Princípio ativo: clofazimina

Antibióticos – Receituário simples em duas vias

Clofazimina
Classe terapêutica dos Antimicobacteriano
Princípio ativo Clofazimina. Uso adulto. venda sob prescrição médica.

Indicações de Clofazimina

· Hanseníase (Mycobacterium leprae).

· Infecções micobacterianas atípicas (Micobacterium avium-intracellulare).

A clofazimina é indicada como anti-hansênico de segunda escolha, em casos de hanseníase dapsona-resistente, utilizada em associação com outros antimicobacterianos.

Efeitos Colaterais de Clofazimina

Em geral, clofazimina tem boa tolerabilidade quando administrado em doses não maiores que 100 mg diárias. As reações adversas mais consistentes são geralmente relacionadas à dose e são usualmente reversíveis quando clofazimina é descontinuado.

Reações adversas que ocorrem em mais de 1% dos pacientes:
Pele: Pigmentação de rosa a marrom escuro em 75-100% dos pacientes no decorrer de algumas semanas de tratamento; ictiose e ressecamento (8-28%); rash e prurido (1-5%).

Gastrointestinais: Dor abdominal e epigástrica, diarréia, náusea, vômito, intolerância gastrointestinal (40-50%).

Oculares: Pigmentação da córnea e conjuntiva devido aos depósitos de cristais de clofazimina, ressecamento; queimação; coceira; irritação.

Outros: Alteração na coloração da urina, fezes, saliva, suor; açúcar do sangue elevado; velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada.

Reações adversas que ocorrem em menos de 1% dos pacientes
Pele: fotossensibilidade, eritroderma, erupções acneiformes queilose monilial.

Gastrointestinais: obstrução intestinal (vide advertências), sangramento gastrointestinal (vide advertências), anorexia, constipação, perda de peso, hepatite, icterícia, enterite eosinofílica, fígado aumentado.

Oculares: Visão diminuída.

Sistema nervoso: Vertigem, sonolência, fadiga, cefaléia, tontura, neuralgia, alteração do paladar.

Psiquiátricas: Depressão secundária à descoloração da pele; foram registrados dois suicídios.

Provas laboratoriais: níveis elevados de albumina, bilirrubina sérica, e AST (SGOT); eosinofilia; hipopotassemia.

Outros: Infarto esplênico (vide advertências), tromboembolismo, anemia, cistite, dor óssea, edema, febre, linfadenopatia, dor vascular.

Como Usar (Posologia)

Recomenda-se a administração de clofazimina com leite ou com alimentos.

Clofazimina deve ser utilizado preferencialmente em combinação com um ou mais agentes anti-hansênicos a fim de prevenir o surgimento de resistência ao fármaco.

· Hanseníase dapsona-resistente multibacilar: 50 a 100mg/dia, v.o., associado com 1 ou mais anti-hansênicos. Hanseníase multibacilar eritematoso, com ameaça de lesão nervosa periférica ou ulceração epidérmica: 100 a 300mg/dia, v.o., em associação com adrenocorticóides (p.ex. 40 a 80 mg/dia de prednisona).

· Infecções por Micobacterium avium-intracelluare: 100mg. v.o., cada 8 horas, associado com 5 ou 6 medicamentos antituberculóticos.

Contra-Indicações de Clofazimina

Não há contra-indicações conhecidas.

Precauções

Gerais
Deve-se ter atenção para o fato de que a descoloração da pele devido ao uso de clofazimina pode resultar em depressão. Foram registrados dois casos de suicídios em pacientes que utilizavam clofazimina. Pode ser aplicado óleo na pele para amenizar o ressecamento e ictiose.

Os pacientes devem ser alertados de que a clofazimina pode causar uma descoloração da pele de vermelho para marrom escuro, assim como alteração na coloração da conjuntiva, lagrima, suor, saliva, urina e fezes. Os pacientes devem ser alertados de que a descoloração da pele, apesar de ser reversível, pode levar muitos meses ou anos para desaparecer após o término do tratamento com clofazimina.

Recomenda-se a ingestão de clofazimina às refeições.

Uso Pediátrico – Não foi estabelecida a segurança e eficácia em crianças. Há registros na literatura de diversos casos de crianças tratadas com clofazimina.

Modo de Uso (Posologia) de Clofazimina

Recomenda-se a administração de clofazimina com leite ou com alimentos.

Clofazimina deve ser utilizado preferencialmente em combinação com um ou mais agentes anti-hansênicos a fim de prevenir o surgimento de resistência ao fármaco.

· Hanseníase dapsona-resistente multibacilar: 50 a 100mg/dia, v.o., associado com 1 ou mais anti-hansênicos. Hanseníase multibacilar eritematoso, com ameaça de lesão nervosa periférica ou ulceração epidérmica: 100 a 300mg/dia, v.o., em associação com adrenocorticóides (p.ex. 40 a 80 mg/dia de prednisona).

· Infecções por Micobacterium avium-intracelluare: 100mg. v.o., cada 8 horas, associado com 5 ou 6 medicamentos antituberculóticos.

Advertências

Sintomas abdominais graves exigiram laparotomias exploratórias em alguns pacientes que receberam clofazimina. Relatos raros incluíram infarto esplênico, obstrução intestinal, e sangramento gastrointestinal. Também há relatos de morte após sintomas abdominais graves. Autópsias revelaram depósitos cristalinos de clofazimina em tecidos variados incluindo a mucosa intestinal, fígado e nódulos linfáticos mesentéricos.

Clofazimina deve ser utilizado com cautela em pacientes que apresentem problemas gastrointestinais, tais como dores abdominais e diarréia. As doses de clofazimina superiores a 100 mg/dia devem ser administradas pelo menor período de tempo possível e somente sob supervisão médica. Se o paciente apresentar queixas de cólicas ou dor de queimação abdominal, náusea, vômito ou diarréia, a dose de clofazimina deve ser reduzida e, se necessário, o intervalo entre doses deve ser ampliado ou a administração do fármaco descontinuada.

Composição

Cada cápsula de gelatina mole contém: 50 ou 100mg de clofazimina; excipiente q.s.p. 1 cápsula.

Farmacocinética

A clofazimina tem uma taxa de absorção variável por via oral, variando de 45 a 62%. As concentrações séricas médias em pacientes tratados com 100 e 300mg diários foram 0,7g/ml e 1,0 g/ml, respectivamente. Após ingestão de uma dose única de 300 mg, a eliminação da clofazimina inalterada e seus metabólitos em coleta de urina de 24 horas foi insignificante. Clofazimina é retido no organismo por longo período de tempo. A meia-vida após doses orais repetidas é estimada em pelo menos 70 dias. Parte do fármaco ingerido e recuperado nas fezes pode representar excreção biliar. Uma pequena quantidade é também eliminada pela saliva, secreção das glândulas sebáceas, e suor.

Clofazimina é altamente lipofílico, tendendo a se depositar predominantemente em tecido adiposo e em células do sistema reticuloendotelial. É transportado por macrófagos por todo o corpo. Em autópsias realizadas os cristais de clofazimina foram encontrados predominantemente nos nódulos linfo-mesentéricos, adrenais, gordura subcutânea, fígado, bile, vesícula biliar, baço, intestino delgado, músculos, ossos e pele.

Microbiologia
A medida da concentração inibitória mínima (MIC) de clofazimina sobre o bacilo da lepra in vitro não é ainda praticável. Nos estudos em patas de ratos, a multiplicação do M. leprae é inibida adicionando-se 0,0001 – 0,001% de clofazimina na dieta. Apesar do efeito bactericida iniciar-se logo após o início da ingestão da droga, ela não pode ser medida em biópsias de tecidos retirados para estudos em patas de ratos até aproximadamente 50 dias após o início da terapia.

A clofazimina não demonstra resistência cruzada com dapsona ou rifampicina.

Dispõe-se dos seguintes dados in vitro, mas sua importância clínica é desconhecida:
· clofazimina tem demonstrado inibir in vitro o M. avium e o M. bovis a concentrações de aproximadamente 0,1-1,0 g/ml. A MIC para M. avium-intracellulare isolada de pacientes com síndrome da imuno-deficiência adquirida (AIDS) varia de 1,0 a 5,0 g/ml. Com algumas exceções, outros microorganismos que não sejam micobactérias não são inibidos com clofazimina.

Formas Farmacêuticas e Apresentações

Cápsula de gelatina mole. embalagem com 100 cápsulas.

Gravidez e Lactação

Clofazimina não foi teratogênico em estudos com animais em laboratório a níveis de dose equivalentes a 8 vezes (coelhos) e 25 vezes (ratos) à dose diária usual no homem. No entanto, há evidências de fetotoxicidade em camundongos a 12-25 vezes a dose do homem (por ex.: retardamento de ossificação do crânio fetal, incidência aumentada de abortos e partos natimortos, e sobrevivência neonatal debilitada). A pele e tecido adiposo do recém-nascido tornou-se descolorida aproximadamente 3 dias após o nascimento, o que foi atribuído à presença de clofazimina no leite materno.

Observou-se que clofazimina atravessa a placenta humana. A pele de crianças nascidas de mulheres que receberam o fármaco durante a gestação era fortemente pigmentada no nascimento. Nenhuma evidência de teratogenicidade foi encontrada nessas crianças. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Clofazimina deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o benefício potencial justificar o risco ao feto.

Amamentação – a clofazimina é excretada no leite de mães que amamentam. Clofazimina não deve ser administrada a mulheres em fase de aleitamento exceto sob indicação estrita.

Informação Técnica

– Farmacodinâmica
A clofazimina exerce efeito bactericida lento no Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen). Clofazimina inibe o crescimento micobacteriano e liga-se preferencialmente ao ADN da micobactéria. Clofazimina exibe também atividade antiinflamatória clinicamente importante no controle do eritema nodoso da hanseníase. No entanto, seu mecanismo de ação exato é desconhecido.

Informação ao Paciente

O produto deve ser protegido do calor e umidade. O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilizar o produto após a data de validade.

Informe ao seu médico se estiver grávida, amamentando ou se ocorrer gravidez durante o tratamento.

Recomenda-se que as cápsulas sejam ingeridas com um pouco de leite ou alimentos. As cápsulas não devem ser cortadas.

Siga corretamente as instruções do médico quanto ao uso do produto, não interrompendo ou modificando o tratamento sem antes consultá-lo.

A clofazimina é geralmente bem tolerada, porém ocasionalmente podem ocorrer problemas estomacais e intestinais, ressecamento ou alteração da cor da pele, alteração da coloração das fezes (descoramento, escurecimento ou presença de sangue), escurecimento das pálpebras, suor, saliva, urina e lágrimas; ocasionalmente pode ocorrer alteração do paladar e irritação dos olhos. Caso ocorra alguma reação desagradável, avise ao seu médico, ele lhe dará a orientação adequada.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Antes do início do tratamento com a clofazimina, o paciente deve informar ao médico se está tomando qualquer outro medicamento. O paciente não deve tomar outro medicamento juntamente com a clofazimina sem orientação ou conhecimento do médico.

Contra-indicações: Úlcera gástrica e intestinal, alergia ao medicamento.

Precauções: antes de iniciar o tratamento, o paciente deve informar ao médico se tem problemas de estômago e de intestino, suspeita de úlcera, doença grave do fígado, doença de rim e de coração e se for paciente idoso. Deve-se evitar exposição prolongada ao sol sem protetor solar devido a possível fotossensibilidade. Doses diárias superiores a 100mg somente devem ser administradas sob supervisão médica.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

Interações Medicamentosas

Dados preliminares que sugeriam que dapsona pudesse inibir a atividade anti-inflamatória de clofazimina não foram confirmados. Se houver o desenvolvimento de reações inflamatórias associadas à hanseníase em pacientes tratados com dapsona e clofazimina, ainda assim é aconselhável continuar o tratamento com ambas as drogas.

Mutagenicidade, Carcinogenicidade e Toxicidade Sobre a Reprodução

Não foram conduzidos estudos de carcinogenicidade de longo prazo com clofazimina em animais. Os resultados de estudos de mutagenicidade (Teste de Ames) foram negativos. Houve alguma evidência de prejuízo a fertilidade em um estudo de ratos tratados com dose 25 vezes a dose humana usual; o número de recém-nascidos foi reduzido e houve proporção menor de gestações.

Superdosagem

Não há dados específicos disponíveis sobre o tratamento de superdosagem com clofazimina. no entanto, em caso de superdosagem, o estômago deve ser esvaziado por indução do vômito ou por lavagem gástrica, e deverá ser empregado tratamento sintomático de suporte.

Laboratório

Novartis Biociências S.A.

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