Princípio ativo: tartarato de tolterodina

Detrusitol® LAtartarato de tolterodina


PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

Nome: Detrusitol® LA

Nome genérico: tartarato de tolterodina

Forma farmacêutica e apresentações:

Detrusitol® LA 4 mg em embalagem contendo 30 cápsulas de liberação prolongada.

USO ADULTO

USO ORAL

Composição:

Cada cápsula de liberação prolongada de Detrusitol® LA 4 mg contém 4 mg de tartarato detolterodina equivalente a 2,74 mg de tolterodina base.

Excipientes: esferas de sacarose, hipromelose e surelease (polímero de etilcelulose).

PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é indicado para o tratamento de bexigahiperativa, compreendendo os sintomas de urgência miccional, aumento nafreqüência de micções, com ou sem incontinência urinária por urgência em urinar.

Detrusitol® LA relaxa o músculo da bexiga, possibilitando diminuir a freqüênciaurinária (?segurar? a urina por mais tempo antes de ir ao banheiro e aumentar aquantidade de urina que sua bexiga pode suportar). O efeito do tratamento pode seresperado dentro de 4 semanas.

Detrusitol® LA deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),protegido da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não usemedicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.

Detrusitol® LA deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício potencialpara a mãe justificar o risco potencial para o feto.

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou apósseu término. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas semorientação médica.

Informe ao seu médico se estiver amamentando, pois o uso de Detrusitol® LA duranteo período de lactação deve ser evitado, uma vez que ainda não estão disponíveisdados sobre a excreção deste fármaco no leite materno.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e aduração do tratamento.

Se você esquecer de tomar sua(s) cápsula(s) no horário adequado, tome-a(s) assimque lembrar, a menos que já esteja no horário de tomar a próxima. Continue a tomarsuas cápsulas como indicado pelo seu médico.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Se você nãoobservou qualquer efeito, imediato ou não, com o medicamento, consulte seu médico.

Se você estiver tomando outro medicamento como, por exemplo, tranqüilizantes ouantidepressivos, informe ao seu médico.

É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outrosmedicamentos antes do início ou durante o tratamento com Detrusitol® LA.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como boca seca,dispepsia (má-digestão), diminuição do lacrimejamento, sinusite, reações alérgicas,confusão, tontura, dor de cabeça, sonolência, visão anormal, olhos secos, vertigem,rubor (vermelhidão) da pele, dor abdominal, constipação, flatulência (aumento naeliminação de gases), refluxo gastroesofágico, disúria (dificuldade para urinar),retenção urinária, fadiga, reações anafilactóides (reação alérgica grave),desorientação, alucinações, distúrbio de memória, taquicardia (aumento da freqüênciacardíaca), palpitação, diarréia, angioedema e edema periférico (inchaço dos dedos,mãos e/ou pés).

Foram relatados casos de piora dos sintomas de demência (por ex., confusão, desorientação, delírio) após o início do tratamento com Detrusitol® LA em pacientestomando inibidores da colinesterase para o tratamento da demência.

Informe ao seu médico qualquer eventual sensibilidade ao tartarato de tolterodina oua outro componente da fórmula, bem como se você tem dificuldade na passagem daurina e pequeno fluxo urinário ou se você tem distúrbios gastrintestinais que afetem apassagem e a digestão do alimento. Informe ao seu médico se você apresentainsuficiência renal ou hepática.

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela emdiabéticos.

Detrusitol® LA é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade àtolterodina ou a qualquer componente da fórmula; a pacientes com retenção urináriaou gástrica; com glaucoma não-controlado de ângulo estreito (pressão alta dentro doolho e dor nos olhos); colite ulcerativa grave e megacólon tóxico.

Uma vez que Detrusitol® LA pode causar visão turva, vertigem, tontura ou sonolência,sintomas que podem interferir nas habilidades físicas ou psíquicas necessárias para arealização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir veículos e operarmáquinas, recomenda-se cautela ao paciente que estiver sob tratamento com estemedicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SERPERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Propriedades Farmacodinâmicas

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é um antagonista competitivo específico dosreceptores muscarínicos que apresenta maior seletividade in vivo pela bexiga urinária doque pelas glândulas salivares. Um dos metabólitos da tolterodina (derivado 5-hidroximetil)apresenta perfil farmacológico semelhante ao do fármaco inalterado. Nos metabolizadoresrápidos, esse metabólito contribui significativamente para a ação terapêutica do fármaco(vide ?Propriedades Farmacocinéticas ? Metabolismo?).

O efeito do tratamento pode ser esperado dentro de 4 semanas.

Foi estudado um total de 710 pacientes pediátricos (486 receberam tolterodina cápsulas deliberação prolongada, 224 receberam placebo) entre 5-10 anos de idade com freqüênciaurinária e incontinência de urgência em dois estudos de Fase 3, randomizados, duplo-cegos,placebo-controlados, de 12 semanas de duração. A porcentagem de pacientes cominfecções do trato urinário foi mais alta em pacientes tratados com tolterodina cápsulas deliberação prolongada (6,6%) do que em pacientes que receberam placebo (4,5%).Comportamento agressivo, anormal e hiperativo e distúrbios de atenção ocorreram em 2,9%das crianças tratadas com tolterodina cápsulas de liberação prolongada em comparaçãocom 0,9% das crianças tratadas com placebo.

No programa de Fase III, o endpoint primário foi a redução dos episódios de incontinênciapor semana e os secundários foram as reduções na freqüência de micções a cada 24 horase aumento do volume médio por micção. Esses parâmetros são apresentados na tabelaseguinte.

Tabela 1: Efeito do tratamento com tolterodina cápsulas de liberação prolongada 4 mg/diaapós 12 semanas, comparado com placebo. Alteração absoluta e alteração percentual emrelação aos valores basais. A diferença do tratamento de Detrusitol® LA vs. placebo:alteração média estimada dos mínimos quadrados e 95% de intervalo de confiança:

tolterodinacápsulas deliberaçãoprolongada 4 mg/dia

(n=507)

Placebo(n=508)

Diferença notratamento vs.Placebo: Alteraçãomédia e IC 95%

Significânciaestatísticavs. Placebo (valor-p)

Número de episódiosde incontinência porsemana

-11,8(-54%)

-6,9(-28%)

-4,8 (-7,2; -2,5)*

<0,001

Número de micçõespor 24 horas

-1,8(-13%)

-1,2(-8%)

-0,6(-1.0; -0.2)

0,005

Volume médio pormicção (mL)

+34(+27%)

+14(+12%)

+20(14; 26)

<0,001

* intervalo de confiança de 97,5% de acordo com Bonferroni

dla05a

4

13/04/09

Após 12 semanas de tratamento, 23,8% (121/507) dos pacientes no grupo de tolterodinacápsulas de liberação prolongada e 15,7% (80/508) no grupo placebo, relataram que nãoapresentaram ou apresentaram problemas mínimos de bexiga.

O efeito da tolterodina foi analisado em pacientes, através de avaliação urodinâmica nosvalores basais e, dependendo dos resultados urodinâmicos, eles foram alocados em gruposurodinâmicos positivos (urgência motora) ou negativos (urgência sensorial). Dentro de cadagrupo, os pacientes foram randomizados para receber tolterodina ou placebo. O estudo nãoproporcionou evidências convincentes que a tolterodina teve efeitos comparando-se aoplacebo em pacientes com urgência sensorial.

O efeito da tolterodina comprimidos de liberação imediata (Detrusitol®) 2 mg, 2 vezes ao diae 4 mg, 2 vezes ao dia, sobre o intervalo QT foi avaliado em um estudo cruzado de 4modos, duplo-cego, placebo- e ativo-controlado (moxifloxacino 400 mg/dia) em voluntáriossaudáveis do sexo masculino (n=25) e feminino (n=23) com idade entre 18-55 anos. Houveuma representação aproximadamente igual de metabolizadores extensos e metabolizadoresfracos da CYP2D6. A dose de 4 mg, 2 vezes ao dia, de tolterodina de liberação imediata(duas vezes a dose mais alta recomendada) foi escolhida porque esta dose resulta em umaexposição à tolterodina semelhante à observada com a co-administração da tolterodina 2mg, duas vezes ao dia, com inibidores potentes da CYP3A4 em pacientes que sãometabolizadores fracos da CYP2D6 (vide ?Advertências e Precauções? e ?Superdosagem?).

A Tabela 2 resume a alteração média dos valores basais para o estado de equilíbrio nointervalo QT corrigido (QTcF de Fridericia e o QTcP população-específica) em relação aoplacebo no tempo do pico das concentrações da tolterodina (1 hora) e do moxifloxacino (2horas). O intervalo QT foi medido manualmente e automaticamente, e são apresentados osdados de ambos. O motivo da diferença entre as leituras automática e manual do intervaloQT não é conhecido.

Tabela 2: Alteração média (IC) do intervalo QTc dos valores basais para o estado deequilíbrio (4º dia de administração) no Tmáx (em relação ao placebo)

Fármaco/Dose n

QTcF


(ms)(manual)


QTcF

(ms)(automático)


QTcP

(ms)(manual)


QTcP

(ms)(automático)


tolterodina 2mg, 2x/dia1

48 5,01 (0,28; 9,74)

1,16 (-2,99; 5.30)

4,45 (-0,37; 9,26)

2,00 (-1,81; 5,81)

tolterodina 4mg, 2x/dia1

48 11,84 (7,11; 16,58)

5,63 (1,48; 9,77)

10,31 (5,49; 15,12)

8,34 (4,53; 12,15)

moxifloxacino400 mg/dia2

45

19,263

(15,49; 23,03)

8,903

(4,77; 13,03)

19,103

(15,32; 22,89)

9,29 (5,34; 13,24)

1 No Tmáx de 1 h: Intervalo de Confiança 95%

2 No Tmáx de 2 h: Intervalo de Confiança 90%

3 O efeito sobre o intervalo QT com 4 dias de administração de moxifloxacino neste estudoQT pode ser maior que o tipicamente observado nos estudos QT.

O efeito QT da tolterodina comprimidos de liberação imediata pareceu ser maior para 8mg/dia (duas vezes a dose terapêutica) em comparação com 4 mg/dia. O efeito datolterodina 8 mg/dia não foi tão grande quanto o observado após quatro dias deadministração terapêutica com o controle ativo de moxifloxacino.

Aparentemente, ocorreu um maior aumento do intervalo QTc nos metabolizadores fracos doque nos metabolizadores extensos após o tratamento com a tolterodina neste estudo (vide?Advertências e Precauções? e ?Superdosagem?).

Propriedades Farmacocinéticas

As cápsulas de liberação prolongada de tolterodina (Detrusitol® LA) possuem uma absorção mais lenta do que comprimidos revestidos de tolterodina (Detrusitol®). Como resultado, a concentração sérica máxima foi observada 4 horas (2-6) após a administração de Detrusitol® LA. A meia-vida aparente da tolterodina em cápsulas de liberação prolongada é cerca de 6 horas em metabolizadores rápidos e cerca de 10 horas em metabolizadores lentos (sem CYP2D6). Concentrações do estado de equilíbrio são alcançadas dentro de 4 dias após a administração das cápsulas (Detrusitol® LA). Não há efeito dos alimentos nabiodisponibilidade das cápsulas (Detrusitol® LA).

Absorção

Após a administração oral, a tolterodina sofre metabolismo de primeira passagem catalisadopela CYP2D6 no fígado, resultando na formação do derivado 5-hidroximetil, um metabólitoimportante farmacologicamente equipotente. A biodisponibilidade absoluta da tolterodina éde 17% em metabolizadores extensos, maioria dos pacientes, e de 65% emmetabolizadores fracos (sem CYP2D6).

A Cmáx e a AUC determinadas após a administração de tolterodina de liberação imediatasão dose-proporcionais acima do intervalo de 1 a 4 mg. Baseada na soma da concentraçãosérica de tolterodina livre e do metabólito 5-hidroximetil, a AUC da tolterodina de liberaçãoprolongada, 4 mg diariamente, é equivalente a da tolterodina de liberação imediata 4 mg(duas vezes ao dia). Os níveis de Cmáx e Cmín de Detrusitol® LA são aproximadamente75% e 150%, respectivamente.

Distribuição

A tolterodina e seu metabólito 5-hidroximetil ligam-se principalmente à alfa-1-ácidoglicoproteína. As frações livres são de 3,7% e 36%, respectivamente. O volume dedistribuição da tolterodina é de 113 L.

Metabolismo

A tolterodina é amplamente metabolizada pelo fígado após administração oral. A principalvia metabólica é mediada pela enzima polimórfica CYP2D6 e leva a formação do metabólito5-hidroximetil. Um metabolismo adicional resulta na formação do ácido 5-carboxílico e dosmetabólitos N-desalquilados do ácido 5-carboxílico, os quais respondem por 51% e 29% dosmetabólitos recuperados na urina, respectivamente. Um subgrupo (cerca de 7%) dapopulação não apresenta atividade da CYP2D6. A via identificada do metabolismo paraestes indivíduos (metabolizadores fracos) é a desalquilação via CYP3A4 à tolterodina N-desalquilada, a qual não contribui para o efeito clínico. O restante da população édenominado como metabolizadores extensos. O clearance sistêmico da tolterodina emmetabolizadores extensos é de cerca de 30 L/h. Nos metabolizadores fracos, o clearancereduzido resulta em concentrações séricas de tolterodina significativamente mais altas(cerca de 7 vezes) e são observadas concentrações desprezíveis do metabólito 5-hidroximetil.

O metabólito 5-hidroximetil é farmacologicamente ativo e equipotente à tolterodina. Devido adiferenças nas características de ligação protéica da tolterodina e do metabólito 5-hidroximetil, a exposição (AUC) da tolterodina livre em metabolizadores fracos é semelhanteà exposição combinada de tolterodina livre e do metabólito 5-hidroximetil em pacientes com atividade da CYP2D6 que receberam o mesmo esquema posológico. A segurança, atolerabilidade e a resposta clínica são semelhantes independentemente do fenótipo.

Excreção

A excreção da radioatividade após administração de [14C]-tolterodina é deaproximadamente 77% na urina e de 17% nas fezes. Menos de 1% da dose é recuperadacomo fármaco inalterado e cerca de 4%, como metabólito 5-hidroximetil. O metabólitocarboxilado e o desalquilado correspondente respondem por aproximadamente 51% e 29%da recuperação urinária, respectivamente.

A farmacocinética é linear no intervalo posológico terapêutico.

Grupos Específicos de Pacientes

Insuficiência Hepática

Observa-se uma exposição 2 vezes maior de tolterodina livre e do metabólito 5-hidroximetilem portadores de cirrose hepática (vide ?Posologia – Uso em Insuficiência Hepática? e?Advertências e Precauções?).

Insuficiência Renal

A exposição média de tolterodina livre e de seu metabólito 5-hidroximetil é duplicada empacientes com insuficiência renal grave (clearance de inulina GFR ≤ 30 mL/min). Os níveisplasmáticos dos outros metabólitos foram acentuadamente aumentados (até 12 vezes)nestes pacientes. A relevância clínica do aumento da exposição destes metabólitos édesconhecida. Não existem dados sobre insuficiência renal leve a moderada (vide?Posologia ? Uso em Insuficiência Renal? e ?Advertências e Precauções?).

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Os estudos realizados não demonstraram efeitos clinicamente significantes no que dizrespeito à toxicidade, genotoxicidade e carcinogenicidade, exceto no que se relaciona àação farmacológica da tolterodina.

Os estudos de reprodução foram realizados em camundongos e coelhos.

Em camundongos, não houve efeito da tolterodina sobre a fertilidade ou função reprodutiva.A tolterodina produziu morte e malformações embrionárias em exposições plasmáticas(Cmáx ou AUC) 20 ou 7 vezes mais altas do que as observadas em humanos tratados.

Não foi observado efeito de malformação em coelhos, embora os estudos tenham sidoconduzidos em exposições plasmáticas 20 ou 3 vezes mais altas (Cmáx ou AUC) que asesperadas em humanos tratados.

Redução do peso fetal, embrioletalidade e aumento da incidência de malformações fetaisforam observados em camundongos fêmeas prenhas tratadas com altas doses detolterodina.

A tolterodina, bem como seus metabólitos ativos humanos prolongam a duração dopotencial de ação (90% de repolarização) em fibras de Purkinje caninas (23 – 123 vezes osníveis terapêuticos) e bloqueiam a corrente de K+ em canais (hERG – ether-a-go-go-relatedgene) de genes humanos clonados (0,8 – 14,7 vezes os níveis terapêuticos). Em cães, foi observado prolongamento do intervalo QT após a aplicação da tolterodina e de seusmetabólitos humanos (5,1 – 62,7 vezes os níveis terapêuticos).

INDICAÇÕES

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é indicado para o tratamento de bexiga hiperativa,com sintomas de urgência miccional, aumento na freqüência de micções, com ou sem urge-incontinência.

CONTRA-INDICAÇÕES

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é contra-indicado a pacientes com:

? Retenção urinária; ? Retenção gástrica; ? Glaucoma não-controlado de ângulo estreito; ? Colite ulcerativa grave; ? Megacólon tóxico; ? Hipersensibilidade conhecida à tolterodina ou a qualquer componente da fórmula.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Geral

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) deve ser administrado com cautela a pacientes com:

? Risco de retenção urinária; ? Risco de diminuição da motilidade gastrintestinal; ? Insuficiência renal (vide ?Posologia ? Uso em pacientes com insuficiência renal? e?Propriedades Farmacocinéticas ? Grupos de Pacientes Específicos?); ? Insuficiência hepática (vide ?Posologia ? Uso em pacientes com insuficiência hepática? e?Propriedades Farmacocinéticas ? Grupos de Pacientes Específicos?); ? Glaucoma controlado de ângulo estreito; ? Miastenia grave.

Em um estudo sobre o efeito de Detrusitol® no intervalo QT, o efeito sobre este pareceu sermaior para 8 mg/dia (duas vezes a dose terapêutica) comparado com 4 mg/dia e foi maisevidente em metabolizadores fracos do CYP2D6 do que em metabolizadores amplos (vide?Propriedades Farmacodinâmicas?).

O efeito da tolterodina 8 mg/dia não foi maior do que o observado depois de quatro dias dedosagem terapêutica com o controle ativo de moxifloxacino. Contudo, os intervalos deconfiança coincidiram.

Essas observações devem ser consideradas em decisões clínicas antes de prescreverDetrusitol® LA para pacientes com:

? Prolongamento do intervalo QT congênito ou adquirido; ? Pacientes sendo tratados por medicações antiarrítmicas da Classe IA (por ex. quinidina,procainamida) ou Classe III (por ex. amiodarona, sotalol).

Inibidores do CYP3A4

A dose diária total recomendada de tolterodina para pacientes que estão utilizando concomitantemente inibidores potentes do CYP3A4, como antibióticos macrolídeos (eritromicina e claritromicina) ou agentes antifúngicos azólicos (cetoconazol, itraconazol e miconazol) é de 2 mg (vide ?Posologia ? Uso com potentes inibidores do CYP3A4? e?Interações Medicamentosas?).

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela emdiabéticos.

Uso em Crianças

A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.

Uso durante a Gravidez

Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas. Portanto, Detrusitol® LA deve serutilizado durante a gravidez somente se o benefício potencial para a mãe justificar o riscopotencial para o feto.

Detrusitol® LA é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez.Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas semorientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso durante a Lactação

O uso de Detrusitol® LA durante o período de amamentação deve ser evitado, pois aindanão estão disponíveis dados sobre a excreção deste fármaco no leite materno.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas

Uma vez que agentes antimuscarínicos podem causar visão turva, vertigem, tontura ousonolência, sintomas que podem interferir nas habilidades físicas ou psíquicas necessáriaspara a realização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir veículos e operarmáquinas, recomenda-se cautela ao paciente que estiver sob tratamento com estemedicamento.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

É possível a ocorrência de interações farmacocinéticas com outros fármacos que soframmetabolização ou que inibam o citocromo P450 2D6 (CYP2D6) ou CYP3A4. O tratamentoconcomitante com fluoxetina não resulta em interação clinicamente significante.

O cetoconazol, um potente inibidor da CYP3A4, aumenta significativamente asconcentrações plasmáticas de tolterodina quando co-administrado aos metabolizadoresfracos (por ex.: pessoas sem a rota metabólica CYP2D6). Para pacientes que utilizamcetoconazol ou outros inibidores CYP3A4, a dose diária total recomendada é de 2 mg (vide"Posologia ? Uso com potentes inibidores do CYP3A4" e ?Advertências e Precauções ?Inibidores CYP3A4?).

Os estudos clínicos realizados não demonstraram qualquer interação com varfarina ouanticoncepcionais orais (etinilestradiol/levonorgestrel) combinados.

Um estudo clínico com fármacos marcadores para as principais isoenzimas P450 nãoevidenciou qualquer inibição da atividade do CYP2D6, 2C19, 2C9, 3A4 ou 1A2 pelatolterodina.

REAÇÕES ADVERSAS

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) pode causar efeitos antimuscarínicos de leves amoderados, tais como boca seca, dispepsia e diminuição do lacrimejamento.

Ensaios clínicos: eventos adversos considerados potencialmente relacionados ao fármacoa partir de estudos da tolterodina são fornecidos abaixo:

Infecções e Infestações: sinusite.

Sistema Imune: reações alérgicas.

Psiquiátrico: confusão.

Sistema Nervoso: tontura, dor de cabeça, sonolência.

Visão: visão anormal (incluindo acomodação anormal), olhos secos.

Ouvido e Labirinto: vertigem.

Vascular: pele ruborizada.

Gastrintestinal: boca seca, dor abdominal, constipação, dispepsia, flatulência, refluxogastroesofágico.

Renal e Urinário: disúria, retenção urinária.

Geral: fadiga.

Os eventos adversos seguintes foram relatados durante a experiência pós-comercialização:

Sistema Imune: reações anafilactóides.

Psiquiátrico: desorientação, alucinações.

Sistema Nervoso: distúrbio de memória.

Cardíaco: taquicardia, palpitações.

Gastrintestinal: diarréia.

Pele e Tecidos Subcutâneos: angioedema.

Geral: edema periférico.

Foram relatados casos de piora dos sintomas de demência (por ex., confusão,desorientação, delírio) após o início do tratamento com Detrusitol® LA em pacientestomando inibidores da colinesterase para o tratamento de demência.

POSOLOGIA

Geral

Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) cápsulas de liberação prolongada pode seradministrado com ou sem alimentos e devem ser engolidas inteiras (vide ?PropriedadesFarmacocinéticas?).

Adultos (incluindo idosos)

A dose diária total de Detrusitol® LA recomendada é de 4 mg em dose única diária. A dosediária total pode ser diminuída para 2 mg baseado na tolerância individual.

Uso em pacientes com insuficiência renal

A dose diária total recomendada é de 2 mg (por ex. cápsulas de 2 mg uma vez ao dia) parapacientes com insuficiência renal (vide ?Advertências e Precauções?).

Uso em pacientes com insuficiência hepática

A dose diária total recomendada é de 2 mg (por ex. cápsulas de 2 mg uma vez ao dia) parapacientes com insuficiência hepática (vide ?Advertências e Precauções?).

Uso com potentes inibidores do CYP3A4

A dose diária total recomendada é de 2 mg (por ex. cápsulas de 2 mg uma vez ao dia) parapacientes recebendo concomitantemente cetoconazol ou outro potente inibidor do CYP3A4(vide ?Advertências e Precauções ? Inibidores CYP3A4? e ?Interações Medicamentosas?).

SUPERDOSAGEM

A dose máxima administrada de Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) a voluntários foi de12,8 mg de tolterodina, como dose única. Os efeitos adversos mais graves observadosforam distúrbios de acomodação visual e dificuldades de micção.

Superdosagem com tolterodina pode potencialmente resultar em efeitos antimuscarínicoscentrais graves e devem ser tratados adequadamente.

No caso de superdosagem de tolterodina, medidas de suporte padrão para gerenciar aprolongamento do intervalo QT devem ser adotadas (vide ?Advertências e Precauções? e?Propriedades Farmacodinâmicas?)

PARTE IV

MS ? 1.0216.0172

Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann ? CRF-SP nº 36144

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Nº de lote e data de validade: vide embalagem externa.

Produto fabricado por:

Catalent Pharma Solutions, LLCWinchester, Kentucky ? EUA

Embalado por:

Pfizer Italia S.r.L.

Ascoli Piceno – Itália

Distribuído por:

LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.Av. Monteiro Lobato, 2.270 CEP 07190-001 ? Guarulhos ? SP CNPJ nº 46.070.868/0001-69Indústria Brasileira.

Fale Pfizer 0800-16-7575 www.pfizer.com.br

 

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