risco pode ser minimizado com hidratação adequada para permitir uma diluição ótima na urina. Cálculos renais de ácido úrico impactados O tratamento adequado com Labopurinol® levará à dissolução de grandes cálculos renais de ácido úrico, com a remota possibilidade de impactação no ureter.
Gravidez e lactação
Categoria B de risco na gravidez
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica. Não há evidência suficiente da segurança de Labopurinol® na gravidez humana, não obstante tenha sido largamente usado por muitos anos sem conseqüência danosa aparente. O uso na gravidez deve ser considerado apenas quando não houver alternativa mais segura e quando a doença em si representar riscos para a mãe ou para o feto. Relatos indicam que o alopurinol e o oxipurinol são excretados no leite humano. Foram demonstradas concentrações de 1,4 mg/l de alopurinol e 53,7 mg/l de oxipurinol no leite humano de uma paciente que estava recebendo 300mg/dia de Labopurinol®. No entanto, não há dados relativos aos efeitos do alopurinol ou de seus metabólitos no lactente.
Capacidade para dirigir e operar máquinas
Reações individuais variáveis podem prejudicar o estado de alerta, particularmente em associação com o álcool. Desta forma, os pacientes que estejam em tratamento com Labopurinol® devem ter cuidado ao dirigir veículos, operar máquinas ou participar de qualquer outra atividade que requeira atenção, até que estejam certos de que Labopurinol® não afeta seu desempenho.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Tratamento de condições de alta substituição de urato, Insuficiência renal e Hepática – ver maiores informações sobre a dosagem adequada em “Posologia”. Até o momento não há informação relacionando a idade com os efeitos do alopurinol em pacientes idosos. Entretanto, pacientes idosos são mais suscetíveis de apresentarem função renal diminuída, a qual pode requerer ajuste da dose e/ou do intervalo entre as doses, para pacientes recebendo alopurinol. O uso em crianças é raramente indicado, exceto em condições malignas (especialmente leucemia) e certas disfunções enzimáticas, como a Síndrome de Lesch-Nyhan.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
As seguintes interações medicamentosas devem ser levadas em consideração na administração conjunta de LABOPURINOL® (alopurinol) e outros medicamentos: 6-mercaptopurina e azatioprina A azatioprina é metabolizada para 6-mercaptopurina, a qual é inativada pela ação da xantinaoxidase. Quando a 6-mercaptopurina ou a azatioprina são administradas concomitantemente com Labopurinol®, deve ser utilizado apenas 1/3 ou 1/4 da dose usual desses citostáticos, porque a inibição da xantina-oxidase prolongará a atividade dos mesmos. Vidarabina (adenina arabinosídeo) Evidências sugerem que a meia-vida plasmática da vidarabina é aumentada na presença do alopurinol. Quando os dois produtos são usados concomitantemente é necessário redobrar a vigilância, a fim de identificar o aumento de efeitos tóxicos. Salicilatos e agentes uricosúricos (probenecida, sulfimpirazona, e benzbromarona) O oxipurinol, o principal metabólito do alopurinol é, por si só, terapeuticamente ativo, sendo excretado pelos rins de modo semelhante ao urato. Por isto, as drogas com atividade uricosúrica, como a probenecida ou altas doses de salicilato, podem acelerar a excreção do oxipurinol. Isto pode diminuir a atividade terapêutica do Labopurinol®, mas seu significado deve ser avaliado em cada caso.
Clorpropamida
Quando Labopurinol® for administrado em associação com a clorpropamida e a função renal for reduzida, pode haver um aumento no risco de prolongamento da atividade hipoglicêmica, pois o alopurinol e a clorpropamida podem competir pela excreção no túbulo renal.
Anticoagulantes cumarínicos
Há raros casos de aumento do efeito da varfarina ou outro anticoagulante cumarínico quando administrados concomitantemente com o alopurinol, portanto, todos os pacientes que estejam recebendo anticoagulantes devem ser cuidadosamente controlados.
Fenitoína
O alopurinol pode inibir a oxidação hepática da fenitoína, mas a importância clínica dessa possibilidade ainda não foi demonstrada.
Teofilina
Foi relatada inibição do metabolismo da teofilina. O mecanismo de interação pode ser explicado pelo envolvimento da xantina-oxidase na biotransformação da teofilina no homem. Os níveis de teofilina devem ser controlados em pacientes que estejam iniciando ou aumentando as doses da terapia com alopurinol.
Ampicilina/Amoxicilina
Foi relatado um aumento na freqüência de rash cutâneo entre os pacientes recebendo ampicilina ou amoxicilina concomitantemente ao alopurinol quando comparados aos pacientes que não recebiam ambas as drogas. Não foi estabelecida a causa da associação relatada. No entanto, recomenda-se que seja utilizada, sempre que possível, uma alternativa à ampicilina ou à amoxicilina em pacientes que estejam recebendo alopurinol.
Ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, mecloroetamina
Foi relatado aumento na supressão da medula óssea pela ciclofosfamida e outros agentes citotóxicos dentre os pacientes com doença neoplásica (outras que não leucemia) na presença de alopurinol. Contudo, em um estudo bem controlado de pacientes tratados com ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina e/ou mecloroetamina (cloridrato de mustina) o alopurinol não pareceu aumentar a reação tóxica desses agentes citotóxicos.
Ciclosporina
Relatos sugerem que a concentração plasmática da ciclosporina pode ser aumentada durante o tratamento concomitante com alopurinol. A possibilidade de aumento da toxicidade da ciclosporina deve ser considerada se as drogas forem administradas simultaneamente.
Didanosina
Em voluntários saudáveis e pacientes HIV positivos recebendo didanosina, o Cmax e a ASC (área sob a curva) de didanosina plasmática apresentaram valores aproximadamente dobrados com a administração concomitante de Labopurinol® (300 mg diários) sem afetar a meia-vida terminal. Desta forma, reduções das doses de didanosina podem ser requeridas quando administrada concomitantemente com Labopurinol®.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Não existem documentações clínicas mais recentes em relação ao uso de Labopurinol® que possa ser usada como suporte para determinar a freqüência das reações adversas. As reações adversas podem variar em incidência dependendo da dose recebida e também do uso concomitante com outros agentes terapêuticos. As categorias de freqüência determinada para as reações adversas abaixo são estimadas: para a maior parte das reações, dados adequados para calcular a incidência não estão disponíveis. As reações adversas raras e muito raras são identificadas através da farmacovigilância pós-comercialização. A seguinte definição tem sido usada para classificar a freqüência: muito comum (>1/10), comum (>1/100,<1/10), incomuns (>1/1000,<1/100), raras (>1/10.000,<1/1000 ), muito raras (<1/10.000). São raras as reações adversas ao uso de Labopurinol® na população global tratada com este medicamento e, na sua maioria, são de pouca importância. A incidência é mais alta na presença de disfunção renal e/ou hepática.
Infecções e infestações
Muito rara: furunculose Desordens do sistema sangüíneo e linfático
Muito raras: agranulocitose, anemia aplástica, trombocitopenia.
Foram recebidos relatos muito raros de trombocitopenia, agranulocitose e anemia aplásica, especialmente em indivíduos com função renal e/ou hepática comprometida, o que reforça a necessidade de cuidados especiais nestes grupos de pacientes.
Desordens do sistema imune
Incomum: reações de hipersensibilidade
Muito raras: linfadenopatia angioimunoblástica
Reações graves de hipersensibilidade, incluindo reações da pele associadas com esfoliação, febre, linfadenopatia, artralgia e/ou eosinofilia incluindo Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, ocorrem raramente (veja Desordens da Pele e do Tecido Subcutâneo). Vasculite e resposta tissular associadas podem se manifestar de vários modos, inclusive hepatite, disfunção renal e, muito raramente, convulsão. Muito raramente choques anafiláticos agudos foram reportados. Estas reações podem ocorrer a qualquer tempo do tratamento e Labopurinol® deve ser suspenso
IMEDIATAMENTE E PERMANENTEMENTE.
Os corticosteróides podem ser benéficos para superar manifestações de hipersensibilidade cutânea. Quando ocorreram reações de hipersensibilidade generalizada, estavam presentes disfunções renais e/ou hepáticas, especialmente nos casos em que o desfecho foi fatal. Linfadenopatia angioimunoblástica foi descrita muito raramente após biópsia de linfadenopatia generalizada. Parece ser reversível com a suspensão do Labopurinol®. Desordens do metabolismo e de nutrição
Muito raras: diabetes mellitus, hiperlipidemia
Desordens psiquiátricas
Muito rara: depressão
Desordens do sistema nervoso
Muito raras: coma, paralisia, ataxia, neuropatia, parestesia, sonolência, dor de cabeça, alteração do paladar.
Desordens oculares
Muito rara: catarata, desordens visuais, alterações maculares
Desordens do ouvido e labirinto
Muito rara: vertigem
Desordens cardíacas
Muito raras: angina, bradicardia
Desordens vasculares
Muito rara: hipertensão
Desordens gastrintestinais
Incomuns: vômito, náusea
Muito raras: hematêmese recorrente, esteatorréia, estomatite, alterações dos hábitos intestinais
Desordens Hepatobiliares
Em estudos clínicos iniciais foram relatados náuseas e vômitos. Relatos posteriores sugerem que estas reações não são sérias e podem ser evitadas quando se administra o Labopurinol após as refeições.
Desordens da pele e do tecido subcutâneo
Comum: rash
Muito raras: angioedema, erupções fixas da droga, alopécia, descoloração dos cabelos.
Reações da pele são as reações mais comuns e podem ocorrer a qualquer tempo durante o tratamento. Podem ser pruriginosas, maculopapulares, às vezes escamosas, às vezes purpúricas e raramente esfoliativas. Labopurinol® deve ser descontinuado IMEDIATAMENTE caso ocorram estas reações. Após a recuperação da reação leve, Labopurinol® pode ser novamente administrado em doses mais baixas (por exemplo, 50mg/dia) que serão aumentadas gradualmente. Caso ocorra “rash” cutâneo novamente, Labopurinol® deve ser PERMANENTEMENTE suspenso, pois podem acontecer reações de hipersensibilidade mais graves (veja Desordens do sistema Imune). Têm sido reportada a ocorrência de angioedema com e sem sinais e sintomas de reação de hipersensibilidade generalizada por alopurinol.
Desordens renais e urinárias
Muito raras: hematúria, uremia
Desordens do sistema reprodutivo e mama
Muito raras: infertilidade masculina, disfunção erétil, ginecomastia
Desordens gerais
Muito raras: edema, mal estar generalizado, astenia, febre.
Têm sido reportada a ocorrência de febre com e sem sinais e sintomas de reação de hipersensibilidade generalizada por aluporinol.
SUPERDOSE
Foi relatada ingestão de até 22,5g de alopurinol sem efeitos adversos. Sinais e sintomas que incluíam náusea, vômito, diarréia e tonteira foram relatados em um paciente que ingeriu 20g de alopurinol. Houve recuperação após medidas gerais de suporte. A absorção maciça de Labopurinol® pode conduzir a uma considerável inibição da atividade da xantina-oxidase, a qual não produz efeitos indesejáveis a não ser afetar medicação concomitante, especialmente 6-mercaptopurina e/ou azatioprina. A hidratação adequada do paciente para manter ótima diurese facilita a excreção do alopurinol e seus metabólitos, indução de emese e medidas gerais de suporte são os procedimentos indicados. Se for considerada necessária, pode ser utilizada hemodiálise.
ARMAZENAGEM
Mantenha o medicamento na embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre 15 – 30°C). Proteger da luz e umidade.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa.
Resp. Tec. Farm. Dra. Selma Alves dos Santos Chadad
CRF-SP n.º 35.942 Reg.
MS nº 1.0445.0127
Fabricado conforme fórmula original de Boehringer
Mannheim GmbH, Alemanha, por:
Laboratório Sinterápico Industrial Farmacêutico Ltda.
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Atibaia – SP
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®Marca Registrada de
Evolabis Produtos Farmacêuticos Ltda.
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