Princípio ativo: sulpirida

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

Dogmatil®

sulpirida

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO

Solução oral (gotas): frascos com 30 mL.

USO ORAL. USO PEDIÁTRICO (acima de 30 meses)

COMPOSIÇÃO

Cada mL de solução de DOGMATIL contém:

sulpirida……………..20 mg

veículo q.s.p…………..1 mL

(ácido cítrico anidro, ciclamato de sódio, sacarina sódica diidratada, ácido clorídrico, metilparabeno, propilparabeno, aroma de laranja e água purificada) Cada 1 mL equivale a 20 gotas (1 gota contém 1 mg de sulpirida)

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento: DOGMATIL é um medicamento que possui em sua fórmula uma substância chamada sulpirida. Esta substância destina-se ao tratamento de distúrbios do sistema nervoso e do comportamento em crianças de 30 meses a 15 anos.

Cuidados de conservação: DOGMATIL deve ser guardado em sua embalagem original. Evitar calor excessivo (temp. superior a 40°C) e proteger da luz.

Prazo de validade: Vide embalagem. Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem do produto. Nunca use medicamento com o prazo de validade vencido, pois pode ser prejudicial à saúde.

Gravidez e lactação: Somente o médico pode decidir sobre o uso de DOGMATIL no caso de uma eventual gravidez. Assim, informar o médico sobre a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término (o período de tratamento deve ser reduzido durante a gravidez). Informar ao médico se está amamentando.

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como: sedação ou sonolência, contrações musculares involuntárias; hipotensão

ortostática (sensação de vertigem ao se levantar abruptamente); tensão nas mamas (ocasionalmente com produção de leite), ganho ponderal. Estes distúrbios são transitórios e reversíveis com a interrupção do tratamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Bebidas alcoólicas devem ser evitadas. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento, particularmente no caso de remédios para pressão arterial, outros medicamentos para o sistema nervoso central, certos medicamentos para tratamento da doença de Parkinson (levodopa) e quaisquer medicamentos contendo álcool.

Contraindicações e Precauções: DOGMATIL está contraindicado a pacientes que apresentem hipersensibilidade aos componentes da fórmula. DOGMATIL não deve ser usado em pacientes com feocromocitoma suspeito ou confirmado, exceto sob acompanhamento médico rigoroso. O emprego deve ser cauteloso em presença de problemas graves nos rins, epilepsia e mal de Parkinson. Caso ocorra febre inexplicável, o uso do DOGMATIL deve ser interrompido e o médico informado imediatamente.

Mesmo sendo um produto de uso pediátrico (até os 15 anos), deve-se informar que durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolismo pulmonar, algumas vezes fatal, e casos de trombose venosa profunda, foram reportados com medicamentos antipsicóticos. Portanto, DOGMATIL deve ser utilizado com cautela em pacientes com fatores de risco para tromboembolismo.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE

INFORMAÇÕES TÉCNICAS CARACTERÍSTICAS

A sulpirida, princípio ativo do DOGMATIL, é uma benzamida dotada de propriedades desinibidoras pertencente à classe dos neurolépticos. A sulpirida interfere nas transmissões nervosas dopaminérgicas cerebrais e exerce, em doses baixas, uma ação ativadora demonstrando um efeito dopaminomimético.

INDICAÇÕES

Psicoses e tratamento sintomático dos distúrbios severos do comportamento em crianças de 30 meses a 15 anos, particularmente no contexto das síndromes autísticas.

CONTRAINDICAÇÕES

DOGMATIL é contraindicado para:

– pacientes com hipersensibilidade à sulpirida ou a qualquer componente da fórmula;

– pacientes com tumor dependente de prolactina ex. prolactinomas da glândula pituitária e câncer de mama;

– pacientes com diagnóstico ou suspeita de feocromocitoma;

– utilização concomitante com levodopa (vide Interações Medicamentosas).

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Advertências

– Prolongamento do intervalo QT

A sulpirida induz o prolongamento do intervalo QT (vide Reações Adversas). Este efeito é conhecido por potencializar o risco de arritmias ventriculares sérias como torsade de pointes. Antes da administração de sulpirida e se possível de acordo com o estado clínico do paciente, recomenda-se monitorização de fatores que podem favorecer a ocorrência dessas arritmias, como por exemplo:

– bradicardia (menos que 55 bpm);

– desequilíbrio eletrolítico, em particular hipocalemia;

– prolongamento congênito do intervalo QT;

– tratamento concomitante com medicamentos que podem causar bradicardia (< 55 bpm), hipocalemia, diminuição da condução intracardíaca ou prolongamento do intervalo QT.

– Acidente Vascular Cerebral

Estudos clínicos randomizados versus placebo foram realizados em uma população de pacientes idosos com demência, tratados com drogas antipsicóticas atípicas e observou-se um aumento de 3 vezes no risco da ocorrência de eventos cerebrovasculares. O mecanismo pelo qual ocorre esse aumento, não é conhecido. Um aumento no risco de eventos cerebrovasculares com a administração de outras drogas antipsicóticas ou outras populações de pacientes não pode ser excluído. A sulpirida deve ser usada com cautela em pacientes com fatores de risco para acidente vascular cerebral.

– Assim com com outros neurolépticos, pode ocorrer síndrome neuroléptica maligna, uma complicação potencialmente fatal, caracterizada por hipertermia, rigidez muscular e disfunção autonômica. Em caso de hipertermina de origem desconhecida, sulpirida deve ser descontinuada.

– Quando o tratamento com neurolépticos é absolutamente necessário em pacientes portadores do mal de Parkinson, sulpirida pode ser utilizada com cautela.

– A segurança e eficácia de sulpirida não foi completamente investigada em crianças. Por essa razão, deve-se ter cautela ao prescrever sulpirida a crianças.

Pacientes idosos com demência: Pacientes idosos com psicose relacionada à demência tratados com medicamentos antipsicóticos estão sob risco de morte aumentado. Análise de 17 ensaios placebo-controlados (duração modal de 10 semanas), majoritariamente em pacientes utilizando medicamentos antipsicóticos atípicos, revelaram um risco de morte entre 1,6 a 1,7 vezes maior em pacientes tratados com o medicamento do que em pacientes tratados com placebo. Durante o curso de um típico ensaio controlado por 10 semanas, a taxa de morte em pacientes tratados com o medicamento foi de aproximadamente 4,5%, comparado com a taxa de aproximadamente 2,6% no grupo placebo. Embora os casos de morte em ensaios clínicos com antipsicóticos atípicos seja variado, a maioria das mortes parecem ter ocorrido naturalmente por problemas cardiovasculares (exemplo: insuficiência cardíaca, morte súbita) ou infecciosa (exemplo: pneumonia). Estudos observacionais sugerem que, similarmente aos medicamentos antipsicóticos atípicos, o tratamento com medicamentos antipsicóticos convencionais podem aumentar a mortalidade. Não está clara a dimensão dos achados de mortalidade aumentada em estudos observacionais quando o medicamento antipsicótico é comparado a algumas características dos pacientes.

Casos de tromboembolismo venoso, algumas vezes fatal, foram reportados com medicamentos antipsicóticos. Portanto, DOGMATIL deve ser utilizado com cautela em pacientes com fatores de riscos para tromboembolismo (vide Reações Adversas).

Precauções

Deve-se ter cautela em pacientes com diagnóstico estável de diabetes mellitus ou com fatores de risco para diabetes que estão iniciando o tratamento com sulpirida uma vez que existem relatos de hiperglicemia em pacientes tratados com drogas antipsicóticas atípicas. Esses pacientes devem ter uma monitorização glicêmica adequada.

Deve-se reduzir a dose de sulpirida em casos de insuficiência renal.

Os neurolépticos podem diminuir o limiar epileptogênico e alguns casos de convulsão foram reportados com o uso de sulpirida (vide Reações Adversas). Portanto, pacientes com histórco de epilepsia devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento com sulpirida.

Como com outros neurolépticos, sulpirida deve ser usada com cautela em pacientes idosos.

Em pacientes com comportamento agressivo ou agitação impulsiva, sulpirida pode ser administrada com um sedativo.

Gravidez

Foi observada diminuição da fertilidade relacionada aos efeitos farmacológicos da sulpirida (efeito mediador da prolactina) em animais tratados. Estudos em animais não indicaram efeitos danosos diretos ou indiretos com respeito à gravidez, desenvolvimento embrionário/fetal e/ou desenvolvimento pós natal.

Em humanos, existem dados clínicos muito limitados sobre a exposição de mulheres grávidas à sulpirida. Em quase todos os casos de problemas fetais ou neonatais reportados com o uso de sulpirida durante a gravidez tem explicações prováveis não relacionadas ao medicamento. Por isso, em razão das experiências limitadas, o uso de sulpirida não é recomendado durante a gravidez. Caso opte-se pelo uso da sulpirida durante a gravidez, deve-se considerar a monitorização do neonato em razão do perfil de segurança do medicamento.

Lactação

A sulpirida é excretada no leite materno. Não se recomenda o uso em lactantes.

DURANTE O TRATAMENTO, O PACIENTE NÃO DEVE DIRIGIR VEÍCULOS OU OPERAR MÁQUINAS, POIS SUA HABILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR

PREJUDICADAS JÁ QUE A SULPIRIDA CAUSA SEDAÇÃO.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Associações contraindicadas

Levodopa: antagonismo recíproco dos efeitos dos neurolépticos e da levodopa.

Associações não recomendadas

– Álcool: o álcool aumenta o efeito sedativo dos neurolépticos. Deve-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e medicamentos contendo álcool.

– Uso concomitante com medicamentos que podem causar o prolongamento do intervalo QT ou induzir torsades de pointes (vide Advertências).

– Medicamentos que induzem bradicardia como beta bloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio (diltiazem, verapamil, clonidina, guanfacina) e digitálicos.

– Medicamentos que induzem hipocalemia: diuréticos hipocalêmicos, laxativos, anfotericina B, glicocorticoides e tetracosactídeos. A hipocalemia deve ser corrigida.

– Antiarrítmicos classe Ia como quinidina e disopiramida.

– Antiarrítmicos classe III como amiodarona e sotalol.

– Outros medicamentos como pimozide, bepridil, tioridazina, metadona, vincamina IV, halofantrine, pentamidina, esparfloxacino, sultoprida, haloperidol, antidepressivos imipramínicos, cisaprida, lítio, eritromicina IV.

Associações que devem ser consideradas

– Agentes anti-hipertensivos: efeito anti-hipertensivo e possibilidade de ocorrer hipotensão ortostática (efeito aditivo).

– Depressores do SNC incluindo narcóticos, analgésicos, anti-histamínicos, barbitúricos, benzodiazepínicos e outros ansiolíticos, clonidina e derivados.

– Antiácidos e sucralfato: quando coadministrados, ocorre a diminuição da absorção da sulpirida. A sulpirida pode ser administrada no mínimo duas horas antes dessas drogas.

REAÇÕES ADVERSAS

Cardiovasculares:

– hipotensão ortostática;

– prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares, como torsade de pointes e taquicardia ventricular, que podem resultar em fibrilação ventricular ou parada cardíaca com morte súbita (vide Advertências).

Endócrinas:

– hiperprolactinemia.

Gerais e do local de administração:

– como outros neurolépticos, síndrome maligna (vide Advertências) que é uma complicação potencialmente fatal;

– ganho de peso.

Hepato-biliares:

– aumento da enzimas hepáticas.

Sistema nervoso:

– sedação ou sonolência;

– sintomas extrapiramidais e problemas relacionados:

– parkisonismo e sintomas relacionados: tremor, hipertonia, hipocinesia, hipersalivação;

– discinesia aguda e distonia (torcicolo espasmódico, crises oculógiras, trismo);

– acatisia.

Esses sintomas são geralmente reversíveis com a administração de medicação antiparkinsoniana.

– como todos os neurolépticos, foi reportada discinesia tardia (caracterizada por movimentos rítmicos e involuntários principalmente na língua e/ou na face) após a administração de neuroléptico por mais de 3 meses. Medicação antiparkinsoniana é ineficaz ou pode agravar os sintomas.

– foram reportados casos de convulsões (vide Precauções).

Distúrbios do sistema reprodutivo e mama:

– problemas relacionados à hiperprolactinemia: galactorreia, amenorreia, ginecomastia, hipertrofia mamária ou dor nas mamas, disfunção erétil e orgástica.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos:

– rash máculo-papular.

Distúrbios vasculares:

– Casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolismo pulmonar, algumas vezes fatal, e casos de trombose venosa profunda, foram reportados com medicamentos antipsicóticos (vide Advertências).

POSOLOGIA

A posologia média em crianças de 30 meses a 15 anos é de 5 mg/kg/dia (5 gotas/Kg/dia). Esta dose pode ser aumentada até 10 mg/Kg/dia (10 gotas/Kg/dia). Esta dosagem deve ser dividida em três tomadas diárias e administrada preferivelmente antes das refeições. Obs.: cada gota contém 1 mg de sulpirida.

SUPERDOSAGEM

Sinais e sintomas

A experiência em superdosagem com sulpirida é limitada. Quando ocorre superdosagem, podem ocorrer manifestações discinéticas com torcicolo espasmódico, protusão da língua e trismo. Alguns pacientes podem desenvolver manifestações parkinsonianas graves e coma.

A sulpirida é parcialmente removida por hemodiálise.

Tratamento

Não existe antídoto específico para sulpirida. O tratamento é unicamente sintomático. Medidas de suporte apropriadas devem ser instituídas e uma supervisão das funções vitais e monitorização cardíaca (risco do prolongamento do intervalo QT e consequente arritmia ventricular) são recomendadas até que o paciente se recupere. Caso ocorram sintomas extrapiramidais, deve-se administrar anticolinérgicos.

PACIENTES IDOSOS

O uso em pacientes idosos, geralmente mais sensíveis aos medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado. No caso de pacientes idosos com deMência, vide Advertências.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA

MS 1.1300.0989

Farm. Resp.: Antônia A. Oliveira CRF-SP n° 5854

LOGOTIPO SANOFI-AVENTIS

Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

Rua Conde Domingos Papais, 413 CEP 08613-010 – Suzano – SP CNPJ 02.685.377/0008-23 ®Marca Registrada Indústria Brasileira

IB 210109

Atendimento ao Consumidor

Lote, fabricação e validade: VIDE RÓTULO E/OU EMBALAGEM

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