Princípio ativo: alprazolam

B1 – Psicotrópicos – Receituário de controle especial

Constante

Laboratório

União Química

Referência

Constante alprazolam Comprimido

Apresentação de Constante

Comprimido 0,25 mg: caixa com 20 e 30 comprimidos. Comprimido 0,50 mg: caixa com 20 e 30 comprimidos. Comprimido 1 mg: caixa com 20 e 30 comprimidos. USO ADULTO COMPOSIÇÃO: Comprimido Cada comprimido de 0,25mg contém: alprazolam …………………….. 0,25 mg Excipientes: dióxido de silício coloidal, docusato de sódio, benzoato de sódio, lactose monohidratada, azul de indigotina, amido, lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio. Cada comprimido de 0,50 mg contém: alprazolam…………………………… 0,50 mg Excipientes: dióxido de silício coloidal, docusato de sódio, benzoato de sódio, lactose monohidratada, óxido de ferro amarelo, amido, lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio. Cada comprimido de 1 mg contém: alprazolam1 mg Excipientes: dióxido de silício coloidal, docusato de sódio, benzoato de sódio, amido, lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio. INFORMAÇÕES AO PACIENTE AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO: Constante (alprazolam) é indicado no tratamento de transtornos de ansiedade. Constante não deve ser administrado como substituição do tratamento apropriado de psicose. Os sintomas de ansiedade podem incluir de forma variável: ansiedade, tensão, medo, apreensão, intranqüilidade, dificuldades de concentração, irritabilidade, insônia e/ou hiperatividade neurovegetativa (hiperatividade da inervação dos vasos que irrigam o sistema nervoso autônomo), resultando em manifestações somáticas variadas (diversas manifestações do organismo). Constante também é indicado no tratamento dos transtornos de ansiedade associados com outras manifestações como a abstinência ao álcool. Constante também está indicado no tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia (temor irracional de deixar a família em casa), cuja principal característica é a crise de pânico não esperada, um ataque repentino de apreensão intensa, medo ou terror.

Constante – Indicações

Constante (alprazolam) é indicado no tratamento de transtornos de ansiedade. Constante não deve ser administrado como substituição do tratamento apropriado de psicose. Os sintomas de ansiedade podem variavelmente incluir: ansiedade, tensão, medo, apreensão, intranqüilidade, dificuldades de concentração, irritabilidade, insônia e/ou hiperatividade neurovegetativa, resultando em manifestações somáticas variadas. Constante também é indicado no tratamento dos transtornos de ansiedade associados a outras manifestações como a abstinência ao álcool. Constante também está indicado no tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, cuja principal característica é a crise de pânico não esperada, um ataque súbito de apreensão intensa, medo ou terror.

Contra-indicações de Constante

O produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula e a outros benzodiazepínicos. Constante também não deve ser usado caso você tenha miastenia gravis (fraqueza muscular) ou glaucoma de ângulo estreito agudo (aumento da pressão dentro dos olhos). Recomenda-se que a dose de Constante seja limitada à menor dose eficaz. Portanto, não aumente a dose prescrita sem consultar seu médico, mesmo que você ache que o medicamento não está mais fazendo efeito. Durante a interrupção do tratamento com Constante, a dose deve ser reduzida lentamente, conforme orientação do seu médico. A redução da dose deve ser feita sob supervisão rigorosa e deve ser gradual. Os sintomas relacionados à interrupção repentina do medicamento incluem desde leve disforia (inquietação ou mal-estar provocado por ansiedade) e insônia (dificuldade para dormir) até um conjunto de sintomas mais importantes, que inclui cãibras musculares, cólicas abdominais, vômitos, sudorese (suor excessivo), tremores e convulsões. Podem também ocorrer crises epilépticas. Se você tem problemas renais (nos rins) ou hepáticos (no fígado) seu médico deve acompanhar seu tratamento adequadamente tomando os devidos cuidados. Habituação (consumo contínuo) e dependência emocional/física podem ocorrer com benzodiazepínicos, inclusive com Constante. Assim como com todos benzodiazepínicos, o risco de dependência aumenta com doses maiores e utilização por tempo prolongado e é ainda maior se você tem história de alcoolismo ou abuso de drogas. Seu médico deverá avaliar periodicamente se o tratamento com Constante está sendo adequado para você. Transtornos do pânico têm sido associados a alguns tipos de transtornos depressivos e a relatos aumentados de suicídio no caso de pacientes que não são tratados. Dessa forma, deve-se ter o mesmo cuidado quando doses mais altas de Constante forem utilizadas no tratamento de transtornos do pânico, assim como se tem com o uso de psicotrópicos para tratar pessoas com depressão ou pessoas em que há razões para se desconfiar de planos ou pensamentos não divulgados de cometer suicídio. A administração de Constante a pacientes suicidas ou gravemente deprimidos deve ser realizada com as devidas precauções utilizando as doses apropriadas prescritas pelo médico. O uso de Constante não foi estabelecido em certos tipos de depressão. Constante não deve ser usado como substituto do tratamento adequado para psicose (doença mental). Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE

Advertências

Gerais: habituação e dependência emocional/física podem ocorrer com benzodiazepínicos, inclusive com Constante (alprazolam). Assim como com todos os benzodiazepínicos, o risco de dependência aumenta com doses maiores e utilização a longo prazo e é ainda maior em pacientes com história de alcoolismo ou abuso de drogas. Durante a descontinuação do tratamento com Constante, a dose deve ser reduzida lentamente, conforme prática médica adequada. É sugerido que a dose diária de Constante seja reduzida em não mais que 0,5 mg a cada 3 dias. Alguns pacientes podem necessitar de redução de dose ainda mais lenta. Sintomas de abstinência ocorreram após diminuição rápida ou descontinuação abrupta de benzodiazepínicos, inclusive de Constante. Esses sintomas podem variar de leve disforia e insônia a uma síndrome mais importante, que pode incluir cãibras musculares e cólicas abdominais, vômitos, sudorese, tremores e convulsões. Adicionalmente, crises epilépticas ocorreram com a diminuição rápida ou descontinuação abrupta do tratamento com alprazolam. Transtornos do pânico têm sido associados a transtornos depressivos maiores primários e secundários e a relatos aumentados de suicídio entre pacientes não tratados. Dessa forma, deve-se ter cautela quando doses mais altas de Constante forem utilizadas no tratamento de pacientes com transtornos do pânico, a exemplo do que ocorre no tratamento de pacientes deprimidos com fármacos psicotrópicos ou naqueles em que há razões para se presumir planos ou pensamentos suicidas ocultos. A administração a pacientes suicidas ou gravemente deprimidos deve ser realizada com as devidas precauções e com a prescrição de doses apropriadas. A utilização de alprazolam não foi estabelecida em certos tipos de depressão. Se Constante for combinado com outros agentes psicotrópicos ou anticonvulsivantes, deve-se considerar cuidadosamente a farmacologia dos agentes a serem empregados, particularmente, tratando-se de agentes que possam potencializar a ação dos benzodiazepínicos (vide Interações Medicamentosas). O médico deve reavaliar periodicamente a utilidade do medicamento para cada paciente. Constante não deve ser empregado como substituto do tratamento adequado para psicose (vide Indicações). Os pacientes devem ser advertidos para não ingerirem simultaneamente bebidas alcoólicas e outros fármacos depressores do sistema nervoso central durante o tratamento com Constante (vide Interações Medicamentosas). Recomenda-se cautela ao tratar pacientes com alteração de função renal ou hepática. Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Gravidez: Constante é um medicamento classificado na categoria D de gravidez, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Os dados relacionados à teratogenicidade e aos efeitos sobre o desenvolvimento e o comportamento pósnatais após tratamento com benzodiazepínicos são inconsistentes. Existem evidências de alguns estudos iniciais com outros membros da classe dos benzodiazepínicos em que a exposição in utero pode estar associada a malformações. Estudos posteriores com fármacos da classe dos benzodiazepínicos não forneceram nenhuma evidência clara de qualquer tipo de defeito. Há descrições de crianças expostas a benzodiazepínicos durante o fim do terceiro trimestre de gestação ou durante o parto que apresentaram tanto a síndrome da criança hipotônica (floppy infant syndrome) quanto sintomas neonatais de retirada do fármaco. Se Constante for utilizado durante a gravidez, ou se a paciente engravidar enquanto estiver utilizando Constante, ela deve ser informada do dano potencial ao feto. Amamentação: as concentrações de benzodiazepínicos, inclusive de alprazolam, são baixas no leite materno. No entanto, não se deve amamentar durante a utilização de Constante. Pediatria: a segurança e a eficácia de Constante em indivíduos com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas.

Uso na gravidez de Constante

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Interações medicamentosas de Constante

Os benzodiazepínicos, incluindo o alprazolam, produzem efeitos depressores aditivos do sistema nervoso central, quando co-administrados com álcool ou outros fármacos que produzem depressão do sistema nervoso central. Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando alprazolam é administrado com fármacos que interferem no seu metabolismo. Compostos que inibem determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P450 3A4) podem aumentar a concentração de alprazolam e acentuar sua atividade. Os dados obtidos a partir de estudos clínicos com alprazolam, estudos in vitro com alprazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados similarmente ao alprazolam mostram interações de variados graus e possibilidade de interação com alprazolam para uma quantidade de fármacos. Baseando-se no grau de interação e no tipo de dados disponíveis, recomenda-se o seguinte: – a co-administração de alprazolam com cetoconazol, itraconazol e outros antifúngicos azólicos não é recomendada; – recomenda-se cautela e consideração de redução de dose quando alprazolam é coadministrado com nefazodona, fluvoxamina e cimetidina; – também recomenda-se cautela quando alprazolam é co-administrado com fluoxetina, propoxifeno, anticoncepcionais orais, diltiazem, ou antibióticos macrolídeos como eritromicina e troleandomicina; – as interações envolvendo inibidores da protease do HIV (por exemplo, ritonavir) e alprazolam são complexas e dependentes do tempo. Baixas doses de ritonavir resultaram em grande alteração do clearance de alprazolam, prolongaram sua meia-vida de eliminação e aumentaram seus efeitos clínicos. No entanto, sob exposição prolongada ao ritonavir, o CYP3A compensou essa inibição. Essa interação torna necessário um ajuste de dose ou descontinuação do alprazolam.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Constante

Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o tratamento com Constante (alprazolam). As reações mais comuns que podem ocorrer são: sedação/sonolência e sensação de cabeça vazia (confusão mental). As reações menos comum incluem visão turva, dor de cabeça, depressão, insônia (dificuldade para dormir), nervosismo/ansiedade, tremor, alteração do peso, comprometimento da memória/amnésia, ataxia (dificuldade em coordenar os movimentos)/falta de coordenação motora, vários sintomas gastrintestinais (do sistema digestivo), dermatite (inflamação da pele) e manifestações autonômicas (manifestações do sistema nervoso autônomo). Além dessas reações, os seguintes efeitos desagradáveis foram relatados associados ao uso de Constante: distonia (contração muscular prolongada), irritabilidade, anorexia (falta de apetite), fadiga (cansaço), fala pastosa, icterícia (deposição de pigmentos biliares na pele dando uma cor amarela intensa), fraqueza músculoesquelética, alterações da libido, irregularidades menstruais, incontinência urinária (dificuldade de controlar a urina), retenção urinária, função hepática anormal (problemas no fígado) e hiperprolactinemia (aumento da concentração sangüínea do hormônio prolactina, que estimula a secreção de leite). Raramente, relatou-se aumento da pressão intra-ocular (aumento da pressão dentro do olho). Como ocorre com outros benzodiazepínicos, raramente foram relatados dificuldades de concentração, confusão, alucinações, estimulação e efeitos adversos comportamentais como irritabilidade, agitação, raiva e comportamento agressivo. Foram relatados casos de irritabilidade, agressividade e pensamentos invasivos durante a interrupção da administração de Constante em pacientes com distúrbio de estresse pós-traumático. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. INGESTÃO CONCOMITANTE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS: Não consuma bebidas alcoólicas durante o tratamento com Constante. Não use outros medicamentos depressores do sistema nervoso central durante o tratamento com Constante. Constante apresenta interações medicamentosas com uma variedade de outros medicamentos, por isso, informe ao seu médico se estiver tomando outros medicamentos durante o tratamento com Constante, tais como cetoconazol, itraconazol e outros agentes antifúngicos azólicos, nefazodona, fluvoxamina, cimetidina, fluoxetina, propoxifeno, anticoncepcionais orais, diltiazem, antibióticos macrolídeos (como eritromicina e troleandomicina) e inibidores da protease do HIV (um tipo de medicamento utilizado no tratamento da AIDS).

Constante – Posologia

Cada comprimido de 0,25 mg, 0,5 mg e 1,0 mg de Constante contém o equivalente a 0,25 mg, 0,5 mg e 1,0 mg de alprazolam, respectivamente. Uso em Adultos A dose ótima de Constante deve ser individualizada com base na gravidade dos sintomas e na resposta individual do paciente. A dose habitual (vide quadro) é suficiente para as necessidades da maioria dos pacientes. Nos pacientes que requeiram doses mais elevadas, essas deverão ser aumentadas com cautela, a fim de evitar reações adversas. Em geral, os pacientes que não tenham sido previamente tratados com medicamentos psicotrópicos necessitarão de doses menores que aqueles previamente tratados com tranqüilizantes menores, antidepressivos ou hipnóticos. Uso em Crianças A segurança e a eficácia de Constante em indivíduos com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas. Uso em Pacientes Idosos ou Debilitados Recomenda-se usar a menor dose eficaz para os pacientes idosos ou debilitados para evitar sedação excessiva ou ataxia (vide quadro). Duração do Tratamento Os dados disponíveis corroboram a utilização da medicação por até 6 meses para transtornos ansiosos e por até 8 meses no tratamento dos transtornos de pânico. Descontinuação do Tratamento Para descontinuar o tratamento com Constante, a dose deve ser reduzida lentamente, conforme prática médica adequada. É sugerido que a dose diária de Constante seja reduzida em não mais que 0,5 mg a cada 3 dias. Alguns pacientes podem necessitar de redução de dose ainda mais lenta. Dosagem Recomendada Indicação Transtornos de ansiedade Dose inicial* 0,25 mg a 0,5 mg, administradas três vezes ao dia Limites da dose habitual 0,5 a 4,0 mg ao dia, administrados em doses divididas Indicação Transtornos do pânico Dose inicial* 0,5 1,0 mg antes de dormir ou 0,5 mg, administradas três vezes ao dia Limites da dose habitual A dose deve ser ajustadaà resposta do paciente. Os ajustes de dose devem ser aumentados no máximo 1 mg a cada três a quatro dias. Com Constante, doses adicionais podem ser acrescentadas até que seja alcançada uma posologia de 3 ou 4 vezes diariamente. A dose média em um estudo multi-clínico foi 5,7 ± 2,27 mg com pacientes necessitando, ocasionalmente, de um máximo de 10 mg diariamente Indicação Pacientes geriátricos ou na presença de condições debilitantes Dose inicial* 0,25 mg administradas duas ou três vezes ao dia Limites da dose habitual 0,5 a 0,75 mg ao dia, administrados em doses divididas; poderão ser gradualmente aumentadas se necessário e tolerado *Se ocorrerem efeitos colaterais, a dose deve ser diminuída. Dose Omitida Caso o paciente esqueça de administrar Constante no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas. O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Superdosagem

As manifestações de superdose do alprazolam são extensões da sua ação farmacológica e incluem sonolência, fala arrastada, comprometimento da coordenação motora, coma e depressão respiratória. Seqüelas graves são raras exceto quando há ingestão concomitante de outros fármacos e/ou etanol. Tratamento geral da superdose Os relatos de superdose de Constante (alprazolam) são limitados. Como em todos os casos de superdose, a respiração, o pulso e a pressão arterial devem ser monitorados. Devem ser instituídas medidas gerais de suporte, juntamente com lavagem gástrica imediata. Devem ser administrados líquidos intravenosos e a permeabilidade das vias aéreas deve ser mantida. Se ocorrer hipotensão, esta pode ser tratada com vasopressores. O valor da diálise não foi determinado. Como em todos os casos de superdosagem intencional de qualquer fármaco, deve-se ter em mente que múltiplos agentes podem ter sido ingeridos. O flumazenil, um antagonista específico dos receptores de benzodiazepínicos, está indicado na reversão completa ou parcial dos efeitos sedativos dos benzodiazepínicos e pode ser usado em situações em que a superdosagem de benzodiazepínicos foi confirmada ou é presumida. Antes da administração do flumazenil, devem ser instituídas as medidas necessárias para assegurar a permeabilidade das vias aéreas, a ventilação e um acesso intravenoso. O flumazenil destina-se a ser usado como um adjuvante do tratamento apropriado da superdosagem de benzodiazepínicos e não como um substituto. Os pacientes tratados com flumazenil devem ser monitorados para diagnosticar nova sedação, depressão respiratória e outros efeitos residuais dos benzodiazepínicos durante um período apropriado após o tratamento. O médico deve estar ciente do risco de crise convulsiva em associação ao tratamento com flumazenil, particularmente nos pacientes que recebem, durante períodos prolongados, benzodiazepínicos e na superdosagem de antidepressivos cíclicos. Antes do uso de flumazenil, deve-se consultar a bula completa deste produto.

Características farmacológicas

CARACTERÍSTICAS: Propriedades Farmacodinâmicas: Constante contém alprazolam, de nome químico 8-cloro-1-metil-6-fenil-4H-striazolo-( 4,3-alfa) (1,4) benzodiazepina, triazolo análogo da classe de 1,4- benzodiazepínicos que atuam no sistema nervoso central. Esses fármacos, presumivelmente, exercem seus efeitos através da ligação com receptores estéreoespecíficos em vários locais no sistema nervoso central. O mecanismo de ação exato é desconhecido. Clinicamente, todos os benzodiazepínicos causam um efeito depressor, relacionado com a dose, que varia de um comprometimento leve do desempenho de tarefas à hipnose. Propriedades Farmacocinéticas: Após a administração oral, o alprazolam é rapidamente absorvido. Os picos de concentração plasmática ocorrem em uma a duas horas após a administração. As concentrações plasmáticas são proporcionais às doses administradas; dentro do intervalo posológico de 0,5 mg a 3,0 mg foram observados picos de 8,0 a 37 ng/ml. Com a utilização de uma metodologia de ensaio específico, foi observado que a meia-vida de eliminação plasmática média do alprazolam é de aproximadamente 11,2 horas (variando entre 6,3 26,9 h) em adultos saudáveis. Os metabólitos predominantes são alfahidroxi- alprazolam e uma benzofenona derivada do alprazolam. A atividade biológica do alfa-hidroxi-alprazolam é aproximadamente metade da atividade biológica do alprazolam. O metabólito benzofenona é essencialmente inativo. Os níveis plasmáticos desses metabólitos são extremamente baixos, o que impede a descrição precisa da farmacocinética. Entretanto, suas meias-vidas parecem ter a mesma ordem de magnitude que a do alprazolam. O alprazolam e seus metabólitos são excretados principalmente através da urina. A capacidade do alprazolam de induzir os sistemas de enzimas hepáticas em humanos ainda não foi determinada. Entretanto, essa não é uma propriedade dos benzodiazepínicos em geral. Além disso, o alprazolam não afetou os níveis plasmáticos de protrombina ou varfarina em voluntários do sexo masculino que receberam a varfarina sódica por via oral. In vitro, a ligação do alprazolam às proteínas séricas humanas é de 80%. Foram relatadas alterações na absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos benzodiazepínicos em uma variedade de doenças, incluindo alcoolismo, insuficiência hepática e insuficiência renal. Também foram demonstradas alterações em pacientes geriátricos. Em indivíduos idosos sadios, foi observado que a meia-vida média do alprazolam é de 16,3 horas (variando de 9,0 26,9 horas; n=16), comparado a 11,0 horas (variando de 6,6 15,8 horas; n=16) em indivíduos adultos sadios. Em pacientes com doença alcoólica do fígado, a meia-vida do alprazolam variou de 5,8 65,3 horas (média de 19,7 horas; n=17) quando comparado a 6,3 26,9 horas em indivíduos sadios (média: 11,4 horas; n=17). Em um grupo de indivíduos obesos a meia-vida do alprazolam variou entre 9,9 e 40,4 horas (média de 21,8 horas; n=12) quando comparado a indivíduos sadios, cuja variação foi de 6,3 15,8 horas (média de 10,6 horas, n=12). Devido à semelhança com outros benzodiazepínicos, presume-se que o alprazolam atravesse a placenta e seja excretado pelo leite materno. Carcinogênese, Mutagênese e Problemas de Fertilidade: Não foram observadas evidências de potencial carcinogênico nos estudos de bioensaio de 2 anos do alprazolam em ratos que receberam doses de até 30 mg/kg/dia (150 vezes a dose diária máxima recomendada para humanos – 10 mg/dia) e em camundongos que receberam doses de até 10 mg/kg/dia (50 vezes a dose diária máxima recomendada para seres humanos). O alprazolam não foi mutagênico no teste de micronúcleo em ratos em doses de até 100 mg/kg, que é uma dose 500 vezes a dose diária máxima de 10 mg/dia recomendada para humanos. O alprazolam também não foi mutagênico no ensaio de eluição alcalina/lesão de DNA ou ensaio de Ames. O alprazolam não produziu comprometimento da fertilidade em ratos em doses de até 5 mg/kg/dia, que são 25 vezes a dose diária máxima de 10 mg/dia recomendada para humanos. RESULTADOS DE EFICÁCIA Estudos em Animais: Quando ratos foram tratados com alprazolam nas doses de 3, 10 e 30 mg/kg/dia (correspondente 15-150 vezes a dose máxima recomendada para humanos), por via oral, por 2 anos, a tendência para um aumento do número de catarata, relacionado à dose, foi observada em ratas e uma tendência para um aumento da vascularização da córnea, relacionada à dose, foi observada nos animais machos. Estas lesões não surgiram até 11 meses após o início do tratamento. Estudos Clínicos: Transtornos de Ansiedade: Constante (alprazolam) foi comparado ao placebo em estudos duplos-cegos (doses de até 4 mg/dia) em pacientes com um diagnóstico de ansiedade ou ansiedade associada a sintomas de depressão. Constante foi significativamente melhor do que o placebo para cada período de avaliação destes estudos de 4 semanas, conforme a observação de vários instrumentos psicométricos, como a Escala de Impressão Clínica Global do Médico, Escala de Hamilton de Ansiedade, Escala de Impressão Clínica Global do Paciente e Escala de Auto-avaliação dos Sintomas. Transtorno do Pânico: Três estudos de curto prazo (de até 10 semanas), duplos-cegos, placebocontrolados dão suporte ao uso de Constante no tratamento do transtorno de pânico, conforme diagnóstico estabelecido utilizando-se o critério do DSM-III-R para este transtorno. A dose média de Constante foi de 5-6 mg/dia em dois destes estudos, e as doses foram fixadas em 2 e 6 mg/dia no terceiro estudo. Em todos os estudos clínicos, Constante foi superior ao placebo na variável definida como o número de pacientes com nenhum ataque de pânico (37 a 83% dos pacientes alcançaram este critério), bem como na variável sobre o escore de melhora global. Em dois destes estudos, Constante foi superior ao placebo na mudança do número de ataques de pânico por semana, em comparação a linha de base (que variou de 3,3 a 5,2) e também na escala de fobia. Um terceiro subgrupo de pacientes que melhoraram com Constante durante o tratamento de curto prazo continuou em um estudo aberto de até 8 meses, sem perda aparente do benefício do medicamento.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Os pacientes idosos são mais sensíveis aos efeitos dos benzodiazepínicos. Eles apresentam elevadas concentrações plasmáticas de alprazolam devido a redução do clearance do medicamento quando comparado à população jovem que recebeu a mesma dose. Recomenda-se que a dose seja limitada à menor dose eficaz para evitar o desenvolvimento de ataxia ou hipersedação que pode ser um problema particular em pacientes idosos, especialmente sensíveis aos efeitos dos benzodiazepínicos.

Armazenagem

Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30°C), protegido da umidade. PRAZO DE VALIDADE: 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.

Constante – Informações

Constante (alprazolam) é indicado no tratamento de transtornos de ansiedade. Constante não deve ser administrado como substituição do tratamento apropriado de psicose. Os sintomas de ansiedade podem incluir de forma variável: ansiedade, tensão, medo, apreensão, intranqüilidade, dificuldades de concentração, irritabilidade, insônia e/ou hiperatividade neurovegetativa (hiperatividade da inervação dos vasos que irrigam o sistema nervoso autônomo), resultando em manifestações somáticas variadas (diversas manifestações do organismo). Constante também é indicado no tratamento dos transtornos de ansiedade associados com outras manifestações como a abstinência ao álcool. Constante também está indicado no tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia (temor irracional de deixar a família em casa), cuja principal característica é a crise de pânico não esperada, um ataque repentino de apreensão intensa, medo ou terror.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.