Princípio ativo: bromidrato de citalopram

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

CITAGRAN

bromidrato de citalopram

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Comprimidos revestidos – Embalagem contendo 30 comprimidos revestidos.

USO ORAL USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido revestido contém:

bromidrato de citalopram (equivalente a 20 mg de citalopram)………………25 mg

excipiente** q.s.p ……………………….1 comp. rev.

amido, celulose microcristalina, lactose monoidratada, estearato de magnésio, álcool polivinílico + dióxido de titânio + macro-gol + talco, água purificada.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento

CÍTAGRÃN é um medicamento da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que é uma classe de medicamentos do grupo dos antidepressivos. Age no cérebro, onde corrige as concentrações inadequadas de determinadas substâncias denominadas neurotransmissores, em especial a serotonia, que causam os sintomas de doença.

CITAGRAN é usado para tratar a depressão e, após a melhora, para prevenir a recorrência desses sintomas.

CITAGRAN é usado em tratamento de longo prazo para prevenir a recorrência de novos episódios depressivos em pacientes que tem depressão recorrente.

CITAGRAN é eficaz também para o tratamento de pacientes com transtorno do pânico e para o tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Cuidados de armazenamento: manter à temperatura ambiente entre (15°C a 30°). Proteger da luz e manter em lugar seco.

Prazo de validade: o número de lote e as datas de fabricação e validade estão impressos no cartucho do medicamento. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Gravidez e lactação: informe ao seu médico caso esteja grávida ou planejando engravidar.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu termino. Informe se médico se está amamentando.

Cuidados de administração: siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento: não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não interrompa o uso de CITAGRAN abruptamente. Seu médico saberá o momento de suspender a medicação. Quando isso ocorrer, deverá ser feito de modo gradual.

Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis tais como: náuseas, boca seca, sonolência, sudorese aumentada, tremor, diarreia, dor de cabeça ou insônia.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Contraindicações e precauções: CITAGRAN não deve ser administrado a pacientes em uso de inibidores da monoaminooxidase ÍIMAO s). CITAGRAN só deve ser iniciado 14 dias após a suspensão destes medicamentos (IMAO s).

CITAGRAN deve ser usado com cuidado em pacientes com doença hepática grave.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do inicio, ou durante o tratamento.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas; pois a sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

ESTE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO EM CRIANÇAS. .

NAO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MEDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAUDE.

Ingestão concomitante com outras substâncias

CITAGRAN não potencializa os efeitos do álcool. Apesar de não haver interação, recomenda-se não ingerir álcool durante o tratamento com ÒITAGRAN. Os comprimidos de CITAGRAN podem ser tomados em qualquer momento do dia, com ou sem alimentos. Informe seu médico se está fazendo uso de algum outro medicamento.

INFORMAÇÃO TÉCNICA

Farmacodinâmica

Estudos bioquímicos e comportamentais mostram que o citalopram é um potente inibidor de recaptação de serotonina (5-HT). A tolerância para a inibição da captação de 5-HT não é induzida pelo tratamento prolongado com citalopram.

O citalopram é o inibidor seletivo de recaptação de serotonina (IRS) de maior seletividade descrita até o momento, com nenhum ou mínimo efeito sobre a recaptação da noradrenalina (NA), dopamina (DA) e ácido gamaminobutírico (GABA).

Ao contrário dos antidepressivos triciclicos e de alguns dos mais novos inibidores da recaptação da serotonina, o citalopram não apresenta afinidade ou apresenta muito baixa afinidade aos receptores 5-HT1 A, 5-HT2, DA D1 e DA D2; colinérgicos mus-carinicos; histamínicos H1: alfa e beta-adrenérgicos; benzodiazepínicos e opioides. Uma série de testes funcionais in vitro em órgãos isolados, bem como testes funcionais in vivo, confirmaram a falta de afinidade por esses receptores. Essa ausência de efeitos sobre receptores poderia explicar porque o citalopram produz uma quantidade menor de efeitos colaterais tradicionais, como boca seca, distúrbios vesicais e intestinais, visão turva, sedação, carditoxicidade e hipotensão ortostática.

A supressão do sono durante o estágio REM (movimento rápido dos olhos) é considerado um fator preditivo da atividade an-tidepressiva. Como os antidepressivos triciclicos, outros ISRSs e inibidores da MAO; o citalopram suprime o sono REM e aumenta o sono profundo de ondas lentas. Embora não se ligue a receptores opioides, o citalopram potencializa o efeito antinociceptivo de analgésicos opioides comumente utilizados.

Os principais metabóiitos do citaiopram são ISRS, embora as relações de potência e seletividade deles sejam menores que as do citaiopram. No entanto, as relações de seletividade dos metabóiitos são maiores que as de vários dos ISRSs mais novos. Os metabóiitos não contribuem para o efeito antidepressivo total.

Em humanos, o citaiopram não compromete o desempenho cognitivo (função intelectual) e psicomotor e apresenta pouca ou nenhuma propriedade seletiva, seja sozinho ou em associação com álcool.

O citaiopram não reduziu o fluxo de saliva em um estudo de dose única em voluntários humanos e não teve nenhuma influência significativa sobre parâmetros cardiovasculares em nenhum dos estudos com voluntários sadios. Existem algumas evidências de um possível efeito leve sobre a secreção de prolactina.

Farmacocinética

Absorção: a absorção do citaiopram é quase completa e independe da ingestão de alimentos (TMÁX médio de 3 horas). A biodisponibilidade oral é cerca de 80%.

Distribuição: O volume de distribuição aparente (Vd) é cerca de 12 a 17 l/kg. A ligação a proteínas plasmáticas é menor que 80% para o citaiopram e seus principais metabólicos.

Biotransformação: O citaiopram é metabolizado nos derivados ativos desmeticitalopram, didesmetilcitalopram e citalopram-N-óxido e em um derivado inativo o ácido propiônico deaminado. Todos os metaboltitos ativos também são inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), porém mais fracos que o composto original. O citaiopram inalterado é o composto predominante no plasma. As concentrações de desmetilcitalopram e didesmetilcitalopram geralmente correspondem a 30% -50% e 5% -10% da concentração de citaiopram, respectivamente. A biotransformação do citaiopram em desmetilcitalopram é medida pela CYP2C19 (aproximadamente 60%), CYP3A4 (aproximadamente 30%) e CYP2D6 (aproximadamente 10%).

Eliminação: A meia-vida de eliminação (T1/2 ) é de cerca de um dia e meio, a depuração plasmática do citaiopram sistêmico (Cis) é de aproximadamente 0,3 a 0,4 l/min e a depuração plasmática do citaiopram oral é de aproximadamente 0,4 l/min. O citaiopram é excretado principalmente através do fígado (85%) e o restante (15%) através dos rins; 12% a 23% da dose diária são excretados através da urina na forma de citaiopram inalterado. A depuração hepática (residual) é de aproximadamente 0,3 l/min e a depuração renal é de aproximadamente 0,05 a 0,08 l/min. A cinética é linear. Os níveis plasmáticos são alcançados em uma a duas semanas. Concentrações medias de 300nmol/l (165 a 405 nmol/l) são alcançadas com uma dose diária de 40 mg. Não existe uma relação clara entre os níveis plasmáticos de citaiopram e a resposta terapêutica ou os efeitos colaterais. Em pacientes idosos (> 65 anos), as meias-vidas mais longas (1,5 a 3,75 dias) e os valores de depuração diminuídos (0,08 a 0,3 l/min) decorrentes de uma redução da velocidade de metaboiização foram demonstrados em pacientes idosos. Os níveis de equilíbrio em idosos foram cerca de duas vezes maiores que em pacientes mais jovens tratados com a mesma dose.

O citaiopram é eliminado mais lentamente em pacientes com função hepática reduzida. A meia-vida do citaiopram, nesses casos, é cerca de duas vezes mais longa e as concentrações de citaiopram em equilíbrio, em uma determinada dose, serão duas vezes maiores que em pacientes com função hepática normal.

O citaiopram é eliminado mais lentamente em pacientes com redução leve a moderada da função renal, sem nenhum impacto maior na farmacocinética do citaiopram. No momento, não há nenhuma informação disponível para o tratamento de pacientes com função renal gravemente reduzida (depuração de creatinina <20 ml/mim)

INDICAÇÕES

CITAGRAN é indicado para o tratamento e prevenção de recaída ou recorrência da depressão; de transtornos do pânico com ou sem agarofobia e em transtorno obsessivo compulsivo.

CONTRAINDICAÇÕES

CITAGRAN é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer um dos componentes.

O tratamento concomitante com IMAOs (inibidores da monoaminoxidase), incluindo seiegilina (inibidor seletivo da MAO-B) em doses acima de 10 mg por dia, é contraindicado (ver interações medicamentosas).

ESTE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO EM CRIANÇAS.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

CITAGRAN não deve ser administrado junto com IMAOs, incluindo selegelina (inibidor seletivo da MAO-B) em doses acima de 10 mg por dia (ver Contra-indicações e Interações Medicamentosas).

Pesquisas in vivo mostraram que a metaboiização do citaiopram não exibe nenhum polimorfismo clinicamente importante na oxidação da esparteína/debrisoquina (CYP2D6) e na hidroxilação da mefenitoína (CYP2C19). Consequentemente, não há necessidade de dose individualizada baseada nesses fenótipos.

Para o tratamento de pacientes idosos e pacientes com função renal ou hepática reduzida, ver Posologia.

Alguns pacientes com transtorno do pânico podem apresentar sintomas de ansiedade no inicio do tratamento com antide-pressivos. Essa reação paradoxal geralmente desaparece dentro de duas semanas durante o tratamento continuado. Acon-selha-se uma dose inicial baixa para reduzir a possibilidade de um efeito ansiogênico paradoxal (ver Posologia).

Como no caso dos outros ISRSs, CITAGRAN não deve ser administrado a pacientes que estejam recebendo inibidores da monoaminoxidade (IMAOs), com exceção de seiegilina em doses de até 10 mg por dia. O tratamento com CITAGRAN pode ser instituído 14 dias depois da suspensão de IMAOs não-seletivos e no mínimo um dia depois da suspensão de moclobemida. O tratamento com IMAOs pode ser introduzido 7 dias depois da suspensão de CITAGRAN (ver interações medicamentosas). Hiponatremia, provavelmente devido a secreção inapropriada de hormônio anti-diurético (SIADH), tem sido relatada como uma reação adversa rara com o uso de ISRs. Pacientes idosos, especialmente parecem ser um grupo de risco.

Após a administração prolongada, a cessação abrupta de ISRSs pode produzir, em alguns pacientes, sintomas de descon-tinuação, como tontura, parestesia, tremor, ansiedade, náuseas e palpitação. Recomenda-se que a descontinuação do tratamento seja reja realizada através da redução gradual da posologia ao longo de uma a duas semanas, a fim de evitar a ocorrência de sintomas de descontinuação.

Estes sintomas não são indicativos de vicio.

A possibilidade de tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que ocorra remissão significativa. Pacientes potencialmente suicidas não devem ter acesso a grandes quantidades de drogas.

Em pacientes maníaco-depressivos, pode ocorrer uma mudança na fase maníaca. Caso o paciente entre na faze maníaca, o uso de CITAGRAN deverá ser interrompido.

Embora experimentos com animais tenham mostrado que citaiopram não tem potencial epileptogênico, ele deve ser utilizado com cuidado em pacientes com antecedente de convulsões, assim como outros antidepressivos.

Conforme descrito para outros psicotrópicos, citaiopram pode modificar as respostas de insulina e glicose, exigindo ajuste

de terapia antidiabética em pacientes com diabetes; além disso, a doença depressiva pode por si só afetar o balanço de glicose dos pacientes.

Raramente a ocorrência de "síndrome serotoninérgica tem sido relatada em pacientes que estejam recebendo ISRSs. Uma combinação de sintomas, incluindo possivelmente agitação, confusão, tremor, miocionia e hipertermia, pode indicar o desenvolvimento dessa condição.

Uso durante a gravidez e a lactação

A experiência clinica de uso em mulheres grávidas é limitada.

Estudos de toxicidade reprodutiva não forneceram evidências de uma incidência aumentada de dano fetal ou outros efeitos deletérios sobre o processo produtivo.

Existem informações sobre a excreção de citalopram no leite materno, mas tais informações são insuficientes para a avaliação do risco para a criança. Recomenda-se cuidado.

Efeitos na capacidade de dirigir ou operar máquinas

CITAGRAN não compromete a função intelectual ou o desempenho psicomotor.

Entretanto, pode-se esperar que pacientes para os quais tenha sido prescrito medicamento psicotrópico apresentem algum comprometimento da atenção e concentração, devido à própria doença, ao medicamento ou a ambos. Os pacientes devem ser advertidos quanto a sua capacidade de dirigir carro e operar máquinas.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas; pois a sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A biotransformação do citalopram em desmetilcitalopram é mediada peias isoenzimas CYP2C19 (aproximadamente 60%), CYP3A4 e CYP2D6 do sistema citocromo P450. O citalopram e desmetilcitalopram tem pouca influência inibitória sobre as enzimas do citocromo P450, especialmente, quando comparado com outros ISRSs que inibem enzimas do citocromo P450 de forma significativa. Assim, é improvável que o citalopram em doses terapêuticas iniba a metabolização de drogas mediada pelo citocromo P450.

Associações, contraindicações: IMAOs (não-seletivos, bem como seletivos A (moclobemida) – risco de "síndrome serotoninérgica.

A administração simultânea de citalopram e inibidores da MAO pode causar síndrome serotoninérgica.

Assim como outros ISRSs, CITAGRAN não deve ser administrado a pacientes que estão sendo tratados com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), incluindo-se a seiegelina em doses acima de 10 mg diários. Tratamento com citalopram pode ser iniciado 14 dias após a descontinuação de IMAOs não-seietivos e, no mínimo 1 dia após a descontinuação de moclobemida. O tratamento com IMAOs pode ser iniciado 7 dias após a descontinuação do citalopram. Não há informação a respeito de associações.

Um estudo de interação farmacocinética/farmacodinâmica com a administração concomitante de citalopram e metoprolol mostrou um aumento de duas vezes das concentrações de metoprolol, mas nenhum aumento estatisticamente significativo no efeito do metoprolol sobre a pressão arterial ou na frequência cardíaca em voluntários sadios.

A cimetidina causou um aumento moderado dos níveis médios no citalopram. Recomenda-se, portanto, que se tenha cuidado no limite superior do intervalo de variação da dose de citalopram, quando este for utilizado concomitantemente com aitas doses de cimetidina. Não se recomenda nenhuma redução da dose geral de CITAGRAN durante a coadministração com cimetidina.

Um estudo de interação de farmacocinética/faimacodinâmica com o citalopram (20 mg por dia) e selegilina (10mg por dia) (um inibidor seletivo de MAO-B), administrados de forma concomitante, não demonstrou nenhuma interação clinicamente relevante.

Um estudo de interação com a administração concomitante de lítio e citalopram não revelou nenhuma interação farma-cocinética. Nenhuma interação farmacodinâmica foi encontrada em estudos clínicos nos quais o citalopram foi administrado concomitantemente com o lítio. Entretanto, não se pode excluir uma interação farmacodinâmica, visto que o lítio aumenta a neurotransmissão serotoninérgica, de tal forma que o tratamento concomitante com essas drogas deve ser conduzido com cuidado.

Não há estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de eletroconvulsoterapia (ECT) e citalopram.

Estudos de interação farmacocinética mostraram que, durante o tratamento com o CITAGRAN, foi indicada somente uma fraca inibição da esparteína oxigenase (CYP2D6), enquanto a mefenitoína oxigenase (CYP2C19) não foi influenciada pelo tratamento com o CITAGRAN.

Foram realizados estudos de interação farmacocinética com a ievomepromazina (protótipo de fenotiazinas) e a imipramina (protótipo de antidepressivos triciclicos). Não foi encontrada nenhuma interação farmacocinética de importância clínica.

Um estudo de interação com varfarina e o citalopram mostrou que o citalopram tenha qualquer efeito sobre a farmacodinâmica da varfarina.

Em um estudo de interação farmacocinética, o citalopram não causou nenhuma alteração ma farmacocinética da digoxina. Um estudo de interação de dose múltipla com a carbamazepina e o citalopram mostrou que é improvável que o citalopram tenha qualquer efeito sobre a farmacocinética da carbamazepina e ao seu metabólito, a carbamazepina-epóxido.

Em estudo de interação farmacocinética, o citalopram não efetou a farmacocinética da teofilina.

Não foi encontrada interação farmacodinâmica nem farmacocinética, quando o CITAGRAN foi administrado simultaneamente com álcool.

REAÇÕES ADVERSAS/ COLATERAIS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS

As reações adversas observadas com o CITAGRAN são em geral leves e transitórias. Elas são mais frequentes durante a primeira ou segunda semana de tratamento e geralmente se atenuam em seguida.

Os efeitos adversos mais comumente observados com o uso de CITAGRAN em estudos duplo-cegos, controlados por placebo e não observados com uma incidência igual entre pacientes tratados com placebo foram: náuseas, boca seca sonolência, sudorese aumentada, tremor, diarreia e distúrbios de ejaculação. A incidência excedente de cada um desses efeitos adversos em relação ao placebo é baixa.

Os eventos adversos mais comumente relatados em estudos clínicos com o citalopram foram: sudorese aumentada, cefaleia, tremor, sonolência, insônia, boca seca, náuseas, constipação e astenia.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Os comprimidos de CITAGRAN são administrados na forma de uma dose única.

Os comprimidos de CITAGRAN podem ser tomados em qualquer momento do dia, independentemente da ingestão de alimentos.

Visto que a resposta terapêutica em geral pode ser avaliada somente depois de 2 a 3 semanas de tratamento, um possível

aumento da dose (em elevações de 10 mg) deve ser realizado em intervalos de 2 a 3 semanas.

Adultos

Tratamento da depressão: CITAGRAN deve ser administrado na forma de uma dose oral única de 20 mg por dia. Dependendo da resposta individual do paciente e da gravidade da depressão, a dose pode ser aumentada até um máximo de 60 mg por dia.

Tratamento do transtorno do pânico: uma dose oral única de 10 mg é recomendada na primeira semana, antes de se aumentar a dose para 20 mg por dia. A dose pode ser aumentada adicionalmente, até um máximo de 60 mg por dia, dependendo da resposta individual do paciente.

Tratamento do transtorno obsessivo compulsivo: é recomendado a dose inicial de 20 mg. Se necessário, a dose pode ser aumentada até 60 mg, conforme critério médico.

Pacientes idosos (>65 anos de idade)

Tratamento da depressão: CITAGRAN deve ser administrado na forma de uma dose oral única de 20 mg por dia. Dependendo da resposta individual do paciente e da gravidade da depressão, a dose pode ser aumentada at um máximo de 40 mg por dia.

Tratamento do transtorno do pânico: uma dose oral única de 10 mg é recomendada na primeira semana, antes de se aumentar a dose para 20 mg por dia. A dose pode ser aumentada adicionalmente, até um máximo de 40 mg por dia, dependendo da resposta individual do paciente.

Crianças

Não se recomenda o uso de citalopram em crianças, uma vez que a segurança desse fármaco não esta estabelecida para crianças.

Função renal reduzida: não é necessário ajuste da posologia em pacientes com comprometimento renal leve ou moderado. Não esta disponível nenhuma informação sobre o tratamento de pacientes com função renal gravemente reduzida (depuração de creatinina <20 ml/min).

Função hepática reduzida: pacientes com função hepática reduzida devem receber doses não superiores a 30mg/dia. Duração do tratamento

Uma melhora significativa do humor deprimido pode ser notada já na primeira semana de tratamento e uma resposta antide-pressiva total em 2 a 4 semanas. O tratamento com antidepressivos é sintomático e deve, portanto ser, continuado por um período de tempo apropriado, geralmente 6 meses ou mais, após melhora clinica a fim de se prevenir recidiva.

No caso de pacientes com depressão recorrente (unipolar), a continuação da terapia durante alguns anos pode ser necessária para se evitar a ocorrência de novos episódios.

A eficácia máxima de CITAGRAN no tratamento do transtorno do pânico é alcançada depois de cerca de 3 meses e a resposta é mantida durante o tratamento continuado.

O inicio do efeito no tratamento do transtorno Obsessivo Compulsivo é de 2 a 4 semanas, havendo melhora adicional com a continuação do tratamento. Na interrupção do tratamento, a medicação deve ser gradualmente retirada, ao longo de algumas semanas.

SUPERDOSAGEM

Como o CITAGRAN é administrado para pacientes que apresentam risco potencial para suicídio, houve alguns relatos de tentativa de suicídio. Não existem detalhes quanto a combinações com outras drogas e/ou álcool.

A experiência proveniente de casos considerados como sendo provocados pelo citalopram em monoterapia mostrou o seguinte padrão: em doses abaixo de 600mg, sintomas leves de náuseas, tontura, taquicardia, tremor e sonolência^ foram evidentes; em doses acima de 600mq, podem ocorrer convulsões nas primeiras horas após a ingestão. As convulsões podem aparecer repentinamente, apesar de uma diminuição apenas discreta do nível de consciência, alterações de ECG, principalmente na forma de complexos QRS alargados, podem ocorrer algumas horas depois. Não foram relatadas arritmias graves ou hipotensão clinicamente significativa.

Conduta na superdosagem

Não existe antídoto especifico. O tratamento é sintomático e de suporte. Deve-se realizar lavagem gástrica assim que possível após a ingestão oral. Deverá ser instituída monitorização através do EGC, quando foram ingeridos mais de 600mg. Convulsões podem ser tratadas com diazepam. Complexos QRS largos podem ser normalizados através da infusão de solução hipertônica de cloreto de sódio. Um paciente adulto sobreviveu à intoxicação com 5.200mg de citalopram.

PACIENTES IDOSOS

Não constam na literatura relatos sobre advertências ou recomendações especiais do uso adequado por macientes idosos.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Registro MS n°. 1.0583.0677 Farm. Resp. Dra. Maria Geisa P. L. e Silva CRF-SP n°. 8.082

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