Princípio ativo: cefoxitina sódica

Antibióticos – Receituário simples em duas vias

KEFOX®

cefoxitina sódica

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO

ABL3434BU1 TESTES DE SUSCETIBILIDADE Técnicas de Difusão:

Métodos quantitativos baseados na medição dos diâmetros dos halos de inibição proporcionam uma estimativa de suscetibilidade ao antibiótico. Um procedimento padronizado deste tipo (Ref.1) utiliza discos com 30 mcg de cefoxitina. A interpretação envolve a correlação dos diâmetros dos halos obtidos, nos testes com os discos, com a concentração inibitória mínima (CIM) para a cefoxitina.

Os resultados dos testes de suscetibilidade, usando discos de 30 mcg de cefoxitina, devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

Pó para Solução Injetável. Uso via INTRAVENOSA

TABELA 1

CEFOXITINA – Resultados da Técnica de Difusão para microrganismos aeróbicos1"

Diâmetro do halo (mm)

Interpretação

a 18

Suscetível

15 – 17

Intermediário

s 14

Resistente

KEFOX 1 g: Cada frasco-ampola contém 1,050 g de cefoxitina sódica equivalente a 1 g de cefoxitina. Embalagens com 25 frascos-ampola ou com 25 frascos-ampola + 25 ampolas de diluente contendo 10 mL de Água Estéril para Injeção.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

INFORMAÇÕES AO PACIENTE COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Cefoxitina é um antibacteriano betalactâmico derivado da cefamicina C. Em doses adequadas, promove a destruição de bactérias.

QUAIS AS PRINCIPAIS INDICAÇÕES DESTE MEDICAMENTO?

Infecção do trato respiratório (como pneumonia), infecção ginecológica, infecção generalizada, infecção na pele, infecção no abdômen, infecção nos ossos, infecção nas articulações e profilaxia cirúrgica.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

A cefoxitina é contraindicada em pacientes com histórico de alergia à cefoxitina, cefalosporinas ou outros antibacterianos betalactâmicos (penicilina e seus derivados, penicilamina).

Condições que exigem avaliação dos Riscos e Benefícios:

–    Paciente com função renal diminuída (ajuste de dose);

–    Paciente com histórico de doença gastrintestinal, particularmente doenças conhecidas como colites;

–    Paciente com histórico de doença com sangramento.

Atenção ao utilizar outros medicamentos. Este produto pode:

–    Aumentar os riscos de hemorragia com inibidores da agregação plaquetária;

–    Ter sua ação aumentada pela probenecida;

–    Aumentar os riscos de toxicidade aos rins com medicamentos que causam agressão aos rins.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de outro medicamento. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico ou cirurgião-dentista. Pode ser perigoso para sua saúde.

COMO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento é para uso injetável, portanto deve ser administrado em serviços profissionais autorizados.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

QUAIS AS EVENTUAIS REAÇÕES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Reações no local da injeção (como inflamação das veias), reações alérgicas, diarreia, náusea, vômitos, febre e alterações no sangue.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Procurar um hospital ou Centro de Controle de Intoxicações, para tratamento dos sintomas.

COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

O medicamento deve ser armazenado à temperatura ambiente (15° a 30°C).

Nunca use qualquer medicamento com o prazo de validade vencido.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS

A cefoxitina é um antibiótico semi-sintético, de amplo espectro, pertencente à classe das cefamicinas. É um derivado da cefamicina C, produzida pelo Streptomyces lactamdurans. A cefoxitina é um sal sódico do (6R, 7S)-3-(hidroximetil)-7-metoxi-8-oxo-7-[2-(2-tienil) acetamido]-5-tia-1-azabiciclo [4.2.0] oct-2-eno-2-carbamato carboxilado (éster) e sua fórmula molecular é C16H16NjNaO,S2.

Este medicamento contém aproximadamente 53,8 miligramas (2,3 miliequivalentes) de sódio para cada grama de cefoxitina.

O aspecto do pó de cefoxitina varia de branco a branco-amarelado. Soluções de cefoxitina variam em sua coloração, de incolor a âmbar claro. O pH de soluções reconstituídas normalmente varia de 4,2 a 7,0.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Após administração de uma dose intravenosa de 1 g de cefoxitina a um adulto sadio, as concentrações plasmáticas chegaram a 110 mcg/mL em 5 minutos, caindo para menos de 1 mcg/mL em 4 horas.

Cerca de 70% a 80% da cefoxitina se liga a proteínas plasmáticas.

A meia-vida plasmática de cefoxitina, após uma dose intravenosa, é de 41 a 59 minutos em um adulto sadio.

Aproximadamente 85% da cefoxitina são excretados, inalterados, por via renal em um período de 6 horas, resultando em altas concentrações urinárias. A probenecida retarda a excreção tubular, produzindo níveis plasmáticos mais elevados e com maior duração.

A cefoxitina distribui-se amplamente pelos tecidos e fluidos corporais, incluindo os fluidos ascítico, pleural e sinovial. Concentrações terapêuticas podem ser detectadas na bile. A cefoxitina não se difunde para o líquido cefalorraquidiano, mesmo quando as meninges estão inflamadas.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

MICROBIOLOGIA

A ação bactericida da cefoxitina resulta da inibição da síntese da parede celular. A cefoxitina possui atividade in vitro contra diversos microrganismos Gram-positivos e Gram-negativos. O grupo metóxi na posição 7 a fornece à cefoxitina um alto grau de estabilidade na presença de betalactamases, penicilinases ou cefalosporinases das bactérias Gram-negativas.

A cefoxitina tem demonstrado atividadecontra a maioria das cepas dos microrganismos abaixo, tanto in vitro, quanto clinicamente (ver INDICAÇÕES).

Aeróbicos Gram-positivos:

Staphylococcus aureus 2 (incluindo cepas produtoras de penicilinase);

Staphylococcus epidermidis2;

Streptococcus pneumoniae;

Streptococcus agalactiae;

Streptococcus pyogenes;

A maioria das cepas de enterococos, como o Enterococos faecalis, é resistente.

2 – Estafilococos resistentes à meticilina, também são resistentes à cefoxitina.

Aeróbicos Gram-negativos:

Escherichia coli;

Klebsiella spp. (incluindo Klebsiella pneumoniae);

Haemophilus influenzae;

Morganella morganii;

Neisseriagonorrhoeae (incluindo cepas produtoras de penicilinase);

Proteus mirabilis;

Proteus vulgaris;

Providencia spp. (incluindo Providencia rettgeri).

Anaeróbicos:

Clostridium spp.;

Peptococcus niger;

Peptostreptococcus spp.;

Bacteroides spp. (incluindo Bacteroides fragilis, Bacteroides distasonis, Bacteroides ovatus, Bacteroides thetaiotaomicron).

A cefoxitina tem demonstrado atividade in vitro contra os microrganismos abaixo, porém sua segurança e eficácia no tratamento clínico não foram estabelecidas.

Aeróbicos Gram-positivos: Eikenella corrodens (exceto cepas produtoras de (i-lactamases), Klebsiella oxytoca.

Aeróbicos Gram-negativos: Clostridium perfringens.

Anaeróbicos: Prevotella bivia (anteriormente Bacteroides bivius).

A cefoxitina é inativa in vitro contra a maior parte das cepas de Pseudomonas aeruginosa, enterococos e a maior parte das cepas de Enterobacter cloacae. Os estafilococos resistentes à meticilina são geralmente resistentes à cefoxitina.

1    – Estafilococos resistentes à meticilina devem ser considerados resistentes à cefoxitina. Os resultados do teste in vitro não devem ser considerados.

2    – Para testes com Haemophilus influenzae, esses valores são aplicáveis apenas para testes utilizando o HTM (Haemophilus Test Medium).

3    – Para testes com estreptococos, esses valores são aplicáveis apenas ao método de microdiluição em caldo ágar de Mueller-Hinton com 5% de sangue de ovelhas desfibrinado e incubado em 5% de CO2.

Um resultado suscetível indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis normalmente atingidos em tecidos e fluidos corporais. Um resultado intermediário sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada uma alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado resistente indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

Procedimentos padronizados requerem o uso de cepas-controle de microrganismos (cepas ATCC). Os discos de 30 mcg de cefoxitina devem produzir o seguinte halo de inibição:

TABELA 2

CEFOXITINA – Resultados da Técnica de Difusão para teste com cepas ATCC.

Microrganismo

Diâmetro do Halo (mm)

Escherichia coli ATCC 25922

23 – 29

Staphylococcus aureus ATCC 25923

23 – 29

Técnicas de Diluição:

Métodos quantitativos são utilizados para determinar a Concentração Inibitória Mínima (CIM). Deve-se utilizar o método de diluição padronizado pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), em caldo, ágar ou equivalente. Os valores de concentração inibitória mínima (CIM) obtidos devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

TABELA 3

CEFOXITINA – Resultados da Técnica de Diluição para microrganismos aeróbicos1"

CIM (mcg/mL)

Interpretação

s8

Suscetível

16

Intermediário

a 32

Resistente

1    – Estafilococos resistentes à meticilina devem ser considerados resistentes à cefoxitina. Os resultados do teste in vitro não devem ser considerados.

2    – Para testes com Haemophilus influenzae, esses valores são aplicáveis apenas para testes utilizando o HTM (Haemophilus Test Medium).

3    – Para testes com estreptococos, esses valores são aplicáveis apenas ao método de microdiluição em caldo ágar de Mueller-Hinton com 5% de sangue de ovelhas desfibrinado e incubado em 5% de CO2.

Um resultado suscetível indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis normalmente atingidos em tecidos e fluidos corporais. Um resultado intermediário sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada uma alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado resistente indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

Procedimentos padronizados requerem o uso de cepas-controle de migrorganismos (cepas ATCC). A cefoxitina na forma de pó para solução injetável deve produzir os seguintes resultados de CIM:

TABELA 4

CEFOXITINA – Resultados da Técnica de Diluição para teste com cepas ATCC.

Microrganismo

CIM (mcg/mL)

Escherichia coli ATCC 25922

1 – 4

Staphylococcus aureus ATCC 29213

1 – 4

Técnicas Anaeróbicas:

Para bactérias anaeróbicas, a susceptibilidade à cefoxitina é determinada por métodos padronizados (Ref. 3). Os valores de concentração inibitória mínima (CIM) obtidos devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

TABELA 5

CEFOXITINA – Resultados de Técnicas Anaeróbicas para microrganismos anaeróbicos

CIM (mcg/mL)

Interpretação

fi 16

Suscetível

32

Intermediário

a 64

Resistente

Um resultado suscetível indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis normalmente atingidos em tecidos e fluidos corporais. Um resultado intermediário sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada uma alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado resistente indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

Procedimentos padronizados requerem o uso de cepas-controle de microrganismos (cepas ATCC). A cefoxitina na forma de pó para solução injetável deve produzir os seguintes resultados de CIM:

TABELA 6

CEFOXITINA – Teste de diluição utilizando o Método de Diluição em Ágar1 ou o Método de Microdiluição em Caldo2 para cepas ATCC.

Microrganismo

CIM (mcg/mL)

Bacteroides fragilis ATCC 25285

4 – 16

Bacteroides thetaiotaomicron ATCC 29741

41

3

3

1    – Faixa aplicável apenas para testes realizados com Ágar sangue Brucella ou Ágar Wilkins-Chalgren.

2    – Faixa aplicável apenas para testes realizados com o caldo da formulação do Ágar Wilkins-Chalgren.

INDICAÇÕES

Tratamento

A cefoxitina é indicada para o tratamento de infecções graves, causadas por cepas suscetíveis de microrganismos, listadas abaixo:

   Infecções no trato respiratório inferior, incluindo pneumonia e abscesso pulmonar, causadas por: Streptococcus pneumoniae, outros estreptococos (exceto Enterococus faecalis), Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de penicilinase), Escherichia coli, Klebsiella spp., Haemophilus influenzae e Bacteroides spp.;

   Infecções intra-abdominais, incluindo peritonite e abscesso intra-abdominal, causados por: Escherichia coli, Klebsiella spp., Bacteroides spp. (incluindo Bacteroides fragilis) e Clostridium spp.;

   Infecções ginecológicas, incluindo endometrite, celulite pélvica e doença inflamatória pélvica causadas por: Escherichia coli, Bacteroides spp. (incluindo Bacteroides fragilis), Clostridium spp., Peptococcus niger, Peptostreptococcus spp. e Streptococcus agalactiae. A cefoxitina, como outras cefalosporinas, não apresenta atividade contra Chlamydia trachomatis. Assim, quando a cefoxitina for utilizada no tratamento de pacientes com doença inflamatória pélvica e a Chlamydia trachomatis for um dos agentes patogênicos suspeitos, deve-se utilizar medidas anticlamidianas apropriadas.

   Septicemia causada por: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de penicilinase), Escherichia coli, Klebsiella spp. e Bacteroides spp. (incluindo Bacteroides fragilis);

   Infecções ósseas e das articulações causadas por: Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de penicilinase);

   Infecções na pele e tecidos moles causadas por: Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de penicilinase), Staphylococcus epidermidis, Streptococcus pyogenes e outros estreptococos (exceto Enterococcus faecalis), Escherichia coli, Proteus mirabilis, Klebsiella spp., Bacteroides spp. (incluindo Bacteroides fragilis), Clostridium spp., Peptococcusnigere Peptostreptococcusspp;

O uso empírico da cefoxitina deve ser acompanhado de estudos apropriados de suscetibilidade do microrganismo à cefoxitina. De acordo com os resultados, a terapia deverá ser modificada ou não.

Em estudos comparativos randomizados, a cefoxitina e a cefalotina demonstraram ser seguras e efetivas no controle de infecções causadas por cocos Gram-positivos e bastonetes Gram-negativos, suscetíveis às cefalosporinas. A cefoxitina apresenta um alto grau de estabilidade na presença de betalactamases, penicilinases e cefalosporinases bacterianas. Muitas infecções causadas por bactérias, aeróbicas e

anaeróbicas, resistentes a algumas cefalosporinas e a alguns antibióticos penicilínicos (ampicilina, carbenicilina, penicilina G), respondem ao tratamento com cefoxitina. Muitas infecções mistas, causadas por microrganismos aeróbicos e anaeróbicos suscetíveis, respondem ao tratamento com cefoxitina.

Profilaxia cirúrgica:

A cefoxitina é indicada para a profilaxia da infecção em pacientes submetidos à cirurgia gastrintestinal não-contaminada, histerectomia vaginal, histerectomia abdominal ou cesariana.

Se houver sinais de infecção, deve-se coletar material para cultura com a finalidade de identificação do patógeno para que o tratamento apropriado seja instituído.

CONTRAINDICAÇÕES

A cefoxitina é contraindicada para pacientes com histórico de alergia a cefoxitina, cefalosporinas ou outros antibacterianos betalactâmicos (penicilina e seus derivados, penicilamina).

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO ATENÇÃO: Frequentemente os hospitais reconstituem produtos injetáveis utilizando agulhas 40×12, que aumentam a incidência de pequenos fragmentos de rolha serem levados para dentro do frasco durante o procedimento. Agulhas 30×8 ou 25×8, embora dificultem o processo de reconstituição, têm menor probabilidade de carregarem partículas de rolhas para dentro dos frascos. Deve-se, no entanto, sempre inspecionar visualmente os produtos antes da administração, descartando-os se contiverem partículas.

KEFOX1g

VIA INTRAVENOSA DIRETA Reconstituição

Diluente: Agua Estéril para Injeção. Volume: 10 mL.

Aparência após reconstituição: O produto reconstituído tem coloração de incolor a amarela-clara. A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer), especialmente quando conservada em temperatura ambiente. Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.

Estabilidade após reconstituição com Água Estéril para Injeção:

Temperatura ambiente (15° a 30° C): 6 horas.

Sob refrigeração (2° a 8° C): 48 horas.

Tempo de injeção: 3 a 5 minutos.

ATENÇÃO: Se a cefoxitina for administrada através de um equipo em Y, pelo qual o paciente esteja recebendo outra solução intravenosa, deve-se descontinuar temporariamente a outra solução para injetar a cefoxitina (nunca por período inferior a 3 minutos).

INFUSÃO INTRAVENOSA Reconstituição

Diluente: Agua Estéril para Injeção. Volume: 10 mL.

Aparência após reconstituição: O produto reconstituído tem coloração de incolor a amarela-clara. A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer), especialmente quando conservada em temperatura ambiente. Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.

Estabilidade após reconstituição com Água Estéril para Injeção:

Temperatura ambiente (15° a 30° C): 6 horas.

Sob refrigeração (2° a 8° C): 48 horas.

Diluição

Diluente: Cloreto de Sódio 0,9% ou Glicose 5%. Volume: 50 a 100 mL.

Aparência da solução diluída: O produto reconstituído tem coloração de incolor a amarela-clara. A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer), especialmente quando conservada em temperatura ambiente. Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.

Estabilidade após diluição:

Temperatura ambiente (15° a 30° C): 18 horas.

Sob refrigeração (2° a 8° C): 48 horas.

Tempo de infusão: 20 a 30 minutos.

Incompatibilidades:

-A cefoxitina é incompatível com aminoglicosídeos. Se clinicamente necessário, aminoglicosídeos e cefalosporinas devem ser administrados por vias separadas para evitar uma possível inativação de ambas as substâncias.

– Não é recomendável a mistura de cefoxitina com outros medicamentos.

ATENÇÃO: Este medicamento é um similar que passou por testes e estudos que comprovam a sua eficácia, qualidade e segurança, conforme legislação vigente.

POSOLOGIA

ADULTOS

Infecção leve ou não complicada: 1 g a cada 6 a 8 horas, por via intravenosa.

Infecção moderada a grave: 2 g a cada 6 a 8 horas ou 1 g a cada 4 horas, por via intravenosa.

Infecção com risco de morte: 2 g a cada 4 horas ou 3 g a cada 6 horas, por via intravenosa.

Limite de dose para adultos: 12 g por dia

ADULTOS COM DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO RENAL Dose Inicial: 1 a 2 g.

Dose de Manutenção: Após a dose inicial, deve-se administrar doses de manutenção conforme a TABELA 7.

TABELA 7

CEFOXITINA – Dose de Manutenção em Adultos com Função Renal Diminuída

Clearance de Creatinina

Dose

Freqüência

50 – 30 mL/min

1 a 2 g

a cada 8 -12 horas

29 – 10 mL/min

1 a 2 g

a cada 12 – 24 horas

9 – 5 mL/min

500 mg a 1 g

a cada 12 – 24 horas

< 5 mL/min

500 mg a 1 g

a cada 24 – 48 horas

Quando apenas o nível sérico de creatinina estiver disponível deve-se utilizar a seguinte fórmula para converter este valor em clearance de creatinina. A creatinina sérica deve representar um estado estável de função renal.

Homens =    Peso (kg) x (140 – idade)_

72 x creatinina sérica (mg/100mL)

Mulheres = 0,85 x valor acima

ADULTOS SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE: Deve-se administrar uma dose adicional de 1 a 2 g após cada sessão de hemodiálise. A dose de manutenção deve ser administrada como indicado na TABELA 7.

IDOSOS

Podem necessitar de uma diminuição das doses administradas em função da condição renal.

Limite de dose para idosos com mais de 75 anos de idade: 2 g a cada 8 horas.

CRIANÇAS:

A PARTIR DE 3 MESES DE IDADE: 80 a 160 mg/Kg por dia, divididos em 4 a 6 doses iguais. A dose mais elevada deve ser utilizada em infecções mais sérias ou graves.

Limite de dose para crianças:12 g por dia.

COM MENOS DE 3 MESES DE IDADE: Não há recomendações (ver PRECAUÇÕES).

PACIENTES PEDIÁTRICOS COM DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO RENAL: As doses devem ser modificadas de acordo com as recomendações para adultos propostas na TABELA 7.

ATENÇÃO: A terapia antibiótica para infecções por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A deve ser mantida por pelo menos 10 dias para proteger contra o risco de febre reumática ou glomerulonefrite. Em infecções por estafilococos e outras infecções envolvendo acúmulo de pus, a drenagem cirúrgica indicada deve ser realizada.

PROFILAXIA PRÉ-CIRÚRGICA

A cefoxitina deve ser administrada 30 minutos a 1 hora antes da cirurgia, para atingir uma concentração inibitória mínima no local do procedimento. A administração profilática deve ser realizada dentro de 24 horas, pois a administração contínua de qualquer antibiótico aumenta a possibilidade de reações adversas e, na maioria dos procedimentos cirúrgicos, não reduz a incidência de infecções subsequentes.

Para uso profilático em cirurgias gastrintestinais não-contaminadas, histerectomia vaginal ou histerectomia abdominal, são recomendadas as seguintes doses:

Adultos: 2 g por via intravenosa, antes da cirurgia (aproximadamente 30 minutos a 1 hora antes da incisão inicial), seguidos de 2 g a cada 6 horas após a primeira dose, por não mais que 24 horas.

Crianças (a partir de 3 meses de idade): 30 a 40 mg/Kg, por via intravenosa, antes da cirurgia (aproximadamente 30 minutos a 1 hora antes da incisão inicial), seguidos de 30 a 40 mg/Kg a cada 6 horas após a primeira dose, por não mais que 24 horas.

Pacientes submetidas à cesariana:

   Dose única de 2 g por via intravenosa, assim que o cordão umbilical for clampeado (pinçado); ou

   Administrar um regime de 3 doses: 2 g, por via intravenosa, assim que o cordão umbilical for clampeado (pinçado), seguido de 2 g, administrados 4 e 8 horas após a dose inicial.

ADVERTÊNCIAS

Antes de iniciar a terapia com cefoxitina, deve-se verificar se o paciente já apresentou reação de hipersensibilidade à cefoxitina, às cefalosporinas, penicilinas e seus derivados ou outras drogas. Este medicamento é contraindicado para pacientes que já apresentaram hipersensibilidade à cefoxitina, às cefalosporinas, penicilinas e seus derivados. Antibióticos devem ser administrados com cautela para qualquer paciente que tenha demonstrado algum tipo de alergia, particularmente a drogas. Se ocorrer qualquer reação alérgica, descontinue a utilização do medicamento. Reações graves de hipersensibilidade aguda podem necessitar de administração de epinefrina (adrenalina) e outras medidas

de emergência.

Colite pseudomembranosa tem sido relatada com a utilização de praticamente todos os agentes antibacterianos, incluindo a cefoxitina, e sua gravidade pode variar de leve a grave com risco de morte. Portanto, é importante considerar este diagnóstico em pacientes que apresentarem diarreia subsequente à administração de agentes antibacterianos.

0    tratamento com agentes antimicrobianos altera a flora normal do cólon e pode permitir o crescimento de clostrídeos. Estudos indicam que uma toxina produzida pelo Clostridium difficile é uma causa primária de colite associada a antibióticos.

Estabelecido o diagnóstico de colite pseudomembranosa, medidas terapêuticas apropriadas devem ser adotadas. Casos leves de colite pseudomembranosa normalmente respondem à suspensão do medicamento. Em casos moderados a graves, devem ser considerados a utilização de fluido e eletrólitos, suplementação protéica e tratamento com um medicamento antibacteriano de ação clínica efetiva contra a colite por Clostridium difficile.

PRECAUÇÕES

GERAIS

A dose diária total deve ser reduzida quando a cefoxitina for administrada a pacientes com redução temporária ou persistente do volume urinário, devido à insuficiência renal (ver POSOLOGIA), uma vez que concentrações séricas elevadas e prolongadas do produto podem ocorrer nestes indivíduos.

Os antibióticos (incluindo as cefalosporinas) devem ser prescritos com cautela para indivíduos com histórico de doença gastrintestinal, particularmente colite.

CARCINOGÊNESE, MUTAGÊNESE E DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico ou mutagênico. Estudos em ratos tratados por via intravenosa com 400 mg/Kg de cefoxitina (aproximadamente três vezes a dose máxima recomendada para humanos) não revelaram efeitos na fertilidade ou na habilidade de acasalamento.

USO NA GRAVIDEZ – Risco B (segundo classificação do FDA)

Estudos de reprodução realizados em ratos e camundongos, com doses parenterais de aproximadamente

1    a 7,5 vezes a dose máxima recomendada para humanos, não revelaram efeitos teratogênicos ou tóxicos para o feto, apesar de ser observada uma pequena diminuição no peso fetal.

Não há, entretanto, estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução em animais nem sempre são preditivos da resposta humana, a cefoxitina só deve ser usada durante a gravidez se estritamente necessária.

USO NA AMAMENTAÇÃO

A cefoxitina é excretada no leite humano em baixas concentrações. Deve-se ter cautela na administração da cefoxitina em mulheres que estejam amamentando.

USO EM CRIANÇAS

A segurança e a eficácia em pacientes pediátricos até os três meses de idade ainda não foram estabelecidas. Em pacientes pediátricos a partir de três meses de idade, doses mais elevadas de cefoxitina foram associadas com uma incidência elevada de eosinofilia e AST elevado.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Drogas nefrotóxicas – A administração concomitante de cefoxitina com agentes nefrotóxicos como aminoglicosídeos, colistina, polimixina B ou vancomicina pode aumentar o risco de nefrotoxicidade. Probenecida – A probenecida retarda a excreção tubular da cefoxitina, produzindo níveis plasmáticos mais elevados e com maior duração.

Inibidores da agregação plaquetária – Altas doses de cefoxitina podem induzir à hipotrombinemia e a utilização concomitante com inibidores da agregação plaquetária aumentam o risco de hemorragia.

INTERAÇÕES COM TESTES LABORATORIAIS

Cefoxitina pode causar um resultado falso-positivo para glicose na urina em determinações que utilizam soluções de sulfato cúprico (reagente de Benedicts ou Clinitest®**).

Indivíduos tratados com cefoxitina podem apresentar teste de Coombs direto positivo, o que pode interferir em exames hematológicos ou nas análises imunohematológicas em bancos de sangue.

Altas concentrações de cefoxitina (> 100 mcg/mL) podem interferir com a medição dos níveis séricos e urinários de creatinina, pela reação de Jaffé, resultando em uma pequena elevação do resultado obtido pelo teste. Amostras séricas de pacientes tratados com cefoxitina não devem ser analisadas para creatinina se forem retiradas em até 2 horas após a administração do medicamento.

Altas concentrações de cefoxitina na urina podem interferir com a medição de 17-hidroxi-corticosteróides na urina, pela reação de Porter-Silber, resultando em uma pequena elevação do resultado obtido pelo teste.

** Marca registrada da Ames Company, Division of Miles Laboratories, Inc.

REAÇÕES ADVERSAS

A cefoxitina geralmente é bem tolerada. As reações adversas mais comuns foram reações locais após a injeção intravenosa. Outras reações adversas foram encontradas com baixa frequência.

Reações locais – Tromboflebite ocorreu após a administração intravenosa.

Reações de hipersensibilidade – Erupção na pele maculopapular ou eritematosa, dermatite esfoliativa, prurido, urticária, eosinofilia, febre e outras reações de hipersensibilidade. Raros casos de anafilaxia e angioedema.

Cardiovascular – Hipotensão.

Gastrintestinal – Diarreia, incluindo colite pseudomembranosa que pode aparecer durante ou após o tratamento com o antibiótico. Casos raros de náusea e vômito foram relatados.

Neuromuscular – Possível exacerbação de miastenia grave.

Alterações Sanguíneas – Eosinofilia, leucopenia, granulocitopenia, neutropenia, anemia, incluindo anemia hemolítica, trombocitopenia e depressão da medula óssea. O teste de Coombs direto positivo pode se desenvolver em alguns pacientes, especialmente aqueles com azotemia.

Função hepática – Elevações temporárias de TGO, TGP, HDL no soro, fosfatase alcalina sérica e icterícia foram relatadas.

Função renal – Elevações dos níveis de creatinina e/ou do nitrogênio uréico (BUN) séricos foram observadas. Casos raros de insuficiência renal aguda foram relatados. É difícil de averiguar o papel da cefoxitina nas mudanças de testes de função renal, pois fatores que predispõem à azotemia pré-renal ou à diminuição da função renal normalmente estão presentes.

Além das reações adversas listadas acima, que foram observadas em pacientes tratados com a cefoxitina, podem ocorrer reações adversas e resultados alterados de testes laboratoriais relatados para os antibióticos da classe das cefalosporinas, como: urticária, eritema multiforme, Síndrome Stevens-Johnson, reações similares à doença do soro, dor abdominal, colite, disfunção renal, nefropatia tóxica, teste falso-positivo para glicose urinária, disfunção hepática incluindo colestase, bilirrubina elevada, anemia aplástica, hemorragia, prolongamento do tempo de protrombina, pancitopenia, agranulocitose, superinfecção e vaginite, incluindo candidíase vaginal.

Várias cefalosporinas promoveram o início de processos convulsivos, particularmente em pacientes com insuficiência renal, quando a dose não foi reduzida (ver POSOLOGIA). Se ocorrerem convulsões, o medicamento deve ser descontinuado. Terapia anticonvulsivante pode ser administrada, se indicada clinicamente.

SUPERDOSAGEM

Os sintomas de uma possível intoxicação por cefoxitina incluem a exacerbação de reações adversas (ver REAÇÕES ADVERSAS) podendo apresentar hipersensibilidade neuromuscular e convulsões. Deve-se procurar por um hospital ou Centro de Controle de Intoxicações.

A hemodiálise pode ser útil para remover a droga do sangue do paciente. Tratamento sintomático e de suporte pode ser utilizado de acordo com os sintomas apresentados pelos pacientes.

ARMAZENAGEM

Os frascos na embalagem original devem ser mantidos em temperatura ambiente (15° a 30°C). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.    Bauer, A.W.; Kirby, W.M.M.; Sherris, J.C.; Turck, M. Antibiotic susceptibility testing by a standardized single disc method. Amer. J. Clin. Path. 45: 493-496, Abril 1966. Standardized disc susceptibility test, Federal Register 37: 20527-20529, 1972. National Committee for Clinical Laboratory Standards: Performance Standards for Antimicrobial Disc Susceptibility Tests – Fifth Edition: Approved Standard, NCCLS Document M2-A5, Vol. 13, No. 24, NCCLS, Villanova, PA, December, 1993.

2.    Determinação pelo método de diluição em ágar ICS (Ericsson and Sherris, Acta Path. Microbiol. Scand. (B) Suppl. No. 217, 1971) ou qualquer outro método que tenha demonstrado fornecer resultados equivalentes.

3.    Trissel, L.A. Handbook on Injectable Drugs, 15" Edition, 2009, American Society of Health-System Pharmacists®.

4.    Physicians Desk Reference, 62 Edition, 2008, Thomson PDR at Montvale, NJ 07645-1725.

5.    Drug Information for the Health Care Professional – USP DI, 27 th Edition, 2007, Thomson -Micromedex

6.    Drug Information, American Society of Health-System Pharmacists, 2008, pp 204 -209.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

USO RESTRITO A HOSPITAIS

Registro MS 1.5562.0007 Farm Resp: Sidnei Bianchini Junior – CRF-SP N° 63.058 Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem

Antibióticos do Brasil Ltda.

Rod. Professor Zeferino Vaz, SP – 332, km 135 – Cosmópolis – SP CNPJ 05.439.635/0001-03 Indústria Brasileira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *