Princípios ativos: dacarbazina, ácido cítrico, liófilo injetávelD.T.I.

D.T.I.Dacarbazina
Liófilo Injetável

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES: – D.T.I.

D.T.I. apresenta- se sob a forma de pó liofilizado, estéril, branco a amarelo pálido, a ser reconstituído em diluente adequado, para administração intravenosa ou intra-arterial. Apresenta-se em frascos-ampolas contendo 100mg ou 200mg de Dacarbazina. Caixas contendo 1 frasco-ampola para cada apresentação.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO: – D.T.I.


Liófilo injetável de 100mg:
Cada frasco- ampola contém:
Dacarbazina ………………..100mg    
Ácido Cítrico ………………..100mg    
Manitol ………………..50mg    

Liófilo injetável de 200mg:
Cada frasco- ampola contém:
Dacarbazina ………………..200mg    
Ácido Cítrico ………………..200mg    
Manitol ………………..75mg    

INFORMAÇÕES AO PACIENTE: – D.T.I.

O medicamento deve ser conservado em sua embalagem original, sob temperatura entre    2 ºC e 8 ºC, ao abrigo da luz.
O prazo de validade de D.T.I. é de 36 meses, a contar da sua data de fabricação, nas condições acima citadas (vide rótulo e cartucho). Após reconstituição, usar a solução de D.T.I. imediatamente.

” NÃO USE O MEDICAMENTO SE O PRAZO DE VALIDADE ESTIVER VENCIDO”

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informe seu médico se está amamentando.
D.T.I. não deve ser usado durante a gravidez e lactação.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

” TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS”

É aconselhável que pacientes sob tratamento à base de D.T.I. não recebam imunização com vacinas de vírus vivos, pois a resposta esperada pode não ocorrer.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

” NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE”

D.T.I. é para uso intravenoso ou intra- arterial.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS: – D.T.I.


Modo de Ação – D.T.I.

Os mecanismos de ação da Dacarbazina ainda não foram totalmente determinados, mas parece que a droga exerce seu efeito citotóxico por ação alquilante.Dacarbazina não é, provavelmente, um agente específico da fase do ciclo celular: a droga não exibe relação específica dose- resposta ou dependência programada.
Dacarbazina apresenta atividade imunossupressora mínima.

Farmacocinética:
Dacarbazina é muito pouco absorvida pelo trato gastrintestinal. Os picos de concentrações plasmáticas estão em torno de 8µg/mL e são atingidos, imediatamente, após a administração de uma dose de 4,5mg/Kg, por injeção em ” bolus” .
O volume de distribuição da Dacarbazina excede o conteúdo total de água no corpo, sugerindo localização em algum tecido do corpo, provavelmente, fígado. A droga apenas liga- se fracamente às proteínas plasmáticas. Dacarbazina atravessa a barreira hemato-encefálica com extensão limitada: as concentrações da droga no líquido cerebrospinal registradas estão em torno de 14‰ das concentrações plasmáticas.
Não se sabe se a Dacarbazina atravessa a placenta ou se é distribuída no leite materno.
Concentrações plasmáticas de Dacarbazina parecem declinar de forma bifásica. Em indivíduos com função renal normal, a meia- vida na fase inicial (t1/2 a) é, em média, 19 minutos, e a meia-vida na fase terminal (t1/2 b) é, em média, 5 horas. Os fabricantes estipulam que num paciente com disfunção renal ou hepática, a meia-vida na fase inicial (t1/2 a) passa a ser de 55 minutos, e a meia-vida na fase terminal (t1/2 b) passa a ser de 7,2 horas.
Dacarbazina é extensivamente metabolizada. Dacarbazina é N- demetilada pelas enzimas microssomais do fígado para 5-(3-monometil-1-triazenil)-1H-imidazol-4-carboxamida (MIC) que, espontaneamente, decompõe-se para formar AIC, um agente alquilante não-identificado, ou primariamente metilado. Pequenas quantidades da droga podem também ser convertidas para um sal de diazônio de AIC (Diazo-AIC), que sofre ligação intramuscular espontânea, para formar 2-azahipoxantina. Alguns metabólitos da Dacarbazina podem contribuir para o efeito antineoplásico desta droga.
O metabolismo da Dacarbazina pode ser aumentado por agentes que induzem as enzimas microssomais do fígado, tais como fenobarbital e fenitoína. Cerca de 30‰ a 46‰ da dose administrada são excretados na urina, por secreção tubular, dentro de 6 horas. Cerca de 50‰ da droga excretada é recuperada como Dacarbazina inalterada, e os outros 50‰, como AIC.

INDICAÇÕES: – D.T.I.


D.T.I. é usado no tratamento de melanoma metastático. Cerca de 20‰ dos pacientes tratados com D.T.I. obtêm bom resultado, sendo possível verificar uma redução acima de 50‰ da massa do tumor.
D.T.I. não substitui a cirurgia indicada para o tratamento de melanoma não disseminado. O uso de D.T.I. em combinação com outros agentes antineoplásicos no tratamento de melanoma, não tem aumentado significativamente os seus efeitos benéficos. Há alguma evidência que o uso de D.T.I., em imunoterapia, usando vacina BCG, pode ser mais efetivo que somente para o tratamento de doença avançada sem possibilidade de cirurgia. Enquanto resultados conflitantes têm sido publicados, terapia adjuvante com D.T.I. isolado ou combinado com vacina BCG, geralmente, parece não ser de valor no tratamento do estágio I ou II da doença.
D.T.I. é usado em combinação com outros agentes antineoplásicos no tratamento da Doença de Hodgkin avançada. Terapia combinada para a Doença de Hodgkin é claramente superior à terapia com um único agente.
Vários esquemas terapêuticos têm sido utilizados na combinação de terapia e eficácia terapêutica, e estão sendo avaliados. D.T.I. é frequentemente utilizado com doxorrubicina, bleomicina e vimblastina (conhecido como regime ABVD) para o tratamento de pacientes com Doença de Hodgkin avançada (Obs: O regime ABVD também é um programa alternativo com regime MOPP – mecloretamina, vincristina, procarbazina e prednisona – para o tratamento da Doença de Hodgkin avançada).
D.T.I. tem sido usado com algum sucesso, isoladamente ou em associação com outros agentes antineoplásicos, no tratamento de sarcomas de tecidos moles (ex.: leiomiosarcoma, fibrosarcoma, rabdomiosarcoma) e neuroblastomas. D.T.I., quando administrado isoladamente, apresenta- se benéfico no tratamento de alguns casos de glucagonoma maligno.

CONTRA-INDICAÇÕES: – D.T.I.

D.T.I. é contra- indicado em pacientes que tenham demonstrado anteriormente hipersensibilidade à droga.
D.T.I. também é contra- indicado para gestantes e durante a lactação.
Deve- se ter cautela ao administrar D.T.I. nos seguintes casos:
*Pacientes com deficiência hepática;
*Pacientes com deficiência renal;
*Pacientes como infecções decorrentes da própria terapia;
*Pacientes com catapora.

PRECAUÇÕES GERAIS: – D.T.I.


Hospitalização nem sempre é necessária, mas um estudo de acompanhamento laboratorial adequado deve estar disponível.
Extravasamento da droga, subcutaneamente, durante a administração pode resultar em prejuízo tecidual e dor severa. Dor local, sensação de queimação e irritabilidade no local da injeção podem ser aliviadas por aplicação local de compressas quentes.
Carcinogenicidade de D.T.I. foi estudada em ratos e camundongos. Lesões do endocárdio proliferativas, incluindo fibrosarcomas e sarcomas foram induzidos por D.T.I. em ratos. Em camundongos, a administração de D.T.I. resultou na indução de angiosarcomas de baço.
Depressão hematopoiética é a toxicidade mais comum com D.T.I. e envolve, primariamente, os leucócitos e plaquetas, embora possam ocorrer, algumas vezes, anemia, leucopenia e trombocitopenia, severas o suficiente para causar morte. A possibilidade de depressão de medula óssea requer monitoração cuidadosa das células brancas e vermelhas do sangue e níveis de plaquetas. Toxicidade hematopoiética pode gerar, temporariamente, a supressão ou cessação da terapia com D.T.I.
Toxicidade hepática acompanhada por trombose da veia hepática e necrose hepatocelular resultando em morte, têm sido relatadas. A incidência de tais reações tem sido baixa: em 0,01‰ dos pacientes tratados, aproximadamente. Esta toxicidade tem sido observada, na maior parte das vezes, quando D.T.I. é administrado concomitantemente com outras drogas antineoplásicas; entretanto, isto também tem sido relatado em alguns pacientes tratados apenas com D.T.I.
Anafilaxia pode ocorrer com a administração de D.T.I.

Uso na gravidez e lactação:
Estudos têm demonstrado que D.T.I. é teratogênico quando administrado em animais. D.T.I., portanto, não deve ser administrado em mulheres grávidas ou que suspeitam estarem grávidas.
O uso seguro de D.T.I. em lactantes ainda não foi totalmente estabelecido, portanto, deve- se evitar a amamentação durante o período sob terapia de D.T.I.

Uso em recém- nascidos:
Para o uso de D.T.I. em recém- nascidos devem ser considerados os possíveis efeitos tóxicos sobre as gônadas.

Uso em crianças:
A segurança do uso de D.T.I. em crianças não foi estabelecida.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: – D.T.I.

Indutores enzimáticos microssomais do fígado, tais como barbitúricos, rifampicina e fenitoína, podem, teoricamente, acelerar a ativação do D.T.I. para carboxamida aminodazol.
D.T.I. inibe a xantina oxidase e pode, teoricamente, potencializar a atividade de mercaptopurina, azatioprina, alopurinol.
Pacientes recebendo D.T.I. não devem receber imunização com vacinas de vírus vivos. D.T.I. pode prejudicar a resposta imunológica para a vacina com o desenvolvimento de doenças generalizadas.

REAÇÕES ADVERSAS: – D.T.I.


Sintomas como anorexia, náuseas e vômitos são os mais frequentemente registrados em todas reações tóxicas. Mais de 90‰ dos pacientes são afetados no tratamento com poucas doses. O vômito dura de 1 a 12 horas e não é completamente e prognosticamente aliviado com fenobarbital e/ou proclorperazina. Raramente, náusea e vômito intratáveis têm necessitado a descontinuidade da terapia com D.T.I.
Outro efeito raro provocado pela droga é diarréia. Algumas sugestões úteis incluem restrição oral de alimentos nos pacientes, por 4 a 6 horas, antes do tratamento. A tolerância rápida destes sintomas sugere que algum mecanismo do SNC possa estar envolvido e, normalmente, estes sintomas diminuem após os primeiros 1 ou 2 dias.
Existe um número de reações adversas de pouca importância que não são observadas frequentemente. Pacientes podem sofrer síndromes, tais como a Síndrome de Influenza, a qual ocorre após grandes doses únicas, podendo perdurar muitos dias e ocorrer com tratamentos sucessivos.
Também podem ocorrer dor no local da injeção, mal- estar, dor de cabeça, irritação e rubor.
Alopecia tem sido observada, assim como rubor e parestesia faciais. Há alguns relatos significativos de testes anormais das funções hepática e renal no homem. Entretanto, estas anormalidades têm sido observadas com maior frequência em estudos com animais.
Erupções eritematosas e urticária não têm sido observadas com frequência após a administração de D.T.I. Raramente, podem ocorrer reações de fotossensibilidade. Em estudos, têm sido relatado que depressão espermatogênica é reconhecida.

POSOLOGIA: – D.T.I.

A dose de D.T.I. deve ser baseada na resposta clínica e hematológica, e na tolerância do paciente a fim de se obter um resultado terapêutico ótimo e o mínimo de reações adversas.
Para o tratamento do melanoma metastático, a dose usual para adultos é de 2,0 a 4,5mg/Kg/dia, por via intravenosa, durante 10 dias. Parece que a droga pode ser igualmente eficaz em dose mais baixa. O programa deve ser repetido, em intervalos de 4 semanas. Alternativamente, uma dose de 250mg/m2 pode ser administrada, diariamente, por 5 dias. Este tratamento pode ser repetido a cada 3 semanas.
No tratamento do melanoma, D.T.I. também tem sido administrado por infusão regional, por via intra- arterial, para aumentar a concentração da droga liberada diretamente dentro do tumor.
Já para o tratamento da Doença de Hodgkin, a dose usual de D.T.I., para adultos, é 150mg/m2, diariamente, por 5 dias, em combinação com outros agentes antineoplásicos. O programa deve ser repetido a cada 4 semanas.
Um regime de doses alternativas é a administração de uma dose de D.T.I. de 375mg/m2, no primeiro dia, em combinação com outros agentes antineoplásicos, devendo ser repetida a cada 15 dias.

ADMINISTRAÇÃO: – D.T.I.

As instruções de uso para D.T.I. abrangem desde os cuidados gerais, por se tratar de um medicamento aplicado por via intravenosa e agente antineoplásico, até os cuidados específicos, relativos à própria droga.
Quanto aos cuidados gerais, deve- se observar que os frascos-ampolas de D.T.I. devem somente ser manuseados por pessoas treinadas. Este manuseio deve ser feito em área designada, sobre bandeja lavável ou sobre plástico descartável, e por funcionárias não-grávidas, já que se trata de um agente citotóxico.
Deve- se também utilizar proteção para os olhos, luvas descartáveis, máscaras e aventais descartáveis.
Seringas e material para infusão devem ser cuidadosamente manuseados e montados para evitar vazamentos.
Todas as superfícies expostas devem ser limpas, lavando- se, em seguida, as mãos e o rosto.
Todas as agulhas usadas devem ser colocadas em recipiente adequado para descarte de objetos perfurocortantes e todos os demais itens utilizados devem ser descartados de forma segura, e encaminhados para coleta apropriada.
A solução reconstituída no frasco- ampola deve ser utilizada imediatamente. Porém, após a reconstituição, a solução do frasco-ampola pode ser armazenada a 4 ºC, por 72 horas, ou em condições ambiente normais (temperatura e luz), por 8 horas, até ser administrada no paciente. Se a solução reconstituída é adequadamente diluída, a solução resultante pode ser armazenada a 4 ºC por 24 horas ou em condições ambiente, por cerca de 8 horas.
Qualquer porção não utilizada da solução reconstituída deve ser descartada. Quanto aos cuidados específicos da administração da droga, deve ser observado que D.T.I. deve ser administrado somente por injeção ou infusão intravenosa. Portanto, a injeção subcutânea ou intramuscular deve ser totalmente evitada. Cuidados devem ser tomados para evitar o extravasamento da droga.
O pó liófilo estéril para injeção é reconstituído com a adição de 9,9mL de Água para Injeções, para um frasco- ampola que contém 100mg de Dacarbazina, ou 19,7mL de Água para Injeções, para um frasco-ampola que contém 200mg de Dacarbazina. As soluções resultantes podem ser administradas por injeção em ” bolus” , por um período de 1 minuto. Outra alternativa, seria a administração da solução reconstituída e adequadamente diluída, em 250mL de solução de Dextrose 5‰ ou Cloreto de Sódio 0,9‰, no paciente por infusão intravenosa, em um período de 15 a 30 minutos.
A mistura de D.T.I. com outras drogas pode causar formação de cristal ou mudança na aparência. Portanto, é aconselhável que não se misture D.T.I. com outras drogas na mesma seringa.
A injeção intravenosa pode causar dor, assim, o local da aplicação e o método devem ser cuidadosamente escolhidos, e a velocidade de administração deve ser lenta.

SUPERDOSAGEM: – D.T.I.


Os sinais e sintomas da superdosagem incluem: depressão severa da medula óssea e efeitos gastrintestinais intratáveis, tais como náuseas, vômitos e diarréia.
O tratamento da superdosagem pode ser feito com a interrupção da administração do D.T.I. e a adoção de tratamento de suporte, como por exemplo, transfusões para a supressão de medula óssea.

USO RESTRITO A HOSPITAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

LABORATÓRIO

MEIZLER

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