Princípios ativos: dipropionato de betametasona, fosfato dissódico de betametasona

Beclonato®

dipropionato de betametasona fosfato dissódico de betametasona

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Suspensão Injetável: caixa com 01 ampola de 1mL + seringa Suspensão Injetável: caixa com 50* ampolas com 1mL "Embalagem hospitalar

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

USO I.M.

COMPOSIÇÃO ®

Cada mL de Beclonato® injetável contém:

dipropionato de betametasona…………….equivalente a 5mg de betametasona

fosfato dissódico de betametasona……………equivalente a 2mg de betametasona

veículo q.s.p………………………..1mL

(bissulfito de sódio, creatinina, citrato de sódio, metilparabeno, hidróxido de sódio, água destilada, povidona).

INFO®RMAÇÕES AO PACIENTE

– Ação esperada do medicamento: Beclonato® possui em sua fórmula uma associação de ésteres de betametasona, pertencente a classe dos glicocorticoides, produzindo efeitos antiinflamatórios, antialérgicos e anti-reumáticos.

– Cuidados de conservação: Conservar em temperatura entre 2° e 25° C, não devendo ser congelado.

– Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. Não use medicamento com o prazo de validade vencido, poderá ocorrer diminuição significativa do seu efeito terapêutico.

– Gravidez e lactação: "Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término". "Informe seu médico se está amamentando".

– Cuidados de administração: "Siga corretamente a orientação do seu médico respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento".

– Interrupção do tratamento: "Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico".

– Reações adversas: Com o uso de corticoides podem ocorrer reações adversas, tais como: alterações osteomusculares, gastrintestinais, dermatológicas, neurológicas, psiquiátricas, hiper ou hipopigmentação, atrofia cutânea e subcutânea, abscessos estéreis, rubor local pós-injeção (em seguida aso uso intra-articular).

– "TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS". ®

– Contra-indicações e precauções: Como ocorre comumente com outros corticoides, Beclonato® está contra-indicado em pacientes com infecções sistêmicas fúngicas, em pacientes com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula.

– "Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento".

– Este medicamento poderá ser administrado pelas vias: intramuscular (IM) profunda nos glúteos, injeção intrabúrsica, intra-articular, periarticular, intradérmica, intralesional e em tecidos moles: sempre acompanhada de técnica

estritamente asséptica no uso. NUNCA ADMINISTRAR PELA VIA INTRAVENOSA(IV) OU SUBCUTÂNEA.

– Antes de administrar o medicamento agite bem a ampola, pois trata-se de uma fina suspensão.

– Após a injeção intra-articular, devem ser tomadas precauções pelo paciente para evitar o uso excessivo da articulação no qual foi obtido benefício sintomático.

– Durante o tratamento com Beclonato®, o paciente não poderá receber nenhum tipo de procedimento de imunização (vacinas), especialmente contra varíola. O crescimento e desenvolvimento de crianças fazendo uso de tratamento prolongado ou altas doses de corticosteroides deverão ser cuidadosamente acompanhados. Os corticosteroides também devem ser usados com cautela em pacientes com colite ulcerativa não específica, se houver risco de perfuração iminente, abscesso ou outra infecção piogênica, diverticulite, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, osteoporose, hipertensão e Miastenia gravis.

– "NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA

SAÚDE".

® INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Beclonato® é uma associação de ésteres de betametasona que produz efeito antiinflamatório e anti-reumático. A atividade terapêutica imediata é fornecida pelo éster solúvel, fosfato dissódico de betametasona, o qual é rapidamente absorvido após a injeção. A atividade prolongada é promovida pelo dipropionato de betametasona que, por ser de absorção lenta, controla os sintomas durante longo período. O tamanho reduzido do cristal de dipropionato de betametasona permite o uso de agulha de fino calibre (até calibre 26) para administração intradérmica e intralesional. Beclonato® é uma suspensão aquosa injetável estéril de dipropionato de betametasona e fosfato dissódico de betametasona. Cada mL de Beclonato® contém 5mg de betametasona como dipropionato e 2mg de betametasona como fosfato dissódico, em veículo estéril tamponado e conservado.

Os glicocorticoides, como a betametasona, causam profundos e variados efeitos metabólicos e modificam a resposta imunológica do organismo a diversos estímulos. A betametasona possui grande atividade glicocorticoide e pequena atividade mineralocorticoide.

INDICAÇÕ®ES

Beclonato® está indicado para o tratamento de doenças agudas e crônicas responsivas aos corticoides. A terapia hormonal corticosteroide é coadjuvante e não substitui a terapêutica convencional.

Alterações osteomusculares e de tecidos moles – Artrite reumatoide, osteoartrite, bursite, espondilite anquilosante, epicondilite, radiculite, coccidinia, ciática, lumbago, torcicolo, cisto ganglionar, exostose, fascite. Condições alérgicas – Asma brônquica crônica (inclusive terapia adjuvante para o estado de mal asmático), febre-do-feno, edema angioneurótico, bronquite alérgica, rinite alérgica sazonal ou perene, reações medicamentosas, doença do sono, picadas de insetos.

Condições dermatológicas – Dermatite atópica (eczema numular), neurodermatite (líquen simples circunscrito),

dermatite de contato, dermatite solar grave, urticária, líquen plano hipertrófico, necrobiose lipoídica diabética, alopecia

areata, lúpus eritematoso discoide, psoríase, queloides, pênfigo, dermatite herpetiforme, acne cística.

Colagenoses – Lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, dermatomiosite, periarterite nodosa.

Neoplasias – Para o tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos, leucemia aguda da infância.

Outras condições – Síndrome adrenogenital, colite ulcerativa, ileíte regional, espru, afecções dos pés (bursite sob

heloma duro, hallux rigidus, 5° dedo varo), afecções necessitando de injeções subconjuntivais, discrasias sanguíneas

que respondem aos corticosteroides, nefrite e síndrome nefróitica.

A insuficiência adrenocortical primária ou secundária poderá ser tratada com Beclonato®, mas deverá ser suplementada com mineralocorticoides.

Beclonato® é recomendado para: 1) injeções intramusculares em doenças que respondem aos corticoides sistêmicos; 2) injeções diretamente nos tecidos moles afetados, quando indicado; 3) injeções intra-articulares e periarticulares em artrites; 4) injeção intralesional em várias condições dermatológicas e 5) injeção local em certas alterações inflamatórias e císticas do pé.

CONTRA-INDICAÇÕES

COMO COM OUTROS CORTICOIDES, BECLONATO® ESTÁ CONTRA-INDICADO EM PACIENTES COM INFECÇÕES SISTÊMICAS POR FUNGOS, EM PACIENTES COM HIPERSENSIBILIDADE AO DIPROPIONATO DE BETAMETASONA, FOSFATO DISSÓDICO DE BETAMETASONA, A OUTROS CORTICOSTEROIDES OU A QUALQUER OUTRO COMPONENTE DA FÓRMULA.

BECLONATO® NÃO DEVERÁ SER ADMINISTRADO POR VIA INTRAMUSCULAR EM PACIENTES COM PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA.

PRECAUÇ®ÕES

Beclonato® NÃO deverá ser usado por via intravenosa ou subcutânea. Técnica estritamente asséptica é mandatória com o uso de Beclonato®. Agite antes de usar.

Beclonato® contém dois ésteres de betametasona, um dos quais, o fosfato dissódico de betametasona, desaparece rapidamente do local da injeção. O potencial para efeitos sistêmicos produzidos por esta porção solúvel de Beclonato® deverá ser considerada pelo médico ao usar este preparado.

A administração intramuscular de corticoides deverá ser feita profundamente em grandes massas musculares para evitar atrofia tissular local.

As injeções em tecidos moles, intralesionais e intra-articulares podem produzir efeitos sistêmicos e locais. É necessário o exame do líquido sinovial para excluir um processo infeccioso. Evitar a injeção local em uma articulação previamente infectada. O aumento da dor e do edema local, restrição maior dos movimentos articulares, febre e mal-estar são sugestivos de artrite séptica. Se a infecção for confirmada, deverá ser instituída terapia antimicrobiana apropriada.

Os corticosteroides não deverão ser injetados em articulações não-estáveis, áreas infectadas ou espaços intervertebrais. Injeções repetidas em articulações com osteoartrite podem aumentar a destruição articular. Evitar injetar corticosteroides diretamente nos tendões devido a relatos de ruptura tardia do tendão. Em seguida à terapia corticoide intra-articular, o paciente deverá ser alertado quanto a evitar o uso excessivo da articulação na qual foi obtido benefício sintomático.

Devido a ocorrência de raros casos de reações anafiláticas com o uso parenteral de corticoides, deverão ser tomadas medidas apropriadas de precaução antes da administração, especialmente se o paciente apresentar histórico de alergia medicamentosa.

Com o tratamento prolongado, deverá ser considerada a transferência da administração parenteral para a oral, depois da avaliação dos potenciais benefícios e riscos.

Reajustes posológicos poderão ser necessários para remissões ou exacerbações do processo posológico, conforme a resposta individual de cada paciente sob tratamento e quando ocorrer exposição de paciente a situações de estresse, isto é, infecção grave, cirurgia ou traumatismo. Após o término de um tratamento prolongado com corticoides em altas doses, poderá ser necessária monitorização por até um ano. Os corticosteroides podem mascarar sinais de infecção, e novas infecções podem surgir durante o seu uso. Quando os corticosteroides são usados, podem ocorrer diminuição da resistência e dificuldade de localizar o sítio de uma nova infecção.

O uso prolongado de corticosteroides pode produzir catarata subcapsular posterior, especialmente em crianças, glaucoma com possível dano ao nervo óptico, podendo ocorrer aumento da incidência de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus.

Altas doses de corticosteroides podem causar elevação da pressão arterial e retenção hidrossalina, assim como aumento da excreção de potássio. Esses efeitos ocorrem com menos frequência com os derivados sintéticos, exceto quando usados em altas doses. Deve ser considerada uma dieta com restrição a sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteroides aumentam a excreção de cálcio.

Enquanto em tratamento com corticosteroides, os pacientes não deverão ser vacinados contra a varíola. Outros procedimentos de imunização não deverão ser realizados em pacientes recebendo corticosteroides, principalmente em altas doses, devido ao provável risco de complicações neurológicas e falta de resposta por anticorpos. Quando o corticosteroide estiver sendo utilizado como terapia de reposição (por exemplo, Doença de Addison), os procedimentos de imunização poderão ser realizados normalmente. Pacientes em uso de doses imunossupressoras de corticosteroides deverão ser alertados a evitar exposição a pessoas portadoras de varicela ou sarampo e, se forem expostas, deverão procurar orientação médica, principalmente no caso de

crianças.

O tratamento com corticosteroides em tuberculose ativa deverá ser restrito aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteroide é usado em associação com um esquema antituberculoso apropriado.

Se os corticoides forem indicados em pacientes com tuberculose latente ou com reatividade a tuberculina, será necessária um observação cuidadosa, uma vez que poderá ocorrer reativação da doença. Durante tratamento prolongado, estes pacientes deverão receber quimioprofilaxia. O uso de rifampicina no programa de quimiprofilaxia, devido ao seu efeito de estimulação da depuração dos glicocorticoides, poderá impor um reajuste na dose empregada.

A menor dose possível de corticoide deverá ser usada para controlar a condição sob tratamento. Quando a redução da dose for possível, deverá ser gradual.

Insuficiência adrenocortical secundária, induzida pelo medicamento, poderá resultar da retirada muito rápida do corticoide, podendo ser minimizada pela redução gradual da dose. Essa insuficiência poderá persistir por meses após a descontinuação do tratamento; portanto, se ocorrer estresse durante este período, a corticoterapia deverá ser reinstituída. Se o paciente já estiver recebendo corticosteroides, a dose deverá ser aumentada. Uma vez que a secreção mineralocorticoide pode estar prejudicada, devem ser administrados sal e/ou mineralocorticosteroides concomitantemente.

Os efeitos dos corticoides são aumentados em pacientes com hipotireoidismo e em pacientes com cirrose. Aconselha-se cautela ao se usar corticoides em pacientes com herpes simples ocular devido à possibilidade de perfuração da córnea.

Podem ocorrer transtornos psíquicos com a terapia corticosteroides. Os corticosteroides podem agravar instabilidade emocional ou tendências psicóticas pré-existentes.

Os corticoides deverão ser usados com cautela em colite ulcerativa não-específica, quando houver probabilidade de perfuração iminente, abscesso ou outra infecção piogênica; em diverticulite; anastomose intestinal recente; úlcera péptica ativa ou latente; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose e Miastenia

Como as complicações do tratamento com corticosteroides são dependentes da dose e duração do tratamento,

uma decisão baseada na relação risco/benefício deverá ser tomada para cada caso individual.

O crescimento e desenvolvimento de crianças e lactentes fazendo uso prolongado de corticoides deverão ser

acompanhados cuidadosamente, pois o tratamento com corticosteroides pode causar distúrbio no crescimento e inibição da produção endógena de corticosteroide.

O tratamento com corticosteroides pode alterar a motilidade e o número de espermatozoides. A administração intra-articular e/ou intralesional pode produzir efeitos sistêmicos e locais, o que deverá ser levado em consideração em pacientes tratados concomitantemente com corticosteroides oral e/ou parenteral. Uso durante a gravidez e lactação

Como não foram feitos estudos controlados de reprodução humana com corticosteroides, o uso de Beclonato® durante a gravidez ou em mulheres em idade fértil exige que os possíveis benefícios do fármaco sejam pesados contra os potenciais riscos para a mãe, o feto e o lactente.

Crianças nascidas de mães que receberam doses substanciais de corticoides durante a gestação deverão ser observadas cuidadosamente para a detecção de sinais de hipoadrenalismo.

Devido à possibilidade de surgirem efeitos adversos indesejáveis com o uso de Beclonato® em lactentes, deverá ser tomada a decisão de descontinuar a amamentação ou o tratamento, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O uso concomitante de fenobarbital, rifampicina, fenitoína ou efedrina pode aumentar o metabolismo do corticosteroide, reduzindo, assim, seus efeitos terapêuticos.

Pacientes que estejam recebendo corticosteroides e estrogênios concomitantemente devem ser observados devido a possível ocorrência de exacerbação dos efeitos corticosteroides.

O uso concomitante de corticosteroides com diuréticos depletores de potássio pode aumentar a hipocalemia.

O uso concomitante de corticoides com glicosídeos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação

digitálica associadas à hipocalemia.

Os corticoides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em todos os pacientes em uso de digitálicos, diuréticos depletores de potássio e anfotericina B, a determinação dos eletrólitos séricos, principalmente os níveis de potássio, deverá ser acompanhada de perto. O uso concomitante de corticosteroides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, havendo necessidade de ajustes posológicos. Os efeitos combinados de antiinflamatórios não-esteroides ou álcool com corticoides podem resultar em aumento da ocorrência ou da gravidade de ulcerações gastrintestinais.

Os corticosteroides podem diminuir as concentrações sanguíneas dos salicilatos. O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado com cuidado em pacientes com hipoprotrombinemia. Quando os corticosteroides forem administrados a diabéticos, poderão ser necessários reajustes posológicos dos hipoglicemiantes e da insulina. Terapia concomitante com glicocorticoides pode inibir a resposta à somatotropina.

ALTERAÇÕES EM EXAMES LABORATORIAIS

Os corticoides podem afetar o teste de "nitroblue tetrazolium" para infecção bacteriana e produzir resultados falso-

REAÇÕES ADVERSAS ®

Reações adversas ao Beclonato®, como aos demais corticosteroides, estão relacionadas com a posologia e a duração do tratamento. Geralmente estas reações podem reverter-se ou reduzir-se ao mínimo com a redução da posologia, o que é geralmente preferível à suspensão do tratamento farmacológico.

Embora a incidência de reações adversas ao Beclonato® seja baixa, a possível ocorrência de efeitos colaterais conhecidos dos corticoides deverá ser considerada.

Alterações hidroeletrolíticas – retenção de sódio, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, retenção de líquidos, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, hipertensão.

Osteomusculares – fraqueza muscular, miopatia, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas na Miastenia gravis; osteoporose; fraturas; necrose asséptica da cabeça do fêmur e do úmero, fratura patológica dos ossos longos; ruptura do tendão; instabilidade articular decorrente de repetidas injeções intra-articulares. Gastrintestinais – Úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia; pancreatite; distenção abdominal; esofagite ulcerativa.

Dermatológicas – comprometimento de cicatrização dos tecidos; atrofia cutânea; adelgaçamento cutâneo; petéquias e equimoses; eritema facial; aumento da sudorese; diminuição ou supressão da reação aos testes cutâneos; reações como dermatite alérgica; urticária; edema angioneurótico.

Neurológicas – convulsões; aumento da pressão intracraniana com edema de papila (pseudotumor cerebral) habitualmente depois de tratamento; vertigem; cefaleia.

Endócrinas – irregularidades menstruais; desenvolvimento de Síndrome de Cushing; supressão do crescimento na infância e no período intra-uterino; falta de resposta adrenocortical e pituitária, particularmente em períodos de estresse, como trauma, cirurgias ou doenças; diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestações clínicas de Diabetes mellitus latente, aumento das necessidades diárias de insulina ou agentes hipoglicemiantes orais em diabéticos.

Oftálmicas – catarata subcapsular posterior; aumento da pressão intra-ocular; glaucoma; exoftalmia. Metabólicas – balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo proteico.

Distúrbios psiquiátricos – euforia; alteração do humor; depressão severa até manifestações psicóticas fracas; mudanças de personalidade; insônia.

Outras – reações anafiláticas, hipersensibilidade, hipotensão e choque.

As reações adversas estão relacionadas com a dose e a duração do tratamento.

Reações adversas relacionadas ao tratamento corticoide parenteral incluem: casos raros de cegueira associados com o tratamento intralesional da face e da cabeça; hiper ou hipopigmentação; atrofia cutânea e subcutânea; abscessos estéreis; área de rubor pós-injeção (em seguida ao uso intra-articular); atropatia do tipo Charcot.

POSOLOGIA

As necessidades posológicas são variáveis e deverão ser individualizados baseadas na doença específica, na gravidade do quadro e na resposta do paciente ao tratamento.

A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que a resposta satisfatória seja obtida. Se a resposta clínica satisfatória não correr após um período razoável, o tratamento deverá ser descontinuado e iniciada outra terapia apropriada. Administração sistêmica – para tratamento sistêmico, deverá ser iniciada com 1 a 2mL na maioria das condições e repetida, quando necessário. A administração é através da injeção intramuscular profunda na região glútea. A dosagem e a frequência das administrações irão depender da gravidade da condição do paciente e da resposta terapêutica. Em doenças graves tais como, lúpus eritematoso sistêmico ou estado de mal asmático já controlados por medidas de emergência, 2mL poderão ser necessários inicialmente. Grande variedade de condições dermatológicas respondem a administração IM de corticoides. Uma injeção IM de 1mL repetida de acordo com resposta terapêutica, foi considerada como eficaz. Em doenças do trato respiratório, o início da melhora dos sintomas ocorre dentro de poucas horas após injeção intramuscular de Beclonato®. O controle efetivo dos sintomas com 1 a 2mL é obtido na asma brônquica, febre-do-feno, bronquite alérgica, rinite alérgica. No tratamento da bursite aguda ou crônica, resultados excelentes foram obtidos com 1 a 2mL por via IM, repetidos se necessário.

Administração local – o uso concomitante com anestésico é raramente necessário, se isto for desejável poderá ser misturado (na seringa e não no frasco) com lidocaína ou procaína 1 a 2% ou anestésicos locais similares. Devem ser evitados os que contenham metilparabeno, propilparabeno, fenol, etc. A dose necessária de Beclonato® é transferida para a seringa e, em seguida, o anestésico. A mistura na seringa deve ser agitada levemente.

Em bursites agudas subdeltoides, subacromiais, olecranianas e pré-patelares, uma injeção intrabúrsica de 1 a 2mL de Beclonato® poderá aliviar a dor e restaurar a completa movimentação dentro de poucas horas. A bursite crônica poderá ser tratada, com doses reduzidas, uma ve®z que os sintomas agudos estejam controlados. Em tenossinovite, tendinite e peritendinite, uma injeção de Beclonato® poderá trazer alívio. Em formas crônicas dessas doenças poderão ser necessárias injeções repetidas de acordo com as necessidades do paciente.

Após administração intra-articular de 0,5 a 2mL de Beclonato®, ocorre alívio da dor, da sensibilidade e rigidez associadas à osteoartrite e à artrite reumatoide dentro de 2 a 4 horas. A duração do alívio, que varia amplamente nas duas condições, é de 4 semanas ou mais, na maioria dos casos.

Uma injeção intra-articular de Belconato é bem tolerada pela articulação e pelos tecidos periarticulares. As doses recomendadas para injeção intra-articular são:

– grandes articulações (joelho, bacia, ombro): 1-2mL;

– médias articulações (cotovelo, punho, tornozelo): 0,5-1mL;

– pequenas articulações (pé, mão, tórax): 0,25-0,5mL

Afecções dermatológicas poderão responder à administração intralesional de Beclonato®. A resposta de algumas lesões não tratadas diretamente poderá ser devida a um 2leve efeito sist®êmico do fármaco. No tratamento intralesional, é recomendada uma dose intradérmica de 0,2mL/cm2 de Beclonato® distribuída igualmente com uma seringa do tipo tuberculina e agulha de calibre 26. A quantidade total de Beclonato® aplicada em todas as áreas não deverá exceder 1mL por semana. Beclonato® poderá ser usado eficazmente em afecções do pé que sejam suscetíveis aos corticoides. Bursite sob heloma duro poderá ser controlada com duas injeções suscessivas de 0,25mL cada. Em algumas condições, com halluxrigidus, 5° dedo varo e artrite gotosa aguda, a melhora dos sintomas poderá ser rápida. Uma seringa do tipo tuberculina e uma agulha de calibre 25 são adequadas para a maioria das injeções. As doses recomendadas, em intervalos de aproximadamente uma semana, são: bursite sob heloma duro ou mole, 0,250,5 mL; bursite sob esporão de calcâneo, 0,5mL; bursite sobre hallux rigidus, 0,5mL; bursite sobre 5° dedo varo, 0,5mL; cisto sinovial, 0,25-0,5mL; neuralgia de Morton (metatarsalgia), 0,25-0,5mL; tenossinovite, 0,5mL; periostite do cuboide, 0,5mL; artrite gotosa aguda, 0,5-1mL.

Depois de obtida um resposta favorável, a dosagem de manutenção deverá ser determinada através da diminuição da dose incial em decréscimos graduais, a intervalos apropriados, até que seja encontrada a dose mínima capaz de manter uma resposta clínica adequada.

A exposição do pacien®te a situações de estresse não relacionadas à doença em curso poderá necessitar de um aumento da dose de Beclonato®. Se for necessária a descontinuação do fármaco após tratamento prolongado, a dose deverá ser reduzida gradualmente.

SUPERDOSE

Sintomas – a superdose aguda com corticosteroides não leva a situações de risco de vida. Exceto nos casos de doses muito elevadas, alguns dias de dosagem excessiva com corticosteroides não parecem produzir resultados prejudiciais na ausência de contra-indicações específicas, como em pacientes com Diabetes mellitus, glaucoma, úlcera péptica ativa ou em pacientes que estejam fazendo uso de medicamentos como digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos depletores de potássio.

Tratamento – complicações resultantes dos efeitos metabólicos dos corticosteroides ou dos efeitos deletérios da doença base, ou concomitante, ou resultantes de interações medicamentosas deverão ser tratadas apropriadamente. Manter ingestão de líquidos adequada e monitorar os eletrólitos séricos e urinários, com especial atenção ao balanço de sódio e potássio. Tratar o desequilíbrio eletrolítico, se necessário.

PACIENTES IDOSOS

O uso em pacientes idosos (acima de 60 anos), requer prescrição e acompanhamento médico.

Reg. M.S. n° 1.0465.0476 Farm. Responsável: Dr. Marco Aurélio Limirio G. Filho – CRF-GO n° 3.524 N° do lote, data de fabricação e prazo de validade: VIDE CARTUCHO

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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