Princípio ativo: isoniazida
Isoniazida
Laboratório
Lfm
Apresentação de Isoniazida
env. c/ 10 comp. de 100 mg.
Isoniazida – Indicações
É indicado para todas as formas de turbeculose pulmonares, causadas por cepas do bacilo da turbeculose sensíveis à Isoniazida
Contra-indicações de Isoniazida
Pacientes que possuam hipersensibilidade à Isoniazida . Recomenda-se seu uso com cautela em pacientes portadores de distúrbios renais e do sistema hematopoético, ou aos que apresentam certas enfermidades do sistema nervoso central como: epilepsia, esquizofrenia, podendo ainda motivar erupções cutâneas e hipertermia.
Advertências
A alergia a Isoniazida pode provocar febre, várias erupções cutâneas (saída de líquido da pele), hepatite e algumas erupções da pele e problemas no sangue ( agranulocitose, eosinofilia, trombocitopenia, anemia), inflamação nos nervos e atrofia ocular.
Uso na gravidez de Isoniazida
Evitar o uso durante a gravidez e lactação.
Interações medicamentosas de Isoniazida
Anestésicos: hepatotoxicidade possivelmente potencializada por isoflurano. Antiácidos e adsorventes: os antiácidos reduzem a absorção. Outros antibacterianos: aumento da toxicidade no sistema nervoso central com cicloserina. Antiepiléticos: o metabolismo da carbamazepina, etossuximida e fenitoína são inibidos ( aumentam o efeito); também com carbamazepina possivelmente aumenta a hepatoxicidade de Isoniazida. Antifúngios: concentração plasmática de cetoconazol pode ser reduzida. Ansiolíticos e hipnóticos: o metabolismo de diazepam é inibido. Teofilina: a Isoniazida possivelmente aumenta a concentração plasmática de teofililna.
Reações adversas / Efeitos colaterais de Isoniazida
Pode ocorrer neurite periférica com alterações neurológicas estruturalmente evidenciáveis e reversíveis com o uso de piridoxina, se o tratamento dor iniciado precocemente. Podem ocorrer ainda: neurite óptica, ataxia, distúrbios mentais, descoordenação motora. Mais raramente podem surgir sintomas artríticos, presença de fator anti-núcleo (FAM) ou hepatite tóxica. Uma das mais comuns e preocupante a neurite periférica. A hipersensibilidade à Isoniazida pode provocar febre, várias erupções cutâneas, hepatite e exantemas, podem ocorrer reações hematológicas ( agranulocitose, eosinofilia, trombocitopenia, anemia) ; neurite e atrofia óptica. Contrações musculares, tontura, ataxia, parestesias, torpor, encefalopatia tóxica são outras manifestações da neurotoxicidade da Isoniazida. Também pode aparecer diversas anormalidades mentais. Pode precipitar convulsões em pacientes com história de crises convulsivas anteriores.
Isoniazida – Posologia
Aconselha-se observar o Manual de Normas para o Controle da Tuberculose, 4º edição modificada e revisada , do Ministério da Saúde (1995) ou edição subsequente. Na maioria das formas de tuberculose indica-se a dose de 5 mg/kg de peso corporal durante seis meses com dose máxima de 300 mg/dia. No caso de crianças, a dose máxima é de 10 mg/dia. Em qualquer indicações citadas, recomenda-se a associação com rifampicina e pirazinamida durante os primeiros 2 meses e com rifampicina nos 4 meses subsequentes. Em muitas formas de tuberculose prolonga-se o tratamento por mais de 6 meses, mantendo a Isoniazida como monoterapia.
Superdosagem
Deve-se promover o esvaziamento gástrico nas ingestões recentes e administrar carvão ativado na dose de 1g/kg de peso até 50 kg. Deve-se aplicar piroxina, em doses elevadas, por via intravenosa. A acidose pode ser corrigida, cautelosamente, com bicarbonato de sódio. Também se promove a diurese com agentes osmóticos. Lavagem gástrica, se indicada; piridoxina 300 mg intravenosa ou intramuscular e cuidados com os distúrbios respiratórios e hidroeletrolíticos; diazepam intravenoso para o controle de convulsões.
Isoniazida – Informações
A Isoniazida é um derivado sintético do ácido isonicotínico. Possue ação bactericida extracelular, inibindo a síntese do ácido micólico, um componente importante da parede celular apenas da micobactéria. È considerado um fármaco de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de tuberculose. Possue boa absorção no sistema digestivo, podendo ocorrer significativa metabolização hepática por acetilação na primeira passagem pelo fígado. Há acetiladores rápido e lentos, sendo estes os que tendem a produzir manifestações de hepatoxicidade. Distribui-se largamente nos diversos tecidos e fluidos corporais incluindo o líquido cefalorraquidiano, quando apresentar níveis equivalentes a 20% dos níveis sangüíneos, mas que elevam quando existe inflamação meníngea, podendo se igualarem à concentração sérica. Atravessa a barreira placentária e é excretada no leite materno. A meia-vida fica em torno de uma hora nos acetiladores rápidos e de três a cinco horas nos acetiladores lentos, elevando-se ainda mais na presença de hepatopatias. Quanto à duração da ação, esta é prolongada pois os níveis sanguíneos exigidos para agir contra as micobactérias são muito baixos, permitindo o uso de dose única diária em dias alternados.