Princípio ativo: maleato de timolol
glaucotrat®
timolol maleato
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Solução oftálmica 0,50% – frasco contendo 5 ml.
USO PEDIÁTRICO E ADULTO USO OFTÁLMICO
COMPOSIÇÃO
Cada ml da solução oftálmica 0,50% contém:
maleato de timolol…….6,8 mg (equivalente a 5,0 mg de timolol base)
Veículo: fosfato de sódio monobásico, fosfato de sódio dibásico, cloreto de benzalcônio, cloreto de sódio, edetato dissódico, hidróxido de sódio, água para injeção.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
? glaucotraT® reduz as pressões intra-oculares elevada e normal e apresenta início de ação geralmente rápido, aproximadamente 20 minutos após a aplicação tópica no olho.
? Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30oC) e protegido da luz.
? Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, o produto apresenta prazo de validade de 24 meses. Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.
? INFORME SEU MÉDICO A OCORRÊNCIA DE GRAVIDEZ NA VIGÊNCIA DO TRATAMENTO OU APÓS O SEU TÉRMINO.
? INFORME O MÉDICO SE ESTÁ AMAMENTANDO.
? SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
? Para manter a esterilidade do produto, evite o contato com o conta-gotas e, após a instilação, feche o frasco imediatamente. Há relatos de ceratite bacteriana associada com o uso de frascos de dose múltipla de substâncias oftálmicas de uso tópico. Esses frascos foram contaminados inadvertidamente pelos pacientes que, na maioria dos casos, apresentavam doença corneana concomitante ou ruptura da superfície epitelial ocular.
? NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
? Informe o médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, ressecamento e vermelhidão dos olhos ou alterações da visão, tais como visão dupla. Além disso, os seguintes efeitos adversos podem ocorrer: zumbido, cefaléia, cansaço, tontura, insônia, pesadelos, perda da memória, formigamento, náusea, diarréia, distúrbios estomacais, ressecamento da boca, dor torácica, desmaio, palpitações, batimento cardíaco irregular, redução da freqüência cardíaca, inchaço e esfriamento das mãos e dos pés, falta de ar, tosse, queda de cabelo, erupções na pele, coceira ou outros tipos de reações alérgicas mais graves e diminuição do desejo sexual.
? TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
? Este medicamento é contra-indicado em pacientes com asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, insuficiência cardíaca manifesta, choque cardiogênico e para pacientes que apresentem hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula. Se você suspeitar que o produto está causando uma reação alérgica (por exemplo, erupções na pele ou vermelhidão e coceira no olho), pare de usá-lo e procure seu médico imediatamente. Consulte o seu médico para saber se você deve ou não continuar a utilizar o produto se tiver uma infecção ou sofrer um traumatismo ocular, se precisar submeter-se a uma cirurgia ocular ou se desenvolver uma reação ocular com aparecimento de sintomas novos ou piora de sintomas durante o tratamento.
? Durante o tratamento o paciente não deve dirigir ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
? INFORME SEU MÉDICO SOBRE QUALQUER MEDICAMENTO QUE ESTEJA USANDO, ANTES DO INÍCIO, OU DURANTE O TRATAMENTO.
? NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS
O maleato de timolol reduz as pressões intra-oculares elevada e normal, associadas ou não com glaucoma. A pressão intra-ocular elevada é um fator de risco importante na patogênese da perda de campo visual glaucomatoso. O início de ação é geralmente rápido, cerca de 20 minutos após a aplicação tópica no olho. A redução máxima da pressão intra-ocular ocorre no período de 1 a 2 horas e uma significativa redução é mantida por até 24 horas, o que permite o controle da pressão intra-ocular durante as horas usuais de sono.
O maleato de timolol é um bloqueador não seletivo dos receptores beta-adrenérgicos, que não apresenta atividade simpatomimética intrínseca, depressora miocárdica direta ou anestésica local (estabilizadora da membrana) significativa. O seu mecanismo preciso de ação redutora da pressão intra-ocular ainda não está elucidado, embora um estudo de fluoresceína e estudos tonográficos indiquem que sua ação predominante possa estar relacionada com formação reduzida de humor aquoso. Observou-se também ligeiro aumento na facilidade de escoamento. O maleato de timolol, ao contrário dos mióticos, reduz a pressão intra-ocular com pouco ou nenhum efeito na acomodação ou no tamanho pupilar. Em pacientes com catarata, a incapacidade de ver ao redor das opacidades lenticulares quando a pupila está contraída por mióticos é evitada. Quando o tratamento com mióticos for trocado por maleato de timolol, pode ser necessário avaliar a acuidade visual assim que os efeitos dos mióticos tiverem desaparecido. A exemplo do que ocorre com o uso de outros medicamentos antiglaucomatosos, foi relatada diminuição da resposta ao maleato de timolol por alguns pacientes, após tratamento prolongado. O maleato de timolol não foi estudado em pacientes que utilizam lentes feitas de materiais diferentes do polimetilmetacrilato.
INDICAÇÕES
Glaucotrat® é indicado para a redução da pressão intra-ocular elevada. Em estudos clínicos, reduziu a pressão intra-ocular de: pacientes com hipertensão ocular; pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto; pacientes afácicos com glaucoma; alguns pacientes com glaucoma secundário; pacientes com ângulos estreitos e histórico de fechamento de ângulo estreito espontâneo ou induzido iatrogenicamente no olho contralateral, no qual é necessária a redução da pressão intra-ocular (veja PRECAUÇÕES). Glaucotrat® também é indicado como terapia concomitante para pacientes com glaucoma pediátrico inadequadamente controlado com outra terapia antiglaucomatosa.
CONTRA-INDICAÇÕES
O maleato de timolol é contra-indicado para pacientes com: asma brônquica ou histórico de asma brônquica ou doença pulmonar obstrutiva crônica grave; bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, insuficiência cardíaca manifesta, choque cardiogênico; hipersensibilidade a qualquer componente do produto.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Gerais: como ocorre com outros medicamentos de uso tópico oftálmico, o maleato de timolol pode ser absorvido sistemicamente e acarretar em reações adversas de bloqueadores beta-adrenérgicos de uso sistêmico. A insuficiência cardíaca deve ser adequadamente controlada antes de dar início à terapia com maleato de timolol. Em pacientes com histórico de cardiopatia grave, deve-se observar sinais de insuficiência cardíaca e verificar a freqüência do pulso. Reações respiratórias e cardíacas (inclusive morte por broncoespasmo de pacientes com asma) e raramente morte em associação com insuficiência cardíaca foram relatadas após a administração de maleato de timolol. Pacientes em tratamento com bloqueadores beta-adrenérgicos por via sistêmica e que estejam sendo tratados com o maleato de timolol devem ser observados quanto ao potencial efeito aditivo, seja na pressão intra-ocular ou nos conhecidos efeitos sistêmicos do bloqueio beta-adrenérgico. Não se recomenda o uso tópico de dois bloqueadores beta-adrenérgicos. Quando o maleato de timolol for utilizado para reduzir a pressão intra-ocular elevada de pacientes com glaucoma de ângulo fechado, deverá ser administrado em associação com um miótico e não isoladamente. Houve relato de descolamento da coróide com a administração de terapia supressora do humor aquoso (por exemplo, timolol acetazolamida) após procedimentos de filtração. O cloreto de benzalcônio, conservante do produto, pode depositar-se em lentes de contato gelatinosas; portanto, não deve ser usado quando essas lentes estiverem sendo utilizadas. As lentes devem ser retiradas antes da aplicação das gotas e devem ser recolocadas somente quinze minutos depois da aplicação. Enquanto estiverem tomando betabloqueadores, pacientes com histórico de atopia ou de reação anafilática grave à uma variedade de alérgenos podem ser mais responsivos às estimulações repetidas com tais alérgenos, sejam estimulações acidentais para diagnóstico ou terapêuticas. Esses pacientes podem não responder a doses usuais de epinefrina utilizadas para tratar reações anafilactóides.
Gravidez: o maleato de timolol não foi estudado na gravidez humana, o seu uso exige que os benefícios sejam confrontados com os possíveis riscos.
Amamentação: o maleato de timolol é detectável no leite humano. Em razão do seu potencial para causar reações adversas graves em lactentes, deve-se decidir interromper a amamentação ou interromper o uso do medicamento, considerando-se a importância do medicamento para a mãe.
Pediatria: o maleato de timolol não é recomendado para prematuros ou recém-nascidos.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
– epinefrina: foi relatada midríase resultante do uso concomitante com timolol.
– quinidina: relata-se bloqueio beta-adrenérgico sistêmico potencializado, possivelmente porque a quinidina inibe o metabolismo do timolol por meio da enzima CYP2D6 do citocromo P450. Bloqueador dos canais de cálcio: quando for utilizado concomitantemente com um betabloqueador podem ocorrer hipotensão, distúrbios da condução atrioventricular (AV) e insuficiência ventricular esquerda. O efeito adverso cardiovascular tende a depender do tipo de bloqueador dos canais de cálcio utilizado. Recomenda-se cautela à utilização de bloqueadores dos canais de cálcio endovenosos em pacientes em tratamento com bloqueadores betadrenérgicos.
– clonidina: os betabloqueadores orais podem exacerbar a hipertensão de rebote que pode ser provocada pela retirada da clonidina. Se os dois medicamentos forem administrados concomitantemente, o bloqueador beta-adrenérgico deverá ser descontinuado vários dias antes da descontinuação gradual da clonidina. Se houver substituição da clonidina por um betabloqueador, a introdução dos bloqueadores beta-adrenérgicos deve ser postergada por vários dias após a interrupção da administração da clonidina. Recomenda-se a observação rigorosa dos pacientes em tratamento com depletores das catecolaminas, como a reserpina, ao se administrar um betabloqueador por causa de possíveis efeitos aditivos e ocorrência de hipotensão e/ou bradicardia acentuada, que podem causar vertigem, síncope ou hipotensão postural. Deve ser evitado o uso combinado de antagonistas do cálcio orais com bloqueadores beta-adrenérgicos em pacientes com insuficiência cardíaca. O uso concomitante de bloqueadores beta-adrenérgicos e digitálicos com diltiazem ou verapamil pode acarretar efeitos aditivos no prolongamento do tempo de condução AV.
INTERFERÊNCIA EM EXAMES LABORATORIAIS
Não se conhecem informações sobre a interferência do produto em exames laboratoriais.
REAÇÕES ADVERSAS/COLATERAIS
O maleato de timolol é geralmente bem tolerado. Foram relatadas as seguintes reações adversas:
– Sentidos: sinais e sintomas de irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, conjuntivite, blefarite, ceratite, diminuição da sensibilidade corneana, ressecamento dos olhos e distúrbios visuais, incluindo alterações na refração (em razão da retirada da terapia miótica em alguns casos), diplopia, ptose, descolamento da coróide após cirurgia de filtração e zumbido no ouvido (veja PRECAUÇÕES). – Cardiovasculares: bradicardia, arritmia, hipotensão, síncope, bloqueio cardíaco, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, palpitação, parada cardíaca, edema, claudicação, fenômeno de Raynaud e mãos e pés frios. – Respiratório: broncoespasmo (predominantemente em pacientes com doença broncoespástica preexistente), insuficiência respiratória, dispnéia e tosse. – Corpo como um todo: cefaléia, astenia, fadiga e dor torácica. – Pele: alopécia, erupção cutânea psoriasiforme ou exacerbação da psoríase. – Hipersensibilidade: sinais e sintomas de reações alérgicas, incluindo angioedema, urticária, erupção cutânea localizada ou generalizada. – Sistema nervoso/psiquiátrico: tontura, depressão, insônia, pesadelos, perda da memória, agravamento dos sinais e sintomas de Miastenia gravis e parestesia. – Digestivo: náusea, diarréia, dispepsia e boca seca. –Geniturinário: diminuição da libido e doença de Peyronie. – Imunológico: lúpus eritematoso sistêmico. – Efeitos adversos potenciais: os efeitos adversos relatados na experiência clínica com o maleato de timolol oral sistêmico podem ser considerados efeitos adversos potenciais do maleato de timolol oftálmico. Também foram relatados efeitos adversos cuja relação causal com a terapia com o maleato de timolol não foi estabelecida: edema macular cistóide afácico, congestão nasal, anorexia, efeitos no SNC (por exemplo, alterações comportamentais, inclusive confusão, alucinações, ansiedade, desorientação, nervosismo, sonolência e outros distúrbios psíquicos), hipertensão, fibrose retroperitoneal e pseudopenfigóide.
POSOLOGIA
Instilar 1 gota de Glaucotrat® 0,5% no olho afetado 2 vezes ao dia. A avaliação da resposta ao Glaucotrat®, através da determinação da pressão intra-ocular, deverá ser feita após 4 semanas de tratamento, aproximadamente. Se a pressão intra-ocular for mantida em níveis satisfatórios, o esquema posológico pode ser alterado para 1 gota no olho afetado 1 vez ao dia. Devido às variações diurnas da pressão intra-ocular, a resposta é melhor determinada medindo-se a pressão intra-ocular em diferentes horários durante o dia.
Doses maiores que 1 gota de Glaucotrat® 0,5% 2 vezes ao dia não parecem produzir maior diminuição da pressão intra-ocular. Assim, se a resposta clínica não for satisfatória, deve-se considerar a instituição de terapêutica complementar com mióticos e/ou epinefrina e/ou inibidores da anidrase carbônica, estes por via sistêmica.
Quando o paciente está sendo transferido de outro agente antiglaucomatoso, manter, no primeiro dia, o medicamento anterior e utilizar também 1 gota de Glaucotrat® 0,5% 1 vez ao dia. No dia seguinte, interromper o medicamento usado anteriormente e continuar com Glaucotrat®. Se uma posologia maior for necessária, 1 gota de Glaucotrat® 0,5% deve ser instilada 2 vezes ao dia. Quando o paciente está sendo transferido de vários agentes antiglaucomatosos é necessária uma individualização. Dependendo da resposta clínica ao Glaucotrat®, um ou mais agentes poderão ser interrompidos. Os ajustes deverão envolver um agente por vez a intervalos não menores que uma semana. Se o paciente estiver em tratamento com outro agente bloqueador beta-adrenérgico, este deve ser interrompido antes do início do tratamento com Glaucotrat®.
SUPERDOSAGEM
Há relatos de superdosagem acidental com o maleato de timolol que resultaram em efeitos sistêmicos semelhantes aos observados com os betabloqueadores, tais como: tontura, cefaléia, dispnéia, bradicardia, broncoespasmo e parada cardíaca (veja também REAÇÕES ADVERSAS). As seguintes medidas terapêuticas devem ser consideradas: Lavagem gástrica: caso o medicamento tenha sido ingerido. Estudos demonstraram que timolol não é rapidamente dialisado. Bradicardia sintomática: usar sulfato de atropina EV na dose de 0,25 a 2 mg para induzir bloqueio vagal. Se a bradicardia persistir, deve-se administrar cautelosamente cloridrato de isoproterenol endovenoso. Nos casos refratários, deve-se considerar o uso de marcapasso cardíaco.
Hipotensão: usar agentes simpatomiméticos, tais como dopamina, dobutamina ou levarterenol. Há relatos de que, nos casos refratários, o uso de cloridrato de glucagon foi útil. Broncoespasmo: usar cloridrato de isoproterenol. Pode-se considerar tratamento adicional com aminofilina. Insuficiência cardíaca aguda: deve-se instituir imediatamente a terapia convencional com digitálicos, diuréticos e oxigênio. Nos casos refratários, recomenda-se o uso de aminofilina endovenosa; há relatos de que, se necessária, a administração subseqüente de cloridrato de glucagon é útil. Bloqueio cardíaco (segundo ou terceiro grau): usar cloridrato de isoproterenol ou marcapasso cardíaco.
PACIENTES IDOSOS
Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos (a partir de 65 anos de idade).
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Número do lote, data da fabricação e prazo da validade: vide cartucho.
Registro MS – 1.0497.1279
GENOM – Divisão de Medicamentos
Oftálmicos da
UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA
NACIONAL S/A
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 – Embu-Guaçu – SP
CEP 06900-000 – SAC 0800 11 1559 -CNPJ 60.665.981/0001-18 – Indústria Brasileira
Farm. Resp.: Ishii Massayuki – CRF-SP No 4863
Produzido na unidade fabril:
Rua José Pedro de Souza, 105 – Pouso
Alegre – MG
CEP 37550-000 – CNPJ 60.665.981/000541 – Indústria Brasileira
Farm. Resp.: Tiago César da Silva Andrade – CRF-MG n° 17931