Princípio ativo: carboplatinaB-platin

Indicações de B-platin

Carboplatina está indicada no tratamento do carcinoma avançado de ovário de origem epitelial, como: a) terapia de primeira linha, b) terapia de segunda linha, após outros tratamentos haverem falhado. Está também indicada no tratamento do carcinoma de pequenas células de pulmão e no carcinoma espino-celular de cabeça e pescoço. Respostas significativas têm sido observadas quando a carboplatina é empregada no tratamento do carcinoma do colo uterino.

Efeitos Colaterais de B-platin

Hematológicas: A mielodepressão é toxicidade limitante da dose de carboplatina. Em pacientes com valores basais normais ocorre trombocitopenia com contagem de plaquetas inferior a 50.000/mm 3 em 25% dos pacientes, neutropenia com contagem de granulócitos inferior a 1000/mm 3 em 18% dos pacientes e leucopenia com contagem de leucócitos inferiores a 2000/mm 3 em 14% dos pacientes.
Trombocitopenia, neutropenia e leucopenia são mais graves em pacientes previamente tratados (em particular, com a cisplatina) e em pacientes com a função renal prejudicada. Pacientes em mau estado geral também apresentaram maior leucopenia e trombocitopenia. Anemia com taxa de hemoglobina abaixo de 11 g/dl tem sido observada em 71% dos pacientes com valores basais normais. A incidência de anemia aumenta com o aumento da exposição à carboplatina.

Gastrintestinais: Vômitos ocorrem em 65% dos pacientes e náuseas, em mais 15%. Cerca de um terço dos pacientes que apresentam vômitos sofrem êmese grave. Pacientes previamente tratados (em particular, com a cisplatina) estão aparentemente mais propensos ao vômito. Outros efeitos colaterais gastrintestinais consistem em dor (17% dos pacientes), diarréia (6%) e constipação (6%).

Contraindicações

A carboplatina é contra-indicada para pacientes portadores de insuficiência renal grave. O produto não deve ser empregado em pacientes com mielodepressão severa e/ou naqueles com tumores localizados que sangram. Está também contra-indicado em pacientes com história de reações alérgicas à carboplatina e a outros compostos que contenham platina.

Interações Medicamentosas

Não é recomendável o uso de carboplatina com outros compostos nefrotóxicos.

Modo de Uso

Observações: Não devem ser utilizados agulhas ou equipos contendo partes de alumínio que possam estar em contato com a carboplatina na sua preparação ou administração. O alumínio reage com a carboplatina levando à formação de precipitado e/ou perda de potência.
Devem ser considerados os procedimentos quanto à manipulação e descarte de drogas anticâncer. Vários guias sobre esse assunto já foram publicados, porém não há acordo geral de que todos os procedimentos recomendados nesses guias sejam necessários ou apropriados.

Dose: A carboplatina deve ser usada unicamente por via intravenosa. A dose recomendada a pacientes adultos não tratados previamente e com função renal normal é de 400 mg/m 2 IV, como dose única e administrada por infusão a curto prazo (15 a 60 minutos). O tratamento não deve ser repetido até que se completem 4 semanas após ciclo prévio de carboplatina.

Superdosagem

Não há antídoto conhecido para superdose de carboplatina. as complicações precoces de superdose podem estar relacionadas à mielodepressão bem como os danos às funções hepática e renal. o uso de carboplatina em doses maiores que as recomendadas tem sido relacionado com perda de visão.

Pacientes idosos:
O produto poderá ser usado por pacientes com idade acima de 65 anos, desde que observadas as precauções referentes ao produto.

Laboratório

Blaüsiegel Ind. e Com. Ltda.

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