Princípio ativo: progesteronaCrinone

Laboratório

Serono

Referência

Progesterona

Apresentação de Crinone

Gel vaginal 4% e 8% Cart. c/ 6 ou 7 aplicadores de 45 mg. Cada aplicador de Crinone 4% contém 1,125 g de gel vaginal c/ 45 mg Cart. c/ 6 ou 7 ou 15 aplicadores de 90 mg. Cada aplicador de Crinone 8% contém 1,125 g de gel vaginal

Crinone – Indicações

1. Complemento à terapia de reposição estrogênica. 2. Os seguintes distúrbios associados c/ possível desequilíbrio hormonal: Cólica uterina e contratilidade anormal/dolorosa relacionada à síndrome pré-menstrual. Hemorragia uterina disfuncional na ausência de patologia orgânica. Amenorréia secundária na mulher exposta previamente a estrógeno. 3. Complementação ou reposição de progesterona como parte do esquema das técnicas de reprodução assistida (TRA) em mulheres c/ deficiência de progesterona confirmada ou suspeita.

Contra-indicações de Crinone

1. Câncer de mama ou de órgãos genitais, suspeito ou confirmado. 2. Aborto. 3. Sangramento uterino não-diagnosticado. 4. Tromboflebite ativa ou distúrbios tromboembólicos ou história de tromboflebite ou distúrbios tromboembólicos associados a hormônios. 5. Disfunção ou doença hepática. 6. Porfiria. 7. Hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da formulação de Crinone.

Advertências

Advertências Não foram reportados distúrbios trombóticos com Crinone®. Entretanto, existem indícios que sustentam uma associação entre o uso de anticoncepcionais orais combinados e um aumento no risco de tromboflebite e/ou doença tromboembólica. O médico deve estar ciente da possibildade de distúrbios trombóticos (incluindo tromboflebite, trombose retiniana, embolismo cerebral e pulmonar) e deve estar atento às primeiras manifestações. Caso isso ocorra ou seja suspeito, o tratamento deve ser imediatamente interrompido. Pacientes com fatores de risco para doenças trombóticas devem permanecer sob cuidadosa supervisão. Precauções O pré-tratamento, histórico médico e exame físico periódico, devem incluir atenção particular às mamas e órgãos pélvicos, devendo ser obtido esfregaço de Papanicolaou. Devido ao fato dos progestágenos causarem algum grau de retenção hídrica, uma mulher que tenha qualquer condição que possa ser influenciada por este fator (tais como epilepsia, enxaqueca e disfunção cardíaca ou renal) necessitará observação cuidadosa. Em casos de hemorragias anormais, assim como em todos os casos de sangramento vaginal irregular, medidas diagnósticas devem ser indicadas para avaliar se há doença orgânica presente. Pacientes com história de depressão devem ser cuidadosamente observadas e o tratamento com Crinone® interrompido se houver recidiva de depressão grave. O tratamento com progestágenos pode mascarar o início dos sintomas da pós-menopausa. O patologista deve ser avisado da terapia com progestágenos quando espécimes relevantes forem analisados, devido à influência dos progestágenos sobre a estrutura e patologia de órgãos, tal como o endométrio. Os progestágenos podem piorar as manifestações de porfiria pré-existente. Portanto, a utilização de Crinone® em tais pacientes não é recomendada. Mutagênese e carcinogênese Os potenciais carcinogênicos e mutagênicos da progesterona natural não foram especificamente determinados. Uso durante a gravidez – Crinone® pode ser administrado durante o primeiro trimestre de gestação em mulheres que tentam conceber através de um procedimento de TRA, em caso de deficiência no corpo lúteo. Crinone® não é indicado para o uso em aborto habitual ou ameaça de aborto. Uso durante a lactação Foram detectados progestágenos no leite de mães recebendo a droga. Portanto o médico deve optar pela suspensão da amamentação ou do tratamento com Crinone®. Uso em idosos – Não se dispõem de dados de estudos específicos em mulheres com idade superior a 65 anos. Uso pediátrico – Crinone® não deve ser utilizado em crianças.

Uso na gravidez de Crinone

Crinone® pode ser administrado durante o primeiro trimestre de gestação em mulheres que tentam conceber através de um procedimento de TRA, em caso de deficiência no corpo lúteo. Crinone® não é indicado para o uso em aborto habitual ou ameaça de aborto. Uso durante a lactação Foram detectados progestágenos no leite de mães recebendo a droga. Portanto o médico deve optar pela suspensão da amamentação ou do tratamento com Crinone®.

Interações medicamentosas de Crinone

Apesar de não ter sido reportadas interações com outras drogas, Crinone® não é recomendado para ser utilizado conjuntamente com outras preparações intravaginais. Se uma paciente estiver sob terapia anti-fúngica intravaginal sugere-se a troca para a terapia oral.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Crinone

Crinone é geralmente bem tolerado. Nos estudos clínicos, os seguintes eventos adversos foram reportados durante a terapia. Organismo como um todo: Dor abdominal, dor nas costas ou articulações das pernas e dor no períneo, flatulência, dor/tensão nas mamas, fadiga, ondas de calor, lactação e retenção de fluidos. Sistema gastrointestinal: Constipação, diarréia, dispepsia, eructação, flatulência, dor gástrica, náusea e vômitos. Sistema geniturinário: Redução da libido, dismenorréia, dispareunia, aumento da micção, leucorréia, noctúria, irritação/prurido vaginal, sangramento vaginal e secreção vaginal. Sistema nervoso: Tontura, depressão, labilidade emocional, cefaléia, insônia, irritabilidade, nervosismo e sonolência. Pele: Acne, prurido genital. Não é conhecida a relação da terapia c/ Crinone para todos os eventos acima. A maioria dos eventos são leves e transitórios, e freqüentemente são resolvidos sem a interrupção do tratamento.

Crinone – Posologia

A terapia intravaginal deverá ser adaptada à indicação e resposta terapêuticas específicas das pacientes, individualmente. A menor dose eficaz deverá ser administrada. A administração vaginal para induzir uma transformação secretória do endométrio está indicada somente em casos nos quais o endométrio tenha sido adequadamente suprido de estrógeno, endógeno ou exógeno. Nestes casos o sangramento por supressão usualmente ocorre dentro de 3 a 7 dias após a interrupção da terapia c/ Crinone, a menos que tenha ocorrido gestação. Crinone é aplicado intravaginalmente, utilizando-se o aplicador fornecido. Variação usual de dosagem: O esquema de dosagem assume o intervalo entre as menstruações ou ciclos estrogênicos como sendo de 28 dias e o dia 1 como sendo o primeiro dia de sangramento ou da terapia estrogênica cíclica. Complemento da terapia de reposição estrogênica: Uma aplicação vaginal de Crinone 4% (45 mg) ou Crinone 8% (90 mg) dia sim, dia não, durante os últimos 14 dias (7 aplicações) de cada ciclo de terapia estrogênica de 28 dias. Distúrbios associados c/ possível desequilíbrio hormonal: Uma aplicação vaginal de Crinone 4% (40 mg) ou 8% (90 mg) dia sim, dia não, preferencialmente pela manhã, durante os últimos 12 dias (6 aplicações) em uma mulher exposta previamente ao estrógeno. Complementação ou reposição de progesterona como parte do esquema das técnicas de reprodução assistida: Uma ou duas aplicações diárias de Crinone 8% (90 mg), como complementação de progesterona em mulheres ovulando normalmente c/ suspeita de deficiência de progesterona, iniciando após ovulação comprovada. A maioria das mulheres responde c/ 90 mg diariamente. Se ocorrer gravidez, o tratamento deve continuar até 12 semanas. Doses menores podem ser usadas em mulheres ovulando normalmente c/ suspeita de deficiência de progesterona, como deficiência da fase lútea. Para suporte endometrial como parte da TRA, iniciar administrando Crinone 8% (90 mg) em uma ou duas aplicações diárias. A maioria das mulheres responde c/ 90 mg diariamente. Entretanto, algumas mulheres podem precisar de 90 mg, duas vezes ao dia. Se a gravidez for confirmada, continuar c/ Crinone 8% (90 mg) até 12 semanas. Crinone 8% (90 mg) deve ser administrado, diariamente, no mesmo horário.

Superdosagem

Não há relatos de superdosagem com Crinone® (progesterona). Superdosagem aguda é improvável com este produto devido à sua dependência da concentração, taxa limitada de absorção da progesterona pelo epitélio vaginal e às características de liberação controlada da formulação. Em caso de superdosagem, interromper o tratamento com Crinone® e tratar a paciente sintomaticamente.

Características farmacológicas

Características Farmacológicas Crinone® (progesterona) é um gel vaginal de progesterona micronizada. Crinone® fornece uma liberação controlada e contínua de progesterona natural no interior da vagina, a partir de um gel com base policarbófila. A progesterona natural é um hormônio secretado pelo corpo lúteo. A progesterona é o protótipo da classe hormonal conhecida como progestágenos. Ela é quimicamente descrita como preg-4-ene-3,20-diona, e é praticamente insolúvel em água e solúvel na maioria dos solventes orgânicos, incluindo o álcool. O sistema de liberação de Crinone® (progesterona) está baseado em uma formulação umectante vaginal e fornece aplicação tópica contínua de progesterona no interior da vagina. O sistema de liberação de Crinone®é uma emulsão formada por fases lipofílica (lipídica) e hidrofílica (aquosa). A fase aquosa contém policarbófila, um polímero que aumenta de volume em presença de água. De maneira geral, apresenta uma carga iônica discretamente negativa que produz adesão temporária à superfície celular do endométrio vaginal. A maior parte da progesterona encontra-se suspensa e armazenada na fase lipídica, enquanto que uma pequena porção está dissolvida na fase aquosa. A absorção da progesterona ocorre a partir da fase aquosa que é então reabastecida pela fase lipídica que atua como um reservatório. A progesterona endógena é produzida pelo corpo lúteo durante a segunda metade do ciclo menstrual normal. Os níveis de estradiol, que alcançam o pico máximo imediatamente antes da ovulação, diminuem com o surgimento dos hormônios luteinizante e folículoestimulante e o aumento nos níveis da progesterona. O espessamento do endométrio está associado ao aumento dos níveis de estrógeno na primeira metade do ciclo, e a transformação do endométrio estimulado por estrógeno em um endométrio secretor está associada ao aumento dos níveis de progesterona na segunda metade do ciclo. Na ausência de gravidez, a menstruação ocorre após o término da produção de progesterona. O desequilíbrio hormonal, que pode resultar em sangramento uterino disfuncional ou amenorréia secundária, pode ser corrigido com progesterona exógena. Na gravidez, a progesterona desempenha um papel crítico em transformar o endométrio estimulado por estrógeno em um endométrio secretor, capaz de aceitar um óvulo fertilizado e manter a implantação subseqüente do embrião durante o seu estágio inicial de desenvolvimento. O corpo lúteo é a fonte primária do progestágeno natural, a progesterona; a placenta continua a secreção de progesterona para manter a gestação. A progesterona estimula o desenvolvimento dos componentes glandulares da mama, torna espesso o muco cervical e aumenta a temperatura corporal. Ela antagoniza os efeitos retentores de sódio dos mineralocorticóides, levando a um aumento na secreção de aldosterona. Farmacocinética Após administração oral, a progesterona apresenta uma baixa disponibilidade, parcialmente devido a absorção irregular e ao extenso metabolismo de primeira passagem. A biodisponibilidade relativa da progesterona é, aproximadamente, 10 vezes maior após administração intramuscular em óleo do que após a administração oral de uma formulação micronizada. Alguns estudos sugerem que a biodisponibilidade relativa da progesterona após administração vaginal sejam também maior do que após a administração oral. A biodisponibilidade da progesterona no Crinone® foi determinada em relação à progesterona administrada por via oral e vaginal em cápsulas. Em um grupo de estudo paralelo randomizado, 18 mulheres pós-menopausadas sadias, estrogenizadas, receberam doses únicas de 90 mg de progesterona em Crinone® 8% por via vaginal ou 100 mg de progesterona por via oral em uma cápsula ou 100 mg por via vaginal, em uma cápsula. Após a administração de Crinone® 8% (90mg), a área média abaixo da curva de concentração plasmática (AUC) foi de 157,8 ng x h/mL, indicando uma biodisponibilidade relativa similar à cápsula vaginal (247,4 ng x h/mL) e mais de 20 vezes superior à biodisponibilidade da cápsula oral (6,7 ng x h/mL). Estes dados sugeriram que quando a progesterona é administrada via oral, até 95% da dose é eliminada através do metabolismo de primeira passagem. A média das concentrações séricas máxímas (Cmax) após administração oral de cápsulas de progesterona e vaginal de Crinone® foram 1,04 e 3,49 ng/mL com duas horas pós-dose (Cmax para cápsulas orais) e 0 e 8,15 ng/mL com 8 horas (Cmáx para Crinone®), respectivamente. A variação na biodisponibilidade foi menor com Crinone® do que com a cápsula administrada por via vaginal, indicando uma liberação mais consistente da progesterona. Os níveis séricos da progesterona associados à administração intravaginal de Crinone® foram determinados em 60 mulheres pós-menopausadas sadias e estrogenizadas. Crinone® 8% (90 mg) foi administrado diariamente por um total de 12 doses, ou dia sim dia não, por um total de 6 doses. As concentrações séricas médias no estado de equilíbrio dinâmico do esquema diário foram 8,5 ng/mL para a dose de 90 mg, enquanto que o esquema a cada 2 dias produziu concentrações médias de progesterona no estado de equilíbrio de 5,7 ng/mL para a dose de 90 mg. Estas concentrações séricas são inferiores àquelas em níveis fisiológicos, isto é, 8-21 ng/mL, que são associadas com a manutenção de uma fase lútea adequada para a fertilidade normal. Nestes estudos, a meia-vida aparente (t1/2) de Crinone® após múltiplas doses variou de 25-50 horas, sugerindo que as farmacocinéticas de Crinone® são conseqüências da absorção relativamente baixa da progesterona de Crinone®. Há uma distribuição aparente preferencial de progesterona para o endométrio após a administração vaginal. Após sete dias de administração vaginal de progesterona micronizada para mulheres com insuficiência ovariana, os níveis séricos de progesterona e no tecido endometrial foram aproxidamente equivalentes. Entretanto, após administração intramuscular de progesterona em óleo, os níveis séricos foram, aproximadamente, 50 vezes maiores do que os níveis no tecido endometrial. Não foram detectadas diferenças significantes na espessura endometrial, no padrão do ultra-som, no desenvolvimento secretório ou no conteúdo de receptores de estrógeno e de progesterona entre os dois grupos de tratamento. Em um estudo in vitro, progesterona em gel marcada com tritio, foi aplicada ao colo uterino obtido por procedimentos cirúrgicos e perfundido ex vivo, em um sistema aberto sem recirculação. Houve acúmulo significante da progesterona marcada tanto no endométrio quanto no miométrio. Desta maneira, após administração vaginal, a distribuição transvaginal aparente preferencial para o útero, combinada com a não ocorrência do metabolismo hepático de primeira passagem, pode produzir uma alta biodisponibilidade de progesterona para os tecidos do útero, o local de ação (Efeito de Primeira Passagem Uterina) A progesterona é metabolizada principalmente pelo fígado. O principal metabólito urinário da progesterona é o glicuronídeo 5ß-pregan-3a, 20a-diol o qual está presente no plasma somente na forma conjugada. Os metabólitos plasmáticos também incluem 5ß-pregnan-3a-ol-20-ona (5ß-pregnenolona) e 5a-pregnan-3a-ol-20-ona (5a-pregnenolona) o qual pode estar associado com sedação e hipnose. Após a administração vaginal, as concentrações séricas destes dois metabólitos foram desprezíveis ou menores do que aquelas após administração oral. A progesterona sofre eliminação biliar e renal. Após injeção de progesterona marcada, 50-60% da excreção dos metabólitos da progesterona ocorre via renal e aproximadamente 10% pela bile e fezes. A recuperação total do material radiomarcado representa 70% da dose administrada, sendo o restante da dose não caracterizado na eliminação. Somente uma pequena quantidade da progesterona inalterada é excretada via biliar.

Resultados de eficácia

Complementação ou reposição de progesterona como parte do esquema das Técnicas de Reprodução Assistida (TRA) Pacientes com história de infertilidade devido a progesterona endógena inadequada, têm sido tratadas com supositórios vaginais contendo progesterona. Os índices de gestação com deficiência não complicada de fase lútea, foram de, aproximadamente, 50% a 70%. Crinone® foi comparado, em um estudo randomizado, com uma preparação oral pré-existente de progesterona em 283 mulheres inférteis submetendo-se à Fertilização in vitro (FIV). Como parte dos esquemas das Técnicas de Reprodução Assistida (TRA), as pacientes receberam ou uma aplicação diária de Crinone® contendo 90 mg de progesterona ou 300 mg de progesterona oral por dia. A terapia foi iniciada dentro de 24 horas após a transferência do embrião, e continuou até o dia 14 pós-transferência. Se a gestação fosse confirmada no dia 14, a terapia seria prolongada até o dia 30. Estudos subseqüentes em TRA têm continuado com administração de Crinone® por até 12 semanas. Não houve diferença estatisticamente significativa nos índices de gravidez entre os dois grupos de tratamento nos dias 12, 30 ou 3 meses. O índice de aborto espontâneo foi similar para ambos os grupos. Entretanto, eventos adversos, particularmente sonolência, foram observados mais freqüentemente no grupo de progesterona oral. A administração vaginal de Crinone® forneceu um suporte endometrial no estágio inicial da gravidez, igualmente efetivo e melhor tolerado, após um procedimento FIV. Crinone® 8% (90 mg) foi administrado 2 vezes ao dia em um estudo clínico com 50 pacientes sem a função ovariana sendo submetidas a um procedimento de transferência de oócitos. Foi administrada terapia estrogênica fisiológica. A administração de Crinone® foi iniciada no dia 14 de um ciclo artificial e continuou, em caso de confirmação da gravidez, por até 12 semanas. Ocorreu gravidez clínica em 48% das mulheres tratadas com Crinone®, como parte deste esquema.

Modo de usar

Crinone® está disponível na concentração de 8% correspondente a 90 mg de progesterona natural em cada aplicação vaginal (a qual contém sempre uma quantidade de 1,125 g). Fisicamente, Crinone® tem a aparência de um gel leve, de coloração branca a esbranquiçada. Crinone® é aplicado intravaginalmente a partir de um aplicador pré-enchido de uso único. Ver no final: COMO UTILIZAR Crinone®.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Uso em idosos – Não se dispõem de dados de estudos específicos em mulheres com idade superior a 65 anos. Uso pediátrico – Crinone® não deve ser utilizado em crianças.

Armazenagem

Conservar em temperatura abaixo de 25°C.

Crinone – Informações

Forma farmacêutica e apresentação Caixa com 1, 6, 7 ou 15 aplicadores de 90 mg. Cada aplicador de Crinone® 8% libera 1,125 g de gel vaginal com 90 mg de Progesterona. Composição Substância ativa: Progesterona Excipientes: Glicerol, óleo mineral leve, glicéride de óleo vegetal hidrogenado, carbômer 974P, policarbófila, ácido sórbico, hidróxido de sódio, água purificada. 1. Como esse medicamento funciona? Crinone® é um medicamento na forma de gel que contém progesterona como substância ativa, um hormônio produzido naturalmente na mulher e é utilizado para condições que estejam relacionadas a um possível desequilíbrio hormonal. Crinone® fornece uma liberação controlada e contínua de progesterona natural no interior da vagina. 2. Porque este medicamento foi indicado? Crinone® 8% progesterona gel vaginal é utilizado no tratamento da infertilidade cuja causa são níveis inadequados do hormônio feminino progesterona, durante o ciclo menstrual. É também utilizado durante a fertilização in vitro quando a infertilidade, em mulheres que possuem ciclos menstruais normais, possa ser devido a problemas nas trompas ou no útero. Às vezes pode não haver uma causa aparente para a infertilidade. 3. Quando não devo usar este medicamento? Crinone® (progesterona) não deve ser utilizado nas seguintes condições: alergia conhecida a progesterona ou a qualquer outro componente da formulação; sangramento uterino anormal que não foi diagnosticado; câncer de mama ou dos órgãos genitais, suspeito ou confirmado; pofiria aguda (distúrbio metabólico hereditário); coágulos sanguíneos e problemas relacionados ou em casos de embolia cerebral (entupimento de artérias ou veias); aborto oculto ou incompleto. 4. Advertências e Precauções Diga ao seu médico se: você está ou esteve gravemente deprimida você tem pressão alta você tem diabetes você está amamentando você não menstrua ou as menstruações são escassas ou irregulares você está utilizando outras medicações de uso vaginal Se estiver em dúvida, consulte o seu médico antes de utilizar Crinone®. O médico deve ser avisado imediatamente se ocorrerem manifestações de distúrbios trombóticos (coágulos sanguíneos), incluindo tromboflebite, trombose retiniana, embolismo cerebral e pulmonar. Se alguns destes sintomas ocorrerem ou forem suspeitos, o tratamento deve ser interrompido e o médico informado. Tem havido relatos sobre ocorrência de sonolência durante o tratamento com Crinone®, portanto não é recomendável dirigir ou operar máquinas durante o tratamento. Recomenda-se não utilizar Crinone® junto com outros medicamentos intravaginais. O uso de Crinone® deve ser cuidadoso em casos de lesões sérias do fígado. INFORME AO SEU MÉDICO SE OCORRER GRAVIDEZ OU INICIAR AMAMENTAÇÃO DURANTE O USO DESTE MEDICAMENTO. INFORME AO MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS. INFORME AO SEU MÉDICO SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO. NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE. 5. Uso pediátrico Crinone® não deve ser utilizado em crianças. 6. Como devo usar este medicamento? Crinone® é fornecido na concentração de 8% correspondente a 90 mg de progesterona natural em cada aplicador pré-enchido (o qual contém uma quantidade de 1,125 g). Fisicamente, Crinone® tem a aparência de um gel leve, de coloração branca a esbranquiçada. Seu médico deve orientá-la quando iniciar ou terminar o tratamento e quando deve ser aplicado, uma vez que a terapia intravaginal com Crinone® (progesterona) deve ser adaptada a cada paciente, individualmente. Em geral, como parte da Terapia de Reprodução Assistida, uma ou duas aplicações diárias Crinone® 8%, após seu médico haver informado que ocorreu a ovulação, ou seja, entre o 18° ao 21° dia do seu ciclo menstrual (o primeiro dia do seu ciclo menstrual é o dia em que sua menstruação inicia). Quando utilizado na fertilização in vitro, aplicação diária deve ser mantida por 12 semanas após confirmação laboratorial da gravidez. Ver no final: COMO UTILIZAR Crinone®. SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO. NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO. 7. Quais os efeitos indesejáveis que este medicamento pode causar? Crinone® (progesterona) é geralmente bem tolerado. Informe seu médico se aparecerem reações desagradáveis, como dor abdominal ou no períneo, dor de cabeça, constipação, diarréia, enjôo, dor nas articulações, depressão, redução da libido, nervosismo, sonolência, tensão/ dor nas mamas, dor durante o ato sexual, aumento da eliminação de urina durante a noite, alergia, arrotos, câimbras, cansaço, dor, tontura, vômitos, infecção por fungos genitais, coceira vaginal, agressividade, esquecimento, diminuição da secreção vaginal, cistite, infecções do trato urinário, corrimentos, irritação ou sangramento vaginal discreto (manchas), assim como quaisquer outros sintomas. 8. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez (superdosagem)? Não há relatos de superdosagem com Crinone® (progesterona). Superdosagem aguda é improvável com este produto uma vez que depende da concentração, e a absorção da progesterona pela parede vaginal é limitada pelas características de liberação controlada da formulação. 9. Onde e como devo guardar este medicamento? Conservar em temperatura abaixo de 25°C. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. 10. Prazo de validade O prazo de validade é de 36 meses contados a partir da data de fabricação indicada na embalagem externa. Após esse período o medicamento não deve ser utilizado. NUNCA USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Lote, Fabricação e Data de Validade: vide cartucho Reg. M.S. nº 1.1124. 0217 Farmacêutica Responsável: Mirian Elena Santos Silva – CRF-SP 38.750 Fabricado por: Fleet Laboratories Limited Inglaterra Para: Columbia Laboratories Inglaterra Embalado por: ATUSA – Ares Trading Uruguay S. A. Montevideo Uruguai Importado e distribuído por: Serono Produtos Farmacêuticos Ltda. Avenida das Nações Unidas, 12.995 30º andar São Paulo SP CNPJ: 27.944.313/0001-54 Indústria Brasileira Sob autorização de Columbia Laboratories – Inglaterra

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.