Princípio ativo: carbonato de lítio
Litiocar
Indicações de Litiocar
Tratamento da psicose maníaco-depressiva bipolar; mania recorrente; depressão recorrente ou unipolar; psicoses esquizoafetivas recidivantes; alcoolismo crônico; agressividade patológica; cefaléias em salvas.
Efeitos Colaterais de Litiocar
Tremores finos nas extremidades, náuseas, polidipsia, poliúria e desconforto podem ocorrer no início do tratamento, desaparecendo com a continuação do mesmo ou com redução da dosagem. Com o uso prolongado alguns pacientes podem apresentar bócio, hipotireoidismo, leucocitose, edema dos membros inferiores, ganho de peso, distúrbios da memória de fixação e alterações renais. Estas alterações melhoram também com a suspensão ou mais comumente com a redução da dose administrada. Vômitos, náuseas e/ou diarréias, fraqueza generalizada, tremores grosseiros nas mãos, sudorese de pés e pernas, lentidão psicomotora, sonolência, vertigens, pulso irregular, disartria e falta de coordenação, podem ser sinais precoces de toxicidade. Níveis séricos elevados podem ser acompanhados de ataxia, visão borrada, zumbidos nos ouvidos, tonturas, fasciculação muscular, crises epileptiformes e perda de consciência. Havendo sinais de toxicidade, a redução das doses ou a suspensão da droga é indicada. Raramente torna-se necessária a hemodiálise.
Como Usar (Posologia)
São consideradas úteis doses de 2 a 6 comprimidos/dia (600 a 1.800 mg/dia) parceladas cada 8 a 12 horas. Muitos autores preferem administrar o Litiocar em uma única tomada diária, ou então em duas, dando uma dose maior à noite, ao deitar. Aparentemente, menos efeitos colaterais são produzidos com este esquema. A dosagem deve ser individualizada, de acordo com os níveis séricos e a condição clínica do paciente. Após a estabilização do quadro clínico (entre o 7º e 14º dia), e a critério médico, as doses podem ser reduzidas (300 mg/dia). Recomenda-se que sejam mantidos níveis séricos de lítio entre 0,6 e 1,2 mEq/l. Esses níveis não devem exceder 2,0 mEq/l. A determinação do nível sérico deve ser feita geralmente pela manhã, 12 horas após a ingestão da última dose. A primeira dosagem da litemia deverá ser feita entre o 4º e 7º dia de tratamento. A segunda, ao fim da 2ª semana e a terceira ao fim do 1º mês. As dosagens subseqüentes poderão ser efetuadas cada 3 ou 6 meses. O acompanhamento clínico rigoroso em relação à evolução psiquiátrica e quanto à presença de efeitos colaterais é tão ou mais importante que as dosagens plasmáticas da droga. Lítio pode produzir a normalização da sintomatologia entre 1 a 3 semanas. Superdosagem: os níveis tóxicos estão próximos dos níveis terapêuticos. Os pacientes, bem como seus familiares, devem ficar atentos ao aparecimento de efeitos tóxicos (tremores nas extremidades, edema dos membros inferiores, distúrbios da memória, vômitos, náuseas e/ou diarréias, sonolência, vertigens, lentidão psicomotora e falta de coordenação). Na sua existência, o tratamento deve ser descontinuado e o médico deve ser contatado. Não há antídoto específico. Tratamento de suporte e manutenção: lavagem gástrica, indução do vômito, manter o equilíbrio hidroeletrolítico. Com casos severos está indicada a hemodiálise.
Contra-Indicações de Litiocar
Pacientes que apresentem hipersensibilidade ao lítio. Não deve ser administrado para pacientes com doenças renais ou cardiovasculares; desidratação, uso de diuréticos, depleção de sódio; gravidez e lactação; síndromes organocerebral de Parkinson e cerebelares; miastenia grave; úlcera gastroduodenal e retocolite ulcerativa; leucemia mielóide; psoríase. Caso haja real necessidade desse tratamento para esses pacientes, deve-se realizar monitorização severa de tais indivíduos. A toxicidade está relacionada aos níveis séricos de lítio.
Precauções
Recomenda-se que as funções renal, cardiovascular e tireoidiana sejam avaliadas antes do início do tratamento com Litiocar, pois o lítio pode alterá-las, ou, quando já alteradas, o tratamento pode ser contra-indicado. No período inicial do tratamento, a litioterapia pode levar à depleção de sódio, devendo, por isso, ser mantida dieta normal (incluindo sódio) e adequada ingestão de líquidos (2.500 a 3.000 ml/dia). Os pacientes idosos que apresentam deficiências organofuncionais devem ser tratados com a máxima cautela. Precauções de uso no hipotireoidismo e diabetes mellitus. Caso ocorram sinais de toxicidade, tais como, diarréia, vômito, tremor, ataxia ou fraqueza muscular, o medicamento deve ser descontinuado e o seu médico deve ser contatado. Lítio pode alterar as habilidades mentais e/ou físicas. Pacientes que realizam atividades que necessitam de atenção (operar veículos e/ou máquinas) devem ser alertados. Gravidez e lactação: observou-se que o lítio produz teratogenicidade em ratos. Em humanos é comprovadamente associado à anomalia de Ebstein, uma cardiopatia congênita. Outras cardiopatias também estão associadas ao seu uso. Recomenda-se, portanto, que o lítio não seja usado durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, a não ser que haja real necessidade do tratamento e os benefícios em potencial justifiquem o possível risco. O lítio é excretado no leite humano. No caso da necessidade do tratamento, deve-se considerar a descontinuação da amamentação. Uso infantil: devido à falta de experiência clínica, não se recomenda sua administração em crianças. Interações medicamentosas: a associação do lítio com outras drogas deve ser cautelosa, principalmente quando são usados: antibióticos, antiinflamatórios não esteróides, digitálicos, outras substâncias psicoativas, bloqueadores neuromusculares, xantinas, iodeto de potássio e bloqueadores de canal de cálcio. Aminofilina, teofilina, cafeína, difelina, oxtrifelina e também o bicarbonato de sódio podem diminuir a eficácia do tratamento com lítio, por aumentar sua excreção urinária. Administração concomitante de lítio e carbamazepina, ou clonazepam ou antidepressivos tricíclicos pode aumentar o risco de efeitos neurotóxicos. Quando administrado com haloperidol, pode ocasionar dano cerebral irreversível (em tal associação há necessidade de monitorização severa do paciente). Quando usado com diuréticos (tiazida) podem aparecer efeitos tóxicos devido à redução do clearance renal. O uso concomitante com preparações de iodeto (p. ex.: iodeto de potássio) pode gerar hipotireoidismo. Antiinflamatórios não esteróides, principalmente indometacina e piroxicam, inibidores da ECA (enalapril, captopril e lisinopril), fluoxetina, metronidazole, espectinomicina e tetraciclina podem aumentar os níveis plasmáticos do lítio, podendo ocorrer intoxicação por lítio. Nestes casos, deve-se monitorar os níveis de lítio sérico. O lítio deve ser suspenso 48 a 72 horas antes das cirurgias que vão se utilizar de drogas curarizantes. Usado associado ao co-trimexazole pode levar a um quadro de intoxicação por lítio com, paradoxalmente, rebaixamento do nível sérico deste. Administrado com bloqueadores de canais de cálcio (principalmente, verapamil e diltiazem) pode potencializar os efeitos neurotóxicos do lítio e diminuir sua concentração plasmática, fazendo com que quadros clínicos estabilizados regridam. É descrita uma síndrome hipercinética em pacientes com coréia de Huntington em tratamento com baclofeno associado ao lítio. Associação com diazepam pode causar episódios de hipotermia (temperatura abaixo de 35ºC). O uso concomitante com metildopa pode levar a um quadro de intoxicação por lítio, com níveis séricos deste dentro da faixa terapêutica.
Apresentação
Embalagem com 50 comprimidos de 300 mg.
Composição
Cada comprimido de 300 mg contém: carbonato delítio 300 mg; excipiente q.s.p. 1 comprimido.
Laboratório
Laboratórios Biosintética Ltda.