Princípio ativo: docetaxel

DOCELIBBS® docetaxel tri-hidratado

Solução concentrada para infusão 40 mg/mL

USO EXCLUSIVO INTRAVENOSO USO ADULTO

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Docelibbs® 20 mg: embalagem contendo solução concentrada para infusão com 20 mg de docetaxel anidro em um frasco-ampola com 0,5 mL (dose única) acompanhada de um frasco-ampola (dose única) com 1,5 mL de diluente. Docelibbs® 80 mg: embalagem contendo solução concentrada para infusão com 80 mg de docetaxel anidro em um frasco-ampola com 2,0 mL (dose única) acompanhada de um frasco-ampola (dose única) com 6,0 mL de diluente.

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola (dose única) de Docelibbs® 20 mg contém:

docetaxel tri-hidratado (equivalente a 20 mg de docetaxel anidro)……….21,34 mg

veículo (polissorbato 80, ácido cítrico e álcool etílico) q.s.p……….0,5 mL

(Volume preenchido: 24,4 mg/0,61 mL)

Cada frasco-ampola (dose única) de Docelibbs® 80 mg contém:

docetaxel tri-hidratado (equivalente a 80 mg de docetaxel anidro)……….85,35 mg

veículo (polissorbato 80, ácido cítrico e álcool etílico) q.s.p……….2,0 mL

(Volume preenchido: 94,4 mg/2,36 mL)

Cada 1 mL de Docelibbs® solução concentrada para infusão contém 40 mg de docetaxel anidro.

Cada 1 mL de solução diluente contém:

álcool etílico………………..13 mg

água para injeção q.s.p……………1 mL

USO RESTRITO A HOSPITAIS

Este medicamento é de uso restrito a hospitais e clínicas especializadas, devendo ser manipulado apenas por pessoal treinado. As ?Informações ao paciente? serão fornecidas pelo médico assistente, conforme necessário.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO: conservar este medicamento em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz.

PRAZO DE VALIDADE: desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação. Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer prejuízos à saúde.

INFORMAÇÃO TÉCNICA CARACTERÍSTICAS

Propriedades farmacológicas: o docetaxel, princípio ativo de Docelibbs® é um agente antineoplásico que atua promovendo a agregação das tubulinas na formação de microtúbulos estáveis, inibindo sua despolimerização, e promovendo a diminuição da tubulina livre. A ligação do docetaxel aos microtúbulos não altera o número de protofilamentos. In vitro, o docetaxel demonstrou romper a rede de microtúbulos celulares, essencial para as funções celulares vitais durante a intérfase e mitose. O docetaxel mostrou citotoxicidade contra várias linhagens de células tumorais humanas e murinas in vitro, e contra células tumorais de remoção recente em ensaios clonogênicos. O docetaxel atinge altas concentrações intracelulares, com um longo período de permanência na célula. Além disso, docetaxel demonstrou ser ativo em algumas, mas não em todas as linhagens celulares que expressam uma p-glicoproteína codificada por um gene associado ao fenótipo de resistência a múltiplos fármacos. In vivo, apresenta um amplo espectro de atividade antitumoral experimental contra tumores murinos e tumores humanos xenotransplantados. Propriedades farmacocinéticas: a farmacocinética do docetaxel foi avaliada em pacientes com câncer após administração de 20 a 115 mg/m2 em estudos de fase I. O perfil farmacocinético do docetaxel é dose independente e consistente com um modelo farmacocinético de três compartimentos com meia-vida para as fases a, p e

excretadas durante as primeiras 48 horas na forma de um metabólito principal inativo, três metabólitos secundários inativos e uma quantidade muito pequena do fármaco inalterado. Uma análise populacional farmacocinética foi realizada em 577 pacientes que receberam docetaxel. Os parâmetros farmacocinéticos estimados neste modelo foram muito próximos aos obtidos nos estudos de Fase I. Os parâmetros farmacocinéticos do docetaxel não sofrem alteração com a idade ou o sexo do paciente. Em um pequeno número de pacientes (n=23) com dados bioquímicos e clínicos indicadores de alteração da função hepática leve a moderada (TGP, TGO > 1,5 vezes o limite superior da normalidade, associado com fosfatase alcalina > 2,5 vezes o limite superior da normalidade), o clearance total diminuiu em média 27%. O clearance do docetaxel não foi alterado em pacientes com retenção hídrica leve a moderada; não existem informações disponíveis em pacientes com retenção hídrica severa. Quando utilizado em associação, o docetaxel não influencia o clearance da doxorrubicina e os níveis plasmáticos do doxorrubicinol (metabólito da doxorrubicina). Por outro lado, o clearance do docetaxel é aumentado enquanto sua eficácia é mantida. As farmacocinéticas do docetaxel, doxorrubicina e ciclofosfamida, estudadas em 30 pacientes com câncer de mama não foram influenciadas por suas administrações concomitantes. O clearance do docetaxel na terapia associada com cisplatina ou carboplatina foi semelhante àquele observado após a monoterapia com docetaxel. Não foi observado efeito da prednisona na farmacocinética do docetaxel. A administração em pacientes com tumores sólidos de terapia combinada de docetaxel + cisplatina + fluoruracila não demonstrou influência na farmacocinética individual de cada fármaco isolado.

INDICAÇÕES

Câncer de mama: em associação com doxorrubicina e ciclofosfamida é indicado para o tratamento adjuvante de pacientes com câncer de mama operável de nódulo positivo. Em associação com doxorrubicina é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama localmente avançado ou metastático que não receberam terapia citotóxica prévia. É indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama local avançado ou metastático após falha de quimioterapia prévia. Em associação com capecitabina é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama localmente avançado ou metastático após falha de quimioterapia citotóxica (terapia prévia à base de antraciclina deve ter sido administrada previamente). Em associação com trastuzumabe é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático cujos tumores ?hiper-expressam? HER2 e que previamente não receberam quimioterapia para doença metastática.

Câncer de pulmão de não pequenas células: indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão local avançado ou metastático, mesmo após falha de quimioterapia com derivados de platina.

Câncer de ovário: indicado para o tratamento de carcinoma metastático de ovário após falha de quimioterapia de primeira linha ou subsequente.

Câncer de cabeça e pescoço: indicado para o tratamento de pacientes com carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço localmente avançado não ressecável (estágio III ou IV) que estejam em bom estado de saúde.

Câncer de próstata: em associação com prednisona ou prednisolona é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático androgênio independente (refratário a hormônio).

Adenocarcinoma gástrico: em associação com cisplatina e 5-fluoruracila é indicado para o tratamento de pacientes com adenocarcinoma gástrico avançado, incluindo adenocarcinoma da junção gastroesofágica, que não receberam quimioterapia prévia para a doença avançada.

CONTRAINDICAÇÕES

Docelibbs® não deve ser administrado em pacientes com reações de hipersensibilidade ao docetaxel ou aos demais componentes da formulação.

Está contraindicado em pacientes com neutropenia basal < 1.500 células/mm3; durante a gravidez ou amamentação ou em pacientes com insuficiência hepática severa.

Docelibbs® não deve ser administrado a outros fármacos na qual é contraindicada sua associação.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Docelibbs® deve ser administrado somente sob supervisão médica com experiência na utilização de agentes quimioterápicos. Devem estar disponíveis recursos de suporte apropriados pela possibilidade da ocorrência de reações de hipersensibilidade. Durante a infusão é recomendada monitoração cuidadosa das funções vitais do paciente.

Reações de hipersensibilidade: os pacientes devem ser rigorosamente observados quanto à ocorrência de reações de hipersensibilidade, especialmente durante a primeira e a segunda infusão. As reações de hipersensibilidade podem ocorrer minutos após o início da infusão de docetaxel, devendo a administração ser feita onde houver disponibilidade de recursos de suporte adequados para tratamento da hipotensão e broncoespasmos. Caso ocorram reações de hipersensibilidade como hipotensão, eritema e broncoespasmo, o tratamento deve ser interrompido e deve ser empregada terapia adequada. Os pacientes que desenvolverem reações severas não devem receber novamente docetaxel. Caso ocorram reações leves como reações cutâneas localizadas ou vermelhidão, não é necessário interromper o tratamento. Pode ser empregada uma pré-medicação com a administração de corticosteroide oral, como dexametasona 16 mg/d (por exemplo: 8 mg, duas vezes ao dia) durante três dias, com início no dia anterior à administração de docetaxel, a menos que contraindicada, para diminuir a incidência e a gravidade da retenção hídrica, e gravidade das reações de hipersensibilidade. O regime de pré-medicação para o tratamento de câncer de próstata é dexametasona oral, 8 mg, 12 horas, 3 horas e uma hora antes da infusão de Docelibbs®.

Para tratamento adjuvante de câncer de mama operável nódulo positivo, conforme análise de acompanhamento de um estudo clínico (55 meses), não foi comprovado o efeito benéfico do esquema docetaxel + doxorrubicina +

ciclofosfamida em pacientes com quatro ou mais nódulos (37% população), embora tenha sido observada uma redução de 18% do risco de recidiva neste grupo de pacientes, porém, o beneficio desta combinação não foi inteiramente definido no estudo.

Mielodepressão: a neutropenia é a reação adversa mais frequente e pode requerer redução da dose. O nadir neutrofílico ocorreu em uma média de sete dias após a administração do docetaxel, porém, este intervalo pode ser menor em pacientes extensivamente pré-tratados.

Neutropenia: os pacientes devem ser monitorados com hemograma completo devido à possibilidade de neutropenia, que é máxima em cerca de sete dias após a administração do docetaxel (o período pode ser menor em pacientes pré-tratados). O tratamento só poderá ser repetido, se indicado, quando a contagem de neutrófilos for igual ou maior que 1.500 células/mm3. No caso de neutropenia severa é recomendável a redução de doses nos ciclos posteriores. Os pacientes tratados com a associação docetaxel + cisplatina + fluoruracila (DCF) apresentaram neutropenia febril e/ou infecção neutropênica complicada (neutropenia febril, neutropenia prolongada ou infecção neutropênica). Os pacientes recebendo DCF devem ser rigorosamente monitorados.

Leucemia: em pacientes tratados com docetaxel + doxorrubicina + ciclofosfamida (DDC) o risco de mielodisplasia tardia ou leucemia mieloide requer acompanhamento hematológico.

Reações cutâneas: foi observado eritema cutâneo localizado nas extremidades (palma das mãos e planta dos pés), com edema seguido de descamação.

Sistema nervoso: o desenvolvimento de sinais e/ou sintomas de neurotoxicidade periférica severa foram observados e requerem redução da dose.

Toxicidade cardíaca: foi observada insuficiência cardíaca nos pacientes tratados com docetaxel + trastuzumabe, particularmente após quimioterapia contendo antraciclina (doxorrubicina ou epirrubicina), de ocorrência moderada a grave, e foi associada com morte.

Retenção hídrica: pacientes com retenção hídrica severa (como ascite, efusão pericárdica e pleural) devem ser monitorados rigorosamente.

Gravidez e lactação: Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informar imediatamente o médico em caso de suspeita de gravidez. O docetaxel demonstrou embriotoxicidade e fetotoxicidade, além de reduzir a fertilidade em animais. Como com outros fármacos citotóxicos, pode causar dano fetal se for administrado durante a gravidez. Não existem estudos de docetaxel em mulheres grávidas, portanto, não deve ser utilizado durante a gravidez. Mulheres em idade fértil em tratamento com docetaxel devem ser aconselhadas a evitar a gravidez, utilizando medidas contraceptivas durante e por três meses após o tratamento. Não se sabe se docetaxel é excretado no leite materno, e por isso, a amamentação deve ser descontinuada durante tratamento com docetaxel.

Carcinogênese, mutagênese e comprometimento da fertilidade: o potencial carcinogênico do docetaxel ainda não foi estudado. O docetaxel mostrou ser mutagênico em testes in vitro de micronúcleo e de aberrações cromossômicas em células CHO-Kj e em testes in vivo de micronúcleo em camundongo. Contudo, o docetaxel não induziu mutagenicidade no teste de Ames ou no ensaio de mutação gênica CHO/HGPRT. Estes dados são compatíveis com a atividade farmacológica do docetaxel. Estudos de toxicidade em roedores demonstraram efeitos adversos nos testículos, sugerindo que o docetaxel possa prejudicar a fertilidade masculina.

Uso em pacientes idosos: uma análise de dados de segurança em pacientes com 60 anos de idade ou mais tratados com a associação docetaxel + capecitabina mostraram um aumento na incidência de eventos adversos grau 3 e 4 e eventos sérios relacionados ao tratamento; e exclusão precoce do tratamento devido aos eventos adversos comparados aos pacientes com menos de 60 anos de idade. De 333 tratados com docetaxel a cada três semanas no estudo de câncer de próstata, 209 pacientes tinham mais de 65 anos de idade ou mais e 68 pacientes tinham mais de 75 anos. Não foram identificadas diferenças na eficácia entre os dois grupos. Dentre os 221 pacientes tratados com docetaxel + cisplatina + 5-fluoruracila (DCF) no estudo de câncer gástrico, 54 tinham 65 anos de idade ou mais e 2 pacientes tinham mais de 75 anos de idade. Neste estudo, o número de pacientes > 65 anos de idade foi insuficiente para determinar se há diferença de reação com relação aos mais jovens. Entretanto, a incidência de eventos adversos sérios foi mais elevada nos pacientes idosos comparada aos mais jovens. A incidência dos eventos (todos os graus) como letargia, estomatite, diarreia, neutropenia/infecção neutropênica, ocorreu nos valores > 10% mais elevada em pacientes com 65 anos de idade comparados aos mais jovens. Os pacientes tratados com DCF devem ser rigorosamente monitorados.

Uso em pacientes com insuficiência hepática: pacientes tratados com 100 mg/m2 de docetaxel em monoterapia, com níveis plasmáticos de transaminases (TGP e/ou TGO) > 1,5 vezes o limite superior da normalidade, simultaneamente a níveis plasmáticos de fosfatase alcalina > 2,5 vezes o limite da normalidade, possuem maior risco de apresentarem reações adversas severas (toxicidade fatal incluindo hemorragia gastrintestinal, sepse, neutropenia febril, infecções, trombocitopenia, estomatite e astenia). Pacientes com níveis elevados dos parâmetros de função hepática não deverão receber doses maiores que 75 mg/m2 de docetaxel. Os testes de função hepática devem ser realizados no estado basal e antes do início de cada ciclo. Em pacientes com níveis plasmáticos de bilirrubina maiores que o limite superior da normalidade e/ou TGP e TGO > 3,5 vezes o limite superior da normalidade, simultaneamente aos níveis plasmáticos de fosfatase alcalina > 6 vezes o limite superior da normalidade, não é recomendado o ajuste posológico e não deve ser utilizado o docetaxel, salvo estritamente indicado.

Uso em crianças: a eficácia e segurança da administração de Docelibbs® em crianças ainda não foram estabelecidas. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não foram realizados estudos clínicos específicos para avaliação das interações medicamentosas do docetaxel. Estudos

in vitro mostraram que o metabolismo do docetaxel pode ser modificado pela administração concomitante de fármacos que inibem, induzem ou são metabolizados pelo citocromo P450 3A, tais como ciclosporina, terfenadina, cetoconazol, eritromicina e troleandomicina. Em consequência, deve-se ter cautela quando da administração concomitante destas substâncias, pelo risco potencial de interação significativa. O docetaxel liga-se altamente às proteínas plasmáticas (> 95%). Embora a possibilidade de interação in vivo de docetaxel com medicamentos administrados concomitantemente não tenha sido investigada formalmente, as interações in vitro de docetaxel com fármacos de alta ligação às proteínas, tais como eritromicina, difenidramina, propranolol, propafenona, fenitoína, salicilato, sulfametoxazol e valproato de sódio não afetaram a ligação do docetaxel às proteínas plasmáticas. Além disto, a dexametasona não afetou a ligação do docetaxel às proteínas plasmáticas. O docetaxel não interferiu na ligação da digitoxina às proteínas plasmáticas. Na associação docetaxel + doxorrubicina, o clearance do docetaxel é aumentado (vide ?Propriedades farmacocinéticas?). O docetaxel deve ser administrado com cautela quando de sua coadministração com inibidores da protease (como ritonavir).

REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS

As reações adversas consideradas possíveis ou provavelmente relacionadas à administração de docetaxel foram observadas em pacientes tratados em monoterapia ou em associação. Entre os pacientes tratados com monoterapia, 1.312 receberam 100 mg/m2 e 121 receberam 75 mg/m2 de docetaxel. Entre os pacientes que receberam docetaxel em associação com doxorrubicina na dose de 50 mg/m2, 258 receberam 75 mg/m2 de docetaxel. Houve incidência aumentada de eventos adversos graves (SAEs) (40% vs. 31%) e eventos adversos (AEs) de grau 4 (34% vs. 23%) no braço associado comparado à monoterapia com docetaxel.

Reações hematológicas: a reação adversa relatada com maior frequência foi neutropenia (96,6% dos casos) em pacientes que não receberam fator estimulante de colônias de granulócitos, que se mostrou reversível e não cumulativa. Atingiu-se o nadir no sétimo dia e a duração média da neutropenia severa (76,4%, < 500 células/mm3) foi de sete dias. Ocorreram neutropenia febril (11,8%) e infecções severas (4,6%) associadas com a contagem de neutrófilos < 500/mm3, episódios infecciosos (20%, sendo 5,7 % severos: sepse e pneumonia, fatal em 1,7%); trombocitopenia < 100.000/mm3 (7,8%, sendo 0,2% severa); episódios de hemorragia [2,4%, raramente associado com trombocitopenia severa (< 50.000/mm3)]; anemia [11 g/dL: 90,4% ; 8,9% severa (< 8 g/dL)].

A tabela abaixo mostra a frequência das reações adversas tanto em monoterapia, quanto em terapia combinada com doxorrubicina.

% de

pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/ doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Neutropenia:

96,6

89,8

99,2

Todas Severas*

76,4

54,2

91,7

Neutropenia febril

11,8

8,3

34,1

Trombocitopenia:

7,8

10

28,1

Todas Severas*

0,2

1,7

0,8

Anemia:

90,4

93,3

96,1

Todas Severas**

8,9

10,8

9,4

Infecções:

20

10,7

35,3

Todas Severas**

5,7

5

7,8

* Grau 3-4 do NCI. ** Grau 4 do NCI.

Foi relatada neutropenia grau 3 e 4 em 32% das pacientes tratadas com docetaxel + trastuzumabe.

Reações de hipersensibilidade: reações de hipersensibilidade (25,9%) ocorreram geralmente dentro de poucos minutos após o início da infusão de docetaxel, apresentando usualmente intensidade leve a moderada. Os sintomas frequentemente relatados foram rubor, rash com ou sem prurido, dificuldade inspiratória, dor lombar, dispneia, febre medicamentosa ou calafrio. Reações severas (5,3%) desapareceram após descontinuação da infusão de docetaxel e emprego de terapia apropriada.

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/ doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Todas Severas*

25,9

2,5

4,7

5,3

0

1,2

* Grau 3-4 do NCI.

Reações cutâneas: foram observadas reações cutâneas reversíveis (56,6%) geralmente de intensidade leve a moderada. As reações foram caracterizadas por rash, com erupções localizadas principalmente nos pés, mãos (incluindo síndrome severa da mão e pé), braços, face ou tórax, e frequentemente associadas com prurido. Geralmente ocorreram erupções dentro de uma semana após a infusão de docetaxel. Sintomas severos como erupção seguida por descamação, que raramente causaram a interrupção ou descontinuação do tratamento com docetaxel, foram relatados com menor frequência (5,9%). Ocorreram alterações nas unhas (27,9%) caracterizadas pela hipo ou hiperpigmentação e onicólise.

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/ doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Cutâneas

56,6

15,7

13,6

Todas Severas*

5,9

0,8

0

Alterações ungueais

27,9

9,9

20,2

Todas Severas*

2,6

0,8

0,4

* Graus 3-4 do NCI.

Retenção hídrica: as reações adversas relacionadas à retenção hídrica foram obtidas de 92 pacientes tratados com 100 mg/m2 de docetaxel em monoterapia, por meio de análise retrospectiva no terceiro dia da administração de pré-medicação. A retenção hídrica foi observada em 64,1% (sendo 6,5 % dos casos severa) dos pacientes que receberam três dias de pré-medicação. Foram relatados eventos como edema periférico e em menor frequência derrame pleural, derrame pericárdico, ascite e aumento de peso. O edema periférico geralmente inicia-se nas extremidades inferiores e pode generalizar-se com um aumento de peso igual ou superior a 3 kg. A retenção hídrica é cumulativa em incidência e gravidade. Em pacientes tratados com 100 mg/m2 de docetaxel em monoterapia, a dose cumulativa mediana para interrupção do tratamento foi superior a 1000 mg/m2 e o tempo médio para reversibilidade da retenção hídrica foi de 16,4 semanas (intervalo de 0-42 semanas). Em pacientes tratados com pré-medicação, o início da retenção moderada e severa é retardado (dose cumulativa média de 818,9 mg/m2), quando comparado aos pacientes sem pré-medicação (dose cumulativa média de 489,7 mg/m2); contudo, foi relatada retenção hídrica em alguns pacientes durante os primeiros ciclos do tratamento. A retenção hídrica não foi acompanhada por episódios agudos de oligúria ou hipotensão.

% de

pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Todas Severas

64,1

24,8

35,7

6,5

0,8

1,2

Reações gastrintestinais: náuseas (40,5%, sendo 4% severas), vômitos (24,5%, sendo 3% severas), dor abdominal (7,3%, sendo 1 % severa), diarreia (40,6%, sendo 4% severas), anorexia (16,8%) ou constipação (9,8%, sendo 0,2% severa), estomatite (41,8%, sendo 5,3% severas) e esofagite (1%, sendo 0,4% severa); alteração do paladar (10,1%, sendo 0,07% severa); sangramento gastrintestinal (1,4%, sendo 0,3% severa).

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Náuseas

40,5

28,9

64

Todas Severas*

4

3,3

5

Vômitos

24,5

16,5

45

Todas Severas*

3

0,8

5

Diarreia

40,6

11,6

45,7

Todas Severas*

4

1,7

6,2

Anorexia

16,8

19

8,5

Constipação

9,8

6,6

14,3

Estomatites

41,8

24,8

58,1

Todas Severas*

5,3

1,7

7,8

* Grau 3-4 do NCI.

Reações neurológicas: sinais e/ou sintomas neurosensoriais de intensidade leve a moderada ocorreram em 50% dos pacientes. Sintomas neurosensoriais severos (parestesia, disestesia, dor incluindo ardor) foram observados em 4,1% dos pacientes com câncer metastático, necessitando interrupção em 2% dos casos. Efeitos neuromotores (13,8%, sendo 4% severos) foram principalmente caracterizados por fraqueza. Quando da ocorrência destes sintomas, a dose deve ser ajustada. Em caso de persistência dos sintomas, o tratamento deve ser interrompido. Pacientes com neurotoxicidade nos estudos clínicos e para os quais a informação de acompanhamento sobre a resolução completa do evento esteve disponível, apresentaram reversão espontânea dos sintomas com uma média de 81 dias do início (variação de 0-741 dias).

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Neurosensoriais:

50

24

30,2

Todas Severas*

4,1

0,8

0,4

Neuromotoras:

13,8

9,9

2,3

Todas Severas*

4

2,5

0,4

* Grau 3-4 do NCI.

Reações cardiovasculares: hipotensão (3,8%), disritmia (4,1%), hipertensão (2,4%) e insuficiência cardíaca (0,5%).

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Hipotensão

3,8

1,7

0,4

Disritmia cardíaca:

4,1

2,5

1,2

Todas Severas*

0,7

0

0

Insuficiência Cardíaca

0,5

0

2,3

*Grau 3-4 do NCI.

Foi relatada insuficiência cardíaca sintomática em 2,2% das pacientes que receberam docetaxel e trastuzumabe comparado a 0% das pacientes tratadas apenas com docetaxel. No braço com docetaxel + trastuzumabe, 64% receberam anteriormente uma antraciclina como terapia adjuvante, comparada com 55% no braço com docetaxel isolado. Foram relatadas as seguintes reações na terapia combinada com docetaxel no tratamento adjuvante do câncer de mama: disritmia, todos os graus (3,9%); hipotensão, todos os graus (1,5%); insuficiência cardíaca congestiva (2,3% numa média de 70 meses de acompanhamento). Um paciente teve óbito devido a IC.

Reações hepáticas: em pacientes tratados com 100 mg/m2 de docetaxel como monoterapia, foram observados aumentos dos níveis plasmáticos das transaminases (TGP/TGO), bilirrubina e fosfatase alcalina, superiores a 2,5 vezes o limite superior da normalidade, em menos de 5% dos pacientes.

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Aumento da TGO: severa*

< 3,0 LSN**

0

< 1,0 LSN**

Aumento da TGP: severa*

< 2,0 LSN**

0

< 1,0 LSN**

Aumento da bilirrubina: severa*

< 5,0 LSN**

< 2,0 LSN**

< 2,5 LSN**

Aumento da fosfatase alcalina: severa*

< 4,0 LSN**

0

< 2,5 LSN**

* Grau 3-4 do NCI.

** Limite Superior da Normalidade

Outras: astenia (62,6%, sendo 11,2% severas), artralgia (8,6%), mialgia (20%), alopecia (79%, sendo 0,5% severa), dispneia (16,1%, sendo 2,7 severas); dor generalizada ou localizada (16,5%, sendo 0,8% severa), incluindo dor torácia (4,5%, sendo 0,4% severa) sem qualquer envolvimento respiratório ou cardíaco. As reações no local de infusão (5,6% pacientes) foram geralmente moderadas e consistiram de hiperpigmentação, inflamação, vermelhidão ou secura da pele, flebite ou extravasamento e intumescimento venoso.

% de pacientes

Monoterapia

Terapia combinada c/doxorrubicina

100 mg/m2

75 mg/m2

75 mg/m2

Alopecia

79

38

94,6

Astenia

62,6

48,8

54,7

Todas Severas

11,2

12,4

8,1

Mialgia:

20

5,8

8,5

Todas Severas

1,4

0

0

Reações no local da infusão

5,6

0

3,1

Dor

16,5

10,7

17,1

De uma forma geral, os eventos adversos padrões observados nos pacientes tratados com docetaxel em terapia combinada com doxorrubicina foram similares àqueles observados nos pacientes tratados com docetaxel em monoterapia.

Terapia combinada com docetaxel no adenocarcinoma gástrico

Os dados, a seguir, foram baseados na experiência com 221 pacientes com adenocarcinoma gástrico avançado e nenhuma história de quimioterapia prévia para doença avançada, que foram tratados com docetaxel 75 mg/m2 na combinação com cisplatina e 5-fluoruracila.

Tratamento importante clinicamente relacionado aos eventos adversos no adenocarcinoma gástrico em pacientes recebendo docetaxel em combinação com cisplatina e 5-fluoruracila.

docetaxel 75 mg/m2 + cisplatina 75 mg/m2 + 5-fluoruracila 750 mg/m2

N = 221

Evento adverso

Qualquer %

Graus 3/4

Anemia

96,8

18,2

Neutropenia

95,5

82,3

Febre na ausência de infecção

30,8

1,8

Trombocitopenia

25,5

7,7

Infecção

16,7

12,7

Neutropenia febril

15,9

n/a

Infecção neutropênica

14,1

n/a

Reações alérgicas

9,0

1,8

Retenção de fluido

14,9

0,0

Letargia

56,1

18,6

Neurosensório

38,0

7,7

Neuromotor

6,3

1,8

Sonolência

8,1

2,7

Alopecia

66,5

5,0

Rash/coceira

8,1

0,5

Alterações na unhas

8,1

0,0

Descamação cutânea

1,8

0,0

Náusea

71,9

14,5

Vômito

61,1

14,5

Anorexia

44,8

10,4

Estomatite

59,3

20,8

Diarreia

74,7

19,5

Constipação

10,0

0,9

Esofagite/disfagia/odinofagia

9,0

0,9

Dor gastrintestinal/ cãibra

7,7

1,4

Disritmias cardíacas

1,8

0,9

Lacrimejamento

8,1

0,0

Audição alterada

4,1

0,0

Neutropenia febril ou infecção neutropênica: ocorreram em 28,6% dos pacientes independente da utilização de G-CSF. O G-CSF foi utilizado para a profilaxia secundária somente em 18,6% dos pacientes (10% dos ciclos) para o braço DCF (docetaxel + cisplatina + fluoruracila). A neutropenia febril e/ou infecção neutropênica ocorreram em valores mais baixos (12,2%) quando os pacientes receberam G-CSF profilático e 26,9% sem G-CSF.

Experiência pós-comercialização: foram relatados casos raros de choque anafilático. Estes casos, muito raramente, resultaram em um efeito fatal em pacientes que receberam pré-medicação. Casos muito raros de lúpus eritematoso cutâneo e erupções bolhosas como eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidermal e alterações semelhantes à esclerodermia usualmente precedida por linfoedema periférico foram relatados com docetaxel. Em alguns casos, vários fatores como infecções simultâneas, uso concomitante de medicamentos e doenças preexistentes podem ter contribuído para o desenvolvimento destas reações. Desidratação e edema pulmonar foram raramente relatados. Foram relatados raros casos de desidratação resultante de eventos gastrintestinais, perfuração e hemorragia gastrintestinal, colite isquêmica, colite e enterocolite neutropênica, além de casos muito raros de obstrução de íleo e do intestino. Raros casos de convulsão ou perda transitória da consciência foram observados durante a administração de docetaxel. Estas reações podem aparecer algumas vezes durante a infusão do medicamento. Episódios de tromboembolismo venoso e infarto do miocárdio foram mais raros. Foram relatados casos raros de hepatite, algumas vezes fatal, principalmente em pacientes com distúrbios hepáticos preexistentes. Foram relatados raros casos de ototoxicidade, distúrbios auditivos e/ou perda da audição, incluindo casos associados a outros fármacos ototóxicos. Foram relatados casos raros de lacrimejamento com ou sem conjuntivite e casos muito raros de obstrução do ducto lacrimal resultando em lacrimejamento excessivo, principalmente em pacientes recebendo terapia combinada com outros agentes antitumorais. Foram relatados casos raros de distúrbios visuais transitórios (flashes, feixes de luz e escotomas), ocorrendo tipicamente durante a infusão do medicamento e em associação com reações de hipersensibilidade. Estes raros casos foram reversíveis com a interrupção da infusão. Casos de síndrome da dificuldade respiratória aguda, pneumonia intersticial, fibrose pulmonar e fenômenos de reaparecimento dos efeitos da radiação foram relatados raramente; bem como, foram raros os casos de pneumonite actínica em pacientes recebendo radioterapia concomitante. Foram relatados casos muito raros de leucemia mieloide aguda e síndrome mielodisplásica em associação com docetaxel quando utilizado em combinação com outros agentes quimioterápicos e/ou radioterapia. Foi relatada coagulação intravascular disseminada (CID), geralmente em associação com sepse ou insuficiência de múltiplos órgãos. Foram relatadas insuficiência e falência renais, sendo a maioria dos casos associados ao uso concomitante com fármacos nefrotóxicos.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO

Docelibbs® solução concentrada para infusão é uma solução viscosa incolor a levemente amarelada, contendo o equivalente a 40 mg/mL de docetaxel anidro em polissorbato 80. O diluente de Docelibbs® é uma solução estéril incolor a 13% de álcool etílico em água para injeção.

Docelibbs® é apresentado em frascos-ampola com doses unitárias de 20 mg ou 80 mg de docetaxel anidro e frasco-ampola contendo a solução diluente.

Soluções concentradas para infusão de Docelibbs®: o frasco-ampola de Docelibbs® 20 mg contém 20 mg/0,5 mL (com um volume de preenchimento de 24,4 mg/0,61 mL); e o frasco-ampola de Docelibbs® 80 mg contém 80 mg/2,0 mL (com volume de preenchimento de 94,4 mg/2,36 mL) de docetaxel anidro.

Soluções diluentes de Docelibbs®: o frasco-ampola do diluente de Docelibbs® 20 mg contém 1,5 mL da solução alcoólica 13% (volume preenchido de 1,98 mL); e o frasco-ampola do diluente de Docelibbs® 80 mg contém 6 mL da solução alcoólica 13% (volume preenchido de 7,33 mL).

Os volumes de preenchimento foram estabelecidos durante o desenvolvimento de Docelibbs® a fim de compensar as perdas de líquidos durante as preparações das pré-misturas (pelo fato da solução concentrada ser um líquido muito viscoso), pela formação de espuma (devido à presença do polissorbato); pela possível adesão da solução concentrada às paredes do frasco e ao volume ?morto?. Desta maneira, a utilização de excessos proporcionais dos volumes tanto da solução concentrada como do diluente mantêm a concentração declarada de 10 mg/mL da solução pré-mistura para infusão, garantindo volumes extraíveis mínimos de 2 mL e 8 mL, para Docelibbs® 20 mg e Docelibbs® 80 mg, respectivamente. Para garantir a correta concentração da solução a ser utilizada para infusão, as instruções devem ser estritamente seguidas, com a extração e transferência total dos conteúdos dos respectivos diluentes, correspondentes respectivamente às quantidades declaradas de 20 mg e 80 mg, em cada frasco-ampola. Somente então deve proceder-se a diluição da quantidade determinada da solução pré-mistura, de acordo com o protocolo de cada paciente, para diluição posterior em solução fisiológica 0,9% ou solução glicosada 5%.

Administração

Recomendações para o manuseio: Docelibbs® é um agente antineoplásico, e assim como com outros compostos

potencialmente tóxicos, deve-se ter cautela na manipulação e no preparo das soluções de Docelibbs®.

Todos os procedimentos para manuseio, dispensação e descarte adequado de fármacos e medicamentos

antineoplásicos devem ser considerados.

– Todo o procedimento de manuseio e dispensação devem ser realizados por pessoal altamente treinado.

– Qualquer manipulação deve ser realizada em capela de fluxo laminar, mediante material de proteção adequado como luvas, máscaras e vestimenta apropriada.

–    Evitar contato acidental da preparação citotóxica com os olhos, pele ou mucosa.

–    Em caso de contato acidental com a pele, a região deve ser imediatamente lavada com água e sabão em abundância, sem esfregação.

–    No caso de contato acidental de Docelibbs® concentrado, solução pré-mistura ou solução para infusão com a pele, a

região deve ser lavada abundantemente com água e sabão, imediata e completamente,    sem    esfregar.    No    caso    de

contato com membranas mucosas, lavar imediata e completamente com água.

–    Qualquer preparação citotóxica não deve ser manipulada por funcionárias que possam estar grávidas.

–    Todos os dispositivos utilizados na reconstituição (seringas, agulhas, etc.) devem ser adequada e cuidadosamente descartados.

–    Em caso de derramamento acidental, o acesso ao local deve ser restrito. O líquido derramado deve ser absorvido mediante toalhas absorventes próprias e a área contaminada limpa com água, sabão e desinfetante adequado. O material utilizado deve ser descartado em contêineres e/ou sacos plásticos duplos, próprios para o descarte. O rótulo deve conter os seguintes dizeres: LIXO TÓXICO PARA INCINERAÇÃO. A incineração deve ser a 1100°C.

A.    Preparo da solução pré-mistura de Docelibbs® 10 mg/mL

–    Com o auxílio de uma seringa com agulha, retirar assepticamente do frasco-ampola    a    quantidade    total    do    diluente,

através da inversão parcial do frasco-ampola.

–    A quantidade total do diluente contido na seringa deve ser injetada no frasco-ampola de Docelibbs® concentrado.

– Após a retirada da seringa com agulha do frasco-ampola, deve-se misturá-lo manualmente por meio de inversões repetidas durante pelo menos 45 segundos. Não agitar, para evitar a formação de espuma excessiva.

– Deixar o frasco-ampola com a solução em repouso durante cinco minutos em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Verificar visualmente a solução obtida quanto a sua homogeneidade e limpidez. Mesmo após os cinco minutos de repouso é normal a presença de espuma, devido à presença de polissorbato 80 na formulação.

–    Esta solução denominada pré-mistura (10 mg/mL de docetaxel anidro) apresenta estabilidades química e física comprovadas até oito horas, quando conservada sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) ou em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

B. Preparo da solução para infusão

–    Pode ser necessário mais de um frasco de solução pré-mistura de Docelibbs® para obtenção da dose necessária ao paciente.

–    Com base na dose requerida para o paciente expressa em mg, retirar assepticamente o volume necessário de solução pré-mistura de Docelibbs® 10 mg/mL com o auxílio de uma seringa com agulha. Por exemplo: uma dose de 140 mg de docetaxel requer 14 mL de solução pré-mistura de Docelibbs®.

–    Transferir o volume extraído para uma bolsa ou frasco de infusão com 250 mL de solução fisiológica 0,9% ou com solução glicosada a 5%. Caso seja necessária uma dose maior que 200 mg de docetaxel, utilizar um volume superior de veículo de infusão, visando não exceder a concentração de 0,74 mg/mL de docetaxel.

– Misturar o conteúdo da bolsa ou do frasco de infusão manualmente, através de movimento oscilante.

–    A solução para infusão de Docelibbs® deve ser administrada assepticamente por via intravenosa dentro de um período de quatro horas, incluindo uma hora de infusão, em condições de temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e luminosidade normal.

Importante:

-Docelibbs® deve ser administrado separadamente de outros medicamentos.

-Não é recomendado o contato de Docelibbs® concentrado e da solução pré-mistura com equipamentos ou dispositivos plastificantes de PVC.

-No entanto, a solução para infusão de Docelibbs® é compatível com os materiais e dispositivos mais comumente utilizados, incluindo o PVC.

Preparação para administração: como regra geral, antes de sua administração, as medicações para uso parenteral devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de partículas em suspensão e quanto à descoloração, sempre que a solução e o recipiente permitirem. Se a solução pré-mistura ou a solução para infusão de Docelibbs® apresentar algum precipitado, estas devem ser descartadas. Podem ser utilizadas seringas com ajuste ?Luer-Lock? e de diâmetro interno largo, a fim de minimizar a pressão e a eventual formação de aerossol. A formação de aerossol pode ser diminuída pela utilização de agulha com respiro durante a preparação.

Estabilidade e condições de armazenamento das soluções de Docelibbs®:

–    Solução concentrada: deve ser mantida em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15°C e 30 °C), protegida da luz

-Solução pré-mistura 10 mg/mL: deve ser utilizada em até oito horas após seu preparo, quando conservada sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) ou em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

–    Solução para infusão: deve ser administrada assepticamente por via intravenosa dentro de um período de quatro horas, incluindo uma hora de infusão, em condições de temperatura ambiente (temperatura entre 15°C e 30°C) e luminosidade normal.

POSOLOGIA

Posologia recomendada: pode ser utilizada, a menos que contraindicada, uma pré-medicação oral com corticosteroide como a dexametasona 16 mg/d (por exemplo 8 mg, duas vezes ao dia) durante três dias, com início no dia anterior à administração de docetaxel. Para câncer de próstata, determinado o uso associado de prednisona ou prednisolona, o regime de pré-medicação recomendado é de dexametasona oral 8 mg, 12h, 3h, e uma hora antes da infusão de Docelibbs®. Pode ser usado o tratamento profilático com G-CSF para abrandar o risco de toxicidades hematológicas. Docelibbs® é administrado por infusão de uma hora a cada três semanas.

Câncer de mama: a posologia recomendada de Docelibbs® no tratamento adjuvante de câncer de mama operável nódulo positivo é de 75 mg/m2, uma hora após a administração de doxorrubicina 50 mg/m2 e ciclofosfamida 500 mg/m2, a cada três semanas durante seis ciclos. Em tratamento de primeira linha do câncer de mama, a posologia recomendada de Docelibbs® é de 75 mg/m2 em associação com doxorrubicina (50 mg/m2). Para associação de Docelibbs® e trastuzumabe, a posologia recomendada de Docelibbs® é de 100 mg/m2 a cada três semanas, com administração semanal do trastuzumabe. Para a dosagem e administração do trastuzumabe, consultar sua bula. Em tratamento de segunda linha do câncer de mama, a posologia recomendada é de 100 mg/m2 de Docelibbs® em monoterapia Para pacientes em tratamento de câncer de mama, a posologia recomendada é de 100 mg/m2, administrada em infusão de uma hora, a cada três semanas. Em caso de terapia combinada, a posologia recomendada de Docelibbs® é de 75 mg/m2 a cada três semanas, quando associada à capecitabina administrada via oral a 1250 mg/m2 duas vezes ao dia (dentro de 30 minutos após a refeição) durante duas semanas, seguida por um período de uma semana de descanso. Para a dose de capecitabina calculada de acordo com a área de superfície corpórea, consultar sua bula. Em caso de terapia combinada, a posologia recomendada de Docelibbs® é de 75 mg/m2 em associação com doxorrubicina (50 mg/m2).

Monoterapia para câncer de mama: Docelibbs® não deve ser administrado até que a contagem neutrofílica seja > 1500 células/mm3. Para pacientes com neutropenia febril, contagem neutrofílica < 500 células/mm3 durante mais de uma semana, reações cutâneas severas ou cumulativas ou neuropatias periféricas severas durante a terapia com Docelibbs®, a dose deve ser reduzida de 100 para 75 mg/m2 e/ou de 75 para 60 mg/m2. Caso o paciente continue a apresentar as mesmas reações com a dose de 60 mg/m2, o tratamento deve ser descontinuado.

Terapia associada para câncer de mama: para alterações na dose de capecitabina, deve ser consultada sua bula. Para pacientes que desenvolverem a primeira ocorrência de toxicidade grau 2 que persista até o próximo tratamento, postergar o tratamento até o retorno da toxicidade ao grau 0-1 e só então retomar 100% da dose original. Para os pacientes que desenvolverem a segunda ocorrência de toxicidade grau 2 ou a primeira de grau 3, em qualquer período

durante o ciclo de tratamento, postergar o tratamento até o retorno da toxicidade ao grau 0-1 e depois retomar o tratamento com Docelibbs® na dose de 55 mg/m2. Na ocorrência subsequente de toxicidade ou qualquer toxicidade grau 4, a dose de Docelibbs® deve ser descontinuada. Para alterações na dose de Docelibbs® devido insuficiência hepática, vide item PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS.

Câncer de pulmão de não pequenas células: a posologia recomendada é de 75 a 100 mg/m2 em monoterapia, e o máximo de 75 mg/m2 em caso de associação com derivados de platina, administrada em infusão de uma hora, a cada três semanas.

Terapia associada para câncer de pulmão de não pequenas células: para pacientes que receberam dose inicial de 75 mg/m2 de Docelibbs® em combinação com cisplatina ou carboplatina e cujo nadir de contagem plaquetária durante o período anterior ao tratamento foi < 25.000 células/mm3 e < 75.000 células/mm3 (com carboplatina); ou em pacientes que apresentaram neutropenia febril; ou em pacientes com toxicidades não hematológicas sérias: a dose de Docelibbs® em ciclos subsequentes deve ser reduzida para 65 mg/m2. Para os ajustes de cisplatina, seguir as instruções de sua bula. Câncer de ovário: a posologia recomendada é de 100 mg/m2, administrada em infusão de uma hora, a cada três semanas (vide ?Advertências?, item preparo de soluções). Os pacientes devem ser rigorosamente monitorados principalmente durante a primeira e a segunda infusão de Docelibbs®, devido ao risco de reações de hipersensibilidade (vide ?Precauções e advertências?).

Câncer de cabeça e pescoço: deve ser administrado em infusão de uma hora, a cada três semanas na posologia recomendada de 75 mg/m2 de Docelibbs® em associação com cisplatina e 5-fluoruracila. É recomendada a administração de antibióticos orais derivados de fluorquinolona ou antibióticos intravenosos equivalentes durante dez dias, iniciando-se no quinto dia de cada ciclo, com o intuito de reduzir a incidência de neutropenia/infecções febris. Câncer de próstata: a posologia recomendada é de 75 mg/m2 a cada três semanas. A administração de prednisona ou prednisolona 5 mg, via oral, duas vezes ao dia é contínua.

Adenocarcinoma gástrico: a posologia recomendada é de 75 mg/m2 com uma hora de infusão, seguida de cisplatina 75 mg/m2, com uma a três horas de infusão (ambos somente no dia 1), seguida de fluoruracila 750 mg/m2 por dia administrada em infusão contínua de 24 horas por cinco dias, iniciando no final da infusão de cisplatina. O tratamento é repetido a cada três semanas. Os pacientes devem receber pré-medicação com antieméticos e hidratação apropriada para a administração de cisplatina. O G-CSF profilático deve ser utilizado para reduzir o risco de toxicidades hematológicas. Ajustes posológicos durante o tratamento

Geral: Docelibbs® não deve ser administrado até que a contagem neutrofílica seja > 1500 células/mm3. Para pacientes com neutropenia febril, contagem neutrofílica < 500 células/mm3 durante mais de uma semana, reações cutâneas severas ou cumulativas ou neuropatias periféricas severas durante a terapia com Docelibbs®: a dose deve ser reduzida de 100 para 75 mg/m2 ou de 75 para 60 mg/m2. Caso o paciente continue a apresentar as mesmas reações com a dose de 60 mg/m2, o tratamento deve ser descontinuado. Alternativamente, pode ser utilizado tratamento profilático com G-CSF nos pacientes com neutropenia febril ou infecção severa anterior, para manter a intensidade da dose.

Terapia associada para câncer de mama: pacientes que apresentarem neutropenia febril durante a terapia adjuvante devem receber G-CSF em todos os ciclos subsequentes. Se continuar a neutropenia, a dose de docetaxel deve ser reduzida para 60 mg/m2 mantendo o G-CSF. Se não for utilizado o G-SCF, a dose de docetaxel deve ser reduzida de 75 para 60 mg/m2. Na presença de estomatite grau 3 ou 4 as doses devem ser reduzidas para 60 mg/m2.

Terapia associada para câncer gástrico: pacientes tratados com a associação docetaxel + cisplatina + 5-fluoruracila devem receber antieméticos e hidratação apropriada conforme as normas institucionais atuais. O G-CSF deve ser administrado para o alívio do risco de neutropenia complicada. Apesar da utilização do G-CSF, na ocorrência de neutropenia febril, neutropenia prolongada ou infecção neutropênica, a dose de docetaxel deve ser reduzida de 75 para 60 mg/m2. Se ocorrerem episódios subsequentes de neutropenia complicada, a dose deve ser reduzida de 60 para 45 mg/m2. No caso de trombocitopenia grau 4, a dose de docetaxel deve ser reduzida de 75 para 60 mg/m2. Os pacientes não devem ser tratados novamente com ciclos subsequentes de docetaxel até que os neutrófilos restabeleçam o nível > 1500 células/mm3 e as plaquetas > 100.000 células/mm3. Se estas toxicidades persistirem, o tratamento deve ser interrompido.

Tabela com modificações na dose recomendada para toxicidades gastrintestinais nos pacientes tratados com docetaxel + cisplatina + 5-fluoruracila (5-FU)

Toxicidade

Ajuste na dose

Diarreia grau 3

Episódio 1: reduzir a dose de 5-FU em até 20% Episódio 2: reduzir a dose de docetaxel em até 20%

Diarreia grau 4

Episódio 1: reduzir as doses de docetaxel e de 5-FU em até 20% Episódio 2: interromper o tratamento

Estomatite grau 3

Episódio 1: reduzir a dose de 5-FU em até 20%

Episódio 2: cessar apenas a dose de 5-FU de todos os ciclos subsequentes Episódio 3: reduzir a dose de docetaxel em até 20%

Estomatite grau 4

Episódio 1: cessar apenas a dose de 5-FU de todos os ciclos subsequentes Episódio 2: reduzir a dose de docetaxel em até 20%

Para ajustes na dose de cisplatina e de 5-FU, deve ser verificada a bula de cada medicamento.

Uso em pacientes com insuficiência hepática: com base nos dados farmacocinéticos obtidos com a administração de 100 mg/m2 de docetaxel em monoterapia, a dose recomendada para pacientes que apresentam simultaneamente aumento

de transaminases (TGP e/ou TGO) > 1,5 vezes o limite superior da normalidade (LSN) e de fosfatase alcalina > 2,5 vezes LSN é de 75 mg/m2. Em pacientes com nível plasmático de bilirrubina maior do que LSN, e/ou níveis de TGP e TGO > 3,5 vezes LSN associado aos níveis de fosfatase alcalina > 6 vezes LSN, não se deve realizar ajuste posológico e Docelibbs® não deve ser utilizado, a menos que estritamente indicado. Não existem dados disponíveis em pacientes com insuficiência hepática tratados com docetaxel em terapia combinada.

Uso pediátrico: a eficácia e segurança da administração de Docelibbs® em crianças ainda não foram estabelecidas.

Uso em pacientes idosos: com base na análise farmacocinética desta população, não há necessidade de instruções especiais na administração de docetaxel em idosos. Para redução da dose de capecitabina em terapia combinada com Docelibbs®, verificar as instruções na bula de capecitabina.

SUPERDOSAGEM

Existem poucos dados de relatos de superdose com Docelibbs®. Não se conhece antídoto para esta substância. Em caso de superdose o paciente deve ser mantido em uma unidade especializada com monitoração cuidadosa das suas funções vitais. As complicações primárias antecipadas de uma superdose consistem de supressão da medula óssea, neurotoxicidade periférica e mucosite. Os pacientes devem receber tratamento com G-CSF o mais precocemente possível após o diagnóstico da superdose. Se necessárias, outras medidas sintomáticas de suporte devem ser empregadas.

PACIENTES IDOSOS

Não há necessidade de ajuste posológico na administração de Docelibbs® em pacientes idosos.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

USO RESTRITO A HOSPITAIS.

MS n°: 1.0033.0121

Farmacêutica responsável.: Cintia Delphino de Andrade – CRF-SP n°: 25.125

Registrado por: Libbs Farmacêutica Ltda.

Rua Josef Kryss, 250 – São Paulo – SP CNPJ 61.230.314/0001-75

Fabricado por: Libbs Farmacêutica Ltda.

Rua Alberto Correia Francfort, 88 Embu- SP

Indústria brasileira

www.libbs.com.br

08000-135044

libbs@libbs.com.br

Data de fabricação, lote e validade: vide cartucho.

DOCE_9_732321

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