Princípio ativo: cloridrato de tacrina

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

Cognex
Princípio ativo Cloridrato de Tacrina.

Indicações de Cognex

Tratamento de demência em pacientes com doença de Alzheimer de gravidade leve a moderada.

Efeitos Colaterais de Cognex

Elevações significantes (maiores que três vezes o limite superior do normal) nas enzimas hepáticas foram freqüentemente observadas em pacientes tomando Cognex. Estas elevações ocorrem geralmente na ausência de sinais ou sintomas clínicos e são usualmente reversíveis com a redução da dose diária total ou descontinuação da administração de Cognex. Portanto, é recomendada a monitorização freqüente dos níveis séricos de transaminase para evitar a ocorrência de disfunção hepática clinicamente significante. Náusea e/ou vômito, diarréia, dispepsia e anorexia parecem ser relacionadas com a dose, enquanto que outros tipos de reações adversas freqüentemente reportados e a incidência global destas reações não parecém ser relacionadas com a dose. As reações adversas reportadas após a exposição a Cognex primariamente afetam o sistema gastrintestinal, como e comum com compostos anticolinesterásicos. Os sintomas psicobiológicos e do sistema nervoso são comuns a pacientes tratados tanto com Cognex ou placebo, e refletem a doença subjacente. Reações comumente reportadas com Cognex são náusea e/ou vômitos, diarréia, transaminases elevadas, anorexia, vertigem, dispepsia e dor abdominal. Essas reações são geralmente leves a moderadas.

Como Usar (Posologia)

A dose de Cognex deve ser titulada pelo médico de acordo com a tolerância individual do paciente, de 40 mg/dia até o máximo de 160 mg/dia. Nos estudos clínicos, a descontinuação abrupta ou redução grande da dose diária total (80 mg ou mais) resultaram em casos isolados de queda na função cognitiva e distúrbios do comportamento. Sempre que possível, sugere-se uma redução gradual na dose diária total (25%/semana) na tentativa de evitar a emergência desses sintomas. Após o início do tratamento, ou qualquer aumento da dosagem, os pacientes devem ser observados cuidadosamente com relação a reações adversas. Cognex deve ser tomado entre as refeições sempre que possível; contudo, se ocorrer pequena perturbação gastrintestinal, Cognex pode ser tomado com as refeições para melhorar a tolerabilidade. Tomando Cognex com as refeições, pode ser esperada a redução dos níveis plasmáticos em aproximadamente 30%. Início do tratamento: a dose inicial de Cognex e de 40 mg/dia (10 mg quatro vezes ao dia). Esta dose deve ser mantida por um mínimo de 6 semanas com monitorização dos níveis de transaminases, a cada 2 semanas. É importante que a dose não seja aumentada durante este período devido ao potencial de início tardio das elevações de transaminase. Titulação da dose: a dose de Cognex deve então ser aumentada para 80 mg/dia, desde que não haja elevações significantes de transaminases e o paciente esteja tolerando o tratamento. Os pacientes devem ser titulados a doses maiores (120 a 160 mg/dia) a intervalos de 6 semanas com base na tolerância. Os níveis de transaminase devem ser monitorados no mínimo a cada 2 semanas para as primeiras 12 semanas após o início do tratamento com Cognex; mensalmente pelos proximos três meses, e em seguida trimestralmente. Se as elevações das transaminases ocorrerem, a dose de Cognex deve ser modificada de acordo com o seguinte esquema: nível de transaminase < 3 x ULN. Regime de tratamento: continuar o tratamento conforme titulação recomendada. Maior ou igual a 3 a < 5 x ULN: manter a dose e monitorar semanalmente por no mínimo 3 semanas, até que diminua o nível de transaminase a < 3 x ULN. Retomar a titulação da dose. Se o nível de transaminase não diminuir para < 3 x ULN, descontinuar o tratamento imediatamente até que o nível caia para < 3 x ULN. Maior ou igual a 5 x ULN: descontinuar o tratamento com Cognex imediatamente. Monitorar os níveis de transaminase semanalmente até atingir os valores normais. Cognex pode ser reintroduzido conforme a tabela da dose-titulação recomendada até o máximo de 40 mg/dia. Veja seção de readministração abaixo. Continuar a monitorar os níveis de transaminase semanalmente por 4-6 semanas. > 10 x ULN: é muito limitada a experiência nestes pacientes. O risco de readministração deve ser considerado face ao benefício demonstrado clinicamente. Pacientes com icterícia clínica confirmada pela bilirrubina total significativamente elevada devem descontinuar Cognex e não serem submetidos a droga. (ULN = Limite Superior ao Normal). Readministração: pacientes que são requeridos para descontinuar imediatamente o tratamento com Cognex devido às elevações de transaminase maior ou igual a 5 x ULN podem ser submetidos à droga uma vez que os níveis de transaminase retornem ao normal. Pacientes devem ter dose inicial readministrada de não mais que 40 mg/dia (10 mg quatro vezes ao dia). A dose-titulação recomendada deve ser seguida. Monitorar os níveis de transaminase semanalmente, nas 4-6 semanas iniciais de readministração. Se, após 6 semanas com 40 mg/dia, o paciente estiver tolerando a dosagem e não houver elevações inaceitáveis em transaminases, a monitorização a cada 2 semanas e a dose-titulação recomendada podem ser retomadas. Dose de manutenção: após estabelecer a dose individual máxima tolerada para o paciente, os níveis de ALT devem ser monitorados no mínimo uma vez ao mês durante três meses, e a cada três meses depois disso. A dose máxima recomendada de Cognex é de 160 mg/dia (40 mg quatro vezes ao dia). Na ausência de qualquer problema de segurança, a droga pode ser continuada até que o declínio do paciente tenha atingido um ponto onde o tratamento por mais tempo não é conveniente. Dosagem na disfunção renal: o nível da disfunção renal não tem efeito nos níveis plasmáticos de Cognex ou de 1-hidroxitacrina. As elevações nas transaminases e outras reações adversas não ocorreram mais freqüentemente nos pacientes com disfunção renal do que em outros pacientes. A dose de Cognex, portanto, não precisa ser ajustada em pacientes com disfunção renal; entretanto, devido à possibilidade de náusea, vômito e diarréia levarem a desidratação, Cognex deve ser usado com cautela nesses pacientes e deve ser mantido o equilíbrio hidroeletrolítico tanto quanto necessário. Conduta na superdosagem: no caso de superdosagem, medidas gerais de suporte devem ser utilizadas. Superdosagem com inibidores de colinesterase pode causar uma crise colinergica caracterizada por náusea grave/vômitos, salivação, sudorese, bradicardia, hipotensão, colapso e convulsões. O aumento da debilidade muscular é uma possibilidade que pode resultar em morte se os músculos respiratórios estiverem envolvidos. Anticolinérgicos terciários, assim como a atropina, podem ser usados como um antídoto na superdosagem com Cognex. Nos adultos sintomáticos, a dose inicial recomendada na administração de sulfato de atropina e de 2 a 6 mg por via intravenosa vagarosamente, com doses subseqüentes baseadas na resposta clínica. Nas crianças sintomáticas, a dose recomendada e de 0,05 mg/kg de peso corpóreo. O aumento atípico na pressão sangüínea e na freqüência cardíaca tem sido reportados com outros colinomiméticos quando administrados concomitantemente a anticolinérgicos quaternários, como por ex., glicopirrolato. A dose letal média estimada de Cognex após uma dose oral única em ratos e de 40 mg/kg ou aproximadamente 12 vezes a dose máxima recomendada nos humanos de 160 mg/dia. Os sinais de estimulação colinérgica relacionados com a dose foram observados em animais e incluiram vômitos, salivação, diarréia, lacrimejamento, ataxia, tremor e movimentos estereotípicos da cabeça e da parte superior do corpo. Não se sabe se Cognex ou seus metabólitos podem ser eliminados pela diálise.

Contra-Indicações de Cognex

Pacientes com disfunção hepática ativa. Pacientes previamente tratados com Cognex que desenvolveram icterícia associada ao tratamento confirmada pela elevação de bilirrubina total maior que 3 mg/dl. Pacientes com úlcera gástrica ou duodenal ativa e não tratada. Pacientes que tenham demonstrado sensibilidade elevada a colinomiméticos. Pacientes com conhecida hipersensibilidade alérgica aos compostos quimicamente aparentados. Mulheres que estão ou possam vir a engravidar. Se a droga for usada durante a gravidez ou se a paciente vier a engravidar enquanto está tomando a droga, a paciente deve ser avaliada quanto ao potencial de riscos para o feto. Não se sabe se Cognex é secretado no leite humano. Devido à possibilidade de reações adversas em lactentes, Cognex é contra-indicado em mulheres que estão amamentando. – Advertências: Cognex deve ser usado com precaução quando administrado com outros agentes colinomiméticos ou anticolinérgicos. Anestesia: Cognex, como um inibidor da colinesterase, é provável que exagere o relaxamento muscular do tipo succinilcolina durante a anestesia. Se possível, Cognex deve ser descontinuado antes de cirurgia. Precauções devem ser tomadas quando se realizar anestesia após administração de Cognex. Gastrintestinal: Cognex é um inibidor de colinesterase e pode ser esperado o aumento da secreção gástrica; portanto pacientes com risco de aumentar o desenvolvimento de úlceras, por ex. aqueles com história de doença ulcerosa ou aqueles que estão recebendo concomitantemente drogas antiinflamatórias não esteroidais devem ser monitorizados rigorosamente quanto aos sintomas, os quais podem refletir hemorragia gastrintestinal oculta ou ativa. Cardiovascular: Cognex pode ter efeitos vagotônicos na freqüência cardíaca devido às suas ações colinomiméticas (por ex. bradicardia). Esta ação pode ser particularmente importante para pacientes com uma síndrome de doença do nodulo sinusal, etc. Não há evidência de risco significante de alterações eletrocardiográficas em pacientes tratados com Cognex, embora pacientes com arritmias subjacentes ou anormalidades de condução devam ser monitorizados após a introdução do tratamento ou a titulação da dose. Cognex deve ser prescrito com cuidado em pacientes com história de disfunção hepática; a pacientes com obstrução intestinal ou urogenital, pacientes com história de convulsões ou pacientes com asma severa. Deve ser tomado cuidado quando co-administrando Cognex com compostos do grupo das xantinas, tais como, a teofilina.

Precauções

Elevações significantes geralmente ocorrem nas aminotransferases hepáticas na ausência de sinais e sintomas clínicos. Desde que elevações das enzimas hepáticas ocorrem habitualmente, devem ser monitorizadas a cada 2 semanas nas primeiras 12 semanas, uma vez ao mês nos proximos 3 meses e, em seguida, trimestralmente, durante o tratamento com Cognex. – Testes laboratoriais: os níveis séricos das transaminases (especificamente ALT/SGPT e AST/SGOT) devem ser monitorizados a cada 2 semanas nas primeiras 12 semanas após o início do tratamento com Cognex. Continuar monitorizando mensalmente durante os proximos 3 meses, e em seguida, trimestralmente. ALT/SGPT é uma medida mais sensível do efeito de Cognex nos níveis séricos de transaminase do que a AST/SGOT. Os ajustes de dosagem devem ser feitos de acordo com as recomendações descritas na Posologia. – Interações medicamentosas: teofilina: a administração concomitante de tacrina e teofilina resultou em um aumento aproximadamente duplicado na meia-vida de eliminação e nas concentrações plasmáticas de teofilina. Os níveis plasmáticos de teofilina devem ser monitorizados e ajustes de dosagem apropriados podem ser necessários. Cimetidina: a administração concomitante de cimetidina aumentou a concentração média plasmática de tacrina em aproximadamente 35%. A significância clínica desta interação ainda não é conhecida. Anticolinérgicos: a tacrina tem potencial para interferir com medicações anticolinérgicas. Drogas antiinflamatórias não esteroidais (AINE): a tacrina pode aumentar o potencial dos AINEs em causar úlceras e hemorragia gastrintestinal. Colinomiméticos: um efeito sinérgico pode ser esperado quando inibidores da colinesterase incluindo tacrina são administrados concomitantemente com outros colinomiméticos ou agentes bloqueadores neuromusculares despolarizantes, tais como a succinilcolina. Outros: o uso concomitante de um antiácido contendo 300 mg de hidróxido de magnésio + 600 mg de hidróxido de alumínio e tacrina não afetou significativamente a biodisponibilidade sistêmica de tacrina. A administração de tacrina não teve efeito na farmacocinética de uma dose única de digoxina ou diazepam. Similarmente, doses múltiplas de tacrina não tiveram efeito sobre o tempo de protrombina em pacientes idosos que estão recebendo tratamento crônico com warfarina. A quinidina não teve efeito sobre a farmacocinética de tacrina. Uso na gravidez: está contra-indicado em mulheres que estão ou poderão vir a engravidar. Uso em lactação: não se sabe ainda se a droga é secretada no leite materno. Devido à possibilidade de reações adversas em crianças e lactentes, Cognex é contra-indicado em mulheres que estão amamentando. Uso pediátrico: não está indicado em crianças. A segurança e eficácia não estão estabelecidas em crianças.

Apresentação

Cápsulas em frascos de 120.

Composição

Cognex 10 mg: 1 cápsula contém 12,75 mg decloridrato de tacrina equivalente a 10 mg de tacrina. Cognex 20 mg: 1 cápsula contém 25,50 mg de cloridrato de tacrina equivalente a 20 mg de tacrina. Cognex 30 mg: 1 cápsula contém 38,25 mg de cloridrato de tacrina equivalente a 30 mg de tacrina. Cognex 40 mg: 1 cápsula contém 51,00 mg de cloridrato de tacrina equivalente a 40 mg de tacrina.

Laboratório

Parke Davis Warner Lambert

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