Princípio ativo: zalcitabinaHivid
Classe terapêutica dos Antivirais
Princípio ativo Zalcitabina. venda sob prescrição médica.

Indicações de Hivid

Tratamento combinado com ZDV em AIDS ou CAR (complexo AIDS relacionado) avançado:
Hivid® (zalcitabina, ddC) comprimidos, em combinação com ZDV (zidovudina) cápsulas, tem indicação no
tratamento de pacientes adultos infectados pelo HIV, com AIDS ou CAR avançado, apresentando valores de células CD4 iguais ou inferiores a 200/mm3. Esta indicação baseia-se nos valores de CD4 que se apresentaram mais elevados e duradouros em pacientes tratados com uma associação de Hivid® e ZDV do que a experiência clínica obtida com ZDV ou Hivid® empregados isoladamente sob forma de monoterapia, em estudos contemporâneos.

Monoterapia para pacientes com AIDS ou CAR com intolerância ou insucesso terapêutico com ZDV:
Hivid® (zalcitabina, ddC) comprimidos, medicamento usado em monoterapia, é indicado como alternativa para a zidovudina no tratamento de pacientes adultos infectados pelo HIV, com AIDS ou CAR. Atualmente, em um estudo clínico controlado em pacientes com menos de três meses de tratamento prévio com a zidovudina, o tratamento com Hivid® foi menos ativo do que com a zidovudina. Esta diferença foi observada principalmente em pacientes com AIDS ou com valores de CD4 inferiores a 100 por mm3. Portanto, na doença avançada, a monoterapia deve ser reservada para aqueles pacientes que, na opinião dos clínicos encarregados, não são candidatos ao tratamento com a zidovudina.

Como Usar (Posologia)

Monoterapia
Para pacientes adultos infectados pelo HIV com AIDS ou CAR, a dose oral recomendada de Hivid® é de 0,75 mg, como único agente, administrada diariamente a cada 8 horas (dose total diária de 2,25 mg). Devido à absorção da zalcitabina ser ligeiramente retardada pela alimentação, recomenda-se que Hivid® não seja administrado juntamente com as refeições.

Contra-Indicações de Hivid

Hivid® comprimidos é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade comprovada a quaisquer
componentes da fórmula.

Absorção

Adultos: A farmacocinética da zalcitabina foi estabelecida em estudos realizados em pacientes infectados pelo HIV. Após a administração oral da droga, a zalcitabina é rápida e completamente absorvida do trato
gastrintestinal. A biodisponibilidade média absoluta é de 86% comparada com a infusão intravenosa da droga.

A administração da droga com alimentos reduz a taxa de absorção. Isto resulta na redução de 35% das
concentrações plasmáticas máximas e no dobro do tempo necessário para alcançar as concentrações
plasmáticas máximas, a partir de uma média de 0,8 h, quando a administração é feita em jejum (Cmax = 25,2 ng/ml, AUC = 72 ng.h/ml) para 1,6 h, (Cmax = 15,5 ng/ml, AUC = 62 ng.h/ml), quando a droga é administrada junto com alimentos. Nesse caso a extensão da absorção é reduzida em aproximadamente 14%.

Dados adicionais indicam que a farmacocinética da zalcitabina não se altera no regime de doses múltiplas, com três tomadas ao dia, sendo insignificante a acumulação da droga no plasma na vigência deste esquema.

Ajuste Posológico

Pacientes que estejam desenvolvendo sinais ou sintomas de moderados a graves, indicativos de neuropatia periférica (isto é, dormência, formigamento, hipoestesias, dores em queimação ou em pontadas nos membros inferiores, perda da sensibilidade vibratória ou do reflexo do tornozelo) devem interromper o tratamento com Hivid®, especialmente se esses sintomas forem bilaterais e tiverem mais de 72 horas de evolução. Com a imediata interrupção da droga, a neuropatia geralmente é revertida dentro de algumas semanas.

Entretanto a neuropatia pode persistir por vários meses, especialmente se a interrupção da droga não for
efetivada a tempo; neste caso a neuropatia periférica associada ao Hivid® pode continuar a progredir, apesar de sua interrupção. Pode ocorrer o agravamento da intensidade da dor, com necessidade de analgésicos narcóticos , especialmente se o Hivid® não for suspenso no tempo oportuno.

Hivid® (com a dose a 50%, isto é, 0,375 mg a cada 8 horas) somente deverá ser reintroduzido quando todos os sintomas relacionados à neuropatia periférica tiverem regredido, no mínimo a sintomas “leves”. Na ocorrência de outras reações adversas clínicas ou anormalidades laboratoriais graves, a dose diária de Hivid® deve ser temporariamente descontinuada até que sejam reduzidas as reações adversas. Hivid® deverá então ser reiniciado, com 50% da dose inicial. Se as reações adversas reincidirem com este nível posológico, a terapia deve ser interrompida. As dose eficazes mínimas de Hivid® para o tratamento de pacientes adultos com AIDS ou CAR avançado não foram totalmente estabelecidas.

Ajuste posológico: Insuficiência Renal
Clearance de creatinina entre 10 – 40 ml/min.:
reduzir a dose de Hivid® para 0,75 mg a cada 12 horas.

Clearance de creatinina < 10 ml/min.:
reduzir a dose de Hivid® para 0,75 mg uma vez ao dia.

Terapia combinada
Para pacientes adultos infectados pelo HIV, com AIDS ou CAR avançado, apresentando uma contagem de células CD4 igual ou inferior a 300 células / mm3, o esquema de terapia combinada é de um comprimido de 0,75 mg de Hivid® por via oral, administrado concomitantemente com 200 mg de Zidovudina (duas cápsulas de 100 mg) a cada 8 horas, diariamente (dose total diária de 2,25 mg de Hivid® e 600 mg de Zidovudina).

Monitorização dos pacientes
Para pacientes que recebem a terapia combinada de Hivid®/ZDV, os ajustes de dose de cada droga devem ser realizados de acordo com as doses das drogas individuais recomendadas para o uso em monoterapia. Para os pacientes que estiverem sofrendo efeitos tóxicos relacionados com a ZDV (isto é, anemia, granulocitopenia), deve-se primeiramente iniciar a redução da dose ou interromper o tratamento com ZDV. Da mesma forma, para a toxicidade relacionada com Hivid® (isto é, neuropatia periférica), o tratamento deve ser interrompido ou a dose reduzida. Para toxicidades graves ou que persistam após a interrupção ou redução de uma das drogas, a outra deve ser também interrompida ou ter sua dose reduzida. Nos pacientes com baixa reserva de medula óssea, particularmente naqueles com sintomatologia avançada da patologia pelo HIV, recomenda-se realizar controles freqüentes dos índices hematológicos para detectar anemia ou granulocitopenia graves (vide “advertências especiais”). Em pacientes que estejam apresentando toxicidade hematológica, a redução da hemoglobina pode ocorrer em 2 a 4 semanas, ocorrendo granulocitopenia geralmente após 6 a 8 semanas.

Ajuste posológico
Além das modificações das doses anteriormente descritas para a monoterapia com o Hivid®, os efeitos tóxicos relacionados ao ZDV, como anemia significativa (hemoglobina abaixo de 7,5 g/dl ou redução superior a 25% dos valores basais), e/ou granulocitopenia significativa (número de granulócitos inferior a 750 células/mm3 ou redução de mais de 50% dos valores basais) pode determinar a necessidade de interrupção do tratamento, até que se observem evidências de recuperação da medula (vide “advertências especiais”). Para anemia ou granulocitopenia menos graves, pode ser adequado reduzir a dose diária em 50% (uma cápsula de 100 mg a cada 8h). Nos pacientes que desenvolvem anemia significativa, a modificação da dose não necessariamente elimina a necessidade de transfusão. Se a recuperação da medula ocorrer após a redução da dose, o seu aumento gradual pode ser adequado, dependendo dos índices hematológicos e da tolerância do paciente. Os dados para recomendar ajustes de dose de Zidovudina são insuficientes em pacientes com função renal e hepática prejudicadas.

Composição

Hivid® é apresentado em duas concentrações: 0,375 mg de zalcitabina por comprimido e 0,75 mg de zalcitabina
por comprimido.

USO ADULTO

Controle Dos Pacientes

Previamente ao início do tratamento, deve ser realizada a contagem das células CD4 e uma avaliação
neurológica para quantificar a extensão do acometimento da doença. Hemogramas completos e controles
clínico-laboratoriais devem ser periodicamente realizados. Os níveis de amilase sérica devem ser obtidos nos indivíduos com história de amilase elevada, pancreatite e etilismo, bem como nos pacientes que estiverem em NPT (nutrição parenteral total) ou nos indivíduos com risco de pancreatite. Recomenda-se acompanhamento cuidadoso das alterações da função neurológica, particularmente nos indivíduos com neuropatia periférica de qualquer etiologia (vide “advertências especiais”).

Cuidados Gerais

Hivid® foi avaliado em estudos controlados realizados em adultos com AIDS e CAR avançado durante um
período de tempo limitado. A segurança e a eficácia desta droga não foram estabelecidas para uso prolongado ou em indivíduos assintomáticos, infectados com o HIV, ou em crianças menores do que 13 anos.

Distribuição

A ligação às proteínas plasmáticas é menor que 4%, indicando que são improváveis as interações
medicamentosas envolvendo deslocamento dos sítios de ligação. Seu volume médio de distribuição em
equilíbrio é de 37,3 litros e a depuração total do organismo é de 285 ml/min. Amostras de líquido
cérebro-espinhal retiradas dos pacientes apresentaram concentrações mensuráveis de zalcitabina. A proporção entre as concentrações do LCE: plasma variaram de 9 a 37% (média 20%), demonstrando a penetração significativa da droga através da barreira hematoencefálica.

Efeitos Indesejáveis

Os dados relativos a efeitos indesejáveis baseiam-se na administração oral de Hivid®, como agente único e associado a zidovudina, nas doses recomendadas, a pacientes com AIDS e CAR avançado. A maioria dos efeitos foram de intensidade leve e moderada. Muitos dos adultos infectados pelo HIV que participaram destes estudos clínicos apresentaram, sob forma de parâmetros basais, sinais e sintomas da patologia do HIV, que foram registrados como efeitos adversos, durante alguma etapa do estudo, demonstrando, portanto, a dificuldade em distinguir estes sinais e sintomas, que são manifestações da doença subjacente ou são intercorrências dos efeitos adversos associados com a administração do Hivid®.

A Tabela 1 apresenta um resumo dos efeitos clínicos adversos ou sintomas, pelo menos possivelmente
relacionados ao tratamento com Hivid®, que ocorreram, no mínimo, em 3% de todos os pacientes infectados pelo HIV, com a patologia avançada tratados com Hivid®, que participaram de dois estudo comparativos entre a monoterapia com Hivid® e a zidovudina. Foi também incluída a incidência de efeitos adversos clínicos observados no estudo realizado com associação de Hivid® e ZDV.

Tabela 1. PORCENTAGEM DE PACIENTES COM EFEITOS CLíNICOS OBSERVADOS
COM O HIVID®*
Monoterapia Terapia Combinada
Até 3 meses antes da ZDV Até 12 meses antes da ZDV Sem ZDV prévia
AIDS, CAR AIDS, CAR AIDS, CAR
600 pacientes 104 pacientes 56 pacientes
Hivid® 0,75 ZDV 200 Hivid® 0,75 ZDV 200 Regime
mg mg** mg mg**
8/8 h 4/4 h 8/8 h 4/4 h conc.somados 47
300 pacientes 300 pacientes 55 pacientes 49 pacientes pacientes(***)
% % % % %
Efeitos Adversos
Neuropatia periférica
23,0 9,7 9,1 2,0 23,4
Estomatite Ulcerativa
8,0 4,0 7,3 2,0 17,0
Cefaléia
7,0 11,0 0 0 36,2
Erupção Cutânea
7,0 4,7 0 0 14,9
Fadiga
6,3 10,7 10,7 4,1 34,0
Náusea
5,7 18,7 1,8 0 34,0
Mialgia
5,3 4,7 1,8 2,0 14,9
Prurido
4,3 0 0 0 14,9
Tonturas
3,0 2,7 0 0 0
Dores Abdominais
2,0 2,0 3,6 0 21,3
Faringite
1,3 0 3,6 0 8,5
Vômitos
1,0 4,7 1,8 0 14,9
*
Ocorrência em 3% ou mais pacientes, possível ou provavelmente relacionada ao Hivid®
**
Reduzida para 100 mg de ZDV a cada 4h, quando a dose foi aprovada.

***
Hivid® em associação com zidovudina. Foram excluídos 9 pacientes que receberam
zidovudina ****
isoladamente, durante a maior parte do estudo.

Utilização em Monoterapia
São apresentados a seguir os efeitos adversos clínicos possivelmente relacionados ao tratamento com Hivid®, ocorridos em menos de 3% dos pacientes tratados com este medicamento no estudo entre a monoterapia com Hivid® e a zidovudina em pacientes com AIDS ou CAR avançado, tratados previamente com a zidovudina durante menos de 3 meses. Os efeitos são apresentados em ordem decrescente de freqüência, em cada sistema de organismo.

O corpo como um todo: perda de peso (1,7%); dor torácica (1,0%); astenia, febre, dores, dor torácica
subesternal (

Efeitos Não-teratogênicos

Em fêmeas grávidas de camundongo C57B1/6N, foi observada atividade abortifaciente relacionada à dose, com zalcitabina em doses 62.500 vezes superiores à dose clínica recomendada. O peso fetal por ninhada foi reduzido significativamente em doses 31.250 e 62.500 vezes superiores à dose clínica máxima recomendada.

Efeitos Teratogênicos

Foi demonstrado que o Hivid® é teratogênico em camundongos C57B1/6N em doses 31.250 e 62.500 vezes a dose clínica máxima recomendada. Em ratos, zalcitabina foi teratogênica na dose 62.500 vezes superior, mas não à dose 12.500 vezes acima da dose clínica máxima recomendada. Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.

Eliminação

A excreção renal da droga inalterada é a principal via de eliminação, sendo responsável por aproximadamente 70% da dose, no período de 24 horas após sua administração. A meia-vida de eliminação é de 2 horas, geralmente variando de 1 a 3 horas nos pacientes individuais.

Formas Farmacêuticas e Apresentações

Comprimidos laqueados de 0,375 mg – caixas com 100
Comprimidos laqueados de 0,75 mg – caixas com 100

Identificação do Produto

Nome genérico
Zalcitabina (ddC)

Informação Aos Pacientes

Os pacientes devem ser informados que os efeitos a longo prazo de Hivid®, usado isoladamente ou em
combinação com outros agentes anti-retrovirais, não são presentemente conhecidos. Uma vez que é
freqüentemente difícil determinar se os sintomas são resultado do efeito da droga ou de uma manifestação
subjacente da doença, os pacientes devem ser orientados a relatar qualquer mudança em seu estado ao seu médico ou profissional de saúde encarregado. Os pacientes devem ser informados que o uso de Hivid®, ou de outra droga anti-retroviral, não implica em abandono das práticas destinadas a evitar a transmissão do HIV.

Os pacientes devem ser advertidos de que os principais efeitos colaterais sérios do Hivid® são a neuropatia periférica e a pancreatite; assim sendo, eles devem ser orientados quanto aos sintomas precoces dessas duas patologias. O aparecimento de quaisquer sintomas sugestivos deve ser prontamente relatado ao profissional de saúde qualificado. Uma vez que o desenvolvimento da neuropatia periférica está, aparentemente, relacionado com a dose do Hivid®, os pacientes devem ser aconselhados a seguir corretamente as instruções do médico e a não exceder a dose prescrita.

Interações Medicamentosas

A farmacocinética do Hivid® usado em associação com zidovudina foi estudada em um pequeno número de pacientes. Os dados sugerem que a absorção, metabolismo e eliminação do Hivid® não se modificam quando utilizado juntamente com zidovudina. Não foram realizadas investigações sistemáticas dos efeitos de outras drogas, além da zidovudina, sobre a famacocinética do Hivid®.

Deve ser evitado o uso concomitante de Hivid® com drogas com potencial para causar neuropatia periférica.

Recomenda-se especialmente evitar o uso de cloranfenicol, iodoquinol, etionamida, ouro, ribavirina, vincristina, cisplatina, dissulfiram, glutetimida, hidralazina e nitrofurantoína. Se for necessário o uso de metronidazol, recomenda-se que o Hivid® seja temporariamente interrompido e que seja realizado exame cuidadoso para pesquisar sinais de neuropatia periférica antes de reinstituir a terapia com Hivid®. É admitido que pode ser necessária a coadministração de certas drogas durante o tratamento com o Hivid®, para o controle e prevenção de infecções oportunistas associadas com a patologia pelo HIV. Pacientes que recebem medicamentos como dapsona, fenitoína, isoniazida ou piridoxina devem realizar controles freqüentes para detecção precoce de sinais sugestivos de neuropatia periférica.

O tratamento com Hivid® deve ser temporariamente interrompido quando for necessário o uso de drogas que têm o potencial de causar pancreatite. Especificamente, se for necessário o uso de pentamidina I.V. para tratamento de pneumonia por Pneumocistis carinii, o tratamento com Hivid® deve ser interrompido e
reintroduzido duas semanas após o término do tratamento com pentamidina.

Medicamentos com toxicidade renal, como a anfotericina, podem ter efeitos tóxicos renais aditivos ou
sinérgicos quando coadministrados com Hivid®, ou podem aumentar o risco de desenvolvimento de
neuropatia periférica ou outros efeitos tóxicos de Hivid®, por interferirem com a depuração renal. Assim sendo, pacientes que necessitam da administração de uma dessas drogas concomitantemente com Hivid® devem ser acompanhados com freqüentes controles clínicos e laboratoriais, a critério médico e imediata interrupção do Hivid®, caso seja observada piora significativa da função renal.

Lactação

Não se sabe se a zalcitabina é excretada pelo leite humano. Pelo fato de muitas drogas serem excretadas no leite humano e pelos sérios efeitos colaterais potenciais da zalcitabina nos lactentes, deve-se optar pela interrupção do aleitamento ou pela descontinuação da droga, levando-se em conta a importância do medicamento para a mãe.

Metabolismo

A zalcitabina não sofre metabolização hepática em grau apreciável.

Pacientes Especiais

O Hivid® deve ser usado com extrema cautela em indivíduos com neuropatia periférica de qualquer etiologia, inclusive neuropatia periférica de base associada ao HIV, ou neuropatia periférica secundária a outras drogas.

Alguns indivíduos com sintomas leves estáveis, caracterizados por disestesias podem tolerar o Hivid® sem
exacerbação da neuropatia.

Recomenda-se enfaticamente que o clínico realize uma monitorização periódica cuidadosa a intervalos
freqüentes. Aconselha-se evitar o uso do Hivid® em indivíduos com neuropatia periférica, de intensidade
moderada a severa, de acordo com evidência de sintomas acompanhados de achados objetivos, como a perda do reflexo de Aquiles, alteração da sensibilidade ou necessidade de analgésicos para alívio da dor (vide “interações”).

O uso de Hivid® em indivíduos com função renal prejudicada deve ser feito com extrema cautela, uma vez que este medicamento é excretado principalmente pelo rim. Em indivíduos com doença hepática pré-existente ou com história de abuso de álcool , o uso do Hivid® pode ser associado com exacerbação da disfunção hepática.

Estes pacientes devem ser submetidos à supervisão médica rigorosa.

A pancreatite é um efeito tóxico raro relatado em indivíduos tratados com Hivid®. A incidência total de
pancreatite clínica ou níveis plasmáticos elevados de amilase em pacientes assintomáticos é inferior a 1%.

Deve-se ter cautela ao administrar Hivid® a pacientes com história de pancreatite ou fatores de risco
conhecidos para o desenvolvimento de pancreatite. Uma história prévia de pancreatite ou de outros fatores predisponentes à pancreatite, isto é, fatores elevados de triglicerídeos ou tratamento com nutrição parenteral (NTP), estava presente em aproximadamente metade dos pacientes tratados com Hivid® e que desenvolveram pacreatite. A pancreatite pode ser fatal. O tratamento com Hivid® deve ser imediatamente interrompido em qualquer indivíduo que desenvolva sintomas sugestivos de pancreatite, até que um diagnóstico definitivo possa ser estabelecido.

Deve-se ter extrema cautela ao administrar o Hivid® a pacientes com níveis plasmáticos basais de amilase
elevados. Esses indivíduos devem ser submetidos a controles freqüentes da amilase plasmática. Embora não esteja claro o significado das elevações assintomáticas dos níveis plasmáticos de amilase em pacientes infectados pelo HIV, o tratamento com Hivid®, em indivíduos cujo nível basal de amilase plasmática é 2,5 vezes maior que o limite normal superior, deve ser realizado somente se o benefício obtido justificar o risco potencial ao paciente. O uso de Hivid® deve ser interrompido na eventualidade de elevações dos níveis de amilase plasmática associadas com disglicemias, aumento dos triglicerídeos, redução de cálcio e outros parâmetros sugestivos de pancreatite iminente, até que seja obtido um diagnóstico clínico. O uso de Hivid® também deve ser temporariamente interrompido se for necessário utilizar outro medicamento que reconhecidamente possa causar pancreatite. O fracionamento da amilase plasmática pode ser útil na identificação de indivíduos com amilase salivar elevada e macroamilasemia. Se a pancreatite clínica efetivamente se desenvolver com o Hivid®, recomenda-se que seu uso seja suspenso.

O uso de Hivid® em indivíduos com neuropatia periférica preexistente, ou história de pancreatite, deve ser
cuidadosamente avaliado pelo clínico, para determinar se o benefício potencial da droga supera o risco de
exacerbação destas patologias.

Casos infreqüentes de úlcera do esôfago, hiperglicemia e reações de hipersensibilidade foram relatados em
indivíduos em tratamento com o Hivid®. A interrupção do Hivid® deve ser cogitada em pacientes que
desenvolvem úlceras de esôfago e que não respondem a tratamento específico contra agentes patogênicos oportunistas.

Indivíduos com hiperglicemia preexistente devem realizar controles freqüentes dos níveis de glicose no
sangue.

Pacientes que recebem medicamentos que podem induzir insuficiência renal, devem realizar, a intervalos regulares, controles da sua função renal, enquanto estiverem em tratamento com o Hivid®.

Exames laboratoriais
Previamente ao início do tratamento com o Hivid®, e a intervalos regulares adequados durante o tratamento,
devem ser realizados hemograma completo e exames clínico-laboratoriais, inclusive medidas dos níveis de
amilase plasmática e de triglicerídeos.

Prazo de Validade

Hivid® tem o prazo de validade de 36 meses (vide embalagem externa do produto). este medicamento não deve ser utilizado após o prazo de validade constante no cartucho.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Atenção: este produto é um novo medicamento e embora as pesquisas realizadas
Tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem
Ocorrer reações adversas imprevisíveis ainda não descritas ou conhecidas. em
Caso de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser notificado.

Propriedades e Efeitos

A zalcitabina é um agente antiviral análogo do nucleosídeo natural 2′ – desoxicitidina, no qual o agrupamento hidroxila 3′ – foi substituído por um hidrogênio. A zalcitabina inibe a replicação do HIV in vitro, bloqueando a síntese do DNA-viral. A zalcitabina é o substrato para a desoxicitinaquinase das células humanas, sendo fosforilada nas células a 5′-trifosfato.

A zalcitabina trifosfato é o substrato da transcriptase reversa do HIV que, ao ser incorporada ao DNA viral
nascente, causa o término prematuro da síntese de DNA. Estudos in vitro sugerem que a meia-vida da
zalcitabina trifosfato no interior da célula pode ser significativamente maior do que a sua meia-vida de
eliminação.

Situações Clínicas Com Cinética Alterada

São insuficientes os dados que fundamentam os ajustes das dose de Hivid® em pacientes com função renal e hepática prejudicadas.

Superdosagem

Em um estudo inicial para a determinação da posologia do Hivid®, este foi administrado em doses 25 vezes
maiores do que a dose atualmente preconizada; um paciente necessitou interromper o tratamento com Hivid® por uma semana e meia, devido ao aparecimento de erupção cutânea e febre.

Não se conhece um antídoto para superdosagem com Hivid®. A ausência de dados experimentais relativos à superdosagem aguda impedem a caracterização das seqüelas e a avaliação da eficácia do antídoto, até a presente data. Não se sabe se o Hivid® é passível de retirada por hemodiálise ou diálise peritoneal.

Uso Na Gravidez

Não foi estabelecida em seres humanos, a segurança do uso na gravidez através de estudos adequados e bem controlados. Mulheres em idade fértil não devem receber tratamento com Hivid®, a não ser que sejam
empregados métodos efetivos de contracepção durante o período de tratamento. Hivid® somente deve ser usado durante a gravidez se o benefício potencial justificar o risco ao feto.

Laboratório

Prods. Roche Químs. Farms. S.A.

Remédios da mesma Classe Terapêutica

Aciclomed, Aciclovir (genérico), Aviral, Frone, Herpesine

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