Princípio ativo: fluvastatinaLescol
Classe terapêutica dos Antilipemicos
Princípio ativo Fluvastatina. Uso adulto. venda sob prescrição médica.
Indicações de Lescol
LESCOL é indicado no tratamento de hipercolesterolemia primária em pacientes que não respondem adequadamente ao controle dietético.
Efeitos Colaterais de Lescol
LESCOL é geralmente bem tolerado. Em geral, os eventos adversos, clínicos ou bioquímicos, são leves e transitórios. Nos estudos controlados com placebo, os eventos que ocorreram com frequência de 1% ou mais (em relação ao placebo) foram: dispepsia (4,7%), insônia (1,3%), náusea (1,2%), dores abdominais (1,1%) e cefaléia (1,1%). Os únicos eventos adversos com incidência maior ou igual a 1,0% que podem ser atribuídos ao tratamento com LESCOL são sintomas gastrintestinais leves.
– Achados laboratoriais
Anormalidades bioquímicas da função hepática têm sido associadas aos inibidores da HMG-CoA redutase e a outros agentes redutores dos lípides. Elevações confirmadas dos níveis de transaminases para valores maiores que 3 vezes o limite superior normal desenvolveram-se em pequeno número de pacientes (menor ou igual a 1%). A maioria destas observações bioquímicas anormais foi assintomática e se resolveu ou melhorou em direção aos valores pré-tratamento, após a descontinuação do tratamento.
Como Usar (Posologia)
Antes de iniciar o tratamento com lescol, o paciente deve ser inserido em uma dieta padrão para reduzir o colesterol. a terapia dietética deve continuar durante o tratamento.
Os limites de dose recomendados são de 20 a 40 mg uma vez ao dia, à noite. para níveis mais altos de colesterol, a dose pode ser aumentada para 40 mg duas vezes ao dia. lescol deve ser administrado com ou após as refeições, inteiro, com um pouco de água. o efeito máximo de diminuição dos lípides, com uma dose administrada do fármaco, é alcançado dentro de 4 semanas. o efeito terapêutico de lescol mantém-se com a administração prolongada.
O nível sanguíneo de ldl-c deve ser determinado a intervalos regulares e a dose ajustada em função da resposta do paciente ao fármaco e das medidas dietéticas tomadas de acordo com as regras de tratamento estabelecidas.
Lescol é eficaz em monoterapia ou em combinação com os sequestrantes dos ácidos biliares. quando lescol é usado em combinação com a colestiramina ou outras resinas, deve ser administrado antes de dormir, pelo menos 4 horas após a resina, para evitar interação significativa em virtude da ligação do fármaco à resina. existem dados que comprovam a eficácia e a segurança de lescol em combinação com ácido nicotínico ou fibratos.
Como lescol é depurado pelo fígado, com menos de 6% da dose administrada excretada na urina, não são necessários ajustes de dose em pacientes com insuficiência renal leve ou moderada (vide “precauções”).
Visto que não há experiência com o uso de lescol em menores de 18 anos, não se pode recomendar o uso nesses pacientes.
Não há evidência de tolerabilidade reduzida ou de necessidade de alteração das doses em pacientes idosos.
Os inibidores da hmg-coa, inclusive lescol, provavelmente não beneficiam pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, uma doença rara.
– superdosagem
Se ocorrer uma superdosagem acidental, a administração de carvão vegetal ativado é recomendada. no caso da ingestão ser muito recente, pode ser considerada lavagem gástrica. o tratamento deve ser sintomático.
– pacientes idosos
Não há evidência de tolerabilidade reduzida ou de necessidade de alteração das doses em pacientes idosos.
Atenção – este produto é um novo medicamento e embora as pesquisas realizadas tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas imprevisíveis ainda não descritas ou conhecidas. em caso de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser notificado.
Contra-Indicações de Lescol
Hipersensibilidade conhecida à fluvastatina ou a qualquer dos componentes de LESCOL.
LESCOL é contra-indicado em pacientes com hepatopatia ativa ou inexplicada e elevações persistentes das transaminases séricas (veja “Precauções”).
LESCOL é contra-indicado durante a gravidez, em mães que amamentam e em mulheres com potencial para ter filhos, a menos que estejam tomando precauções anticoncepcionais adequadas.
Modo de Uso (Posologia) de Lescol
Antes de iniciar o tratamento com lescol, o paciente deve ser inserido em uma dieta padrão para reduzir o colesterol. a terapia dietética deve continuar durante o tratamento.
Os limites de dose recomendados são de 20 a 40 mg uma vez ao dia, à noite. para níveis mais altos de colesterol, a dose pode ser aumentada para 40 mg duas vezes ao dia. lescol deve ser administrado com ou após as refeições, inteiro, com um pouco de água. o efeito máximo de diminuição dos lípides, com uma dose administrada do fármaco, é alcançado dentro de 4 semanas. o efeito terapêutico de lescol mantém-se com a administração prolongada.
O nível sanguíneo de ldl-c deve ser determinado a intervalos regulares e a dose ajustada em função da resposta do paciente ao fármaco e das medidas dietéticas tomadas de acordo com as regras de tratamento estabelecidas.
Lescol é eficaz em monoterapia ou em combinação com os sequestrantes dos ácidos biliares. quando lescol é usado em combinação com a colestiramina ou outras resinas, deve ser administrado antes de dormir, pelo menos 4 horas após a resina, para evitar interação significativa em virtude da ligação do fármaco à resina. existem dados que comprovam a eficácia e a segurança de lescol em combinação com ácido nicotínico ou fibratos.
Como lescol é depurado pelo fígado, com menos de 6% da dose administrada excretada na urina, não são necessários ajustes de dose em pacientes com insuficiência renal leve ou moderada (vide “precauções”).
Visto que não há experiência com o uso de lescol em menores de 18 anos, não se pode recomendar o uso nesses pacientes.
Não há evidência de tolerabilidade reduzida ou de necessidade de alteração das doses em pacientes idosos.
Os inibidores da hmg-coa, inclusive lescol, provavelmente não beneficiam pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, uma doença rara.
– superdosagem
Se ocorrer uma superdosagem acidental, a administração de carvão vegetal ativado é recomendada. no caso da ingestão ser muito recente, pode ser considerada lavagem gástrica. o tratamento deve ser sintomático.
– pacientes idosos
Não há evidência de tolerabilidade reduzida ou de necessidade de alteração das doses em pacientes idosos.
Atenção – este produto é um novo medicamento e embora as pesquisas realizadas tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas imprevisíveis ainda não descritas ou conhecidas. em caso de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser notificado.
Formas Farmacêuticas e Apresentações
Cápsulas de 20 mg – embalagens com 14 ou 28 cápsulas.
Cápsulas de 40 mg – embalagens com 14 ou 28 cápsulas.
Informações Técnicas
– Propriedades Farmacodinâmicas
LESCOL, um agente redutor de colesterol, totalmente sintético, é um inibidor competitivo da HMG-CoA redutase, que é responsável pela conversão da HMG-CoA em mevalonato, um precursor de esteróis, inclusive do colesterol. LESCOL exerce seu efeito principal no fígado e é essencialmente um composto racêmico dos dois éritro enantiômeros, sendo que um deles exerce a atividade farmacológica. A inibição da biosíntese do colesterol reduz o colesterol nas células hepáticas, o que estimula a síntese dos receptores das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e, portanto, aumenta a captação das partículas de LDL. O resultado final desses mecanismos é a redução da concentração plasmática de colesterol.
Diversos estudos clínicos demonstraram que níveis elevados de colesterol total (CT), colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e apolipoproteína B (um complexo de transporte na membrana para o LDL-C) favorecem a aterosclerose humana. Do mesmo modo, níveis diminuídos do colesterol de lipoproteínas de alta densidade (HDL-C) e seu complexo de transporte, a apolipoproteína A, estão associados com o desenvolvimento da aterosclerose. Pesquisas epidemiológicas demonstraram que a morbidade e a mortalidade cardiovascular estão correlacionadas diretamente com o nível de CT e LDL-C e inversamente com o nível de HDL-C. Em estudos clínicos multicêntricos, as intervenções farmacológicas e/ou não farmacológicas que, simultâneamente, diminuíram o LDL-C e aumentaram o HDL-C, reduziram a frequência de eventos cardiovasculares (infartos do miocárdio fatais e não fatais). Em pacientes com hipercolesterolemia, o tratamento com LESCOL reduziu o CT, o LDL-C e a apolipoproteína B. LESCOL também reduziu moderadamente os triglicérides, ao mesmo tempo que produziu aumento no HDL-C.
Interações
Alimento – não houve diferenças aparentes nos efeitos redutores de lípides quando LESCOL foi administrado com a refeição vespertina ou 4 horas após a mesma.
Sequestrantes dos ácidos biliares – a administração de LESCOL 4 horas após a colestiramina resulta em efeito aditivo clinicamente significante comparado com o obtido com um dos fármacos isoladamente. LESCOL deve ser administrado pelo menos 4 horas após a resina (por exemplo, a colestiramina) para evitar uma interação significante causada pela ligação do fármaco com a resina.
Medicamentos imunossupressores – (inclusive ciclosporina), gemfibrozil, ácido nicotínico, eritromicina – Em estudos clínicos, LESCOL tem sido administrado de maneira segura com ácido nicotínico, gemfibrozil, bezafibrato e ciclosporina (veja “Precauções”: Sistema músculo-esquelético).
Antipirina – a administração de LESCOL não influi no metabolismo e excreção da antipirina. Como a antipirina é um modelo de fármaco metabolizado pelos sistemas enzimáticos hepáticos microssomais, não se esperam interações com outros fármacos metabolizados por esses sistemas.
Ácido nicotínico/propranolol – a administração concomitante de LESCOL com ácido nicotínico ou propranolol não tem efeito sobre a biodisponibilidade de LESCOL.
Digoxina – a administração concomitante de LESCOL com digoxina não tem efeito sobre as concentrações plasmáticas da digoxina.
Cimetidina/ranitidina/omeprazol – a administração simultânea de LESCOL com cimetidina, ranitidina ou omeprazol resulta em aumento da biodisponibilidade de LESCOL que, entretanto, não apresenta importância clínica.
Rifampicina – a administração de LESCOL a indivíduos pré-tratados com rifampicina resultou em redução da biodisponibilidade de LESCOL em cerca de 50%.
Warfarina/ácido salicílico/gliburida – estudos de ligação a proteínas in vitro demonstraram não haver interação em concentrações terapêuticas.
Derivados da Cumarina – em voluntários sadios, o uso de LESCOL e warfarina (dose única) não influenciou adversamente os níveis plasmáticos e o tempo de protrombina, comparados à warfarina isolada. No entanto, sangramento e/ou tempo de protrombina elevado foram registrados muito raramente em pacientes que recebiam LESCOL e derivados de cumarina concomitantemente.
Outras terapias simultâneas – nos estudos clínicos em que LESCOL foi usado simultâneamente com inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), betabloquadores, bloqueadores dos canais de cálcio, sulfoniluréias orais, ácido salicílico, bloquedores H 2 ou medicamentos antiinflamatórios não esteróides (AINEs), não ocorreram interações adversas clinicamente significantes.
Precauções e Advertências
Função hepática
Como ocorre com outros redutores de colesterol, recomenda-se realizar testes de função hepática antes do início do tratamento e, a partir daí, periodicamente, em todos os pacientes. Se o aumento da aspartato-aminotransferase (AST) ou da alanina-aminotransferase (ALT) exceder 3 vezes o limite superior do normal e persistir, a terapia deve ser interrompida. Em casos muito raros, foi observada hepatite, possivelmente relacionada ao fármaco, que foi resolvida com a interrupção do tratamento.
Deve-se ter cuidado ao administrar LESCOL em pacientes com história de hepatopatia ou de ingestão de grande quantidade de álcool.
Sistema músculo-esquelético
Relatou-se miopatia, incluindo miosite e rabdomiólise, em pacientes que receberam outros inibidores da HMG-CoA redutase; com LESCOL, tais casos foram registrados muito raramente. Em pacientes com mialgias difusas inexplicadas, hipersensibilidade dolorosa ou fraqueza, e elevação acentuada dos valores da creatinina-fosfoquinase (CPK) (10 vezes maior que o limite superior normal), deve-se considerar a existência de miopatia. Deve-se avisar os pacientes para informarem de imediato a ocorrência de dor muscular, hipersensibilidade dolorosa ou fraqueza, particularmente se acompanhadas de mal-estar ou febre.
Deve-se interromper o tratamento com LESCOL se ocorrerem níveis acentuadamente elevados de CPK ou se for diagnosticada ou se suspeitar de miopatia.
Relatou-se que o risco de miopatia é superior em pacientes que estejam recebendo medicamentos imunossupressores (inclusive a ciclosporina), gemfibrozil, ácido nicotínico ou eritromicina concomitantes a outros inibidores da HMG-CoA redutase. Entretanto, em estudos clínicos com pacientes recebendo LESCOL em combinação com ácido nicotínico, fibratos ou ciclosporina, não foi observada miopatia. LESCOL deve ser usado com cautela em pacientes que recebem esses medicamentos simultaneamente.
Função renal
Como não há experiência com LESCOL em pacientes com insuficiência renal grave (creatinina > 260 µmol/l, ou seja, clearance de creatinina < 30 ml/min), não se recomenda o uso nesta população de pacientes.
– Gravidez e lactação
Uma vez que os inibidores da HMG-CoA redutase diminuem a síntese do colesterol e, possivelmente, de outras substâncias biologicamente ativas derivadas do colesterol, eles podem causar dano fetal quando administrados à mulheres grávidas. Portanto, os inibidores da HMG-CoA redutase são contra-indicados durante a gravidez, em mães que amamentam e em mulheres com potencial para ter filhos e que não estejam tomando precauções anticoncepcionais adequadas. Se a paciente engravidar quando estiver tomando medicamentos desta classe, o tratamento deve ser suspenso.
Propriedades Farmacocinéticas
LESCOL é absorvido rápida e completamente (98%) após administração oral em voluntários em jejum. Quando alimentados, o medicamento é absorvido em velocidade reduzida. A fluvastatina exerce seu principal efeito no fígado, que é também o órgão principal para o seu metabolismo. A biodisponibilidade absoluta calculada a partir das concentrações sanguíneas sistêmicas é de 24%. O volume de distribuição aparente (Vz/f) para o fármaco é de 330 litros. Mais de 98% do fármaco circulante está ligado às proteínas plasmáticas e essa ligação não é afetada pela concentração do fármaco.
Os principais componentes sanguíneos circulantes são a fluvastatina e o metabólito inativo, ácido N-desisopropilpropiônico. Os metabólitos hidroxilados têm atividade farmacológica mas não apresentam circulação sistêmica.
Após administração da fluvastatina-H 3 em voluntários saudáveis, a excreção da radioatividade é de cerca de 6% na urina e 93% nas fezes e a fluvastatina responde por menos de 2% da radioatividade total excretada. A depuração plasmática (clearance) (CL/f) da fluvastatina no homem é calculada como sendo de 1,8 ± 0,8 l/min. Concentrações plasmáticas em estado de equilíbrio (steady-state) não indicam acúmulo de fluvastatina após administração de 40 mg diariamente. Após a administração oral de 40 mg de LESCOL, a meia-vida de distribuição terminal para a fluvastatina é de 2,3 ± 0,9 horas.
Não foram observadas diferenças significativas na AUC (área sob a curva) quando LESCOL foi administrado com a refeição vespertina ou 4 horas após a mesma.
As concentrações plasmáticas de fluvastatina não variam em função da idade ou sexo da população geral.
Como a fluvastatina é eliminada principalmente pela via biliar e está sujeita a metabolismo pré-sistêmico significativo, existe potencial para o acúmulo do fármaco nos pacientes com insuficiência hepática.
Laboratório
Novartis Biociências S.A.
Remédios da mesma Classe Terapêutica
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