Princípios ativos: indapamida, perindopril erbumina

COVERSYL PLUS

perindopril 4mg + indapamida 1,25mg

Forma farmacêutica e apresentações:

Caixas com 15 ou com 30 comprimidos brancos em forma de bastonete.

USO ADULTO USO ORAL

Composição:

Cada comprimido contém:

Perindopril, sal de terc-butilamina (DCB 06995)……………………4,000 mg.

Indapamida (DCB 04875)……………………………………………………….1,250 mg.

Excipientes:

Celulose microcristalina, lactose, sílica coloidal hidrófoba, estearato de magnésio q.s.p. um comprimido de ……………………………………………..90,00 mg.

informações ao paciente:

ação do Medicamento

A ação esperada do medicamento é o controle da pressão arterial. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO

COVERSYL PLUS é indicado no tratamento da hipertensão arterial essencial.

RISCOS DO MEDICAMENTO Contra-indicações:

COVERSYL PLUS nunca deve ser administrado nos seguintes casos:

– alergia conhecida ao perindopril, à indapamida e às sulfamidas,

– antecedentes de edema de Quincke (tipo de urticária com inchaço súbito do rosto e do pescoço) relacionado ao uso de um inibidor da enzima de conversão,

– antecedentes de edema de Quincke hereditário ou sem causa conhecida,

– insuficiência cardíaca descompensada não tratada,

– insuficiência renal severa, acidente hepático grave,

– hipocaliemia (redução anormal da taxa de potássio no sangue),

– durante a gravidez e a amamentação,

– salvo orientação em contrário do seu médico, este medicamento não deve ser utilizado em casos de hipercaliemia (excesso de potássio no sangue) e em caso de obstrução das artérias renais.

– em crianças,

– alergia a um dos componentes da fórmula.

COVERSYL PLUS geralmente não é recomendado, salvo orientação em contrário de seu médico, em caso de associação:

– ao lítio,

– aos sais de potássio,

– aos diuréticos poupadores de potássio,

– à certos medicamentos que podem favorecer o surgimento de alterações do ritmo cardíaco,

– aos anestésicos,

– ao alopurinol,

– aos agentes citostáticos ou imunodepressores (medicamentos com reações imunológicas),

– aos corticóides,

– aos anti-hipertensivos.

Devido à presença de lactose, este medicamento é contra-indicado nos casos de galactosemia congênita, síndrome de má-absorção da glicose e galactose ou deficiência em lactase (doenças metabólicas raras).

Advertências e precauções de uso

A administração do produto deverá ser interrompida em caso de acidente hepático.

Uma tosse seca pode ocorrer. Neste caso deve-se consultar novamente o médico para avaliação da continuação do tratamento. Avisar ao seu médico caso ocorra:

? reações alérgicas,

? tratamento de dessensibilização utilizando veneno de abelha,

? antecedente de edema da face, dos lábios ou da laringe,

? alterações hepáticas,

? se você vai ser submetido a uma sessão de hemodiálise. Utilizar este medicamento com precaução em caso de:

? alterações do equilíbrio eletrolítico, diabetes, gota, hipotensão ou utilização de um regime estritamente "sem sal",

? insuficiência renal ou cardíaca, aterosclerose (obstrução das artérias), estenose (obstrução) da artéria renal,

? no paciente idoso.

Seu médico poderá solicitar exames laboratoriais para acompanhamento do seu tratamento.

Em caso de intervenção cirúrgica, informar ao anestesista que está fazendo uso deste medicamento.

Gravidez e lactação

A descoberta de uma gravidez no decorrer do tratamento com COVERSYL PLUS deve ser comunicada imediatamente ao seu médico para que ele possa lhe fornecer as orientações adequadas.

Da mesma forma, seu médico deverá ser prevenido se você estiver planejando uma gravidez.

Durante o tratamento com este medicamento, a amamentação deverá ser evitada.

De um modo geral, no decorrer de uma gravidez ou amamentação, deve-se sempre solicitar a autorização do médico antes de utilizar qualquer medicamento.

Desportistas

Deve-se atentar para o fato de que COVERSYL PLUS contém um princípio ativo que pode induzir uma reação positiva nos testes realizados durante o controle antidoping.

Efeitos na capacidade de condução de veículos e uso de máquinas

Reações individuais relacionadas à diminuição da pressão arterial podem surgir em alguns pacientes.

Conseqüentemente, a capacidade de condução de veículos e utilização de máquinas pode estar diminuída.

Interações medicamentosas

Informar ao seu médico se você está usando ou usou recentemente outro medicamento, notadamente o lítio, os sais de potássio, os diuréticos poupadores de potássio e certos medicamentos que podem favorecer o surgimento de alterações do ritmo cardíaco, os anestésicos, o alopurinol, os agentes citostáticos ou imunodepressores, os corticóides, os anti-hipertensivos, mesmo que se trate de um medicamento obtido sem a prescrição médica.

Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob

orientação médica. Informe ao seu médico se ocorrer gravidez ou iniciar

amamentação durante o uso deste medicamento.

Este medicamento é contra-indicado para crianças.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro

medicamento.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

MODO DE USO

Posologia: a posologia usual é de um comprimido ao dia em uma tomada única, de preferência antes do café da manhã. Modo e via de administração: via oral.

Se você esqueceu de tomar uma dose de COVERSYL PLUS, tome a dose seguinte no horário habitual. A dose esquecida não deve ser compensada.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. REAÇÕES ADVERSAS

Como todos os medicamentos, COVERSYL PLUS pode provocar algumas reações adversas:

? fadiga, vertigens

? dor de cabeça, alterações do humor e/ou do sono, cãibras,

? hipotensão ortostática (queda da pressão arterial no momento de se levantar que pode ser acompanhada de vertigens),

? reações dermatológicas do tipo alérgica, erupção cutânea,

? dores de estômago, falta de apetite, náuseas, dores no ventre, constipação, alteração no paladar,

? tosse seca,

? secura da boca,

? excepcionalmente edema de Quincke (inchaço súbito do rosto e do pescoço de origem alérgica), pancreatite,

? risco aumentado de desidratação nos pacientes idosos e nos pacientes portadores de insuficiência cardíaca,

? é possível que ocorram variações nos parâmetros sanguíneos, notadamente uma perda de potássio, mais particularmente nos pacientes idosos ou desnutridos; seu médico poderá lhe solicitar alguns exames laboratoriais a fim de controlar estes parâmetros.

Se você observar qualquer outra reação adversa não mencionada nesta bula, você deve informar imediatamente ao seu médico.

ATENÇÃO: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, podem ocorrer efeitos indesejáveis não conhecidos. Se isto ocorrer, o médico responsável deve ser comunicado.

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSAGEM

O sintoma mais provável em caso de superdosagem é uma hipotensão.

Se ocorrer uma hipotensão importante, ela pode ser combatida deitando o paciente

com as pernas em uma posição mais elevada que a cabeça.

Se os sintomas persistirem, informar imediatamente ao médico.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO

Conservar em temperatura arnbiente (entre 15° e 30° C). Proteger da luz e umidade. Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. PRAZO DE VALIDADE

3 anos após a data de fabricação, impressa na embalagem.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: 1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Propriedades Farmacodinâmicas:

ASSOCIAÇÃO FIXA DE UM INIBIDOR DA ENZIMA DE CONVERSÃO DA ANGIOTENSINA COM UM DIURÉTICO DO SEGMENTO CORTICAL DE DILUIÇÃO. COVERSYL PLUS é a associação do perindopril, sal de terc-butilamina, um inibidor da enzima de conversão da angiotensina com a indapamida, um diurético clorosulfamoilado. Suas propriedades farmacológicas são resultado das propriedades de cada um dos compostos considerados separadamente às quais deve-se acrescentar aquelas devidas à ação sinérgica aditiva dos dois produtos associados.

Mecanismo da ação farmacológica:

? Ligado ao COVERSYL PLUS

COVERSYL PLUS produz uma sinergia aditiva dos efeitos anti-hipertensivos dos dois componentes.

? Ligado ao perindopril

O perindopril é um inibidor da enzima de conversão da angiotensina I (IECA) em angiotensina II, uma substância vasoconstritora que também estimula a secreção de aldosterona pelo córtex da supra-renal, e por outro lado, a degradação da bradicinina, uma substância vasodilatadora, em heptapeptídeos inativos. Isto resulta em:

– uma diminuição da secreção de aldosterona;

– uma elevação da atividade renina plasmática, com a aldosterona não exercendo nenhum tipo de feedback negativo;

– uma redução das resistências periféricas totais com uma ação preferencial sobre as áreas muscular e renal, sem que esta redução seja acompanhada de retenção hidrossódica e nem de taquicardia reflexa, em tratamento crônico.

A ação antihipertensiva do perindopril se manifesta igualmente nos pacientes

portadores de concentrações de renina baixas ou normais.

O perindopril age por intermédio de seu metabólito ativo, o perindoprilato. Os

outros metabólitos são inativos.

O perindopril reduz o trabalho cardíaco:

– por efeito vasodilatador venoso, possivelmente devido a uma modificação do metabolismo das prostaglandinas: redução da pré-carga;

– por diminuição das resistências periféricas totais: redução da pós-carga. Estudos em pacientes com insuficiência cardíaca têm demonstrado:

– uma diminuição das pressões de enchimento ventriculares esquerdo e direito,

– uma diminuição da resistência vascular periférica total,

– um aumento do débito cardíaco e uma melhora do índice cardíaco,

– um aumento dos débitos sanguíneos regionais musculares. As provas de esforço são igualmente melhoradas.

? Ligado à indapamida

A indapamida é um derivado sulfamídico contendo um núcleo indólico, semelhante aos diuréticos tiazídicos sobre o plano farmacológico, que age inibindo a reabsorção do sódio ao nível do segmento cortical de diluição. Ela aumenta a excreção urinária de sódio e cloretos e, em menor escala, a excreção de potássio e magnésio, aumentando a diurese e exercendo uma ação antihipertensiva.

Características da atividade antihipertensiva

? Ligadas ao COVERSYL PLUS

Nos pacientes hipertensos, independente da idade, COVERSYL PLUS exerce um efeito antihipertensivo dose-dependente sobre as pressões arteriais diastólica e sistólica, tanto no paciente em repouso quanto no paciente em atividade física. Este efeito antihipertensivo dura 24 horas.

A redução na pressão arterial é obtida em menos de 1 mês sem desenvolvimento de taquifilaxia; a interrupção do tratamento não causa efeito rebote. Durante estudos clínicos, a administração concomitante de perindopril e indapamida resultou em efeitos anti-hipertensivos de natureza sinérgica em relação à administração de cada produto isoladamente.

? Ligadas ao perindopril

O perindopril é ativo em todos os estágios da hipertensão arterial: leve, moderada

ou grave. A redução nas pressões arteriais sistólica e diastólica é observada

tanto no paciente em repouso quanto no paciente em atividade física.

A atividade antihipertensiva é máxima entre a 4a e a 6a hora após a administração

de uma dose única e é mantida por no mínimo 24 horas.

A inibição residual da enzima conversora de angiotensina é elevada após 24

horas: aproximadamente 80%.

Nos pacientes que respondem ao tratamento, a normalização da pressão arterial é alcançada após 1 mês de tratamento e é mantida sem desenvolvimento de tolerância.

A interrupção do tratamento não causa hipertensão de rebote.

O perindopril possui propriedades vasodilatadoras, restaura a elasticidade das

artérias de grande calibre, corrige as alterações histomorfométricas do sistema

arterial e reduz a hipertrofia do ventrículo esquerdo.

Quando necessária, a combinação de um inibidor da ECA com um diurético tiazídico

resulta em uma sinergia de tipo aditiva. Esta associação também pode diminuir o

risco de hipocaliemia relacionada à administração do diurético isoladamente.

? Ligadas à indapamida

A indapamida, em monoterapia, possui um efeito antihipertensivo que se prolonga por 24 horas em doses onde suas propriedades diuréticas são mínimas. Sua atividade antihipertensiva é demonstrada por uma melhoria do tônus arterial e uma diminuição das resistências periféricas totais e arteriolares. A indapamida reduz a hipertrofia do ventrículo esquerdo.

Existe um platô para o efeito antihipertensivo dos diuréticos tiazídicos em uma determinada dose. A partir deste platô, quando a dose do diurético tiazídico é aumentada, o efeito antihipertensivo permanece estável, enquanto que os efeitos adversos continuam a aumentar. Se o tratamento não for eficaz, a dose não deve ser aumentada.

Por outro lado, foi demonstrado a curto, médio e longo prazo no paciente hipertenso, que a indapamida:

– não altera o metabolismo lipídico: triglicerídeos, LDL-colesterol e HDL-colesterol;

– não altera o metabolismo glicídico, mesmo no paciente diabético hipertenso.

Propriedades farmacocinéticas:

? Ligadas ao COVERSYL PLUS

A administração conjunta de perindopril e indapamida não modifica seus parâmetros farmacocinéticos em relação às suas tomadas isoladas.

? Ligadas ao perindopril

O perindopril é rapidamente absorvido por via oral. A quantidade absorvida representa 65 a 70% da dose administrada.

Ele é hidrolisado em perindoprilato, que é um inibidor específico da enzima de conversão da angiotensina. A quantidade de perindoprilato formada é modificada pela ingestão de alimentos. O pico da concentração plasmática do perindoprilato é atingido em 3 a 4 horas. A ligação às proteínas plasmáticas é inferior a 30%, mas é dependente da concentração.

Após a administração repetida de perindopril em tomada única diária, o estado de equilíbrio é atingido após 4 dias em média. A meia-vida efetiva de eliminação do perindoprilato é de aproximadamente 24 horas.

As concentrações plasmáticas do perindoprilato são significativamente mais elevadas nos pacientes que apresentam um clearance da creatinina inferior a 60 mL/min, sejam eles pacientes com insuficiência renal ou idosos.

A eliminação é igualmente retardada nos portadores de insuficiência cardíaca. O clearance de diálise do perindopril é de 70 mL/min. No paciente cirrótico, a cinética do perindopril é modificada: o clearance hepático do Perindopril é reduzido à metade. No entanto, a quantidade de perindoprilato formado não é reduzida e por essa razão não há necessidade de se fazer um ajuste na posologia.

Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina podem atravessar a placenta.

? Ligadas à indapamida

A indapamida é rápida e totalmente absorvida no trato digestivo.

O pico plasmático máximo é atingido no homem em torno da 1a hora após a

tomada oral do produto. A ligação às proteínas plasmáticas é de 79%.

A meia-vida de eliminação está compreendida entre 14 e 24 horas (em média 18

horas). As administrações repetidas não provocam acúmulo. A eliminação é

essencialmente urinária (70% da dose) e fecal (22% da dose) sob a forma de

metabólitos inativos.

Os parâmetros farmacocinéticos não se modificam no paciente com insuficiência renal.

Dados de segurança pré-clínicos

COVERSYL PLUS possui uma toxicidade ligeiramente mais elevada que seus componentes isolados. No rato, não foi demonstrada uma potencialização das manifestações renais. Entretanto, a associação demonstrou uma toxicidade digestiva em cães e efeitos maternotóxicos aumentados no rato (em relação ao perindopril). Contudo, esses efeitos adversos ocorrem ao nível de doses muito superiores àquelas que são utilizadas na terapêutica.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

A eficácia de COVERSYL PLUS no tratamento da hipertensão arterial essencial foi demonstrada em diversos estudos clínicos realizados durante o desenvolvimento do produto.

3. INDICAÇÕES

COVERSYL PLUS é indicado no tratamento da hipertensão arterial essencial.

4. CONTRA – INDICAÇÕES

? Ligadas ao perindopril

COVERSYL PLUS nunca deve ser administrado nos seguintes casos:

– hipersensibilidade ao perindopril, ou a outros inibidores da ECA

– antecedente de angioedema (edema de Quincke) relatada com o uso de um inibidor da ECA;

– angioedema hereditário ou idiopático;

– durante a gravidez e a amamentação.

COVERSYL PLUS geralmente não é recomendado nos seguintes casos:

– associações com diuréticos poupadores de potássio, sais de potássio e o lítio

– estenose bilateral da artéria renal ou com um único rim funcional;

– hipercaliemia;

? Ligadas à indapamida

COVERSYL PLUS nunca deve ser administrado nos seguintes casos:

– hipersensibilidade às sulfonamidas;

– insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 ml/min).

– encefalopatia hepática;

– insuficiência hepática grave;

– hipocaliemia.

Como regra geral, não é recomendado o uso de COVERSYL PLUS em associação com medicamentos não antiarrítmicos causadores de "torsades de pointes".

? Ligadas ao COVERSYL PLUS

– hipersensibilidade a um dos excipientes.

Devido à falta de dados disponíveis, COVERSYL PLUS não deve ser utilizado em:

– pacientes dialisados;

– pacientes com insuficiência cardíaca descompensada não tratada. Devido à presença de lactose, este medicamento é contra-indicado nos casos de galactosemia congênita, síndrome de má-absorção da glicose e galactose

ou deficiência de lactase.

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Conservar em temperatura ambiente (entre 15° e 30° C). Proteger da luz e umidade.

Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

6. POSOLOGIA

Um comprimido de COVERSYL PLUS ao dia em uma tomada única, de preferência

antes do café da manhã.

Pacientes portadores de insuficiência renal:

Em caso de insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 mL/min), o tratamento é contra-indicado. Nos pacientes com clearance da creatinina igual

ou superior a 30 mL/min e inferior à 60 mL/min, é recomendável iniciar o

tratamento com a posologia apropriada da associação livre.

Não é necessário modificar a posologia de COVERSYL PLUS sempre que

o clearance da creatinina for superior à 60 mL/min. A boa prática clínica

recomenda um controle periódico da creatinina e do potássio nestes

pacientes.

Crianças:

A eficácia e a tolerabilidade do perindopril, isolado ou em associação,

não foram estabelecidas em crianças, logo COVERSYL PLUS não deve

ser utilizado nesta faixa etária.

7. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES DE USO

Advertências

? Ligadas ao perindopril

RISCO DE NEUTROPENIA / AGRANULOCITOSE EM PACIENTES IMUNODEPRIMIDOS

O risco de neutropenia parece estar relacionado à dose e ao tipo do paciente e depende do estado clínico do paciente. Esse risco raramente é encontrado em pacientes que não apresentam complicações, mas pode ocorrer em pacientes portadores de insuficiência renal associada a colagenoses como lúpus eritematoso disseminado, esclerodermia e em pacientes com terapia imunossupressora.

O risco desaparece quando se interrompe o tratamento com o inibidor da ECA. A estrita observância às posologias preconizadas constitui a melhor conduta na prevenção do surgimento dos eventos acima relatados. Em todo caso, se um inibidor da ECA for necessário nesses pacientes, a relação benefício/risco deverá ser cuidadosamente avaliada. ANGIOEDEMA (EDEMA DE QUINCKE)

Raros casos de angioedema da face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram relatados em pacientes tratados com inibidor da ECA, incluindo perindopril. Nesses casos, o tratamento com perindopril deve ser interrompido imediatamente e o paciente deve ser monitorado até o desaparecimento do edema. Edemas envolvendo somente a face e lábios geralmente não necessitam de tratamento, embora os antihistamínicos sejam utilizados para aliviar os sintomas.

Angioedema associado à um edema da laringe pode ser fatal. Nos casos de edema da língua, glote e/ou laringe que podem ocasionar obstrução das vias aéreas, deve-se administrar rapidamente uma solução 1/1000 de adrenalina (0,3 mL a 0,5 mL por via subcutânea) e proceder com um tratamento adequado.

Inibidores da ECA nunca devem ser prescritos subseqüentemente para esses pacientes .

Em pacientes com história prévia de edema de Quincke não relacionado à terapia com inibidor da ECA, o risco de ocorrência de edema de Quincke induzido por inibidor da ECA é aumentado.

REAÇÕES ANAFILACTÓIDES DURANTE DESSENSIBILIZAÇÃO

Raros casos de reações anafilactóides prolongadas com risco de vida foram relatados em pacientes tratados com um inibidor da ECA quando sofreram dessensibilização com veneno de himenópteros (abelhas, vespas). O tratamento com inibidores da ECA deve ser iniciado com precaução em pacientes alérgicos que sofreram dessensibilização e deve ser evitado em pacientes que estejam fazendo imunoterapia com veneno. Essas reações são evitadas quando se interrompe temporariamente, por no mínimo 24 horas, o tratamento com inibidor da ECA em pacientes que necessitam tanto deste tratamento quanto da dessensibilização. REAÇÕESANAFILACTÓIDES EM PACIENTES SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE Casos de reações anafilactóides prolongadas com risco de vida foram relatados em pacientes que receberam um inibidor da ECA e fizeram diálise com membranas de alta permeabilidade ou aférese de lipoproteínas de baixa densidade por adsorção em sulfato de dextrano. O tratamento com inibidores da ECA deve ser evitado nestes pacientes. O surgimento dessas reações é evitado interrompendo temporariamente, por no mínimo 24 horas, o tratamento com o inibidor da ECA em pacientes que necessitam tanto desse tratamento quanto de uma aférese LDL.

? Ligadas à indapamida

Em caso de insuficiência hepática, os diuréticos tiazídicos podem causar uma encefalopatia hepática. Neste caso, a administração do diurético deve ser suspensa imediatamente. Precauções de uso

? Ligadas ao COVERSYL PLUS

Insuficiência renal:

Em caso de insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 ml/ min), o tratamento está contra-indicado.

Em certos pacientes hipertensos sem lesão renal aparente pré-existente, que venham a apresentar parâmetros laboratoriais sugestivos de insuficiência renal funcional, o tratamento deverá ser interrompido e eventualmente retomado, seja com a posologia reduzida ou pela tomada de apenas um dos componentes.

Nestes pacientes, a boa prática clínica recomenda um controle periódico do potássio e da creatinina, após 2 semanas de tratamento e, em seguida, a cada 2 meses no período de estabilidade terapêutica. Foram relatados casos de insuficiência renal principalmente em pacientes com insuficiência cardíaca grave ou insuficiência renal com estenose da artéria renal. Hipotensão e desequilíbrio hidroeletrolítico: Existe o risco de ocorrência de hipotensão súbita em pacientes com depleção sódica pré-existente (principalmente em pacientes com estenose da artéria renal).

Os sinais clínicos de desequilíbrio hidroeletrolítico, que podem surgir por ocasião de um episódio intercorrente de diarréia ou vômitos, deverão ser sistematicamente investigados. Uma vigilância regular dos eletrólitos plasmáticos deverá ser efetuada nestes pacientes. Uma hipotensão importante pode necessitar perfusão intravenosa de soro salino isotônico. Uma hipotensão transitória não é contra-indicação para a continuação do tratamento. Após o restabelecimento de uma volemia e de uma pressão arterial satisfatórias, é possível retomar o tratamento seja com posologia reduzida, seja com apenas um dos componentes. Caliemia:

A associação de perindopril e indapamida não exclui o aparecimento de uma hipocaliemia, especialmente nos pacientes diabéticos ou nos pacientes com insuficiência renal.

Como para todo antihipertensivo contendo um diurético, um controle regular do potássio plasmático deverá ser efetuado. ? Ligadas ao perindopril

TOSSE

Uma tosse seca foi relatada em pacientes que fizeram uso de inibidores da ECA. A tosse é caracterizada por ser persistente e pelo fato de desaparecer quando o tratamento é interrompido. A ocorrência desse sintoma deve ser considerada de etiologia iatrogênica. Se presente, a possibilidade desse sintoma ser fármaco-induzido deve ser considerada. Se o uso de um inibidor da ECA demonstrar ser indispensável, o tratamento pode ser continuado.

CRIANÇAS

A eficácia e a tolerabilidade do perindopril, isolado ou em associação, não foram estabelecidas em crianças, logo COVERSYL PLUS não deve ser utilizado nesta faixa etária.

RISCO DE HIPOTENSÃO ARTERIAL E/OU INSUFICIÊNCIA RENAL (NOS

CASOS DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, DEPLEÇÃO HIDROSSÓDICA, ETC… )

Uma estimulação importante do sistema renina-angiotensina-aldosterona é observada, principalmente em pacientes com uma depleção hidrossódica importante (dieta hipossódica severa ou tratamento prolongado com diurético), com pressão sanguínea inicialmente baixa, em casos de estenose das artérias renais, de insuficiência cardíaca congestiva ou de cirrose com edema e ascites. O bloqueio deste sistema por um inibidor da ECA pode provocar, principalmente na primeira tomada e durante as duas primeiras semanas do tratamento, uma queda brusca da pressão sanguínea e/ou, embora raramente e dentro de um intervalo mais variável, um aumento da creatinina plasmática. Este aumento pode ocasionar insuficiência renal funcional, que, em alguns casos, pode ser aguda. Em todos esses casos, o tratamento deve ser iniciado com doses baixas e deve-se aumentar a dosagem progressivamente.

IDOSOS

A função renal e os níveis sanguíneos de potássio devem ser determinados antes de se iniciar o tratamento. A dose inicial deve ser subseqüentemente ajustada dependendo da resposta da pressão arterial, especialmente em casos de depleção hidrossódica, para se evitar uma queda brusca da pressão arterial.

PACIENTES COM ATEROSCLEROSE DIAGNOSTICADA

Devido ao risco existente de hipotensão em todos os pacientes, deve-se tomar um cuidado especial ao prescrever COVERSYL PLUS para pacientes com doença cardíaca isquêmica ou insuficiência cerebrovascular, iniciando o tratamento com uma dosagem baixa.

HIPERTENSÃO RENOVASCULAR

O tratamento da hipertensão arterial renovascular é a revascularização.

Entretanto, inibidores da ECA podem ser úteis em pacientes que apresentam hipertensão renovascular à espera de correção cirúrgica ou quando a cirurgia não é possível. O tratamento deve ser iniciado então em um hospital com uma dose baixa de COVERSYL PLUS e deve ser acompanhado por monitoramento da função renal e dos níveis sanguíneos de potássio, visto que foram relatados casos de insuficiência renal funcional, reversível quando o tratamento é interrompido.

OUTROS GRUPOS DE RISCO

Em pacientes com insuficiência cardíaca grave (estágio IV) ou diabetes insulino-dependente (tendência espontânea para o desenvolvimento de hipercaliemia), o tratamento deve ser iniciado sob estreita supervisão médica e com uma dosagem inicial baixa.

Não se deve interromper o tratamento com betabloqueadores em pacientes com doença arterial coronária. O inibidor da ECA deve ser adicionado a esse tratamento.

ANEMIA

Foram observados casos de anemia com redução dos níveis de hemoglobina em pacientes que receberam transplante de rins ou em pacientes sob hemodiálise. Esse efeito não parece ser dose-dependente e sim, relacionado ao mecanismo de ação dos inibidores da ECA.

Essa redução é moderada, ocorrendo dentro de 1 a 6 meses e depois os níveis de hemoglobina permanecem estáveis. Esse efeito é reversível com a interrupção do tratamento, e os parâmetros hematológicos dos pacientes devem ser monitorados regularmente.

INTERVENÇÃO CIRÚRGICA

Em caso de anestesia e principalmente quando esta for realizada com agentes hipotensores em potencial, os inibidores da ECA podem causar hipotensão. Quando possível, o tratamento com inibidores da ECA de longa ação, como o perindopril, deve ser interrompido até no mínimo 2 dias antes da intervenção cirúrgica.

ESTENOSE DA AORTA/CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA

Os inibidores da ECA devem ser usados com cautela em pacientes que apresentem

obstrução ao nível do ventrículo esquerdo.

? Ligadas à indapamida

Equilíbrio hidroeletrolítico:

– Natremia:

Ela deve estar controlada antes de se iniciar o tratamento e, depois em intervalos regulares durante o tratamento. Todo tratamento diurético pode provocar uma hiponatremia, com conseqüências por vezes graves. A redução na natremia pode ser inicialmente assintomática e, por isto, um controle regular é indispensável, devendo ser ainda mais freqüente nos grupos de risco representados pelos pacientes idosos e pelos cirróticos.

– Caliemia:

A depleção de potássio com hipocaliemia constitui o maior risco dos diuréticos tiazídicos. O risco de ocorrência de uma hipocaliemia (<3,4 mmol/L) deve ser previsto em certos grupos de risco representados pelos idosos e/ou desnutridos e/ou polimedicados, cirróticos com edema e ascite, pacientes coronarianos e os portadores de insuficiência cardíaca.

Nestes casos a hipocaliemia agrava a toxicidade cardíaca dos glicosídeos

cardíacos e o risco de alterações do ritmo cardíaco.

Os pacientes que apresentam um intervalo QT longo são igualmente de risco,

seja a origem congênita ou iatrogênica. A hipocaliemia, assim como a bradicardia,

age então como um fator favorecedor do surgimento de alterações graves do

ritmo cardíaco, em particular de "torsades de pointes", potencialmente fatais.

Em todos os casos, controles mais freqüentes da caliemia são necessários. A

medição do potássio plasmático deve ser feita ao longo da primeira semana que

se segue ao início do tratamento.

A constatação de uma hipocaliemia necessita de correção.

– Calcemia:

Os diuréticos tiazídicos podem diminuir a excreção urinária de cálcio e levar a um aumento ligeiro e transitório da calcemia. Uma hipercalcemia franca pode estar relacionada a uma hiperparatireoidite não diagnosticada. Nestes casos, deve-se interromper o tratamento antes de se investigar a função paratireoidiana.

– Glicemia:

É importante, no diabético, monitorar a glicemia, principalmente na presença de hipocaliemia.

– Ácido úrico:

Nos pacientes hiperuricêmicos, a tendência à crise de gota pode ser aumentada.

– Função renal e diuréticos:

Os diuréticos tiazídicos somente são plenamente eficazes quando a função renal está normal ou pouco alterada (creatininemia < 2,5 mg/L, isto é, 220 umol/L para um adulto).

No idoso, o valor da creatinina sanguínea deve ser ajustado pela idade, peso e sexo do paciente, usando a fórmula Cockroft*:

? Clcr = (140 – idade) x peso / 0,814 x creatinina sanguínea cocrm: idade expressa em anos

peso em Kg

creatinina sanguínea em ^mol/l. Esta fórmula é válida para homens idosos e deve ser corrigida para as mulheres multiplicando o resultado por 0,85.

A hipovolemia, secundária à perda de água e sódio induzida pelo diurético no início do tratamento, leva a uma redução da filtração glomerular. Disto pode resultar um aumento da uréia sanguínea e da creatininemia. Esta insuficiência renal funcional transitória não tem conseqüência para o paciente com função renal normal, mas pode agravar uma insuficiência renal pré-existente.

– Desportistas:

Deve-se atentar para o fato de que COVERSYL PLUS contém um princípio ativo que pode induzir uma reação positiva nos testes realizados durante o controle antidoping.

– Lactose:

COVERSYL PLUS contém lactose e, conseqüentemente, é contra-indicado nos casos de galactosemia congênita, síndrome de má-absorção da glicose e galactose ou deficiência em lactase (doenças metabólicas raras). Gravidez e lactação

A presença de um inibidor da ECA determina a contra-indicação do uso de COVERSYL PLUS durante a gravidez e lactação.

? Ligado ao perindopril

GRAVIDEZ

Nenhum estudo apropriado e bem controlado foi realizado em humanos. Os inibidores da ECA atravessam a barreira placentária e podem causar uma morbi-mortalidade fetal e neonatal quando administrados em mulheres grávidas. Casos de hipotensão neonatal, insuficiência renal, malformações da face e crânio e/ou morte foram relatados quando o feto é exposto ao medicamento durante o 2° e 3° trimestre da gravidez. Também foi observada uma redução na função renal do feto com oligohidramnia materna.

Contrações dos membros, malformações crânio-faciais, hipoplasia pulmonar e retardo do crescimento intra-uterino com oligohidramnia também foram relatados. Crianças que foram expostas aos inibidores da ECA no útero devem ser cuidadosamente monitoradas quanto a hipotensão, oligúria e hipercaliemia. A oligúria pode ser tratada com controle da pressão arterial e do fluxo sanguíneo renal.

Retardo no crescimento intra-uterino, prematuridade, persistência do canal arterial

e morte fetal foram observados, apesar de não haver uma relação clara com o uso

de inibidores da ECA ou com alguma doença concomitante da mãe.

Não existem dados conclusivos para afirmar se uma exposição limitada ao 1°

trimestre de gravidez traz conseqüências para o feto.

Se uma paciente engravidar durante o tratamento com um inibidor da ECA, ela

deverá ser informada sobre os riscos potenciais para o feto.

LACTAÇÃO

Os inibidores da ECA podem ser excretados no leite materno e os efeitos nos bebês que estão sendo amamentados são desconhecidos. A amamentação é contra-indicada em mulheres que estão em tratamento com inibidores da ECA.

? Ligado à indapamida

GRAVIDEZ

Como regra geral, a administração de diuréticos deve ser evitada durante a gravidez e, nunca devem ser utilizados para o tratamento dos edemas fisiológicos da gravidez. Os diuréticos podem causar uma isquemia fetoplacentária, com risco de hipotrofia fetal.

Os diuréticos, entretanto, são essenciais no tratamento dos edemas de origem

cardíaca, hepática e renal que ocorrem durante a gravidez.

LACTAÇÃO

Apesar da indapamida ser excretada em pequena quantidade no leite materno, ela não deve ser administrada durante o período de amamentação devido:

– à redução ou até mesmo supressão da secreção de leite;

– aos efeitos indesejáveis, principalmente biológicos (caliemia);

– ao fato de pertencer à família das sulfonamidas, com riscos de alergia e icterícia nuclear.

Efeitos na capacidade de condução de veículos e uso de máquinas

Ligados ao perindopril, indapamida e COVERSYL PLUS Nenhuma das duas substâncias ativas nem COVERSYL PLUS afetam a vigilância, mas podem ocorrer reações individuais em determinados pacientes relacionadas à diminuição da pressão arterial, especialmente no início do tratamento ou no caso de associação com outro medicamento antihipertensivo.

Conseqüentemente, a capacidade de condução de veículos e utilização de máquinas pode estar diminuída.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

IDOSOS

A função renal e os níveis sanguíneos de potássio devem ser determinados antes de se iniciar o tratamento. A dose inicial deve ser subseqüentemente ajustada dependendo da resposta da pressão arterial, especialmente em casos de depleção hidrossódica, para se evitar uma queda brusca da pressão arterial. CRIANÇAS

A eficácia e a tolerabilidade do perindopril, isolado ou em associação, não foram estabelecidas em crianças, logo COVERSYL PLUS não deve ser utilizado nesta faixa etária. OUTROS GRUPOS DE RISCO

Em pacientes com insuficiência cardíaca grave (estágio IV) ou diabetes insulino-dependente (tendência espontânea para o desenvolvimento de hipercaliemia), o tratamento deve ser iniciado sob estreita supervisão médica e com uma dosagem inicial baixa.

Não se deve interromper o tratamento com betabloqueadores em pacientes com doença arterial coronária. O inibidor da ECA deve ser adicionado a esse tratamento.

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO

• Ligadas ao COVERSYL PLUS

1. Associações não recomendadas

– Lítio

Aumento da litimia podendo levar a sinais de superdosagem, como por ocasião de uma dieta hipossódica (redução na excreção renal de lítio). Se o uso de um inibidor da ECA associado a um diurético for indispensável, deve-se proceder a um acompanhamento rigoroso da litimia, bem como a uma adaptação posológica.

2. Associações que exigem precauções de uso

– Antidiabéticos (insulinas, sulfamidas hipoglicemiantes), descritos para o captopril e enalapril.

O uso de inibidores da ECA pode levar ao aumento do efeito hipoglicemiante no diabético tratado com insulina ou sulfamidas hipoglicemiantes. A ocorrência de episódios de hipoglicemia parece excepcional (a melhora da tolerância à glicose resulta em uma redução da necessidade de insulina).

– Baclofeno

Potencialização do efeito antihipertensivo.

Deve-se proceder à vigilância da pressão arterial e da função renal e adaptação posológica do antihipertensivo, se necessário.

– AINEs (via sistêmica), salicilatos em altas doses

Insuficiência renal aguda no paciente desidratado (redução na filtração glomerular).

Deve-se hidratar bem o paciente e monitorar sua função renal no início do tratamento.

3. Associações que devem ser avaliadas cuidadosamente

– Antidepressivos imipramínicos (tricíclicos), neurolépticos

Aumento do efeito antihipertensivo e do risco de hipotensão ortostática (efeito aditivo).

– Corticóides, tetracosactídeo

Diminuição do efeito antihipertensivo (retenção hidrossódica dos corticóides).

• Ligadas ao perindopril Associações não recomendadas

– Diuréticos hipercaliemiantes (espironolactona, triantereno, isolados ou associados), sais de potássio

Hipercaliemia (potencialmente fatal), principalmente em casos de insuficiência renal (adição dos efeitos hipercaliemiantes). Não associar medicamentos hipercaliemiantes à um inibidor da ECA, exceto em casos de hipocaliemia.

– Anestésicos

Os inibidores da ECA podem levar a um aumento do efeito hipotensor de certos fármacos anestésicos.

– Alopurinol, agentes imunossupressores ou citostáticos, corticóides (via sistêmica) ou procainamida

A administração concomitante com inibidores da ECA pode aumentar o risco de leucopenia.

– Antihipertensivos

Aumento do efeito hipotensor dos inibidores da ECA.

• Ligadas à indapamida

1. Associações não recomendadas

– Medicamentos não antiarrítmicos que prolongam o intervalo QT ou que causam "torsades de pointe" (astemizol, bepridil, eritromicina IV, halofantrina, pentamidina, sultoprida, terfenadina, vincamina)

"Torsades de pointe" (a hipocaliemia é um fator de risco, da mesma forma que a bradicardia e um intervalo QT longo pré-existente). Utilizar substâncias que não apresentem o inconveniente de provocar "torsades de pointe" em caso de hipocaliemia.

2. Associações que exigem precauções de uso

– AINEs (via sistêmica), salicilatos em altas doses Possível redução do efeito antihipertensivo da indapamida.

Insuficiência renal aguda nos pacientes desidratados (diminuição da filtração glomerular).

Hidratar o paciente e vigiar a função renal no início do tratamento.

– Medicamentos hipocaliemiantes: anfotericina B (via IV), glico e mineralocorticóides (via sistêmica), tetracosactideos, laxativos estimulantes. Risco aumentado de hipocaliemia (efeito aditivo).

Deve-se monitorar a caliemia e, se necessário, proceder à sua correção; deve-se ter uma atenção especial em casos de tratamento com digitálicos. Utilizar laxativos não estimulantes.

– Digitálicos

Hipocaliemia que favorece os efeitos tóxicos dos digitálicos

Monitorar a caliemia, o ECG e, se necessário, reconsiderar o tratamento.

3. Associações que devem ser avaliadas cuidadosamente

– Diuréticos hipercaliemiantes (amilorida, espironolactona, triantereno)

A associação racional, útil para determinados pacientes, não exclui a possibilidade do surgimento de uma hipocaliemia ou, particularmente no paciente com insuficiência renal e no diabético, de uma hipercaliemia. Monitorar a caliemia, eventualmente o ECG e, se necessário, reconsiderar o tratamento.

– Medicamentos antiarrítmicos causadores de "torsades de pointes": antiarrítmicos da classe IA (quinidina, hidroquinidina, disopiramida), amiodarona, bretílio, sotalol

"Torsades de pointes" (a hipocaliemia é um fator de risco, assim como a bradicardia e um intervalo QT longo pré-existente). Prevenção da hipocaliemia e, se necessário, proceder à sua correção; monitorar o intervalo QT. Em caso de "torsades de pointes", não administrar antiarrítmicos (tratamento eletrosistólico).

– Metformina

Risco aumentado de ocorrência de acidose láctica devido à metformina, desencadeada por uma eventual insuficiência renal funcional ligada aos diuréticos e, mais especificamente, aos diuréticos de alça. Não utilizar a metformina quando os níveis sanguíneos de creatinina ultrapassarem 15 mg/L (135 umol/L) no homem e 12 mg/L (110 umol/L) na mulher.

– Produtos de contraste iodados

Em caso de desidratação provocada pelos diuréticos, há um risco aumentado de insuficiência renal aguda, particularmente quando da utilização de doses elevadas de produtos de contraste iodados.

Deve-se proceder a uma reidratação antes da administração do produto iodado.

– Antidepressivos imipramínicos (tricíclicos), neurolépticos

Efeito antihipertensivo e risco de hipotensão ortostática aumentados (efeito aditivo).

– Sais de cálcio

Risco de hipercalcemia por diminuição da eliminação urinária do cálcio.

– Ciclosporina

Risco de aumento da creatininemia, sem modificação das taxas circulantes de ciclosporina, mesmo na ausência de depleção hidrossódica.

• Corticóides, tetracosactideo (via sistêmica)

Diminuição do efeito antihipertensivo (retenção hidrossódica dos corticóides).

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

• Ligadas ao COVERSYL PLUS

A administração de perindopril inibe o sistema renina-angiotensina-aldosterona e tende a reduzir a perda potássica induzida pela indapamida. Quatro por cento dos pacientes tratados com COVERSYL PLUS apresentaram uma hipocaliemia (taxa de potássio inferior a 3,4 mmol/L).

Trato gastrointestinal:

• Freqüentes (>1/100,<1/10): constipação, secura da boca, dores epigástricas, anorexia, dores abdominais, disgueusias.

• Muito raros (<1/10.000): pancreatite.

• Em caso de insuficiência hepática, possibilidade de surgimento de encefalopatia hepática.

Sistema respiratório:

• Freqüentes (>1/100,<1/10): uma tosse seca foi relatada com a utilização dos inibidores da ECA. A tosse é caracterizada por ser persistente e pelo fato de desaparecer quando o tratamento é interrompido. A ocorrência desse sintoma deve ser considerada de etiologia iatrogênica.

Sistema cardiovascular:

• Pouco freqüentes (>1/1000,<1/100): hipotensão ortostática ou não.

Afecções cutâneas:

• Pouco freqüentes (>1/1000,<1/100):

– Reações de hipersensibilidade, essencialmente dermatológicas, nos pacientes predispostos às manifestações alérgicas e asmáticas,

– Erupções maculopapulosas, púrpura, possibilidade de agravamento de um lúpus eritematoso agudo disseminado pré-existente,

– Erupção cutânea.

• Muito raros (<1/10.000): angioedema de Quincke.

Sistema nervoso:

• Pouco freqüentes (>1/1000,<1/100): cefaléias, astenia, sensações de vertigens, alterações do humor e/ou do sono.

Sistema muscular:

• Pouco freqüentes (>1/1000,<1/100): cãibras, parestesias.

Sistema sanguíneo:

• Muito raros (<1/10.000):

– Trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose, aplasia medular, anemia hemolítica.

– Uma anemia foi relatada com o uso dos inibidores da ECA, particularmente nos pacientes transplantados renais e em uso de hemodiálise.

Parâmetros biológicos:

– Depleção potássica com redução importante da caliemia em certas populações de risco.

– Hiponatremia com hipovolemia causando uma desidratação e hipotensão ortostática.

– Elevação da uricemia e da glicemia no decorrer do tratamento.

– Aumento moderado da uréia e da creatinina plasmática, reversível com a interrupção do tratamento. Este aumento é mais freqüentemente encontrado em caso de estenose das artérias renais, de hipertensão tratada por diuréticos e insuficiência renal.

– Hipercaliemia, normalmente transitória.

– Raramente (>1/10000,<1/1000): aumento da calcemia.

11. SUPERDOSAGEM

O sintoma mais provável, em caso de superdosagem, é uma hipotensão acompanhada de manifestações clínicas tais como: náuseas, vômitos, cãibras, vertigem, sonolência, estado de confusão mental, oligúria podendo chegar a anúria (por hipovolemia). Distúrbios hidroeletrolíticos (hiponatremia, hipocaliemia) também podem ocorrer.

As primeiras medidas consistem em eliminar rapidamente os produtos ingeridos através de lavagem gástrica e/ou administração de carvão ativo, seguida da restauração do equilíbrio hidroeletrolítico em um centro especializado até a completa normalização.

Caso surja uma hipotensão importante, ela pode ser tratada com a colocação do paciente em decúbito, cabeça baixa e fazendo, se necessário, uma perfusão IV de solução isotônica de cloreto de sódio ou qualquer outro meio de expansão volêmica.

O perindoprilato, forma ativa do perindopril, é dialisável.

12. ARMAZENAGEM

Conservar em temperatura ambiente (entre 15° e 30° C). Proteger da luz e umidade. Prazo de validade: 3 anos após a data de fabricação, impressa na embalagem.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

N° lote, data de fabricação, prazo de validade : vide cartucho.

MS 1.1278.0056

Farmacêutico Responsável: Patrícia Kasesky de Avellar – CRF-RJ n.° 6350.

Fabricado por: Les Laboratoires Servier Industrie – 45.520 – Gidy – França. Importado e embalado por: Laboratórios Servier do Brasil Ltda.

Estrada dos Bandeirantes, n.°4.211 – Jacarepaguá – 22775-113 Rio de Janeiro – RJ – Indústria Brasileira. C.N.P.J. 42.374.207 / 0001 – 76

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