Princípio ativo: mesilato de deferoxaminaDesferal
Classe terapêutica dos Antianemicos
Princípio ativo Mesilato de Deferoxamina.

Indicações de Desferal

1. Para fins terapêuticos
Tratamento da sobrecarga crônica de ferro, por exemplo:
Hemossiderose transfusional, especialmente na talassemia maior, anemia sideroblástica, anemia hemolítica auto-imune e outras anemias crônicas;
Hemocromatose idiopática (primária) em pacientes nos quais distúrbios concomitantes (ex.: anemia severa, doença cardíaca, hipoproteinemia) impedem a flebotomia;
Acúmulo de ferro associado a porfiria cutânea tarda.

Tratamento de intoxicação aguda por ferro.

Tratamento da sobrecarga crônica de alumínio, em pacientes com insuficiência renal terminal (em diálise de manutenção), portadores de:
Doença óssea relacionada ao alumínio,
Encefalopatia por diálise ou
Anemia relacionada ao alumínio.

2. Para fins de diagnóstico
No diagnóstico da sobrecarga de ferro ou alumínio.

Efeitos Colaterais de Desferal

As seguintes reações adversas têm sido relatadas:
Reações locais:
Freqüentes: dor, inchaço, endurecimento, eritema, ardor, prurido, pápulas ou rash no local das infusões ou injeções, ocasionalmente acompanhadas por febre, calafrios e mal-estar.

Alergia:
Raras: reações anafiláticas/anafilactóides, com ou sem choque, angioedema.

Órgãos dos sentidos:
Raras: visão borrada, acuidade visual reduzida, a perda da visão, deficiência da visão para cores (discromatopsia), cegueira noturna (nictalopia), alterações no campo visual, escotoma, retinopatia (degeneração pigmentar da retina), neurite óptica, catarata (opacidade do cristalino), opacidade da córnea; zumbido, perda da audição inclusive perda da audição neurossensorial de alta freqüência (ver Advertências).

Pele:
Raras: rash generalizado, prurido, urticária.

Sistema endócrino:
Rara: retardo no crescimento (ver Advertências)
Sistema respiratório:
Em casos isolados: síndrome da angústia respiratória do adulto (com dispnéia, cianose e infiltrado pulmonar intersticial) (ver Advertências).

Sistema nervoso central:
Transtornos neurológicos, vertigem, convulsões, exacerbação da disfunção neurológica na encefalopatia relacionada ao alumínio.

Em casos isolados: precipitação de demência em pacientes em diálise, neuropatia sensorial periférica, parestesia (ver Precauções).

Sistema gastrintestinal:
Raras: náusea, vômitos, diarréia, cólicas abdominais.

Sistema renal:
Em casos isolados: comprometimento da função renal (ver Precauções).

Fígado:
Comprometimento da função hepática.

Sistema cardiovascular:
Hipotensão.

Sistema hematológico:
Em casos isolados: discrasias sangüíneas (ex.: trombocitopenia).

Outros:
Cãimbras nos membros inferiores.

Em casos isolados: indisposição, dor óssea.

Como Usar (Posologia)

Tratamento da sobrecarga crônica de ferro: O principal objetivo da terapia de quelação no tratamento da sobrecarga de ferro, em pacientes jovens é se atingir o equilíbrio do ferro e prevenir a hemossiderose, ao passo que, em pacientes idosos o equilíbrio negativo do ferro é desejável a fim de se reduzir, lentamente, a deposição elevada de ferro e prevenir-se os efeitos tóxicos desse metal.

Crianças e adultos:
É recomendável que a terapia com DESFERAL seja iniciada após as 10-15 primeiras transfusões sangüíneas ou quando o nível sérico de ferritina tenha atingido 1000 ng/ml.

A dosagem e o modo de administração devem ser determinados individualmente e adaptados durante a terapia, de acordo com a gravidade da sobrecarga de ferro no paciente. A fim de se avaliar a resposta à terapia de quelação, a taxa de ferro, na urina de 24 horas, deve ser inicialmente monitorizada diariamente e estabelecida a resposta às doses aumentadas de DESFERAL, iniciando-se o tratamento com dose diária de 500 mg, que será aumentada até se alcançar nível estável de excreção de ferro. Uma vez estabelecida a dose apropriada, as taxas de excreção de ferro pela urina devem ser avaliadas em intervalos de algumas semanas. Geralmente a dose diária média situa-se entre 20 e 60 mg/kg. Os pacientes com níveis séricos de ferritina menores que 2000 ng/ml exigem cerca de 25 mg/kg/dia. Os pacientes com níveis séricos de ferritina entre 2000 e 3000 ng/ml exigem cerca de 35 mg/kg/dia. Doses maiores devem ser administradas somente se os benefícios ao paciente superarem os riscos de efeitos colaterais, associados a altas doses diárias repetidas.

A administração subcutânea lenta por período de 8-12 horas, por meio de bomba de infusão portátil, é considerada efetiva e especialmente conveniente para pacientes ambulatoriais, mas pode também ser administrada por período de 24 horas. DESFERAL deve ser utilizado com a bomba 4 a 7 vezes por semana, dependendo da gravidade da sobrecarga de ferro.

Administração intramuscular:
Como as infusões subcutâneas são mais efetivas, as injeções intramusculares são administradas somente quando as infusões subcutâneas não forem viáveis.

Infusão intravenosa durante transfusão de sangue.

A disponibilidade de uma conexão intravenosa durante transfusões de sangue torna possível administrar-se uma infusão intravenosa, sem inconveniente adicional ao paciente. Isso é especialmente útil a pacientes que respondem inadequadamente à infusão subcutânea.

Infusão intravenosa contínua.

Quando se conduzir quelação intensiva domiciliar, podem ser utilizados sistemas intravenosos implantados. A infusão intravenosa contínua é indicada a pacientes incapacitados para a infusão subcutânea contínua e naqueles que tenham problemas cardíacos secundários ao acúmulo de ferro. A dose de DESFERAL depende da extensão do acúmulo de ferro do paciente. A excreção urinária de 24 horas deve ser mensurada regularmente, e a dosagem reduzida de acordo.

Qualquer que seja a via de administração escolhida, a dose de manutenção individual a ser selecionada dependerá da taxa de excreção de ferro do paciente.

Utilização concomitante de vitamina C.

Os pacientes com acúmulo de ferro normalmente se tornam deficientes em vitamina C, provavelmente pela oxidação da vitamina pelo ferro. Como adjuvante da terapia quelante, doses diárias de até 200 mg de vitamina C podem ser administradas fracionadamente, iniciando-se após o primeiro mês de tratamento regular com DESFERAL (ver Precauções). Em geral, 50 mg são suficientes para crianças menores de 10 anos e 100 mg para crianças de mais idade. Doses maiores de vitamina C são ineficazes no aumento adicional de excreção de complexos de ferro.

Tratamento de intoxicação aguda por ferro. DESFERAL é um adjunto ao tratamento padrão geralmente utilizado para se tratar a intoxicação aguda por ferro. Após aspiração gástrica e lavagem, 5-10 g de DESFERAL em 50-100 ml de água devem ser administrados por via oral ou por tubo estomacal e devem ser deixados no estômago para quelar o ferro não absorvido pelo trato gastrintestinal. Entretanto, a eficácia de DESFERAL oral para esse objetivo não está claramente estabelecida.

Para se eliminar o ferro (Fe) já absorvido, DESFERAL deve ser administrado por via i.m. ou i.v., em:
todos os pacientes com nível sérico de Fe >500 µg/dl (89,5 µmol/litro),
qualquer paciente com nível sérico de Fe >350 µg/dl (62,6 µmol/litro) e evidência de Fe livre,
qualquer paciente com sinais e sintomas de intoxicação aguda por ferro, quando os níveis séricos de Fe não estiverem disponíveis.

Se o paciente estiver hipotenso ou em choque, a via intravenosa é recomendada. A velocidade máxima para administração i.v. é de 15 mg/kg/hora e deve ser reduzida assim que a situação o permitir, em geral após 4 a 6 horas, de modo que a dose intravenosa total não exceda 80 mg/kg em um período de 24 horas.

A terapia deve continuar até que os níveis séricos de ferro sejam menores do que a capacidade total de ligação de ferro. A efetividade do tratamento é dependente da eliminação adequada na urina, a fim de se assegurar que o complexo ferro- ferrioxamina seja excretado do organismo. Se ocorrer oligúria ou anúria, podem-se tornar necessárias diálise peritonial, hemodiálise ou hemofiltração.

Tratamento de sobrecarga de alumínio em pacientes portadores de insuficiência renal terminal. Os complexos de alumínio e de ferro de DESFERAL são dialisáveis. Em pacientes com insuficiência renal, sua eliminação pode ser aumentada por diálise.

Pacientes com evidências de sintomas ou disfunção orgânica causados por sobrecarga de alumínio podem ser tratados com DESFERAL. Mesmo em pacientes assintomáticos, o tratamento com DESFERAL deve ser considerado, se os níveis séricos de alumínio forem consistentemente superiores a 60 ng/ml e estiverem associados a um teste para infusão de DESFERAL positivo (ver a seguir), particularmente se os achados de biópsia óssea apresentarem evidência de doença óssea relacionada ao alumínio.

DESFERAL deve ser administrado em dose de 5 mg/kg uma vez por semana (ver Instruções para uso), administrada como infusão intravenosa lenta durante os últimos 60 minutos de uma sessão de diálise, para se reduzir a perda do fármaco livre no dialisado. Após completar os três primeiros meses de curso do tratamento com DESFERAL, acompanhado de um período de wash-out de 4 semanas, deve ser executado um teste de infusão de DESFERAL. Se dois testes de infusão de DESFERAL sucessivos, executados com intervalo de 1 mês, resultarem em níveis séricos de alumínio menores do que 75 ng/ml, acima da linha de base, não é recomendado tratamento adicional com DESFERAL.

Em pacientes sob diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) ou sob diálise peritoneal cíclica contínua (DPCC) DESFERAL pode ser administrado via i.m., por infusão lenta i.v. ou s.c. ou por via intraperitoneal. É recomendado que a via intraperitoneal seja utilizada nesses pacientes. DESFERAL deve ser administrado uma vez por semana a uma dose de 5 mg/Kg previamente à troca final do dia.

Contra-Indicações de Desferal

Hipersensibilidade conhecida à substância ativa de DESFERAL, exceto quando for possível a dessensibilização bem sucedida.

Precauções

DESFERAL não deve ser administrado em doses maiores do que as recomendadas. O produto deve utilizado preferencialmente como solução a 10% em água para injeção (ver Instruções para uso). Na concentração recomendada de 10%, a solução reconstituída apresenta-se límpida, e incolor a levemente amarelada. Apenas soluções límpidas devem ser utilizadas. Soluções opacas ou turvas devem ser descartadas. Para infusão subcutânea a agulha não deve ser inserida muito próximo à derme. O devido cuidado deve ser tomado com a técnica de aplicação.

Em pacientes com sobrecarga grave e crônica de ferro, tem sido relatada a debilitação da função cardíaca em tratamento concomitante com altas doses de DESFERAL e altas doses de vitamina C (mais que 500 mg diários). A disfunção cardíaca foi revertida quando a vitamina C foi descontinuada. As seguintes precauções devem ser adotadas quando DESFERAL e vitamina C tiverem que ser utilizados concomitantemente:
Suplementos de vitamina C não devem ser administrados a pacientes com insuficiência cardíaca.

Iniciar o tratamento com vitamina C somente após um mês de tratamento regular com DESFERAL.

Administrar vitamina C apenas se o paciente estiver recebendo DESFERAL regularmente, idealmente, logo após se acionar a bomba.

Não exceder uma dose diária de 200 mg de vitamina C, administrados em doses fracionadas.

É recomendável a monitorização da função cardíaca durante a terapia combinada.

Antes do início de tratamento com DESFERAL e, a partir daí, a cada 3 meses, são recomendados exames oftalmológicos especializados e testes audiológicos.

Os pacientes pediátricos em tratamento com DESFERAL devem ser monitorizados quanto ao peso corpóreo e crescimento longitudinal a cada 3 meses (ver Advertências).

Em pacientes portadores de encefalopatia relacionada com alumínio, altas doses de DESFERAL podem exacerbar a disfunção neurológica (convulsões), provavelmente em decorrência do aumento agudo do alumínio circulante. DESFERAL pode precipitar o início da demência em pacientes em diálise. Relatou-se que um pré-tratamento com clonazepam previne essa deterioração neurológica. O tratamento da sobrecarga de alumínio pode, também, resultar em decréscimo do cálcio sérico em agravamento de hiperparatireoidismo.

Deve-se observar que alguns dos sinais e sintomas relatados como efeitos adversos podem, de fato, ser manifestações da doença de base (acúmulo de ferro e/ou alumínio).

Modo de Uso (Posologia) de Desferal

Tratamento da sobrecarga crônica de ferro: O principal objetivo da terapia de quelação no tratamento da sobrecarga de ferro, em pacientes jovens é se atingir o equilíbrio do ferro e prevenir a hemossiderose, ao passo que, em pacientes idosos o equilíbrio negativo do ferro é desejável a fim de se reduzir, lentamente, a deposição elevada de ferro e prevenir-se os efeitos tóxicos desse metal.

Crianças e adultos:
É recomendável que a terapia com DESFERAL seja iniciada após as 10-15 primeiras transfusões sangüíneas ou quando o nível sérico de ferritina tenha atingido 1000 ng/ml.

A dosagem e o modo de administração devem ser determinados individualmente e adaptados durante a terapia, de acordo com a gravidade da sobrecarga de ferro no paciente. A fim de se avaliar a resposta à terapia de quelação, a taxa de ferro, na urina de 24 horas, deve ser inicialmente monitorizada diariamente e estabelecida a resposta às doses aumentadas de DESFERAL, iniciando-se o tratamento com dose diária de 500 mg, que será aumentada até se alcançar nível estável de excreção de ferro. Uma vez estabelecida a dose apropriada, as taxas de excreção de ferro pela urina devem ser avaliadas em intervalos de algumas semanas. Geralmente a dose diária média situa-se entre 20 e 60 mg/kg. Os pacientes com níveis séricos de ferritina menores que 2000 ng/ml exigem cerca de 25 mg/kg/dia. Os pacientes com níveis séricos de ferritina entre 2000 e 3000 ng/ml exigem cerca de 35 mg/kg/dia. Doses maiores devem ser administradas somente se os benefícios ao paciente superarem os riscos de efeitos colaterais, associados a altas doses diárias repetidas.

A administração subcutânea lenta por período de 8-12 horas, por meio de bomba de infusão portátil, é considerada efetiva e especialmente conveniente para pacientes ambulatoriais, mas pode também ser administrada por período de 24 horas. DESFERAL deve ser utilizado com a bomba 4 a 7 vezes por semana, dependendo da gravidade da sobrecarga de ferro.

Administração intramuscular:
Como as infusões subcutâneas são mais efetivas, as injeções intramusculares são administradas somente quando as infusões subcutâneas não forem viáveis.

Infusão intravenosa durante transfusão de sangue.

A disponibilidade de uma conexão intravenosa durante transfusões de sangue torna possível administrar-se uma infusão intravenosa, sem inconveniente adicional ao paciente. Isso é especialmente útil a pacientes que respondem inadequadamente à infusão subcutânea.

Infusão intravenosa contínua.

Quando se conduzir quelação intensiva domiciliar, podem ser utilizados sistemas intravenosos implantados. A infusão intravenosa contínua é indicada a pacientes incapacitados para a infusão subcutânea contínua e naqueles que tenham problemas cardíacos secundários ao acúmulo de ferro. A dose de DESFERAL depende da extensão do acúmulo de ferro do paciente. A excreção urinária de 24 horas deve ser mensurada regularmente, e a dosagem reduzida de acordo.

Qualquer que seja a via de administração escolhida, a dose de manutenção individual a ser selecionada dependerá da taxa de excreção de ferro do paciente.

Utilização concomitante de vitamina C.

Os pacientes com acúmulo de ferro normalmente se tornam deficientes em vitamina C, provavelmente pela oxidação da vitamina pelo ferro. Como adjuvante da terapia quelante, doses diárias de até 200 mg de vitamina C podem ser administradas fracionadamente, iniciando-se após o primeiro mês de tratamento regular com DESFERAL (ver Precauções). Em geral, 50 mg são suficientes para crianças menores de 10 anos e 100 mg para crianças de mais idade. Doses maiores de vitamina C são ineficazes no aumento adicional de excreção de complexos de ferro.

Tratamento de intoxicação aguda por ferro. DESFERAL é um adjunto ao tratamento padrão geralmente utilizado para se tratar a intoxicação aguda por ferro. Após aspiração gástrica e lavagem, 5-10 g de DESFERAL em 50-100 ml de água devem ser administrados por via oral ou por tubo estomacal e devem ser deixados no estômago para quelar o ferro não absorvido pelo trato gastrintestinal. Entretanto, a eficácia de DESFERAL oral para esse objetivo não está claramente estabelecida.

Para se eliminar o ferro (Fe) já absorvido, DESFERAL deve ser administrado por via i.m. ou i.v., em:
todos os pacientes com nível sérico de Fe >500 µg/dl (89,5 µmol/litro),
qualquer paciente com nível sérico de Fe >350 µg/dl (62,6 µmol/litro) e evidência de Fe livre,
qualquer paciente com sinais e sintomas de intoxicação aguda por ferro, quando os níveis séricos de Fe não estiverem disponíveis.

Se o paciente estiver hipotenso ou em choque, a via intravenosa é recomendada. A velocidade máxima para administração i.v. é de 15 mg/kg/hora e deve ser reduzida assim que a situação o permitir, em geral após 4 a 6 horas, de modo que a dose intravenosa total não exceda 80 mg/kg em um período de 24 horas.

A terapia deve continuar até que os níveis séricos de ferro sejam menores do que a capacidade total de ligação de ferro. A efetividade do tratamento é dependente da eliminação adequada na urina, a fim de se assegurar que o complexo ferro- ferrioxamina seja excretado do organismo. Se ocorrer oligúria ou anúria, podem-se tornar necessárias diálise peritonial, hemodiálise ou hemofiltração.

Tratamento de sobrecarga de alumínio em pacientes portadores de insuficiência renal terminal. Os complexos de alumínio e de ferro de DESFERAL são dialisáveis. Em pacientes com insuficiência renal, sua eliminação pode ser aumentada por diálise.

Pacientes com evidências de sintomas ou disfunção orgânica causados por sobrecarga de alumínio podem ser tratados com DESFERAL. Mesmo em pacientes assintomáticos, o tratamento com DESFERAL deve ser considerado, se os níveis séricos de alumínio forem consistentemente superiores a 60 ng/ml e estiverem associados a um teste para infusão de DESFERAL positivo (ver a seguir), particularmente se os achados de biópsia óssea apresentarem evidência de doença óssea relacionada ao alumínio.

DESFERAL deve ser administrado em dose de 5 mg/kg uma vez por semana (ver Instruções para uso), administrada como infusão intravenosa lenta durante os últimos 60 minutos de uma sessão de diálise, para se reduzir a perda do fármaco livre no dialisado. Após completar os três primeiros meses de curso do tratamento com DESFERAL, acompanhado de um período de wash-out de 4 semanas, deve ser executado um teste de infusão de DESFERAL. Se dois testes de infusão de DESFERAL sucessivos, executados com intervalo de 1 mês, resultarem em níveis séricos de alumínio menores do que 75 ng/ml, acima da linha de base, não é recomendado tratamento adicional com DESFERAL.

Em pacientes sob diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) ou sob diálise peritoneal cíclica contínua (DPCC) DESFERAL pode ser administrado via i.m., por infusão lenta i.v. ou s.c. ou por via intraperitoneal. É recomendado que a via intraperitoneal seja utilizada nesses pacientes. DESFERAL deve ser administrado uma vez por semana a uma dose de 5 mg/Kg previamente à troca final do dia.

Advertências

A infusão intravenosa rápida pode provocar colapso (flushing, hipotensão, taquicardia, urticária e choque).

Altas doses de DESFERAL, especialmente em pacientes com baixos níveis plasmáticos de ferritina, podem levar a distúrbios da visão e audição (ver Reações adversas). Pacientes com insuficiência renal que recebam diálise de manutenção e tenham baixos níveis de ferritina são particularmente propensos a reações adversas; sintomas visuais têm sido relatados após doses únicas de DESFERAL. O risco de efeitos colaterais é reduzido, quando se emprega terapia de baixas doses. Se ocorrerem distúrbios visuais ou auditivos, o tratamento com DESFERAL deve ser imediatamente descontinuado. As alterações induzidas por DESFERAL são reversíveis, na maioria dos casos, quando a terapia é descontinuada. O tratamento com DESFERAL pode ser retomado posteriormente com dose reduzida e estrita monitorização das funções auditiva e visual.

Deve-se ter cuidado em pacientes com disfunção renal, grave, pois aproximadamente metade do complexo de metais é excretado através dos rins. Os complexos de ferro e alumínio são dialisáveis; em pacientes com insuficiência renal, sua eliminação poderá ser aumentada através de diálise.

Altas dosagens de DESFERAL, concomitantes com baixos níveis de ferritina, têm também sido associadas com retardo no crescimento (ver Posologia e método de administração: tratamento de sobrecarga crônica de ferro). Em alguns pacientes, após redução da dose, a taxa de crescimento pode retornar aos níveis de pré-tratamento.

A síndrome de angústia respiratória em adulto tem sido descrita acompanhando tratamento com doses i.v. excessivamente altas de DESFERAL em pacientes com intoxicação aguda por ferro e, também, em pacientes talassêmicos. As doses diárias recomendadas não devem portanto ser excedidas.

Foi relatado, em pacientes que sofriam de sobrecarga de ferro, que DESFERAL aumenta a susceptibilidade a infecções, ex. por Yersinia enterocolitica e Yersinia pseudotuberculosis. Se um paciente sob tratamento com DESFERAL apresentar febre acompanhada de enterite/enterocolite aguda, dor abdominal difusa ou faringite, o tratamento deverá ser temporariamente descontinuado, efetuados testes bacteriológicos e iniciada imediatamente terapia com antibiótico adequado. Quando a infecção ceder, o tratamento com DESFERAL poderá ser reiniciado.

Em pacientes em diálise de manutenção que recebiam DESFERAL por sobrecarga de alumínio e/ou ferro, foram relatados casos raros de mucormicose, uma infecção aguda por fungos. Se ocorrer algum dos sinais ou sintomas suspeitos, DESFERAL deve ser imediatamente descontinuado, efetuados testes micológicos e instituído tratamento apropriado. A mucormicose pode ocorrer também em pacientes sob hemodiálise que não estejam recebendo DESFERAL, indicando que outros fatores determinantes, tais como diabetes mellitus, distúrbio do equilíbrio ácido-base, leucemia, drogas imunossupressoras ou um sistema imunológico comprometido por outros fatores, podem exercer influência no desenvolvimento dessa infecção.

A excreção do complexo de ferro pode causar coloração marrom-avermelhada na urina.

Composição

Cada frasco-ampola contém 500 mg de mesilato de deferoxamina na forma liofilizada.

Efeitos Sobre a Habilidade de Dirigir Veículos E/ou Operar Máquinas

Os pacientes com manifestações como vertigem ou outros distúrbios do sistema nervoso central, ou visão e audição comprometidas, devem abster-se de dirigir veículos ou operar máquinas (ver Reações adversas).

Estudos Pré-clínicos

Não se observou evidência de potencial mutagênico in vitro. Estudos de carcinogenicidade a longo prazo não foram realizados.

Em coelhos, a deferoxamina causou má formação óssea. Entretanto, esses efeitos teratogênicos sobre os fetos foram observados com doses tóxicas à mãe. Em camundongos e ratos, a deferoxamina parece estar livre de atividade teratogênica.

Forma Farmacêutica e Apresentação

Liofilizado injetável, acondicionado em frasco-ampola, caixa com 10 unidades.

Gravidez e Lactação

A deferoxamina mostrou-se teratogênica em experimentos com animais. Até o momento, todos os pacientes em que foi relatada a administração de DESFERAL durante a gravidez deram à luz a crianças sem nenhuma malformação. Durante a gravidez, especialmente nos três primeiros meses, o produto somente deve ser empregado se seu uso for obrigatório.

Não há dados sobre a passagem da substância ativa para o leite materno.

Em cada caso, devem ser ponderados os benefícios para a mãe em relação aos riscos para a criança.

Incompatibilidades

Solução injetável de heparina.

Solução fisiológica salina (0,9%) não deve ser utilizada como solvente para o liofilizado, mas pode ser utilizada para diluições posteriores da solução de DESFERAL reconstituída com água para injeção.

Informações Técnicas

– Propriedades farmacológicas
Grupo farmacoterapêutico: agente quelante.

Mecanismo de ação: A deferoxamina (DFO) forma complexos predominantemente com os íons trivalentes de ferro e alumínio: as constantes de formações dos complexos são l0 31 e l0 25, respectivamente. A afinidade da DFO para íons divalentes tais como Fe 2+, Cu 2+, Zn 2+, Ca 2+ é substancialmente menor (constantes de formação de complexos de l0 14 ou menores). A quelação ocorre em base molar de 1:1, de modo que 1 g de DFO pode, teoricamente, ligar-se a 85 mg de Fe 3+ ou 41 mg de Al 3+.

Em decorrência de suas propriedades quelantes, a DFO é capaz de deslocar ferro, tanto em forma livre quanto ligado à ferritina e à hemossiderina, formando portanto, o complexo ferrioxamina (FO). A DFO, entretanto, não remove o ferro da transferrina, da hemoglobina ou de outras substâncias hemínicas.

A DFO pode também mobilizar e quelar o alumínio, formando um complexo aluminoxamina (AlO).

Efeitos farmacodinâmicos: Uma vez que ambos os complexos, FO e AlO, são completamente excretados, a DFO promove a excreção de ferro e alumínio através da urina e das fezes, reduzindo assim os depósitos patológicos de ferro ou alumínio do organismo.

Informações ao Paciente

O produto deve ser conservado em local fresco (até 25ºC). O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de validade. Uma vez constituída, a solução de DESFERAL não deve ser armazenada por mais de 24 horas à temperatura ambiente (conservá-la até 23ºC). Siga corretamente as orientações de seu médico quanto à utilização do produto, não interrompendo ou modificando o tratamento sem antes consultá-lo. Informe-o também se estiver grávida ou amamentando ou se ocorrer gravidez durante o tratamento. DESFERAL não deve ser utilizado durante a gravidez ou no período de lactação, a não ser por estrita indicação médica.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DESFERAL é geralmente bem tolerado; porém, dependendo da individualidade de cada paciente, algumas reações indesejáveis podem ocorrer esporadicamente. Tais reações incluem vermelhidão da pele, coceira, tontura, sudorese, dificuldade para respirar, visão borrada, zumbidos, febre, dor de garganta, diarréia e mal-estar. Caso note algum desses sintomas, procure seu médico que é a pessoa mais adequada para orientar sobre como proceder. Informe também ao seu médico caso esteja tomando qualquer outra medicação, inclusive vitamina C.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

Instruções de Uso / Manuseio

Quando administrado por via parenteral, DESFERAL deve ser utilizado preferencialmente como solução a 10% em água para injeção. Injetar 5 ml de água para injeção no frasco contendo 500 mg de pó de DESFERAL e agitar bem o frasco. Somente as soluções límpidas e incolores a levemente amarelada devem ser utilizadas. A solução de DESFERAL a 10% pode ser diluída posteriormente em soluções habitualmente utilizadas em infusões (cloreto de sódio, glicose, Ringer lactato).

Para o teste de infusão de DESFERAL e o tratamento da sobrecarga crônica de alumínio, os 5 ml de solução de DESFERAL no frasco são uma dose adequada (5 mg/kg) para um paciente com 100 kg de peso corpóreo. De acordo com o peso real do paciente, a quantidade adequada de solução de DESFERAL é retirada do frasco e adicionada a 150 ml de solução salina a 0,9% (solução de cloreto de sódio).

DESFERAL dissolvido pode também ser acrescentado ao meio de diálise e administrado por via intraperitonial em pacientes sob DPAC ou DPCC.

A utilização de DESFERAL por meio de bomba portátil de infusão, nos casos de acúmulo crônico de ferro, é descrita como se segue:
1 – Aspirar a água para injeção utilizando-se uma seringa.

2 – Após limpar com álcool a rolha de borracha do frasco de DESFERAL, injetar o conteúdo da seringa no frasco
3 – Agitar bem o frasco para dissolver o produto,
4 – Aspirar a solução obtida para a seringa.

5 – Fixar o tubo de extensão à seringa, conectar o tubo de extensão à agulha tipo butterfly, e então completar o espaço vazio do tubo com solução da seringa.

6 – Colocar a seringa na bomba de infusão.

7 – Para infusão, a agulha tipo butterfly deve ser inserida sob a pele do abdômen, do braço ou da coxa.

É importante limpar a pele cuidadosamente com álcool e após inserir a agulha, até as abas, sob uma dobra, beliscando-a com a outra mão. A ponta da agulha deve mover-se livremente, quando a agulha for balançada. Se isso não ocorrer, indica que a ponta da agulha deve estar muito próximo à pele. Repetir a inserção da agulha em outro local, após limpá-lo com álcool.

8 – Fixar então a agulha na posição, com auxílio de uma fita.

9 – Os pacientes normalmente adaptam a bomba ao corpo com uma cinta ou com uma alça a tiracolo. Muitos pacientes referem-se ao uso durante a noite como o mais conveniente.

A solução de DESFERAL não deve ser armazenada por mais de 24 horas à temperatura ambiente (conservá-la até 23°C).

Interações Medicamentosas

O tratamento concomitante com DESFERAL e proclorperazina, um derivado da fenotiazina, pode conduzir a alteração temporária de consciência.

Em casos de sobrecarga grave e crônica de ferro, constatou-se, durante terapia combinada com doses elevadas de vitamina C (acima de 500 mg/dia), uma deterioração da função cardíaca (ver Precauções); tal deterioração mostrou-se reversível quando a vitamina C foi retirada.

Os resultados de contraste com gálio-67 podem ser distorcidos em função de rápida excreção urinária de DESFERAL ligado ao gálio 67. É recomendável a descontinuação de DESFERAL com 48 horas de antecedência à cintilografia.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção: A deferoxamina é rapidamente absorvida após a administração intramuscular ou subcutânea, mas pouco absorvida a partir do trato gastrintestinal, na presença de mucosa intacta.

Durante a diálise peritonial, a deferoxamina é absorvida se administrada no líquido de diálise.

Distribuição: Em voluntários sãos concentrações plasmáticas máximas de 15,5 µmol/litro (8,7 µg/ml) foram registradas trinta minutos após uma injeção intramuscular de DFO de 10 mg/kg. Uma hora após a injeção, a concentração máxima de ferrioxamina foi de 3,7 µmol/litro (2,3 µg/ml). Menos de 10% da DFO liga-se a proteínas séricas in vitro.

Biotransformação: Quatro metabólitos da DFO foram isolados e identificados na urina de pacientes com sobrecarga de ferro. Observou-se a ocorrência das seguintes reações de biotransformação com a DFO: transaminação e oxidação, resultando em um metabólito ácido; betaoxidação, também resultando em um metabólito ácido; descarboxilação e N-hidroxilação, resultando em metabólitos neutros.

Eliminação: Tanto a DFO como a FO apresentaram eliminação bifásica em voluntários sadios; a meia-vida para a DFO é de 1 hora e para a FO é de 2,4 horas na fase rápida (primeira fase). Na segunda fase (fase lenta), a meia-vida é de 6 horas para ambos. Da dose injetada, 22% aparecem na urina 6 horas após a injeção como DFO e 1% como FO.

Características em pacientes: Em pacientes portadores de hemocromatose, níveis plasmáticos máximos de 7,0 µmol/litro (3,9 µg/ml) foram registrados para a DFO, e 15,7 µmol/litro (9,6 µg/ml) para a FO, uma hora após injeção intramuscular de DFO de 10 mg/kg. Esses pacientes eliminaram a DFO e a FO com meias-vidas de 5,6 e 4,6 horas, respectivamente. Seis horas após a injeção, 17% da dose foram excretados através da urina como DFO e 12% como FO.

Em pacientes dialisados por insuficiência renal, que receberam 40 mg/kg de DFO por infusão i.v. durante uma hora, a concentração plasmática ao final da infusão foi de 152 µmol/litro (85,2 µg/ml), quando a infusão foi administrada no intervalo das sessões de diálise. Quando a infusão foi administrada durante a diálise, as concentrações plasmáticas de DFO foram entre 13% e 27% mais baixas. As concentrações de FO foram, em todos os casos, de aproximadamente 7,0 µmol/litro (4,3 µg/ml) e para AlO de 2-3 µmol/litro (1,2-1,8 µg/ml). Após a descontinuação da infusão, a concentração plasmática de DFO diminuiu rapidamente, com uma meia-vida de 20 minutos. Uma fração menor da dose foi eliminada com meia-vida maior (de 14 horas). As concentrações plasmáticas de AlO continuaram a aumentar até 48 horas após a infusão e atingiram valores de aproximadamente 7 µmol/litro (4 µg/ml). Após a diálise, a concentração plasmática de AlO caiu para 2,2 µmol/litro (1,3 µg/ml).

Superdosagem

Sinais e sintomas
Uma vez que DESFERAL se encontra disponível somente para administração por via parenteral, é improvável a ocorrência de intoxicação aguda. Entretanto, taquicardia, hipotensão e sintomas gastrintestinais surgiram ocasionalmente em pacientes que receberam doses exageradas de DESFERAL.

A administração inadvertida de uma sobredose de DESFERAL por via i.v. pode ser associada a sintomas agudos mas transitórios, como perda da visão, afasia, agitação, dor de cabeça, náusea, bradicardia e hipotensão.

Tratamento
Não há antídoto específico. DESFERAL deve ser descontinuado e adotadas medidas sintomáticas apropriadas.

DESFERAL é dialisável.

Teste de Desferal

Esse teste é baseado no princípio pelo qual DESFERAL, em pessoas normais, não é capaz de elevar a eliminação do ferro e do alumínio acima de um determinado limite.

1. Teste de DESFERAL para acúmulo de ferro em pacientes com função renal normal.

500 mg de DESFERAL devem ser injetados por via intramuscular. Coletar então a urina durante 6 horas consecutivas e determinar a concentração de ferro. Uma excreção de 1-1,5 mg (18-27 µmol) nesse período é sugestiva de um acúmulo de de ferro; valores superiores a 1,5 mg (27 µmol) podem ser reconhecidos como patológicos. Esse teste somente produz resultados confiáveis se a função renal for normal.

2. Teste de infusão de DESFERAL para acúmulo de alumínio em pacientes com insuficiência renal terminal.

Esse teste é recomendado em pacientes com níveis séricos de alumínio que excedam a 60 ng/ml, associado a níveis séricos de ferritina acima de 100 ng/ml.

Imediatamente antes de iniciar a sessão de hemodiálise deve ser retirada uma amostra de sangue para se determinar o nível sérico basal de alumínio.

Durante os últimos 60 minutos da sessão de hemodiálise uma dose de 5 mg/kg é administrada em infusão intravenosa lenta (ver Instruções para uso).

No início da próxima sessão de hemodiálise (i.e., 44 horas após a infusão de DESFERAL acima mencionada), uma segunda amostra de sangue é retirada para se determinar novamente o nível sérico de alumínio.

O teste de DESFERAL é considerado positivo se for observado um aumento adicional acima de 150 ng/ml no nível do alumínio sérico basal. Um teste negativo, entretanto, não exclui absolutamente o diagnóstico de acúmulo de alumínio.

Laboratório

Novartis Biociências S.A.

Remédios da mesma Classe Terapêutica

Acfol, Anemofer, Eprex, Ferrin, Ferroplex

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