Princípios ativos: colistimetato sódico (colistina), polimixina b

Antibióticos – Receituário simples em duas vias

Colomycin

Laboratório

Alpharma

Apresentação de Colomycin

500.000 UI/ frasco-ampola. 1.000.000 UI/ frasco-ampola. 2.000.000 UI/ frasco-ampola. Caixas com 10 frascos

Colomycin – Indicações

Colomycin é indicado no tratamento das seguintes infecções onde os testes de sensibilidade sugerem que elas sejam causadas por bactérias suscetíveis. Tratamento por inalação de infecção pulmonar por Pseudomonas aeruginosa em pacientes com fibrose cística (FC). Administração intravenosa (IV) para o tratamento de algumas infecções sérias causadas por bactérias Gram-negativas, incluindo aquelas do trato respiratório inferior e do trato urinário, onde os agentes bacterianos sistêmicos usados mais comumente podem ser ineficazes, por causa de sua resistência bacteriana.

Contra-indicações de Colomycin

Hipersensibilidade ao colistimetato de sódio (colistina) ou à polimixina B. Pacientes com miastenia grave.

Advertências

Nefrotoxicidade ou neurotoxicidade podem ocorrer se a dose parenteral recomendada for excedida. Pode ocorrer broncoespasmo na inalação de antibióticos. Isto pode ser prevenido ou tratado com o uso apropriado de agonistas beta-2. Se continuar o desconforto, o tratamento deve ser suspenso. NEBULIZADORES PARA TERAPIA AEROSSOL Colomycin Injeção pode ser administrada utilizando uma grande variedade de nebulizadores. Porém, existem alguns pontos a serem considerados ao selecionar um sistema de nebulizador/compressor para terapia aerosol: 1. Uma solução viscosa, como de Colomycin, é nebulizada de forma relativamente lenta. Para prevenir longos tempos de tratamento, é essencial que um sistema nebulizador/compressor potente seja utilizado. Taxas de fluxo de ar de 8 10 litros por minuto são requeridas para geração ótima de aerossol. É também importante garantir que o nebulizador ou compressor selecionado sejam compatíveis um com o outro, a fim de se obter a resposta de aerosol requerida. 2. Para terapia eficaz, o nebulizador deve produzir gotículas de 5 microns ou menos de diâmetro. 3. O volume de diluente requerido depende do equipamento nebulizador utilizado. Normalmente, 1 2 milhões de unidades são dissolvidas em 2 4 mL de solução salina ou Água para Injeção. 2 milhões de unidades em 4 mL levam aproximadamente 20 minutos para serem nebulizadas.

Uso na gravidez de Colomycin

Não existem dados adequados sobre o uso de colistimetato de sódio em mulheres grávidas. Estudos realizados em ratos e camundongos não indicaram propriedades teratogênicas; porém, estudos de dose única na gravidez humana mostraram que o colistimetato sódico cruza a barreira placentária e pode haver o risco de toxicidade fetal se doses repetidas forem administradas a pacientes grávidas. O colistimetato de sódio é secretado no leite humano. O colistimetato de sódio deve somente ser utilizado durante a gravidez ou lactação se os benefícios à mãe forem superiores aos riscos potenciais ao feto/criança.

Interações medicamentosas de Colomycin

O uso concomitantemente com antibióticos aminoglicosídeos que possuam efeitos nefrotóxicos ou neurotóxicos similares deve se evitado. Estes incluem antibióticos aminoglicosídeos, como: amicacina, netilmicina e tobramicina. Existe a possiblidade de aumentar o risco de nefrotoxicidade se administrado concomitantemente com antibióticos cefalosporínicos. A neurotoxicidade pode causar tonturas, confusão ou distúrbios visuais. Os pacientes devem ser avisados para não dirigir ou operar máquinas se estes efeitos ocorrerem. Relaxantes musculares curariformes devem ser utilizados com extrema cautela em pacientes recebendo colistimetato de sódio. Usar com extrema cautela em pacientes com porfiria.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Colomycin

Tratamento Sistêmico A probabilidade de eventos adversos pode ser relacionada à idade, função renal e condições do paciente. Foram relatados eventos neurológicos em pacientes com fibrose cística em até 27% dos pacientes. Estes são geralmente leves e se resolvem durante ou logo após o tratamento. Nos pacientes com fibrose cística tratados dentro da dose recomendada, a nefrotoxicidade parece ser rara (menos de 1%). Em pacientes hospitalizados, gravemente doentes, sem fibrose cística (FC), foram relatados sinais de nefrotoxicidade em aproximadamente 20% dos pacientes. Efeitos adversos relacionados à função renal têm sido relatados, geralmente após o uso de doses mais altas do que as recomendadas em pacientes com função renal normal ou em caso de falha em reduzir a dosagem em pacientes com comprometimento renal ou durante o uso concomitante de outros antibióticos nefrotóxicos. Os efeitos são geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. A neurotoxicidade tem sido relatada freqüentemente em associação com superdosagem, falha em reduzir a dosagem em pacientes com insuficiência renal ou no uso concomitante de agentes curariformes ou antibióticos com efeitos neurotóxicos similares. Os efeitos podem incluir apnéia, distúrbios sensoriais transitórios, tais como parestesia facial e vertigem e, raramente, instabilidade vasomotora, fala sem articulação da pronúncia, distúrbios visuais, confusão ou psicose. A redução da dosagem pode aliviar os sintomas. Reações de hipersensibilidade incluindo eritema cutâneo têm sido relatadas. Se estas ocorrerem, o tratamento deve ser suspenso. Pode ocorrer irritação local mínima no local da injeção. Tratamento por Inalação: A inalação pode induzir à tosse ou broncoespasmo. Dores de garganta ou boca têm sido relatadas e podem ser devido à infecção por Cândida albicans ou hipersensibilidade. Pode eritema cutâneo, o que indica hipersensibilidade e, se isso ocorrer, o tratamento deve ser suspenso.

Colomycin – Posologia

Modo de Administração Tratamento Sistêmico Colomycin pode ser administrado como uma infusão intravenosa de 50 ml por um período de 30 minutos. Os pacientes com um dispositivo de acesso venoso implantável total (TIVAD) colocado podem suportar um bolus de até 2.000.000 UI administrados em 10 ml num tempo mínimo de 5 minutos.(Ver Seção 6..6). A dose é determinada pela severidade e pelo tipo de infecção, pela idade, peso e função renal do paciente. Caso a resposta clínica ou bacteriológica seja baixa, a dose pode ser aumentada dependendo das condições do paciente. São recomendadas estimativas do nível sérico, especialmente no prejuízo renal, em recém-nascidos e pacientes com fibrose cíistica. Os níveis de 10 a 15 mg/L (125 a 200 unidades/ml) de colistimetato de sódio devem ser adequados para a maioria das infecções. Recomenda-se geralmente um mínimo de 5 dias de tratamento. Para o tratamento de exacerbações respiratórias em pacientes com fibrose cística, o tratamento deve ser continuado por até 12 dias. Crianças e adultos (incluindo idosos) Até 60 kg de peso corpóreo: 50.000 UI/kg/dia até um máximo de 75.000 UI/kg/dia. A dose diária total deve ser dividida em três doses administradas com intervalos aproximados de 8 horas. Acima de 60 kg de peso corpóreo: 1.000.000 UI a 2.000.000 UI três vezes ao dia A dose máxima é de 6.000.000 UI em 24 horas. A distribuição anômala em pacientes com fibrose cística requer altas doses a fim de inalar os níveis séricos terapêuticos. Prejuízo Renal: A excreção de colistina é retardada em pacientes com comprometimento renal moderado ou severo. Dessa forma, a dose e o intervalo de dose devem ser ajustados a fim de prevenir o acúmulo. A Tabela abaixo é um guia para modificação de regime de dosagem em pacientes de 60 kg de peso corpóreo ou mais. Deve-se enfatizar que ajustes posteriores podem ser necessários, com base nos níveis sanguíneos e na evidência de toxicidades. DOSAGEM SUGERIDA EM CASO DE COMPROMETIMENTO RENAL Tabela I Grau // Eliminação de Creatinina (ml/min) // Peso corpóreo acima de 60 kg Leve 20 50 1 2 milhões de unidades a cada 8 h Moderado 10 – 20 1 milhão de unidades a cada 12 18 h Severo Colomycin é dissolvido em 2 a 4 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% para infusão intravenosa e colocado no nebulizador, acoplado a um balão de ar/oxigênio (Ver Seção 6.6). Em pesquisas clínicas pequenas não controladas, doses de 500.000 UI duas vezes ao dia até 2.000.000 UI três vezes ao dia foram dadas como seguras e eficazes em pacientes com fibrose cística. As doses recomendadas a seguir servem somente como um guia e devem ser ajustadas de acordo com a resposta clínica: Crianças < 2 anos: 500.000 UI a 1.000.000 UI duas vezes ao dia. Crianças > 2 anos e adultos: 1.000.000 UI a 2.000.000 UI três vezes ao dia. Incompatibilidades Não se recomenda a mistura de outras drogas às infusões, injeções ou às soluções para nebulização Esquecimento de alguma dose Em pacientes que estão se auto-tratando, e perdem alguma dose, é aconselhável que a dose perdida seja tomada assim que possível, continuando a administração normal daí para adiante, respeitando os intervalos recomendados de 8 a 12 horas para cada dose e o tempo de tratamento prescrito pelo clínico.

Superdosagem

A superdosagem pode resultar em insuficiência renal, fraqueza muscular e apnéia. A insuficiência renal causada pela superdosagem é caracterizada pela diminuição de produção de urina e aumento do nitrogênio uréico do sangue (BUN). Não existe um antídoto específico. O tratamento das causas da superdosagem é feito por tratamento de suporte mais as tentativas de aumentar a taxa de eliminação do colistimetato de sódio, por exemplo, por diurese com manitol, hemodiálise prolongada ou diálise peritoneal.

Colomycin – Informações

Grupo farmacoterapêutico: Antibiótico para uso sistêmico Código ATC: JOIX B01 Modo de ação Colomycin é um antibiótico polipeptídico cíclico, derivado do Bacillus polymixa var. colistinus e pertence ao grupo das polimixinas. Os antibióticos polimixínicos são agentes catiônicos que agem danificando a membrana celular. Os efeitos fisiológicos resultantes são letais para as bactérias. As polimixinas são seletivas para as bactérias Gram-negativas que possuem uma membrana exterior hidrofóbica. Resistência A resistência bacteriana é caracterizada pela modificação dos grupos fosfato de lipopolisacárides que se tornam substituídos por etanolamina ou aminoarabinose..Bactérias Gram-negativas, naturalmente resistentes, tais como Proteus mirabilis e Burkholderia capacia mostram substituição completa de seus fosfatos lipídicos por etanolamina e aminoarabinose. Resistência cruzada A resistência cruzada entre colistimetato de sódio e polimixina B deve ser esperada. Uma vez que o mecanismo de ação das polimixinas é diferente daquele de outros antibióticos, a resistência à colistina e à polimixina pelo mecanismo acima somente não deveria ser esperada para resultar em resistência às outras classes de drogas. Concentração |nibitória Mínima A CIM geral sugerida para a identificação de bactérias suscetíveis ao colistimetato de sódio é =< 4 mg/L. Suscetibilidade A prevalência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo, para espécies selecionadas, e informações locais sobre resistência são desejáveis, particularmente ao se tratar de infecções severas. Ver lista de microrganismos suscetíveis e resistentes no item Resultados de Eficácia. Propriedades farmacocinéticas Absorção A absorção pelo trato gastrintestinal não ocorre para qualquer extensão apreciável no indivíduo normal. Quando dado por nebulização, foi relatado que a absorção variável pode depender do tamanho das partículas de aerosol, do sistema de nebulização e do status pulmonar. Foram relatados níveis séricos de zero a concentrações potencialmente terapêuticas de 4 mg/L ou mais em estudos em voluntários saudáveis e em pacientes com várias infecções. Dessa forma, a possibilidade de absorção sistêmica deve sempre ser lembrada quando se tratar de pacientes por inalação. Distribuição Após a administração de 7,5 mg/kg/dia, em doses divididas, aos pacientes com fibrose cística dado como infusão intravenosa em 30 minutos, para um em estado estável, a Cmax foi determinada como sendo 23 ± 6 mg/L e a Cmin em 8 horas foi 4,5 ± 4 mg/L. Noutro estudo, em pacientes similares, recebendo 2 milhões de unidades, a cada 8 horas, por 12 dias, a Cmax foi 12,9 mg/L (5,7 29,6 mg/L) e a Cmin foi 2,76 mg/L (1,0 - 6,2 mg/L). Em voluntários sadios, recebendo uma injeção em bolus de 150 mg (aproximadamente 2 milhões de unidades), os picos de nível sérico de 18 mg/L foram observados 10 minutos após a injeção. A ligação com proteínas é baixa. As polimixinas persistem no fígado, rins, cérebro, coração e músculo. Um estudo em pacientes com fibrose cística deu o volume de distribuição em estado estável de 0,09L/kg. Biotransformação O colistimetato de sódio é convertido in vivo para a base. Uma vez que 80% da dose pode ser recuperada inalterada na urina, e não existe excreção biliar, pode-se presumir que a droga remanescente é inativada nos tecidos. O mecanismo é desconhecido. Eliminação A rota principal de eliminação é pela excreção renal com 40% de uma dose parenteral recuperada na urina dentro de 8 horas e cerca de 80% em 24 horas. Pelo fato de colistimetato de sódio ser amplamente excretado na urina, uma redução de dose é requerida em pacientes com prejuízo renal, para prevenir o acúmulo de colistimetato de sódio. Ver Tabela na Seção 4.2. Após administração intravenosa em adultos saudáveis, a meia-vida de eliminação é cerca de 1,5 horas. Num estudo, em pacientes com fibrose cística, foi-lhes dada uma infusão intravenosa em 30 minutos, a meia-vida de eliminação foi de 3,4 ± 1,4 h. A eliminação de colistimetato de sódio administrado por via inalatória não foi estudada. Um estudo em pacientes com fibrose cística, que falharam na detecção de qualquer colistimetato de sódio na urina, após 1 milhão de unidades, foi-lhes dada inalação duas vezes ao dia por 3 meses. A cinética de colistimetato de sódio parece ser similar em crianças e adultos, incluindo idosos, desde que a função renal seja normal. Dados limitados estão disponíveis no uso em recém-nascidos, o que sugere que a cinética é similar para crianças e adultos, mas a possibilidade de picos mais altos de níveis séricos e de meia-vida prolongada nestes pacientes deve ser considerada, e os níveis séricos devem ser monitorados.

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