Princípio ativo: lamivudinaLAMI
LAMIVUDINA
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES:
Comprimidos revestidos 150 mg
Frasco de polietileno com 60 comprimidos
Solução Oral 10 mg/ml
Frasco plástico opaco contendo 240 ml + seringa dosadora com adaptador.
USO PEDIÁTRICO OU ADULTO
COMPOSIÇÃO:
Comprimidos
Cada comprimido revestido contém:
Lamivudina ……… 150 mg
Excipiente qsp ……… 1 comp.
Excipiente: (celulose microcristalina, polividona, glicolato sódico de amido, estearato de magnésio, Opadry branco)
Solução Oral
Cada ml contém:
Lamivudina ……….. 10 mg
Veículo qsp ……… 1 ml
Veículo: ( sacarose, metilparabeno, propilparabeno, propilenoglicol, edetato dissódico, ácido cítrico anidro, aromas artificiais de morango e banana)
INFORMAÇÃO AO PACIENTE:
O produto é indicado no tratamento de pacientes infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), em associação com outros agentes anti-retrovirais.
Cuidados de Armazenamento: Conservar o produto na embalagem original. Os comprimidos devem ser mantidos em temperatura ambiente, entre 15 e 30°C, protegidos da luz e da umidade. A solução oral deve ser conservada entre 15 e 25°C, protegida da luz. Mantenha o frasco bem fechado após sua abertura.
Prazo de validade: O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem. Não utilize medicamento vencido, pois o efeito desejado pode não ser obtido.
Gravidez e Amamentação: Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento, ou após o seu término. Informar ao médico se estiver amamentando.
Cuidados de Administração: Siga corretamente a orientação médica, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do Tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações Adversas: Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis como dor de cabeça, mal-estar, cansaço, dor no abdome, náuseas e vômitos, diarréia e febre.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante de outras substâncias: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Contra-Indicações: O uso do produto é contra-indicado se o paciente tiver alergia à lamivudina ou a qualquer componente da fórmula.
Os pacientes diabéticos devem levar em consideração que a dose da Solução Oral, para adultos, contém 0,5 g/ml de sacarose.
O médico deverá orientar sobre quais medicamentos não podem ser tomados durante o tratamento com a lamivudina.
Habilidade de dirigir e operar máquinas: Não existem estudos sobre o efeito deste medicamento na habilidade de dirigir e operar máquinas.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
ATENÇÃO: O TRATAMENTO COM O PRODUTO NÃO PREVINE O RISCO DE TRANSMISSÃO DO HIV PELO CONTATO SEXUAL OU CONTAMINAÇÃO SANGÜÍNEA. AS PRECAUÇÕES APROPRIADAS DEVEM CONTINUAR SENDO TOMADAS.
INFORMAÇÃO TÉCNICA:
Descrição
A lamivudina é um análogo sintético de nucleosídeo que atua como potente inibidor da transcriptase reversa, com atividade contra o vírus da imunodeficiência adquirida, HIV. A lamivudina quimicamente corresponde ao (2R-cis)-4-Amino-1-[2-(hidroximetil)-1,3-oxatiolano-5-il]-2(1H)-pirimidinona.
Estudos in vitro demonstram que a lamivudina é metabolizada intracelularmente para 5-trifosfato, que inibe a transcriptase reversa do HIV. A meia-vida intracelular do 5-trifosfato de lamivudina é de 10,5 a 15,5 horas.
A lamivudina não interfere no metabolismo dos desoxinucleotídeos celulares e exerce pouco efeito sobre o conteúdo de ADN das mitocôndrias e células de mamíferos.
Virologia
A lamivudina é um potente inibidor seletivo da replicação do HIV-1 e HIV-2 in vitro. É também ativa contra isolados clínicos de HIV resistentes à zidovudina.
Encontra-se ainda sob investigação a relação entre a susceptibilidade do HIV in vitro à lamivudina e a resposta clínica à terapia. Os testes ainda não foram padronizados e os resultados podem variar de acordo com a metodologia.
Foi demonstrado que a lamivudina atua de modo aditivo ou sinérgico com outros agentes anti-HIV, principalmente a zidovudina, inibindo a replicação do HIV em cultura celular.
Constatou-se redução da sensibilidade da lamivudina, in vitro, em vírus isolados de pacientes que receberam terapia com a droga.
Estudos in vitro indicam que os vírus isolados resistentes à zidovudina podem tornar-se sensíveis à droga quando adquirem simultaneamente resistência à lamivudina. Outrossim, existem evidências de que a lamivudina mais a zidovudina, in vivo, retardam o aparecimento de vírus isolados resistentes à zidovudina em pacientes que não receberam terapia anti-retroviral anterior.
A lamivudina demonstra, in vitro, baixa citotoxicidade em linfócitos do sangue periférico, linhagens celulares estabelecidas de linfócitos e monócitos macrófagos e uma variedade de células progenitoras medulares. Conseqüentemente, a lamivudina possui, in vitro, alto índice terapêutico.
Farmacocinética
Absorção: A lamivudina é bem absorvida a nível gastrintestinal e a biodisponibilidade da droga por via oral em adultos é de cerca de 80 a 85%. Após a administração oral, o tempo médio (Tmax) para atingir a concentração sérica máxima (Cmax) é de cerca de 1 hora. Em doses terapêuticas, de 4 mg/kg/dia, duas doses em intervalo de 12 horas, a Cmax é de cerca de 1 a 1,9 mg/ml.
Distribuição: A partir de estudos do medicamento por via intravenosa, constatou-se que o volume médio de distribuição é de 1,3 L/kg e a meia-vida terminal média de eliminação é de 5 a 7 horas. A lamivudina exibe farmacocinética linear na faixa das doses terapêuticas, caracterizando-se por sua ligação limitada à albumina, que é a principal proteína plasmática.
Metabolismo e eliminação: A depuração sistêmica média é de cerca de 0,32 L/kg/h, com depuração predominantemente renal (>70%) através de secreção tubular ativa, porém, com pouco metabolismo hepático, menor que 10%.
A probabilidade de interação medicamentosa adversa entre a lamivudina e outros medicamentos é baixa devido ao seu metabolismo e limitada ligação às proteínas plasmáticas, e a eliminação quase total da droga por via renal na sua forma inalterada.
Em pacientes com insuficiência renal, a concentração plasmática de lamivudina (ASC) é aumentada, devido à diminuição da depuração. A dosagem de lamivudina deverá ser reduzida para os pacientes com depuração da creatinina <50 mL/minuto.
Os dados obtidos em pacientes com insuficiência hepática moderada a grave, demonstram que a farmacocinética da lamivudina não é afetada significativamente pelo comprometimento hepático.
A farmacocinética em crianças, de forma geral, é semelhante à dos adultos. Porém, a biodisponibilidade absoluta (cerca de 55-65%) é reduzida em crianças menores de 12 anos de idade. Também, a depuração é aumentada em crianças muito novas e diminui com a idade, aproximando-se dos valores de referência para os adultos, por volta dos 12 anos de idade. Por esta razão, recomenda-se uma dose maior para pacientes pediátricos entre 3 meses e 12 anos de idade (8 mg/kg/dia), que proporciona uma exposição comparável à dose recomendada para adultos, de 150 mg, duas vezes ao dia.
Para pacientes com menos de 3 meses de idade os dados farmacocinéticos são limitados. Em recém-nascidos, com 1 semana de idade, a depuração da lamivudina oral é reduzida se comparada com pacientes pediátricos, possivelmente pela função renal imatura e absorção variável. Portanto, para alcançar uma concentração similar a de adultos e crianças, a dose recomendada para recém-nascidos é de 2 mg/kg, duas vezes ao dia. Porém, inexistem dados em recém-nascidos de uma semana de idade.
Inexistem dados farmacocinéticos em pacientes com mais de 65 anos de idade.
Durante a gravidez, a farmacocinética da lamivudina é similar à de mulheres adultas não grávidas. Em humanos, de acordo com a transmissão passiva da lamivudina, através da placenta, a concentração plasmática de lamivudina no recém-nascido é similar à da mãe e à do soro do cordão umbilical.
Toxicidade
Nos estudos de toxicidade animal, a administração de lamivudina, em doses muito altas, não foi associada a nenhuma toxicidade orgânica importante. Os efeitos clínicos observados foram a redução na contagem de eritrócitos e em neutropenia.
A lamivudina não apresentou mutagenicidade em testes bacterianos, mas demonstrou ter atividade em ensaio citogênico in vitro, assim como no ensaio de linfoma murino. Não apresentou genotoxicidade in vivo, em doses que produziram concentrações plasmáticas de 40 a 50 vezes maiores que os níveis plasmáticos antecipados. Não houve possibilidade de confirmar a atividade mutagênica in vitro da lamivudina, em testes in vivo, portanto, concluiu-se que a droga não deve constituir risco genotóxico aos pacientes sob tratamento.
Os resultados dos estudos de carcinogenicidade oral de longo prazo da lamivudina, em ratos e camundongos, não mostraram potencial carcinogênico.
Os estudos de reprodução em animais não revelaram qualquer evidência de teratogenicidade e não demonstraram ter nenhum efeito sobre a fertilidade do macho ou da fêmea. Foram observadas algumas evidências de letalidade precoce do embrião quando a lamivudina foi administrada a coelhas prenhes em níveis de exposição comparáveis aos obtidos em seres humanos. Inexiste evidência de letalidade precoce do embrião em ratas, que foram expostas a níveis 35 vezes acima da exposição clínica.
INDICAÇÕES:
A lamivudina, em combinação com a zidovudina, está indicada no tratamento de:
Adultos infectados por HIV com imunodeficiência progressiva, isto é, contagem de células CD4<500 células/mm3, que não receberam terapia anti-retroviral prévia;
Adultos infectados com HIV com imunodeficiência progressiva tratados anteriormente com zidovudina;
Crianças infectadas por HIV (>3 meses de idade) com imunodeficiência progressiva que não receberam terapia prévia ou que foram tratadas anteriormente com zidovudina.
CONTRA-INDICAÇÕES:
O produto é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à lamivudina ou a qualquer outro componente da fórmula.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
O produto não é recomendado para o uso como monoterapia.
Pacientes diabéticos adultos devem ter especial atenção para o fato de que a dose da Solução Oral contém 0,5 g/ml de sacarose.
Os pacientes tratados com a lamivudina, ou com qualquer outra terapia anti-retroviral, podem adquirir infecções oportunistas e apresentar outras complicações da infecção por HIV, portanto, devem ser mantidos sob rigorosa observação clínica por médicos experientes no tratamento de pacientes com doenças associadas ao HIV.
Os pacientes devem também ser informados sobre o fato de que ainda não foi comprovado que a atual terapia anti-retroviral, incluindo-se aí a terapia com a lamivudina, tem a propriedade de prevenir o risco de transmissão do HIV através do contato sexual ou de contaminação por sangue. As precauções apropriadas devem ser seguidas.
Em pacientes com insuficiência renal moderada a grave, a meia-vida plasmática terminal da lamivudina apresenta-se aumentada, por haver depuração diminuída. Nesses casos, a dose deve ser ajustada.
Foi observada em alguns pacientes tratados com a lamivudina a ocorrência de pancreatite. Não se sabe porém, se a pancreatite é devido ao tratamento medicamentoso ou à infecção por HIV subjacente. É necessário considerar a possibilidade de pancreatite toda vez que o paciente se queixar de dor abdominal, náusea e vômitos ou apresentar níveis elevados de marcadores bioquímicos. O uso do produto deve ser suspenso até que o diagnóstico de pancreatite possa ser excluído.
Foram relatados casos de acidose lática e hepatomegalia grave com esteatose (incluindo casos fatais) com o uso de anti-retrovirais análogos de nucleosídeos isolados ou em combinação, incluindo a lamivudina, no tratamento da infecção pelo HIV. A maioria dos casos ocorreram em mulheres. O produto deve ser administrado com cuidado especialmente àqueles que apresentam fatores de risco conhecidos para doenças hepáticas. O tratamento deve ser suspenso em qualquer paciente que apresentar sintomas clínicos ou laboratoriais sugerindo acidose lática ou hepatotoxicidade.
Estudos clínicos e o uso comercial de lamivudina têm demonstrado que alguns pacientes portadores de hepatite B crônica podem demonstrar evidências clínicas ou laboratoriais de recorrência da hepatite, com a descontinuação do uso de lamivudina, que podem ter conseqüências mais sérias em pacientes portadores de doenças hepáticas descompensadas. Se o uso do produto for descontinuado em pacientes co-infectados pelos vírus HIV e VHB, deve ser considerada a monitoração periódica da função hepática e da replicação viral do VHB.
Gravidez – Categoria C:
A segurança da lamivudina durante a gravidez, em seres humanos, ainda não foi estabelecida. Os estudos em humanos demonstraram que a lamivudina atravessa a placenta. Embora os estudos de reprodução em animais nem sempre forneçam uma previsão da resposta que irá ocorrer em seres humanos, os achados em coelhos sugerem um risco potencial de letalidade precoce do embrião. A administração de lamivudina durante a gravidez, somente deve ser considerada se os benefícios esperados forem maiores que os possíveis riscos.
Amamentação:
Alguns profissionais de saúde recomendam que as mulheres infectadas pelo vírus HIV não amamentem seus filhos para evitar a transmissão do HIV. Após a administração oral, a lamivudina foi eliminada no leite materno humano em concentrações semelhantes às encontradas no plasma (1 a 8 mg/mL). Uma vez que a lamivudina e o vírus HIV passam para o leite materno, recomenda-se que as mães em tratamento com a lamivudina, não amamentem seus filhos.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
A possibilidade de interação medicamentosa da lamivudina é baixa em função de o fármaco ter metabolismo limitado e baixa ligação às proteínas plasmáticas, com depuração renal quase completa, na sua forma inalterada.
A lamivudina é principalmente eliminada pela secreção catiônica orgânica ativa. Pode ocorrer a possibilidade de interação com outros fármacos, particularmente quando a principal via de eliminação for através da secreção renal ativa via transporte catiônico orgânico, como por exemplo a trimetoprima. Outros fármacos como a ranitidina e a cimetidina, são eliminados parcialmente por este mecanismo, e não demonstraram interação com a lamivudina.
É pouco provável que ocorram interações clinicamente significativas entre a lamivudina e fármacos que são eliminados predominantemente pela via de secreção aniônica orgânica ativa ou pela filtração glomerular.
Observou-se um aumento discreto na Cmax da zidovudina (28%), quando administrada junto com a lamivudina. Mas, a área sob a curva não foi significativamente alterada. A zidovudina não exerce qualquer efeito sobre a farmacocinética da lamivudina.
A administração de trimetoprima-sulfametoxazol (160 mg – 800 mg), aumentou a concentração da lamivudina em cerca de 40%. Entretanto, não há necessidade de ajuste de dosagem, a não ser que o paciente tenha alteração da função renal. A lamivudina não exerce nenhum efeito sobre a farmacocinética da trimetoprima e do sulfametoxazol. Não foram estudados os efeitos da associação da lamivudina com doses maiores de trimetoprima-sulfametoxazol, para o tratamento da pneumonia pelo Pneumocystis carinii e toxoplasmose.
REAÇÕES ADVERSAS/EFEITOS COLATERAIS
ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS:
O produto demonstra ser bem tolerado não tendo sido relatadas reações adversas graves relacionadas com o seu uso. As reações adversas relatadas a seguir foram observadas durante o tratamento de infecção pelo HIV, com o uso do produto como monoterapia ou associado com outros anti-retrovirais. Não foi ainda esclarecido se estas reações estão diretamente rela-cionadas com o fármaco ou se são resultantes da própria doença subjacente.
Foram relatados indisposição, fadiga, dor abdominal, erupção cutânea, alopécia, desordens musculares, incluindo rabdo-miólise, artralgia, parestesia, cefaléia, náusea, vômito, diarréia e febre.
Foram relatadas pancreatite e neuropatia periférica, embora a correlação causal com o tratamento não esteja estabelecida.
As alterações nos exames laboratoriais incluem neutropenia, trombocitopenia, anemia, aumento transitório da concentração plasmática de enzimas hepáticas (AST, ALT) e aumento na concentração de amilase sérica.
POSOLOGIA:
O produto pode ser administrado com ou sem alimentos.
Adultos e Adolescentes acima de 12 anos
A dose recomendada de Lami é de 150 mg ( 1 comprimido ou 15 mL), duas vezes ao dia.
Pacientes Pediátricos (crianças de 3 meses a 12 anos de idade)
A dose recomendada de Lami é de 4 mg/kg, duas vezes ao dia, até no máximo de 300 mg ao dia (30 mL).
Crianças com menos de 3 meses de idade
Os dados limitados são insuficientes para recomendar doses específicas.
Pacientes com insuficiência renal
Em pacientes com insuficiência renal moderada a grave, a concentração plasmática de lamivudina (área sob a curva – ASC) é aumentada devido à diminuição da depuração. A dosagem deve ser reduzida para os pacientes com depuração da creatinina < 50 mL/minuto, conforme a tabela abaixo. O mesmo porcentual de redução da dose deverá ser aplicado em pacientes pediátricos com insuficiência renal.
POSOLOGIA RECOMENDADA PARA ADULTOS E ADOLESCENTES ACIMA DE 12 ANOS, COM INSUFICIÊNCIA RENAL
Depuração de creatinina (mL/min) Primeira Dose Dose de Manutenção Intervalo
30 até < 50 150 mg (15mL) 150 mg (15 mL) Uma vez ao dia
15 até < 30 150 mg (15mL) 100 mg (10 mL) Uma vez ao dia
5 até < 15 150 mg (15mL) 50 mg (5 mL) Uma vez ao dia
<5 50 mg (5mL) 25 mg (2,5 mL) Uma vez ao dia
POSOLOGIA RECOMENDADA PARA CRIANÇAS DE 3 MESES A 12 ANOS, COM INSUFICIÊNCIA RENAL
Depuração de creatinina (mL/min) Primeira Dose Dose de Manutenção Intervalo
30 até < 50 4 mg/kg 4 mg/kg Uma vez ao dia
15 até < 30 4 mg/kg 2,6 mg/kg Uma vez ao dia
5 até < 15 4 mg/kg 1,3 mg/kg Uma vez ao dia
<5 1,3 mg/kg 0,7 mg/kg Uma vez ao dia
Pacientes com Insuficiência Hepática
Dados obtidos de pacientes com insuficiência hepática moderada a grave demonstram que a farmacocinética da lamivudina não é afetada significativamente, na presença de disfunção hepática. Assim, não há necessidade de ajuste de dose em pacientes portadores de disfunção hepática grave e moderada, exceto se estiver acompanhada de insuficiência renal.
Modo de Usar:
Inserção do adaptador do frasco
1 – Separe o frasco e o envelope contendo dosador oral e adaptador.
2 – Remova a tampa do frasco.
3 – Encaixe o adaptador no gargalo do frasco.
Uso do adaptador oral
1 – Remova a tampa do dosador.
2 – Insira a ponta do dosador firmemente na abertura do adaptador.
3 – Vire o conjunto inteiro (frasco e dosador) de cabeça para baixo.
4 – Puxe o êmbolo do dosador até que a quantidade desejada de medicamento seja alcançada.
5 – Retorne o conjunto para a posição original e retire cuidadosamente o dosador do frasco.
6 – A medicação poderá ser administrada diretamente do dosador ou ser transferida para um copo, antes da dispensação.
SUPERDOSAGEM:
A administração de doses muito elevadas de lamivudina, em estudos realizados com animais, não resultou em toxicidade orgânica. Existem dados limitados sobre as conseqüências da ingestão de superdoses em humanos. Não ocorreram fatalidades e os pacientes se recuperaram. Nenhum sinal ou sintoma específico foi identificado durante a superdosagem.
Caso ocorra superdosagem, o paciente deve ser monitorado, e receber tratamento de suporte padronizado. Uma vez que a lamivudina é eliminada através de diálise, a hemodiálise contínua pode ser usada no tratamento da superdosagem, apesar de não ter sido estudada.
PACIENTES IDOSOS:
Nenhum dado específico está disponível. Porém é aconselhável cuidado especial e ajuste da dose devido a várias alterações associadas a esta faixa etária, como diminuição da função renal e alteração dos parâmetros hematológicos.
ATENÇÃO: “”ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPRE-VISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHE-CIDAS.
EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO””.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
“”ATENÇÃO: O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA DO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO TRATAMENTO””
Nº do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Rótulo / Cartucho
Reg. MS N.º 1.0298.0245
Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis CRF-SP N.º 5061
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18
CRISTÁLIA – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira-SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira