Princípio ativo: parecoxibe sódico

C1 – Receituário de controle especial em duas vias

Bextra IM/IV

Bextra® IM/IV
parecoxibe sódico
PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO – Bextra IM/IV

Nome: Bextra® IM/IVNome genérico: parecoxibe sódico
Forma farmacêutica e apresentações: Bextra® IM/IV pó liofilizado 40 mg em embalagem contendo 10 frascos- ampola.
USO ADULTO
USO INJETÁVEL POR VIA INTRAVENOSA OU INTRAMUSCULAR
Composição: Cada frasco- ampola de Bextra® IM/IV 40 mg contém parecoxibe sódico equivalente a 40 mg de parecoxibe.
Excipientes: fosfato de sódio dibásico, ácido fosfóricoa e hidróxido de sódioa.
a = para ajuste de pH.
PARTE II USO RESTRITO A HOSPITAIS
Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado. As informações ao paciente serão fornecidas pelo médico assistente, conforme necessário.
Bextra® IM/IV (parecoxibe) é um antiinflamatório e analgésico pertencente ao grupo de medicamentos denominados inibidores específicos da cicloxigenase 2 (COX- 2).
Após sua administração, Bextra® IM/IV é rapidamente transformado em valdecoxibe.
Bextra® IM/IV atua como inibidor específico da COX- 2 tanto central como perifericamente, inibindo a produção de prostaglandinas, causadoras da inflamação e dor.
Bextra® IM/IV é indicado para a prevenção e tratamento de dor pós- operatória em adultos.
Além disso, no tratamento de condições dolorosas no período pós- operatório que requerem o uso de opióides, Bextra® IM/IV reduz significativamente o consumo destes medicamentos.
Bextra® IM/IV deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz. Não refrigerar. Após a reconstituição, deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e pode ser utilizado dentro de 24 horas. Descartar após esse período. O produto reconstituído não deve ser refrigerado ou congelado.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
Deve- se evitar a administração de Bextra® IM/IV no terceiro trimestre de gravidez. Bextra® IM/IV só deve ser usado durante a gravidez se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.
Não se sabe se Bextra® IM/IV é excretado no leite materno. Informe ao seu médico caso esteja amamentando.
Bextra® IM/IV deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Bextra® IM/IV pode interagir com outros fármacos, como fluconazol, cetoconazol, inibidores da ECA, diuréticos, lítio e varfarina, entre outros (vide “Interações Medicamentosas”).
É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando outros medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Bextra® IM/IV.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o tratamento com Bextra® IM/IV, tais como hipotensão, lombalgia, tontura, osteíte alveolar, constipação, flatulência, equimose, agitação, insônia, aumento do suor, prurido, entre outras. Na experiência pós- comercialização observaram-se as seguintes reações adversas: náusea, vômito, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, insuficiência renal, insuficiência renal aguda, reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia e angioedema, necrólise epidérmica tóxica, dermatite esfoliativa, entre outras (vide “Reações Adversas”).
Bextra® IM/IV é contra- indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao parecoxibe ou valdecoxibe e a outros componentes da fórmula. Bextra® IM/IV é também contra-indicado a pacientes que demonstraram reações do tipo alérgica a sulfonamidas. Bextra® IM/IV não deve ser administrado em pacientes que tenham tido asma, urticária ou reações alérgicas depois de terem usado ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios não-esteróides (AINE) ou outros inibidores específicos da enzima cicloxigenase 2. Bextra® IM/IV também é contra-indicado a paciente em tratamento da dor pós-operatória imediatamente após cirurgia de revascularização do miocárdio.
Informe ao seu médico se você é portador de doença renal ou hepática.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS – Bextra IM/IV

Propriedades Farmacodinâmicas O parecoxibe é o pró- fármaco de valdecoxibe. O valdecoxibe é um membro da classe dos fármacos antiinflamatórios não-esteróides (AINEs), que, em modelos animais, apresenta atividades antiinflamatória, analgésica e antipirética. O parecoxibe é administrado na forma de seu sal sódico e é rapidamente convertido em valdecoxibe. Assim, a farmacologia in vivo de parecoxibe é a mesma de valdecoxibe. Acredita-se que o mecanismo de ação de valdecoxibe é a inibição da síntese de prostaglandinas mediadas pela inibição da cicloxigenase 2 (COX-2). Em concentrações plasmáticas terapêuticas em humanos, valdecoxibe não inibe a cicloxigenase 1 (COX-1).
Devido à inibição da COX- 2 central e periférica, valdecoxibe reduz a produção de prostaglandinas, importantes mediadores da dor e inflamação. Em modelos animais, a atividade analgésica de valdecoxibe não é reversível pela naloxona. Portanto, parecoxibe não tem potencial para causar dependência, sedação ou depressão respiratória, como observado nos agentes analgésicos opióides.
Quando administrado nas doses recomendadas para o alívio de dor pós- cirúrgica, o início da analgesia se deu em 7-14 minutos e atingiu efeito máximo em 2 horas em mais de 80% dos pacientes. A duração da analgesia foi dependente da dose e do padrão da dor.
A eficácia do parecoxibe foi estabelecida nos estudos de dor no pós- operatório de cirurgia dentária, ginecológica (histerectomia), ortopédica (prótese de joelho e quadril) e de revascularização do miocárdio (vide “Contra-indicações”). O primeiro efeito analgésico perceptível ocorreu em 7-13 minutos, com analgesia clinicamente significativa alcançada em 23-39 minutos e o efeito máximo foi alcançado dentro de 2 horas após a administração de doses únicas de 40 mg IV ou IM de parecoxibe. A magnitude do efeito analgésico da dose de 40 mg foi comparável à do cetorolaco 60 mg IM ou do cetorolaco 30 mg IV. Após uma dose única, a duração da analgesia foi dependente da dose e do modelo de dor clínica, e variou de 6 a mais de 12 horas.
Efeitos poupadores de Opióides O parecoxibe, nas doses recomendadas, reduziu de forma significativa o consumo de opióides e os efeitos adversos relacionados aos opióides relatados pelos pacientes (fadiga, sonolência, confusão, dificuldade de concentração, tontura, náuseas, constipação, dificuldade para urinar, coceira, ânsia de vômito/vômitos), ao mesmo tempo em que proporcionou maior alívio da dor em comparação com os opióides apenas.
No principal estudo de segurança em cirurgia ortopédica/ geral, a redução no uso de opióides com o tratamento com o parecoxibe nos Dias 2 e 3 foi de 37% e 28%, respectivamente. O benefício clínico deste consumo de opióides significativamente reduzido pelo parecoxibe em comparação com o placebo foi demonstrado nos dias nos Dias 2 e 3 por uma redução significativa (38%, 30% respectivamente) no escore global composto de frequência, gravidade e inconveniência dos efeitos adversos relacionados aos opióides. Estudos adicionais em outros ambientes cirúrgicos confirmaram tanto a redução no consumo de opióides como o benefício clínico do efeito poupador destes.
Plaquetas Nos estudos clínicos que avaliaram pacientes adultos jovens (18- 55 anos) e idosos (65-83 anos), doses únicas e múltiplas por até 7 dias com parecoxibe 20 mg e 40 mg duas vezes ao dia, não apresentaram efeito sobre a agregação plaquetária ou tempo de sangramento. Por comparação, cetorolaco 15 mg e 30 mg em dose única, ou após 5 dias de tratamento, reduziu significativamente a agregação plaquetária e aumentou significativamente o tempo de sangramento. O parecoxibe (40 mg a cada 12 horas) não apresentou um efeito clinicamente significativo sobre a inibição da função plaquetária mediada pelo ácido acetilsalicílico, e não alterou os efeitos farmacodinâmicos da heparina sobre o Tempo de Tromboplastina Parcial ativada (TTPA) ou sobre as plaquetas, em comparação com o placebo.
Estudos Gastrintestinais Em estudos de curta duração (7 dias), a incidência de úlceras ou erosões gastroduodenais observadas por endoscopia em voluntários jovens e idosos saudáveis ( 65 anos) que receberam o parecoxibe (5- 21%), embora maior do que a dos que receberam o placebo (5- 12%), foi significativamente menor do ponto de vista estatístico do que a incidência observada com AINEs (66-90%).
Estudos de Segurança no Pós- Operatório de Cirurgia de Revascularização do Miocárdio Além do relato de eventos adversos de rotina, categorias de eventos pré- especificadas, julgadas por um comitê independente de especialistas, foram examinadas em dois estudos de segurança controlados por placebo nos quais os pacientes receberam parecoxibe sódico por pelo menos 3 dias e, em seguida, tiveram a terapia trocada para valdecoxibe oral por uma duração total de 10-14 dias.
Todos os pacientes receberam o padrão de tratamento de analgesia durante a terapia.
Os pacientes receberam uma baixa dose de ácido acetilsalicílico antes da randomização e ao longo de dois estudos de cirurgia de revascularização do miocárdio.
O primeiro estudo de cirurgia de revascularização do miocárdio avaliou pacientes tratados com parecoxibe sódico 40 mg duas vezes ao dia por via intravenosa por um mínimo de 3 dias, seguido de um tratamento com valdecoxibe 40 mg duas vezes ao dia (grupo parecoxibe sódico/valdecoxibe) (n=311) ou placebo/placebo (n=151) em um estudo duplocego e controlado por placebo de 14 dias de duração. Houve uma incidência significativamente maior (p<0,05) de eventos cardiovasculares/ tromboembólicos (infarto do miocárdio, isquemia, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar) detectados no grupo de tratamento parecoxibe/valdecoxibe em comparação com o grupo de tratamento placebo/placebo para o período de administração IV (2,2% e 0,0% respectivamente) e por todo o período de estudo (4,8% e 1,3% respectivamente). Complicações da ferida cirúrgica (a maioria envolvendo cortes do esterno) foram observadas em uma taxa aumentada no tratamento com parecoxibe/valdecoxibe.
No segundo estudo de cirurgia de revascularização do miocárdio, foram avaliadas quatro categorias de eventos pré- especificados (cardiovascular/ tromboembólicos; disfunção renal/ insuficiência renal; úlcera/ sangramento do trato gastrintestinal superior; complicação da ferida cirúrgica). Os pacientes foram randomizados nas 24 horas pós-cirurgia de revascularização do miocárdio: dose inicial de parecoxibe 40 mg IV, em seguida 20 mg IV a cada 12 horas por um mínimo de 3 dias seguido de valdecoxibe VO (20 mg a cada 12 horas) (n=544) pelo período de tratamento restante de 10 dias; placebo IV seguido de valdecoxibe VO (n=544); ou placebo IV seguido de placebo VO (n=548). Uma incidência significativamente maior (p=0,033) de eventos da categoria cardiovascular/ tromboembólica foi detectada no grupo de tratamento parecoxibe/valdecoxibe (2,0%) em comparação com o grupo de tratamento placebo/placebo (0,5%).
O tratamento com placebo/valdecoxibe também foi associado a uma incidência maior de eventos cardiovasculares tromboembólicos versus tratamento com placebo, porém esta diferença não atingiu significância estatística. Três de seis eventos cardiovasculares tromboembólicos do grupo de tratamento placebo/valdecoxibe ocorreram durante o período de tratamento com placebo; estes pacientes não receberam o valdecoxibe. Os eventos pré- especificados que ocorreram com a incidência mais alta de todos os três grupos de tratamento envolveram a categoria de complicações da ferida cirúrgica, incluindo infecções e alterações da cicatrização do esterno.
Não houve diferenças significativas entre os tratamentos ativos e o placebo para qualquer uma das outras categorias de eventos pré- especificados (disfunção/insuficiência renal, complicações de úlceras do trato gastrintestinal superior ou complicações de corte cirúrgico).
O parecoxibe ainda não foi estudado em outros procedimentos de revascularização cardiovascular diferentes do de revascularização do miocárdio.
Em uma análise de 17 estudos controlados em cirurgias de grande porte, não- cardíaca, onde a maioria dos pacientes foi tratada por 2 dias, os pacientes que receberam o parecoxibe não apresentaram risco aumentado de eventos adversos cardiovasculares em comparação com o placebo. Incluindo pacientes com nenhum, um ou dois fatores de risco cardiovascular. Esta análise possui cerca de 77% de poder para detectar uma duplicação da taxa histórica de eventos adversos cardiovasculares em pacientes tratados com o parecoxibe.
Em um estudo principal de grande porte (N=1050) em cirurgia ortopédica/ geral, os pacientes receberam uma dose inicial de parecoxibe 40 mg IV, seguida de 20 mg IV a cada 12 horas por um mínimo de 3 dias seguido de valdecoxibe VO (20 mg a cada 12 horas) (n=525) pelo período de tempo restante de tratamento de 10 dias, ou placebo IV seguido de placebo VO (n=525). Não houve diferenças significativas no perfil de segurança global, incluindo cardiovascular/ tromboembólicos; disfunção renal/ insuficiência renal; úlcera/sangramento do trato gastrintestinal superior; complicação da ferida cirúrgica, para parecoxibe sódico/valdecoxibe em comparação com o tratamento placebo nestes pacientes pós- cirúrgicos.
Propriedades Farmacocinéticas Após administração por injeção IV ou IM, parecoxibe é rapidamente convertido em valdecoxibe, a substância farmacologicamente ativa, por hidrólise enzimática no fígado.
Absorção
A exposição de valdecoxibe após dose única de parecoxibe, como medido tanto pela área sob a curva (AUC) quanto pela concentração máxima (Cmáx), é quase linear na faixa de doses clínicas. A AUC e a Cmáx após duas administrações diárias é linear até 50 mg IV e 20 mg IM. O estado de equilíbrio das concentrações plasmáticas de valdecoxibe foi atingido em 4 dias com o esquema posológico de 2 vezes ao dia.
Após dose única de 20 mg de parecoxibe sódico por via IV e IM, a Cmáx de valdecoxibe é atingida em aproximadamente 30 minutos e 1 hora, respectivamente.
O parecoxibe na dose de 20 mg IV apresentou: Cmáx = 4679 ng/mL; Tmáx = 0,036 h; T1/2 efetivo = 0,381 h e AUC 699 h.ng/mL. Nas mesmas condições, valdecoxibe apresentou: Cmáx = 384 ng/mL; Tmáx = 0,542 h; T1/2 efetivo = 6,81 h e AUC 2358 h.ng/mL.
O parecoxibe na dose de 20 mg IM apresentou: Cmáx = 1255 ng/mL; Tmáx = 0,217 h; T1/2 efetivo = 0,340 h e AUC 663 h.ng/mL. Nas mesmas condições, valdecoxibe apresentou: Cmáx = 377 ng/mL; Tmáx = 0,890 h; T1/2 efetivo = 6,56 h e AUC = 2383 h.ng/mL.
Exposição de valdecoxibe foi similar em relação a AUC e Cmáx após administração IV e IM. Exposição de parecoxibe foi similar após administração IV ou IM em relação à AUC. A Cmáx média de parecoxibe após administração IM foi menor comparado à IV em bolus, que é atribuído à absorção extravascular mais lenta após administração IM. Essas reduções não foram consideradas clinicamente importantes uma vez que a Cmáx de valdecoxibe é comparável após administração IM e IV de parecoxibe sódico.
Distribuição
O volume de distribuição de valdecoxibe depois de sua administração IV é de aproximadamente 55 litros. A ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 98% na faixa de concentração (0,21 – 2,38 mcg/mL) atingida com a máxima dose recomendada de 80 mg/dia. O valdecoxibe, mas não parecoxibe, difunde-se extensivamente para o interior dos eritrócitos (razão de concentração plasmática/ eritrócitos 4 para 1 e razão sangue/plasma 2,5 para 1). Esta razão de difusão é constante no tempo e em concentrações sanguíneas terapêuticas. Portanto, a medição de concentrações plasmáticas de valdecoxibe em estudos farmacocinéticos é apropriada.
Metabolismo
O parecoxibe é rápida e quase completamente convertido em valdecoxibe e ácido propiônico in vivo com meia- vida plasmática de aproximadamente 22 minutos. A taxa de conversão de parecoxibe para valdecoxibe não é afetada em pacientes com comprometimento hepático de leve a moderado. A eliminação do valdecoxibe é extensivamente por metabolização hepática envolvendo vias múltiplas, incluindo citocromo P-450 (CYP-isoenzimas 3A4 e CYP2C9) e glicuronidação (cerca de 20%) do radical sulfonamida. Identificou-se um metabólito do valdecoxibe (forma hidroxilada pela via do CYP-450) no plasma humano, que é ativo como um inibidor da COX-2. Ele representa cerca de 10% da concentração de valdecoxibe. Após metabolização deste, cerca de 5% é excretado na urina e fezes. A concentração reduzida desse composto sugere que ele não contribua de forma clinicamente significativa para os efeitos da administração de doses terapêuticas de parecoxibe sódico.
Excreção
O valdecoxibe é eliminado por metabolismo hepático com menos de 5% da dose excretada inalterada na urina. Não se detecta parecoxibe inalterado na urina e apenas pequena quantidade é detectada nas fezes. Cerca de 70% da dose é excretada na urina como metabólitos inativos. O clearance plasmático (CLp) de valdecoxibe é de aproximadamente 6 L/h. Em pacientes submetidos à hemodiálise o CLp de valdecoxibe foi semelhante ao CLp em indivíduos saudáveis. A meia- vida de eliminação (T1/2) de valdecoxibe após administração IV ou IM de parecoxibe sódico é de aproximadamente 8 horas.
Populações Especiais
Geriátrica As concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio de valdecoxibe em pacientes idosos, quando ajustadas ao peso corporal, são cerca de 40% maiores que aquelas em jovens do sexo masculino. O ajuste da dose em idosos geralmente não é necessário. No entanto, em idosos pesando menos de 50 kg, deve- se iniciar o tratamento com metade da dose de Bextra® IM/IV (parecoxibe) usualmente recomendada (vide “Posologia”).
Pediátrica Bextra® IM/IV não foi estudado em pacientes menores de 18 anos de idade.
Raça Diferenças farmacocinéticas relacionadas à raça não foram identificadas nos estudos clínicos e farmacocinéticos conduzidos até o momento.
Insuficiência hepática Recomenda- se a redução da dose à metade em pacientes com insuficiência hepática moderada (Classe B de Child-Pugh), uma vez que a exposição à valdecoxibe foi mais que duplicada (130%) nestes pacientes. No entanto, insuficiência hepática moderada não reduziu a conversão de parecoxibe em valdecoxibe. Pacientes com insuficiência hepática grave não foram estudados, portanto, não se recomenda o uso de parecoxibe nesses pacientes.
Insuficiência renal Em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/minuto) ou em pacientes predispostos à retenção hídrica, parecoxibe deve ser iniciado com a menor dose recomendada e a função renal do paciente deve ser monitorizada.

INDICAÇÕES – Bextra IM/IV

Bextra® IM/IV (parecoxibe) é indicado para a prevenção e tratamento de dor pós- operatória em adultos.Além disso, no tratamento de condições dolorosas no período pós- operatório que requeiram o uso de opióides, Bextra® IM/IV reduz significativamente o consumo destes medicamentos sem prejuízo da analgesia.
Nas situações acima, demonstrou- se a eficácia analgésica e a extensa utilidade clínica de parecoxibe (administrado por via parenteral) em múltiplos modelos clínicos de dor. A eficácia analgésica de Bextra® IM/IV foi determinada por várias medidas-padrão como escalas de intensidade e alívio da dor, além da avaliação global pelo paciente. A resposta analgésica de parecoxibe mostrou-se independente de idade, sexo ou gravidade da dor.
Bextra® IM/IV administrado 30 a 45 minutos antes da cirurgia retardou significativamente o surgimento de dor pós- operatória.
Não houve diferença significativa do perfil de segurança de Bextra® IM/IV administrado no pré ou pós- operatório.
Acredita- se que um dos motivos deste perfil de segurança está relacionado à ausência de efeito sobre a adesividade plaquetária. Estudos in vitro e comparações do tempo de sangramento entre pacientes recebendo parecoxibe ou AINEs convencionais, sugerem este benefício da inibição específica da COX-2.

CONTRA-INDICAÇÕES – Bextra IM/IV

Bextra® IM/IV (parecoxibe) é contra- indicado nas seguintes situações:
•  Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao parecoxibe ou valdecoxibe e a outros componentes da fórmula;
•  Pacientes que demonstraram reações do tipo alérgica a sulfonamidas;
•  Pacientes que tenham tido asma, urticária ou reações alérgicas depois do uso de ácido acetilsalicílico, AINEs ou outros inibidores específicos da COX- 2. Nestes pacientes, podem ocorrer reações anafiláticas graves, raramente fatais (vide “Advertências e Precauções”);
•  Pacientes em tratamento da dor pós- operatória imediatamente após cirurgia de revascularização do miocárdio (CABG).

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – Bextra IM/IV

Efeitos cardiovascularesInibidores COX- 2, classe da qual o parecoxibe faz parte, está associado com o aumento do risco de eventos adversos cardiovasculares e trombóticos quando administrados por muito tempo. A exata magnitude do risco associado com uma dose única ainda não foi determinado, assim como a exata duração da terapia associada com risco aumentado.
Dois estudos separados sobre a cirurgia de revascularização do miocárdio (CABG) mostraram que pacientes recebendo parecoxibe por no mínimo 3 dias seguidos e valdecoxibe via oral (o metabólito ativo do parecoxibe) por 7- 14 dias, apresentaram aumento da incidência de eventos cardiovasculares e tromboembólicos (por ex. infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral) comparados com aqueles recebendo placebo (vide “Propriedades Farmacodinâmicas”). O parecoxibe é, portanto, contra-indicado, para o tratamento de dor pós-operatória imediata seguida de cirurgia CABG.
Efeitos Gastrintestinais (GI) Em pacientes tratados com parecoxibe, ocorreu hemorragia, ulceração ou perfuração do TGI superior. Os pacientes sob maior risco de desenvolvimento de complicação ulcerosa com AINEs são os idosos, aqueles com doença cardiovascular, os usuários de ácido acetilsalicílico ou os pacientes com história de doença do TGI ou doença ativa do TGI, tais como ulceração, sangramento ou condições inflamatórias.
Bextra® IM/IV (parecoxibe) é um inibidor específico da COX- 2 e não afeta a função da COX-1, como demonstram resultados de estudos clínicos relevantes. Não se sabe, contudo, como se aplicam ao parecoxibe as taxas de toxicidade gastrintestinal grave observadas com outros AINEs que inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2.
Toxicidade gastrintestinal grave como sangramento, ulceração e perfuração do estômago ou duodeno, pode ocorrer a qualquer momento, com ou sem sintomas, em pacientes tratados com antiinflamatório não- esteróide (AINE). Outros sintomas gastrintestinais altos, como dispepsia, podem ocorrer a qualquer momento durante a terapia com um AINE. Assim, os médicos devem estar atentos a esse risco, mesmo na ausência de sintomas prévios do trato gastrintestinal (GI).
Os pacientes devem ser informados dos sinais e/ou sintomas de toxicidade GI grave e das medidas a serem tomadas caso estes ocorram. Apesar dos efeitos sobre o trato GI serem mais frequentes em tratamento prolongado, terapias de curta duração não estão fora de risco.
Bextra® IM/IV deve ser prescrito com cautela a pacientes com histórico de doença ulcerosa ou sangramento gastrintestinal alto. A maior parte dos relatos espontâneos de eventos GI fatais ocorrem em idosos e pacientes debilitados; portanto, cuidado especial deve ser empregado no tratamento desta população.
Para diminuir o risco potencial de um evento GI, deve- se usar a dose eficaz mais baixa e pelo menor tempo possível. Para pacientes de alto risco, deve-se considerar o uso de terapias que não envolvam AINEs.
Além de antecedente de doença ulcerosa, estudos epidemiológicos identificaram outras condições que podem aumentar o risco de sangramento GI: tratamento com corticosteróides e/ou anticoagulantes, maior exposição aos AINEs, tabagismo, alcoolismo, idade avançada e mau estado geral.
Efeitos na Pele O valdecoxibe, a parte ativa do parecoxibe, contém o radical sulfonamida e em pacientes com história conhecida de alergia à sulfonamidas pode aumentar o risco de reações dermatológicas. Pacientes sem história prévia de alergia a sulfonamidas pode também estar sob risco de apresentar reações cutâneas graves.
Foram relatadas reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme e síndrome de Stevens- Johnson, através da vigilância pós-comercialização em pacientes que receberam Bextra® IM/IV. Também foram relatadas dermatite esfoliativa, eritema multiforme e síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica através da vigilância pós-comercialização em pacientes que receberam Bextra® IM/IV. Foram relatadas fatalidades devido à síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica com valdecoxibe e não podem ser descartadas para Bextra® IM/IV. Os pacientes parecem estar sob um risco maior para esses eventos durante o início do tratamento; com o início dos eventos ocorrendo, na maioria dos casos, dentro das duas primeiras semanas de tratamento.
Bextra® IM/IV deve ser interrompido ao primeiro sinal de erupção cutânea (rash), lesões na mucosa ou qualquer outro indicativo de hipersensibilidade. Reações dermatológicas graves também foram relatadas com outros inibidores da COX- 2 durante a experiência pós-comercialização.
A frequência desses eventos parece ser maior para valdecoxibe quando comparados a outros agentes da COX- 2.
Reações Anafilactóides Foram relatadas reações de hipersensibilidade (reações anafiláticas e angioedema) durante a experiência pós- comercialização com valdecoxibe e Bextra® IM/IV (vide “Reações Adversas – Experiência Pós-Comercialização”). Essas reações ocorreram em pacientes com e sem história de reações alérgicas a sulfonamidas (vide “Contra-indicações”).
Não foram descritas reações anafilactóides em pacientes recebendo Bextra® IM/IV em estudos clínicos. Contudo, podem ocorrer reações anafilactóides em pacientes sem exposição prévia conhecida a parecoxibe. Bextra® IM/IV não deve ser administrado a pacientes com a tríade do ácido acetilsalicílico (AAS). Este complexo de sintomas tipicamente ocorre em pacientes asmáticos que apresentam rinites com ou sem pólipos nasais, ou que apresentam broncoespasmo grave e potencialmente fatal, depois de tomar AAS ou outros AINEs (vide “Contra- indicações”). Deve-se procurar atendimento de emergência quando ocorrer uma reação anafilactóide.
O ácido acetilsalicílico (AAS) pode desencadear asma em pacientes asmáticos. Nestes pacientes a ocorrência de broncoespasmo grave pode ser fatal. Embora não esteja claro como isto se aplica ao parecoxibe, Bextra® IM/IV deve ser administrado com cautela nesses pacientes.
Uso com varfarina ou agentes similares A co- administração de parecoxibe e varfarina causou um pequeno aumento da área sob a curva (AUC) da varfarina e também do tempo de protrombina (medido pelo International Normalized Ratio – INR). Embora os valores médios do INR tenham aumentado pouco com a co-administração de Bextra® IM/IV, a variabilidade diária individual dos valores do INR foi aumentada. A atividade anticoagulante deve ser monitorada, particularmente durante os primeiros dias, após o início do tratamento com Bextra® IM/IV em pacientes que estejam em uso de varfarina ou agentes similares, uma vez que estes pacientes apresentam um risco aumentado de complicações hemorrágicas.
Retenção de Líquido e Edema Como acontece com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, observaram- se retenção de líquido e edema em alguns pacientes em uso de Bextra® IM/IV. Portanto, Bextra® IM/IV deve ser usado com cuidado em pacientes com condições que predisponham à (ou sejam agravadas pela) retenção de líquido. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão preexistentes devem ser monitorados cuidadosamente.
Efeitos Renais Foi relatada insuficiência renal aguda durante a experiência pós- comercialização em pacientes recebendo Bextra® IM/IV (vide “Reações Adversas”). Pacientes com doença renal avançada em tratamento com Bextra® IM/IV devem ter a função renal cuidadosamente monitorada (vide “Posologia”).
A administração de AINE por longo prazo pode resultar em necrose papilar e outras lesões renais. Toxicidade renal também foi descrita em pacientes nos quais as prostaglandinas renais têm papel compensatório na manutenção da perfusão renal, por exemplo, pacientes com função renal prejudicada, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, em uso de diuréticos ou inibidores da ECA, idosos ou intensamente desidratados. Nesses pacientes, a administração de um antiinflamatório não- esteróide pode causar redução dose-dependente na formação de prostaglandinas renais e, secundariamente, no fluxo sanguíneo renal, o que pode precipitar uma descompensação do quadro clínico precedente. A interrupção da terapia com AINE é geralmente seguida pela recuperação do estado anterior ao tratamento.
Os efeitos renais de Bextra® IM/IV são semelhantes àqueles observados com os AINEs convencionais.
Recomenda- se cautela nos pacientes com doença renal preexistente.
Deve- se ter cuidado ao se iniciar o tratamento com Bextra® IM/IV em pacientes com desidratação. É aconselhável reidratar os pacientes primeiro e, em seguida, iniciar o tratamento com Bextra® IM/IV.
Efeitos Hepáticos Pacientes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child- Pugh) não foram estudados. O uso de Bextra® IM/IV em pacientes com insuficiência hepática grave não é recomendado. Bextra® IM/IV deve ser utilizado com cautela quando administrado a pacientes com insuficiência hepática moderada (Classe B de Child-Pugh) e iniciado na menor dose recomendada (vide “Posologia”).
Durante o tratamento com Bextra® IM/IV, qualquer paciente com sinais e/ou sintomas sugestivos de insuficiência hepática, ou que tenha apresentado uma prova de função hepática anormal, deve ser monitorado cuidadosamente quanto ao desenvolvimento de uma reação hepática mais grave.
Geral Por reduzir a inflamação, Bextra® IM/IV pode diminuir a utilidade de sinais diagnósticos, como febre, na detecção de infecções.
Carcinogênese e Mutagênese Não foram conduzidos estudos de longo prazo em animais para se avaliar a carcinogênese potencial do Bextra® IM/IV. Nenhuma evidência de mutagenicidade e clastogenicidade foi observada em testes de genotoxicidade com valdecoxibe. Bextra® IM/IV não alterou a fertilidade masculina e feminina em ratos.
Uso em Crianças Não foram avaliadas a segurança e a eficácia em indivíduos menores de 18 anos.
Uso durante a Gravidez Não foi evidenciada teratogenicidade em estudos em ratos e coelhos. Estudos em ratos em doses maternalmente tóxicas e estudos em coelhos na dose máxima avaliável não revelaram efeitos embriotóxicos além de perda pós- implantação, que foi observada com outros fármacos que inibem a síntese de prostaglandina.
Não há estudos em mulheres grávidas.
Bextra® IM/IV só deve ser usado durante a gravidez se o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o feto.
Assim como com outros medicamentos que inibem a síntese de prostaglandinas, deve- se evitar o uso de Bextra® IM/IV no último trimestre de gestação, uma vez que ele pode causar inércia uterina e fechamento prematuro do canal arterial.
Bextra® IM/IV é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.
Uso durante a Lactação Bextra® IM/IV e seu metabólito ativo são excretados no leite de ratas. Não se sabe se esses fármacos são excretados no leite humano. Como muitos fármacos são excretados no leite humano e por causa do potencial de reações adversas em crianças lactentes devido ao Bextra® IM/IV, deve- se decidir entre suspender o aleitamento ou o tratamento, levando em consideração a importância do fármaco para a mãe.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas Não foi estudado o efeito de Bextra® IM/IV sobre a capacidade de dirigir ou de operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS – Bextra IM/IV

Geral Os estudos de interação medicamentosa foram realizados tanto com Bextra® IM/IV (parecoxibe) quanto com valdecoxibe, a forma ativa do fármaco.
Em humanos, parecoxibe sofre extenso metabolismo hepático envolvendo as isoenzimas P450 3A4 e 2C9, e vias P450- independentes (por ex., glicuronidação). A administração concomitante de parecoxibe com inibidores conhecidos da CYP3A4 e da 2C9 pode resultar em aumento da AUC de parecoxibe.
Estudos in vitro com sistemas microssomais hepáticos humanos não demonstraram efeitos inibitórios significativos sobre as isoformas CYP3A4, 2D6, 2E1 e 1A2 por parecoxibe e valdecoxibe. A atividade inibitória fraca foi encontrada nas isoenzimas 2C9 e 2C19.
Específicas • interação com varfarina e agentes similares: vide “Advertências e Precauções”.
•  fluconazol e cetoconazol: a área sob a curva (AUC) do valdecoxibe aumentou em 62% quando este foi administrado com fluconazol, um inibidor da CYP2C9, e em 38% quando administrado com cetoconazol, um inibidor da CYP3A4. Nos pacientes que estejam recebendo tratamento com fluconazol, Bextra® IM/IV deve ser administrado na menor dose recomendada. Não é necessário ajuste de dose em uso concomitante com cetoconazol (vide “Posologia”).
• inibidores da ECA: há relatos de que os AINEs possam diminuir o efeito anti- hipertensivo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Não está claro, até o presente momento, como isto pode se aplicar a Bextra® IM/IV. Essa interação potencial deve ser levada em consideração em pacientes usando Bextra® IM/IV concomitantemente com inibidores da ECA.
•  diuréticos: estudos clínicos demonstraram que AINEs, em alguns pacientes, podem reduzir o efeito natriurético da furosemida e tiazídicos pela inibição da síntese renal de prostaglandinas.
• lítio: valdecoxibe causou reduções significativas no clearance sérico do lítio (25%) e no clearance renal (30%) com uma área sob a curva sérica 34% maior em relação ao lítio isolado. A concentração sérica de lítio deve ser cuidadosamente monitorada ao se iniciar ou ao se modificar o tratamento com parecoxibe em pacientes que já recebam lítio.
•  contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona): foram realizados estudos de interação entre valdecoxibe oral (comprimidos) e contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona) e nenhum evento adverso sério ou significativo foi relatado. Neste estudo foram adimistrados 40 mg de Valdecoxibe oral 2 vezes ao dia em conjunto com um ciclo de 35 dias de Ortho Novum 1/35® ( doses de 35 ìg de etinilestradiol e 1 mg de noretindrona). Isto resultou em um aumento de 34% e 20% na concentração AUC de etinilestradiol e noretindrona, respectivamente. Não houve evidencia de aumento ou pico de LH ou FSH pré ovulatório. Não houve perda da eficácia do contraceptivo oral. Não foram relatados eventos adversos relacionados à trombose venosa.
•  outros: foram realizados estudos de interação entre Bextra® IM/IV e midazolam oral e IV, heparina, propofol, fentanila e alfentanila. Foram também realizados estudos de interação entre valdecoxibe e gliburida, metotrexato, fenitoína, omeprazol e diazepam. Nenhuma interação clinicamente importante foi observada nesses estudos.
Bextra® IM/IV 40 mg 2 vezes ao dia por 7 dias não produziu inibição clinicamente relevante no metabolismo pelo CYP2D6 envolvido na conversão de dextrometorfano em dextrorfano.
Não foram realizados estudos formais de interação entre parecoxibe e agentes anestésicos inalatórios, tais como óxido nitroso e isoflurano. No entanto, não há evidência de interação medicamentosa em estudos clínicos.
Bextra® IM/IV não tem efeito sobre a inibição da agregação plaquetária mediada pelo AAS em baixas doses ou sobre os tempos de sangramento. Os estudos clínicos indicam que parecoxibe pode ser administrado com doses baixas de AAS. Devido à ausência de efeitos plaquetários, Bextra® IM/IV não substitui AAS como profilaxia cardiovascular.

REAÇÕES ADVERSAS – Bextra IM/IV

Estudos ClínicosAs seguintes reações adversas foram relatadas em uma incidência igual ou maior do que 0,5% e maior ou igual ao placebo em pacientes que receberam Bextra® IM/IV (parecoxibe) em 13 estudos controlados de cirurgia oral e geral.

Eventos com incidência  1% e < 10% Sistema nervoso autônomo: hipotensão
Geral: lombalgia (dor nas costas)
Sistema nervoso central e periférico: tontura
Sistema gastrintestinal: osteíte alveolar (por deslocamento do coágulo sanguíneo expondo o osso após extração dentária), constipação, flatulência
Sistema sanguíneo: equimose
Psiquiátrico: agitação, insônia
Pele e anexos: aumento do suor, prurido
Eventos com incidência  0,5% e < 1% Local da injeção: dor no local da injeção
Sistema nervoso autônomo: boca seca
Geral: astenia, edema periférico
Sistema auditivo: dor de ouvido
Sistema cardíaco: bradicardia
Metabólico e nutricional: hiperglicemia
Sistema musculoesquelético: artralgia
Sistema respiratório: faringite
Pele e anexos: rash, complicações dermatológicas pós- operatórias
Sistema urinário: oligúria
Após cirurgia de revascularização do miocárdio, pacientes que receberam Bextra® IM/IV tiveram um maior risco de desenvolverem reações adversas, como reações cardiovasculares/tromboembólicas (por ex., infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral), infecções cirúrgicas ou complicações da cicatrização da ferida do esterno.
Experiência Pós- Comercialização Distúrbios gastrintestinais: náusea, vômito.
Na experiência pós- comercialização, foram relatados os seguintes eventos adversos raros e graves em associação ao uso de Bextra® IM/IV: eritema multiforme, síndrome de Stevens Johnson, insuficiência renal, insuficiência renal aguda e reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia e angioedema (vide “Advertências e Precauções”).
Na experiência pós- comercialização, além do eritema multiforme e da síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica e dermatite esfoliativa foram relatadas durante o uso de valdecoxibe e não podem ser descartadas para o Bextra® IM/IV.

POSOLOGIA – Bextra IM/IV

Bextra® IM/IV (parecoxibe) pode ser administrado por via IV ou IM em dose única ou em dose múltipla em regime regular ou quando necessário. Após o início do tratamento, a dose pode ser ajustada baseado na resposta do paciente. O tempo de duração do tratamento não deve exceder a 5 dias. Bextra® IM/IV só é indicado para pacientes que precisam de terapia parenteral e para aqueles em que um beneficio similar não pode ser obtido com terapia oral alternativa. É recomendado que os pacientes sejam transferidos para a terapia oral alternativa assim que indicado clinicamente.
Como o risco de doenças cardiovasculares associadas a inibidores específicos da ciclooxigenase- 2 (COX-2) pode aumentar com a dose e duração da exposição, devem ser usadas a menor duração possível e a dose efetiva diária mais baixa. No entanto, a relevância desta descoberta para o uso de curto-prazo de parecoxibe no cenário pós-operatório não foi avaliado.
Analgesia Imediata A dose única ou inicial recomendada para tratamento de dor é de 40 mg por via IM ou IV.
Prevenção da Dor Pós- operatória A dose recomendada na administração pré- operatória é de 40 mg IM ou IV (preferencialmente IV), 30 a 45 minutos antes do procedimento cirúrgico. Pode ser necessário continuar o tratamento com Bextra® IM/IV no pós-operatório para adequar o efeito analgésico.
Manutenção da Analgesia Após a prevenção da dor pós- operatória ou da obtenção da analgesia inicial, pode-se repetir o uso de Bextra® IM/IV com 20 mg ou 40 mg a cada 6 a 12 horas. A dose diária máxima é de 80 mg por via IM ou IV.
Não se recomenda o uso por outras vias de administração, que não IM ou IV, devido à ausência de dados clínicos.
Uso Concomitante com Analgésicos Opióides Analgésicos opióides podem ser usados concomitantemente com parecoxibe na dose descrita em “Analgesia Imediata”. Em estudos clínicos, a necessidade diária por opióides foi reduzida significativamente (20- 40%) quando co-administrados com Bextra® IM/IV. Um efeito ótimo é obtido quando Bextra® IM/IV é dado antes da administração do opióide.
Administração A injeção in bolus pode ser administrada diretamente na veia ou numa via IV existente (vide “Compatibilidade”). A injeção IM deve ser administrada lenta e profundamente no interior do músculo.
Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com insuficiência hepática leve (Classe A de Child- Pugh). A menor dose recomendada deve ser utilizada em pacientes com insuficiência hepática moderada (Classe B de Child-Pugh).
Não há estudos envolvendo pacientes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child- Pugh), portanto, não se recomenda o uso em tais pacientes.
A dose inicial recomendada em pacientes com alteração hepática moderada é de 20 mg e a dose diária máxima deve ser reduzida para 40 mg.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal O tratamento com Bextra® IM/IV de pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min) ou daqueles que possam estar predispostos à retenção de líquidos deve ser iniciado com a menor dose recomendada, e a função renal cuidadosamente monitorada.
Uso em Crianças A segurança e eficácia em indivíduos menores de 18 anos de idade não foram estabelecidas.
Uso em Idosos Não é necessário, geralmente, ajuste de dose. No entanto, para pacientes idosos pesando menos que 50 kg, é aconselhável reduzir a dose inicial de Bextra® IM/IV em 50%. A dose diária máxima deve ser reduzida para 40 mg em pacientes pesando menos que 50 kg.
Co- administração com fluconazol Quando Bextra® IM/IV é co- administrado com fluconazol, a menor dose de Bextra® IM/IV recomendada deve ser utilizada.
Instruções de Uso Bextra® IM/IV deve ser reconstituído antes do uso. O produto não contém conservantes e sua preparação exige técnica asséptica. Recomenda- se reconstituir Bextra® IM/IV com 2 mL (frascos de 40 mg) de solução IM/IV de cloreto de sódio a 0,9%.
Os seguintes diluentes também podem ser utilizados para a reconstituição de Bextra® IM/IV: solução bacteriostática de cloreto de sódio a 0,9%, solução de glicose a 5%, solução de glicose a 5% com cloreto de sódio a 0,45%.
Não se recomenda para a reconstituição o uso de solução de Ringer lactato ou solução de glicose a 5% em Ringer lactato, pois ocorrerá a precipitação do fármaco. Não se recomenda o uso de água para injetáveis para a reconstituição de Bextra® IM/IV, uma vez que a solução resultante não é isotônica.
Após a reconstituição e antes da administração, Bextra® IM/IV deve ser inspecionado visualmente. O produto não deve ser utilizado se for observada descoloração, turvação ou presença de partículas. Bextra® IM/IV deve ser utilizado no período de 24 horas após a reconstituição, desde que armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e protegido da luz. Após esse período, deve ser descartado. Não refrigerar ou congelar o produto reconstituído.
Compatibilidades e Incompatibilidades Após a reconstituição com diluente adequado (vide “Instruções de uso”) Bextra® IM/IV pode ser injetado através de uma via de infusão IV, usada para as soluções abaixo:
. solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%;
. solução de glicose a 5%;
. solução de Ringer lactato;
. solução de glicose a 5% com cloreto de sódio a 0,45%.
Não se recomenda a injeção em via de administração intravenosa com solução de glicose a 5% em Ringer lactato ou outras soluções IV não listadas acima, pois isso pode causar a precipitação da solução.
Bextra® IM/IV não deve ser misturado a qualquer outro medicamento para administração na mesma seringa.
Não injetar Bextra® IM/IV numa via de infusão IV de qualquer outro fármaco. A via IV deve ser adequadamente limpa antes e após a injeção de parecoxibe com uma solução de compatibilidade conhecida (vide “Instruções de Uso”).

SUPERDOSAGEM – Bextra IM/IV

A experiência clínica com superdosagem é limitada. Não se observaram sintomas de superdosagem com uma única dose IV de até 200 mg de Bextra® IM/IV (parecoxibe) ou doses orais de até 400 mg de valdecoxibe em indivíduos saudáveis. Doses de Bextra® IM/IV de 50 mg IV, 2 vezes ao dia (100 mg/dia) por 7 dias não resultaram em sinais de toxicidade.
Em caso de suspeita de superdosagem, cuidados médicos apropriados de suporte devem ser realizados. Não há antídotos específicos. É pouco provável que a diálise seja um método eficiente de remoção do fármaco devido à sua alta ligação protéica. Diurese forçada ou alcalinização da urina não são úteis, devido à elevada ligação protéica do fármaco.
PARTE IV
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
MS – 1.0216.0137
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA.
USO RESTRITO A HOSPITAIS. Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado por: Pharmacia & Upjohn Co.
Kalamazoo, Michigan – EUA
Embalado por (embalagem secundária): Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs – Bélgica
Distribuído por: LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190- 001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001- 69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer 0800- 16-7575
www.pfizer.com.br

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