Princípio ativo: entacaponeComtan

Indicações de Comtan

Adjuvante na preparação padrão de levodopa/benserazida ou levodopa/carbidopa em pacientes com doença de Parkinson e flutuações motoras de fim de dose que não podem ser estabilizadas por estas associações.

Efeitos Colaterais de Comtan

Nos estudos realizados na fase III duplo-cego, placebo-controle as reações adversas muito comuns encontradas foram: discinesia, náusea e urina anormal. As reações adversas comuns encontradas nos estudos na fase III duplo-cego, placebo-controlado são: diarréia, agravamento do parkinsonismo, tontura, dor abdominal, insônia, boca seca, fadiga, alucinações, constipação, distonia, aumento da transpiração, hipercinesia, cefaléia, câimbras nas pernas, confusão, paroníria, queda, hipotensão postural, vertigem e tremor. Muitos dos efeitos adversos causados por entacapone relacionam-se à atividade dopaminérgica aumentada e ocorrem mais freqüentemente no início do tratamento. A redução da dose da levodopa diminui a freqüência e a gravidade desses efeitos. A outra classe principal de eventos adversos são sintomas gastrintestinais, inclusive náuseas, vômitos, dores abdominais, constipação e diarréia. A cor da urina pode alterar-se para castanho-avermelhado pelo entacapone, mas esse fenômeno é inofensivo. Geralmente os efeitos adversos provocados pelo entacapone são de natureza leve a moderada. Os eventos adversos mais comuns que levam à interrupção do tratamento com entacapone são sintomas gastrintestinais (p. ex., diarréia) e sintomas dopaminérgicos (p. ex., discinesias). Foram relatados após a administração de entacapone com freqüência maior do que o placebo, discinesias, náusea, diarréia, dor abdominal e boca seca. Alguns dos eventos adversos, como discinesia, náusea e dores abdominais, podem ser mais comuns com doses mais elevadas (1,4 a 2,0 g por dia) do que com doses mais baixas de entacapone. Uma leve diminuição da hemoglobina, contagem de eritrócito e hematócrito foram relatados durante o tratamento com entacapone. O mecanismo de base envolve diminuição na absorção de ferro no trato gastrintestinal. Foi observado, durante um período prolongado de tratamento (6 meses) com entacapone, uma diminuição clínica significativa de hemoglobina em alguns pacientes. Foram relatados aumentos clínicos significativos das enzimas hepáticas em casos raros.

Como Usar (Posologia)

Entacapone é administrado por via oral e em combinação com doses de levodopa/carbidopa ou levodopa/benserazida. A prescrição para essas preparações de levodopa é aplicável ao uso concomitante das mesmas com entacapone. Entacapone pode ser administrado com ou sem alimentos. Administra-se um comprimido de 200 mg com cada dose de levodopa/inibidor da dopa descarboxilase. A dose máxima recomendada é de 200 mg dez vezes por dia, isto é, 2 g de entacapone. O entacapone aumenta os efeitos da levodopa. Assim, para reduzir os efeitos adversos dopaminérgicos relacionados com a levodopa, p. ex., discinesias, náuseas, vômitos e alucinações, é freqüentemente necessário ajustar-se a dose de levodopa durante os primeiros dias ou as primeiras semanas após o início do tratamento com entacapone. A dose diária de levodopa deve ser reduzida em cerca de 10% a 30% pelo aumento dos intervalos entre as administrações e/ou pela redução da quantidade de levodopa por dose de acordo com a condição clínica do paciente. Se o tratamento com entacapone for interrompido, é necessário ajustar-se a dose dos outros tratamentos antiparkinsonianos, especialmente o da levodopa, para se alcançar um nível de controle suficiente dos sintomas. O entacapone aumenta a biodisponibilidade da levodopa nas preparações padrões de levodopa/benserazida um pouco mais (5-10%) do que nas preparações levodopa/carbidopa. Portanto, pacientes que recebem preparações convencionais levodopa/benserazida devem ter uma redução da dose de levodopa quando o tratamento com entacapone for iniciado. A insuficiência renal não afeta a farmacocinética do entacapone, não havendo nesse caso necessidade de ajuste da dose. Contudo, para pacientes submetidos à diálise, um intervalo maior entre as doses deve ser considerado. Uso em idosos: não é necessário o ajuste de doses em pacientes idosos. Uso em crianças: como o entacapone não foi estudado em pacientes com idade inferior a 18 anos, não se recomenda a utilização do medicamento nesses pacientes. – Superdosagem: não há relato de casos de superdosagem com entacapone. O tratamento da superdosagem aguda é sintomático.

Contra-Indicações de Comtan

Hipersensibilidade conhecida ao entacapone ou a outros componentes da formulação. Gravidez e amamentação. Disfunção hepática. O entacapone é contra-indicado a pacientes com feocromocitoma por causa do risco aumentado de crise hipertensiva. O uso concomitante de entacapone com os inibidores não seletivos da monoaminoxidase (MAO-A e MAO-B), (p. ex.: fenelzina, tranilcipromina) é contra-indicado. Da mesma forma o uso concomitante de entacapone com o inibidor seletivo de MAO-A mais um inibidor seletivo de MAO-B é contra-indicado. O entacapone pode ser usado com selegilina (um inibidor seletivo de MAO-B), mas a dose diária de selegilina não deve exceder 10 mg (veja Interações medicamentosas e outras formas de interações). História prévia de síndrome neuroléptica maligna (SNM) e/ou rabdomiólise não traumática.

Precauções

Foram observadas raramente em pacientes com doença de Parkinson, rabdomiólise secundária à discinesia grave ou síndrome neuroléptica maligna (SNM), embora durante o tratamento com entacapone não tenha sido relatado. SNM, inclusive rabdomiólise e hipertermia, é caracterizado por sintomas motores (rigidez, mioclono, tremor), alterações mentais (p.ex: agitação, confusão, coma), hipertermia, disfunção autonômica (taquicardia, pressão arterial instável) e elevação da creatinina-fosfoquinase (CPK) sérica que pode ser em conseqüência da rabdomiólise. Em casos individuais, somente alguns desses sintomas e/ou achados foram evidentes. Durante o tratamento com entacapone, em estudos controlados com sua descontinuação repentina, nenhum sintoma de SNM e rabdomiólise foi relatado. Entretanto, devido a SNM ter sido raramente relatada em pacientes com doença de Parkinson quando outras medicações dopaminégicas foram descontinuadas repentinamente, os médicos devem ter cautela ao interromper o tratamento com entacapone. Quando necessário, a descontinuação deve ser lenta e se sinais e/ou sintomas ocorrerem, a interrupção deve ser desconsiderada e um aumento na dosagem de levodopa deve ser efetuado. Por seu mecanismo de ação, o entacapone pode interferir com o metabolismo de fármacos que contenham um grupo catecol, potencializando sua ação. Assim, o entacapone deve ser administrado com cautela a pacientes em tratamento com fármacos metabolizados pela COMT, como rimiterol, isoprenalina, adrenalina, noradrelina, dopamina, dobutamina, alfametildopa e apomorfina (veja Interações medicamentosas e outras formas de interações). O entacapone é sempre administrado como adjuvante no tratamento com levodopa. Assim, as precauções aplicadas ao tratamento com levodopa devem ser levadas em conta no tratamento com entacapone. O entacapone aumenta a biodisponibilidade da levodopa das preparações padrões de 5-10% levodopa/benserazida, mais do que nas preparações levodopa/carbidopa. Conseqüentemente, os efeitos dopaminérgicos indesejáveis podem ser mais freqüentes quando entacapone é associado ao tratamento levodopa/benserazida (veja Reações adversas). Para reduzir as reações adversas dopaminérgicas relatadas com levodopa, é necesário fazer o ajuste de dosagem nos primeiros dias às primeiras semanas após o início do tratamento com entacapone, de acordo com o estado clínico do paciente (veja Posologia e Reações adversas). Entacapone pode agravar a hipotensão ortostática induzida por levodopa, portanto deve ser administrado com cautela em pacientes que recebem outros medicamentos que causam hipotensão ortostática. Em estudos clínicos, os efeitos colaterais dopaminérgicos, exemplo, discinesia, são mais comuns em pacientes que recebem entacapone e agonistas dopaminérgicos (como bromocriptina), selegilina ou amantadina comparados aos outros que recebem placebo com essas combinações. As dosagens de outros medicamentos antiparkinsonianos devem ser ajustadas quando for iniciado o tratamento com entacapone. – Gravidez e lactação: como não há experiências em mulheres grávidas, o entacapone não deve ser utilizado durante a gravidez. As mulheres em tratamento com entacapone não devem amamentar. A segurança de entacapone em crianças não é conhecida. – Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: Comtan em associação com levodopa pode causar vertigens e sintomas ortostáticos, portanto deve-se ter cautela ao dirigir veículos e/ou operar máquinas. – Interações medicamentosas e outras formas de interações: não se observou interação do entacapone com a carbidopa no esquema posológico recomendado. Interações farmacocinéticas com benserazida não foram estudadas. Ainda limitada, a experiência da utilização clínica de entacapone com vários fármacos, inclusive inibidores da MAO-A, antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de noradrenalina como, desipramina, maprotilina e venlafaxina, e fármacos que contenham um grupo catecol metabolizado pela COMT. Portanto não é recomendado o uso concomitante de entacapone com qualquer um desses fármacos. Entacapone pode formar quelantes com ferro no trato gastrintestinal. Entacapone e preparações de ferro devem ser administrados separadamente em intervalos de no mínimo 2 a 3 horas (veja Reações adversas). As ligações de entacapone ao sítio II de ligação à albumina humana também se liga a outros fámacos, inclusive diazepam e ibuprofeno. Estudos de interações clínicas com diazepam e antiinflamatórios não esteróides não foram realizados. De acordo com estudos in vitro, não se espera um deslocamento significativo nas concentrações terapêuticas dos medicamentos.

Apresentação

Embalagens com 30 ou 60 comprimidos revestidos de 200 mg.

Composição

Cada comprimido revestido contém 200 mg deentacapone. Excipientes: celulose microcristalina, manitol, croscarmelose sódica, óleo vegetal hidrogenado, hidroxipropilmetilcelulose, polissorbato 80, glicerol a 85%, sacarose, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro vermelho e dióxido de titânio.

Laboratório

Novartis Biociências S.A.

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