Princípios ativos: diazepam, fenitoína

B1 – Psicotrópicos – Receituário de controle especial

Dialudon

Indicações de Dialudon

Controle e supressão das crises epilépticas tônico-clônicas, tipo grande-mal, psicomotoras e que possam ocorrer durante ou após neurocirurgias.

Efeitos Colaterais de Dialudon

Os efeitos colaterais mais comuns da fenitoína estão ligados ao Sistema Nervoso Central e incluem nistagmo, vertigem, ataxia, nervosismo, tremores, diplopia, visão turva, ptose palpebral, dor ocular, fala indistinta ou arrastada. Alguns pacientes podem apresentar insônia e irritabilidade, enquanto outros passam a se sentir fatigados, apáticos ou confusos. A fenitoína pode ainda elevar o estado de ânimo, chegando a causar agitação em pacientes idosos. As ações da fenitoína sobre o fígado e medula óssea bem como os seus efeitos dermatológicos mais sérios, do tipo lúpus eritematoso, podem vir a exigir, por parte do médico, a imediata suspensão da droga. Após tratamentos prolongados, a fenitoína pode ainda causar discrasias sangüíneas com febre e icterícia, anemia megaloblástica e macrocitose. A hiperplasia gengival devida à fenitoína é perfeitamente controlável. Os efeitos colaterais mais comuns do diazepam, relacionados com a dose administrada, são cansaço, sonolência e relaxamento muscular.

Como Usar (Posologia)

Deve ser ajustada pelo médico, em função da resposta terapêutica de cada paciente. A dose eficaz usualmente recomendada é de 1/2 a 1 comprimido a cada 12 horas, durante ou imediatamente após as principais refeições. Pacientes idosos e debilitados, com função hepática e/ou renal comprometidas ou outras doenças graves podem necessitar de doses iniciais mais baixas, por causa das variações da sensibilidade individual, com ajuste posterior da posologia. – Superdosagem: os sintomas iniciais de superdosagem podem incluir nistagmo, ataxia e disartria, tremores, hiperflexia, letargia, náusea e vômitos. O tratamento é sintomático e de suporte das funções vitais, dependendo, portanto, do critério médico. Este inclui indução de vômito ou lavagem gástrica, múltiplas doses orais de carvão ativado e catártico podem diminuir a duração dos sintomas. Oxigênio, vasopressores e ventilação assistida podem ser necessários para a depressão do SNC, respiratória ou cardiovascular. A avaliação cuidadosa dos órgãos formadores do sangue após a recuperação é aconselhável.

Contra-Indicações de Dialudon

Hipersensibilidade aos benzodiazepínicos e a qualquer anticonvulsivante hidantoínico, pois pode ocorrer sensibilidade cruzada. Comprometimentos cardíacos (síndrome de Adams-Stokes, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus). Glaucoma de ângulo estreito. Miastenia grave.

Precauções

Dependendo da dose e da sensibilidade individual, o produto pode modificar as reações do paciente ao dirigir veículos ou operar máquinas perigosas. Recomenda-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento, devido à potencialização do efeito sedativo do diazepam. O diazepam pode eventualmente causar o aparecimento de neutropenia e icterícia após tratamentos prolongados. O controle do quadro deve ser feito mediante realização periódica de contagens sangüíneas e de testes para função hepática. A ocorrência de discrasias sangüíneas devido ao uso de fenitoína deve ser monitorizada através de contagens sangüíneas e de urinálise no início do tratamento e durante alguns meses após seu término. A administração concomitante de outros fármacos com ação sobre o sistema hematopoiético deve ser evitada. É aconselhável descontinuar o tratamento no caso de aparecimento de erupções cutâneas. Dialudon deve ser administrado com cautela nos casos de hipotensão e de porfiria aguda intermitente. Os tratamentos prolongados com fenitoína podem resultar em deficiência do ácido fólico podendo, em casos raros, levar à anemia megaloblástica. – Advertências: Dialudon deve ser administrado com cuidado a pacientes idosos e debilitados, nunca excedendo as doses máximas preconizadas e com o conhecimento do médico. Os mesmos cuidados são recomendados para mulheres durante as fases de gravidez e lactação, pois a fenitoína é capaz de atravessar a barreira placentária podendo se acumular na circulação fetal e ser eliminada através do leite materno, o que representa um alto potencial de aparecimento de reações adversas sérias. Os casos de comprometimento renal e/ou hepático devem ter posologia individualizada. Tratamentos prolongados devem ser obrigatoriamente acompanhados por rígido controle médico, pois as terapias com benzodiazepínicos podem causar dependência. A brusca supressão de Dialudon pode levar à síndrome de abstinência, sobretudo quando o medicamento tiver sido administrado em altas dosagens e durante longos períodos de tempo. Recomenda-se reduzir gradativamente as doses. Interações medicamentosas: algumas drogas que podem aumentar os efeitos da fenitoína: álcool (uso agudo), haloperidol, amiodarona, antidepressivos tricíclicos, cimetidina, cloranfenicol, clorfeniramina, dissulfiram, fenilbutazona, fenotiazina, fluconazol, ibuprofeno, isoniazida, salicilatos, sulfonamidas, trimetoprima. Algumas drogas que podem diminuir os efeitos da fenitoína: ácido fólico, álcool (uso crônico), antiácidos, antineoplásicos, barbituratos, diazóxido, nitrofurantoína, piridoxina, rifampicina. Drogas que podem ter o seu efeito diminuído pela fenitoína: contraceptivos contendo estrógenos, corticosteróides, corticotropina (ACTH), estrógenos, teofilina, digoxina, furosemida, vitamina A. O ácido valpróico pode remover a fenitoína de suas ligações protéicas, inibindo seu metabolismo e potencializando seu efeito. Por outro lado, a fenitoína pode diminuir a concentração do ácido valpróico, diminuindo sua ação terapêutica. A administração concomitante de outros fármacos dotados de ação central como neurolépticos, tranqüilizantes, antidepressivos, hipnóticos, analgésicos e anestésicos pode potencializar a ação sedativa do diazepam. Agentes hipoglicemiantes ou insulina: a fenitoína pode elevar a concentração de glicose no sangue, podendo ocorrer hiperglicemia. Ajuste da dose de uma ou das duas medicações pode ser necessário. Cálcio: o uso concomitante de cálcio como suplemento ou o sulfato de cálcio presente em comprimidos e cápsulas como excipiente, pode resultar na formação de complexos não absorvíveis com a fenitoína. O mesmo ocorre com o uso de antiácidos que contenham íons alumínio, magnésio, carbonato de cálcio. Pacientes devem ingerir estas medicações 1 a 3 horas antes ou após a ingestão de Dialudon. O uso crônico de bebidas alcoólicas pode diminuir o efeito da fenitoína, enquanto que a ingestão aguda de álcool pode levar a um aumento da concentração sérica da fenitoína. Dialudon deve ser usado com cautela nos casos de parkinsonismo, uma vez que o diazepam é um antagonista da levodopa.

Apresentação

Cartucho contendo 20 comprimidos.

Composição

Cada comprimido contém: fenitoína 200 mg,diazepam 12 mg. Excipiente q.s.p. 1 comprimido.

Laboratório

Novaquímica Natures Plus

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