Princípio ativo: lovastatina
REDUSTATIN
lovastatina
Comprimido
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimidos: embalagem contendo 30 comprimidos.
USO ADULTO VIA ORAL COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido contém:
lovastatina………………….20 mg
Excipientes: celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, lactose, talco e estearato de magnésio.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Leia atentamente este texto antes de começar a tomar o medicamento, ele informa sobre as propriedades deste medicamento. Se persistirem dúvidas ou estiver inseguro fale com seu médico.
Antes de utilizar o medicamento, confira o nome do rótulo e não administre caso haja sinais de violação e/ou danos na embalagem.
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
REDUSTATIN inibe a síntese de colesterol e reduz os triglicerídeos plasmáticos. Os resultados benéficos da terapia são demonstrados com o decorrer do tratamento.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
REDUSTATIN é indicado para tratamento do colesterol, auxiliando também no tratamento de hipertriglicerimia.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
A lovastatina é contraindicada nos casos de hipersensibilidade a qualquer componente da formula, em pacientes com doenças do fígado, nos períodos de gravidez e amamentação e no tratamento concomitante com potentes inibidores da CYP3A4. Ao iniciar a terapia com lovastatina os pacientes devem ser avisados sobre o risco de miopatia e orientados a relatar prontamente dores musculares inexplicadas, ou fraqueza. Não há restrições quanto a alimentação em relação ao tratamento com a lovastatina.
Entretanto, caso o seu medico tenha lhe prescrito uma dieta, siga-a corretamente.
CONTRAINDICAÇÕES
O produto é contraindicado em pacientes com doença hepática ativa ou elevações persistentes e durante a gravidez.
Nos pacientes com hipersensibilidade à lovastatina ou a qualquer outro componente da formula.
Cuidados na amamentação: pacientes que usam REDUSTATIN não devem amamentar suas crianças.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
REDUSTATIN é contraindicado nos períodos de gravidez e amamentação. Se ocorrer gravidez durante o uso do produto, suspenda o tratamento e avise prontamente o seu médico. REDUSTATIN geralmente é bem tolerado. Raramente podem ocorrer flatulência, diarréia, constipação e náuseas durante o uso. Se ocorrerem sensações ou sintomas desagradáveis, especialmente dor ou mialgia acompanhados ou não de febre ou mal-estar, o médico deve ser avisado prontamente.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Derivados cumarínicos:
Parecem aumentar ligeiramente o tempo de protrombina quando utilizados concomitantemente com a lovastatina. Em pacientes já tomando anticoagulantes, o tempo de protrombina deve ser determinado antes do início da terapia com lovastatina e depois, nos intervalos usualmente recomendados para pacientes sob terapia cumarínica.
Agentes imunossupressores (genfibrozil e niacina): aumentam o risco de miopatia. Eritromicina: foi relatada rabdomiólise (síndrome causada por danos na musculatura esquelética) com ou sem insuficiência renal, em pacientes com doenças graves recebendo concomitantemente lovastatina e eritromicina.
ALTERAÇÕES EM EXAMES LABORATORIAIS
Raramente foram relatados aumentos significativos e persistentes das transaminases séricas, entretanto as alterações dos testes de função hepática são leves e transitórias. Foram relatados aumentos nos níveis de CPK (atribuíveis à fração não cardíaca da CPK). Estes são geralmente leves e transitórios, raramente são reportadas elevações intensas.
"Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis". "Informe ao médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento".
"Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação médica. Informe seu médico se ocorrer gravidez ou se iniciar amamentação durante o uso deste medicamento".
"Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis". "Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez".
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O paciente deve ser colocado em uma dieta redutora de colesterol padrão antes de receber a lovastatina e deve continuar nesta dieta durante a terapia medicamentosa.
ASPECTO FÍSICO E PROPRIEDADES ORGANOLÉPTICAS REDUSTATIN comprimidos – comprimido redondo, branco e vincado.
POSOLOGIA
A dose usual é de 20 mg, dada com a refeição noturna. Doses diárias únicas dadas com a refeição noturna foram mais eficazes do que a mesma dose dada na refeição matinal. Ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos a intervalos não inferiores a 4 semanas, até o máximo de 80 mg por dia, em dose única ou em doses divididas nas refeições diurna e noturna. A posologia deve ser ajustada de acordo com a doença e resposta do paciente, segundo orientação médica.
"Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento".
"Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico".
"Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento".
QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Os efeitos colaterais que ocorreram com frequência maior do que 1% foram: dor abdominal, constipação, flatulência, cefaléia, náuseas, diarréia, visão embaraçada, erupção cutânea, dispepsia, tontura, câimbra, mialgia. Outros efeitos colaterais que ocorreram com frequência de 0,5 a 1,0 % foram: prurido, boca seca, disgeusia, insônia, alterações do sono e fadiga. Miopatia e rabdomiólise (síndrome causada por danos na musculatura esquelética) foram relatadas raramente. Uma síndrome de hipersensibilidade foi relatada raramente e inclui alguns dos seguintes achados: angioedema, síndrome semelhante ao lúpus, polimialgia reumática, astenia, trombocitopenia, leucopenia, anemia hemolítica, fator antinúcleo positivo, aumento de VHS, artrite, artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, vermelhidão, dispnéia e mal-estar. Foram ainda relatados os seguintes efeitos colaterais: icterícia, hepatite, hepatite colestática, eritema multiforme (incluindo síndrome de Stevens-Johnson), necrólise epidérmica tóxica, distúrbios psíquicos, anorexia, vômito e parestesias.
O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Devem ser adotadas medidas gerais e a função hepática deve ser monitorizada. Alguns poucos casos de superdosagem acidental foram relatados e nenhum paciente apresentou sintomas específicos e todos se recuperaram sem sequelas. A maior dose ingerida foi de 5 a 6 gramas. Até que se tenha mais experiência, nenhum tratamento específico pode ser recomendado para a superdosagem da lovastatina. A eliminação dialítica da lovastatina e seus metabólitos no homem não é conhecida até o momento.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO
O produto deve ser mantido em sua embalagem original. O produto deve ser conservado em local fresco, protegido da luz e umidade.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AO PROFISSIONAL DA SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
A lovastatina é um agente redutor do colesterol isolado do fungo Aspergllus terreus. Após a ingestão, a lovastatina é hidrolisada da sua forma inativa para o seu p-hidroxiácido correspondente, o qual é um potente inibidor da enzima 3-hidroxi 3-metilglutaril-coenzimaA (HMG-CoA) redutase, que catalisa a conversão do HMG-CoA para mevalonato, uma etapa precoce e limitante da síntese endógena do colesterol. Desse modo, a lovastatina atua como um agente redutor do colesterol.
Farmacodinâmica:
O envolvimento das lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C) na aterogênese, têm sido bem documentado por estudos clínicos e patológicos, bem como em vários experimentos realizados em animais. Estudos clínicos e epidemiológicos estabeleceram que valores altos de LDL-C e baixos de lipoproteínas de alta densidade HDL-C estão associados com o desenvolvimento e a progressão da doença coronariana cardíaca. Contudo, o risco de desenvolvimento de doença coronariana é independente e eventos coronarianos podem ocorrer em pacientes com valores de colesterol total e LDL-C abaixo dos limites estabelecidos. Em estudos clínicos, a lovastatina reduziu as concentrações de colesterol plasmático total, de lipoproteína de baixa densidade (LDL) e da lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL) ligadas ao colesterol. Adicionalmente, a lovastatina aumentou moderadamente os valores da lipoproteína de alta densidade(HDL) e reduziu os triglicérides plasmáticos.A forma ativa da lovastatina é um inibidor específico da HMG-CoA redutase, a enzima que catalisa a conversão de HMG-CoA para mevalonato. Em virtude dessa conversão ser uma etapa precoce na biossíntese do colesterol, não se espera que a terapia com lovastatina cause acúmulo de esteróis potencialmente tóxicos. Além disso, a HMGCoA é rapidamente metabolizada de volta a acetil-CoA, a qual participa de muitos processos biossintéticos do organismo.
A lovastatina foi estudada no tratamento de hipercolesterolemia primária, quando a dieta apenas foi insuficiente. A lovastatina foi altamente eficaz na redução do LDL-colesterol e colesterol total, nas formas de hipercolesterolemia heterozigótica familiar e não-familiar, e na hiperlipidemia mista, quando o colesterol elevado era preocupante. Observou-se marcante resposta em duas semanas, e a resposta terapêutica máxima ocorreu em quatro a seis semanas. A resposta foi mantida enquanto durou a terapia. Quando a terapia com lovastatina foi interrompida, o nível de colesterol total retornou aos níveis anteriores ao tratamento.
Lovastatina foi eficaz na hipercolesterolemia primária não-complicada de pacientes com diabetes do tipo I (insulino-dependente) bem controlado ou diabetes do tipo II (não-insulino dependente). As reduções dos lípides plasmáticos foram semelhantes às relatadas em populações não diabéticas.
O controle da glicose não foi afetado adversamente. Em estudos clínicos, a lovastatina retardou a progressão da aterosclerose coronariana, com ou sem terapia concomitante com colestipol.
Farmacocinética:
Absorção: a absorção estimada da lovastatina, avaliada em estudo conduzido em animais, em relação a uma dose intravenosa de referência, variou em torno de 30% da dose oral. Nestes mesmos estudos, após doses orais, a lovastatina demonstrou alta seletividade pelo fígado, onde atinge concentrações substancialmente mais elevadas que nos demais tecidos.
Distribuição: a lovastatina é largamente extraída no metabolismo de primeira passagem pelo fígado, seu local primário de ação, com subsequente excreção da droga pela bile. Como consequência desta extensiva extração hepática, a disponibilidade da droga na circulação geral é baixa e variável. Em estudo de dose única, conduzido em quatro pacientes com hipercolesterolemia, foi estimado que menos de 5% de uma dose oral de lovastatina atinge a circulação geral como um inibidor ativo.
Após a administração de um comprimido de lovastatina, o coeficiente de variação, baseado na variabilidade inter-sujeitos, foi de aproximadamente 40% da área sob a curva (AUC) da atividade inibitória total.
Biotransformação e Eliminação:
A lovastatina e o seu metabólito p-hidroxiácido se ligam em grande parte às proteínas plasmáticas (mais do que 95%) e estudos realizados em animais demonstraram que a lovastatina atravessa a barreira placentária e encefálica. A maior parte dos metabólitos ativos presentes no plasma humano são constituídos pelo p-hidroxiácido, o seu derivado 6-hidroxi e outros dois metabólitos adicionais. O pico de concentração plasmática é atingido no máximo duas a quatro horas após uma dose oral. A meia-vida da lovastatina é de uma a duas horas e a eliminação é predominantemente por via biliar (85% nas fezes), apenas 10% da lovastatina é eliminada por via renal. Em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina de 10 a 30 ml/ min.), a concentração plasmática total dos inibidores, após uma dose oral de lovastatina, foi aproximadamente duas vezes maior que a encontrada em voluntários sadios. Em um estudo conduzido com pacientes idosos (idades entre 70 a 78 anos) recebendo 80 mg/dia de lovastatina, a concentração plasmática inibitória média da atividade de HMG-Co redutase aumentou em aproximadamente 45%, quando comparada com pacientes jovens (com idade entre 18 a 30 anos).
INDICAÇÕES
Redução dos níveis elevados de colesterol total e LDL-colesterol em pacientes com hipercolesterolemia primária quando a resposta à dieta e a outras medidas não-farmacológicas isoladas for inadequada. A lovastatina reduz o colesterol total e o LDL-colesterol e aumenta o HDL-colesterol; portanto, a lovastatina reduz a relação colesterol total/HDL-colesterol e LDL-colesterol/HDL-colesterol. Redução dos níveis elevados de colesterol em pacientes com hipercolesterolemia combinada e hipertrigliceridemia, quando a hipercolesterolemia for anormalidade mais preocupante.
Para retardar a progressão da aterosclerose coronariana em pacientes com doença arterial coronariana.
CONTRAINDICAÇÕES
– Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.
– Doença hepática ativa ou aumentos persistentes ou inexplicados das transaminases séricas.
– Gravidez e lactação (veja ADVERTÊNCIAS).
– Administração concomitante com potentes inibidores da CYP3A4, como por exemplo itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do HIV, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona.
PRECAUÇÕES E AVERTÊNCIAS
Efeitos musculares: a lovastatina e outros inibidores da HMG-CoA redutase ocasionalmente causam miopatia, que se manifesta como dor muscular ou fraqueza associada a grandes aumentos da creatinina quinase (CK) (maiores que 10 vezes o limite superior da normalidade [LSN]). Rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária à mioglobinúria, foi raramente relatada e pode ocorrer em qualquer momento. Em uma Avaliação Clínica Expandida de lovastatina (estudo EXCEL), houve 1 caso de miopatia entre os 4933 pacientes distribuídos do modo randômico para tratamento com 20 a 40 mg de lovastatina diariamente por 48 semanas e quatro entre os 1649 pacientes que receberam 80 mg diariamente. Quando o tratamento com a droga foi interrompido ou descontinuado nestes pacientes, os sintomas musculares e os aumentos de CK foram prontamente resolvidos. O risco de miopatia aumenta com a terapia concomitante com certas drogas, algumas das quais foram excluídas pelo protocolo do estudo EXCEL.
A dose de lovastatina não deve exceder 20 mg/dia em pacientes que também estão sendo tratados com danazol, genfibrozil, outros fibratos ou doses hipolipemiantes de niacina (> 1 g /dia). O uso concomitante de lovastatina e genfibrozil deve ser evitado, a menos que seja provável que os benefícios de alterações posteriores nos níveis lipídicos compensem o aumento do risco que esta associado a essa combinação de substâncias. Os benefícios do uso de lovastatina em pacientes que tomam outros fibratos, niacina, ciclosporina ou danazol devera ser cuidadosamente considerado em relação ao aumento do risco associado a utilização destas combinações de farmácos. O uso de lovastatina em doses superiores a 40 mg/dia deverão ser evitadas se verapamil ou amiodarona estão sendo utilizados, a menos que seja provável que os benefícios clínicos superem o aumento do risco de miopatia.
Miopatia causada por interações medicamentosas
A incidência e gravidade da miopatia aumentou com a administração concomitante de inibidores da HMG-CoA redutase com drogas que podem causar miopatia quando administradas isoladamente, tais como genfibrozila e outros fibratos e com doses hipolipemiantes (maiores que 1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Além disso, o risco de miopatia parece aumentar com níveis altos de atividade inibitória da HMG-CoA redutase no plasma. A lovastatina e outros inibidores da HMG-CoA redutase são metabolizados pela isoforma 3A4 do citocromo P450. Certas drogas que em doses terapêuticas possuem efeito inibitório significante desta via metabólica podem elevar substancialmente os níveis plasmáticos de inibidores da HMG-CoA redutase e assim aumentar o risco de miopatia. Estas drogas incluem ciclosporina, o bloqueador do canal de cálcio da classe dos tetralol mibefradil, itraconazol, cetoconazol e outros antifúngicos azólicos, os antibióticos macrolídeos eritromicina e claritromicina, o antidepressivo nefazodona.
Reduzindo o risco de Miopatia
1. Medidas gerais
Ao iniciar a terapia com lovastatina os pacientes devem ser avisados sobre o risco de miopatia e orientados a relatar prontamente dores musculares inexplicadas, dolorimento ou fraqueza. Níveis de CK acima de 10 vezes o LSN em um paciente com sintomas musculares inexplicados indicam miopatia. A terapia com lovastatina deve ser descontinuada diante do diagnóstico ou da suspeita de miopatia. Na maioria dos casos, quando os pacientes interrompem imediatamente o tratamento, os sintomas musculares e os aumentos de CK desapareceram. Dos pacientes com rabdomiólise, muitos apresentaram história clínica complicada. Alguns apresentavam insuficiência renal pré-existente, geralmente como consequência de diabetes de longa data. Em tais pacientes, aumentos da dose requerem cautela. Da mesma forma, como não há consequências adversas conhecidas da breve interrupção da terapia em certos períodos, o tratamento com lovastatina deve ser suspenso alguns dias antes de uma cirurgia eletiva de grande porte e diante do aparecimento de qualquer condição aguda grave, médica ou cirúrgica.
2. Medidas para reduzir o risco de miopatia causada por interações medicamentosas
Diante da consideração de combinar lovastatina e qualquer das drogas que interagem com ela, os médicos devem pesar os benefícios potenciais e os riscos e devem monitorizar cuidadosamente seus pacientes para quaisquer sinais e sintomas de dor muscular, dolorimento ou fraqueza, particularmente durante os meses iniciais de terapia e durante os períodos de titulação ascendente de dose de cada droga. Determinações periódicas da CK podem ser consideradas em tais situações, mas não há garantia de que tal monitorização irá prevenir miopatia. O uso combinado de lovastatina com fibratos ou niacina deve ser evitado a menos que o benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos possam superar os riscos aumentados desta combinação de drogas. Combinações de fibratos ou niacina com baixas doses de lovastatina tem sido usadas sem ocorrência de miopatia em estudos clínicos pequenos, de curta duração e adequadamente monitorizados. A adição destas drogas a inibidores da HMG-CoA redutase tipicamente proporciona redução adicional muito discreta do LDL colesterol, mas reduções adicionais de triglicérides e aumentos adicionais de HDL colesterol podem ser obtidos. Se uma destas drogas tiver que ser usada com a lovastatina,a experiência clínica sugere que o risco de miopatia é menor com a niacina do que com os fibratos. Em pacientes recebendo concomitantemente ciclosporina, fibratos ou niacina, a dose de lovastatina deve geralmente não exceder 20 mg / dia (ver item POSOLOGIA e MODO DE USAR, Terapia concomitante), já que o risco de miopatia aumenta substancialmente com doses mais altas. O uso concomitante da Lovastatinalovastatina com os antifúngicos azólicos (sistêmicos), antibióticos da classe dos macrolídeos, inibidores da protease viral do HIV e com a nefazodona não é recomendado. Caso não exista outra alternativa além da realização de um tratamento curto com um antifúngico azólico sistêmico ou um antibiótico macrolídeo a hipótese de uma interrupção breve no tratamento com lovastatina deve ser considerada, assim como os efeitos desta interrupção na terapia de longo prazo para a redução do colesterol. O uso concomitante com outros medicamentos que, em doses terapêuticas, sabidamente possuem efeito inibitório significativo no citocromo P450 3A4 deve ser evitado a menos que os benefícios da terapia combinada superem o risco aumentado.
Efeitos hepáticos
Nos primeiros estudos clínicos, aumentos importantes das transaminases (superiores a três vezes o LSN) ocorreram em poucos pacientes (1,9%), geralmente após 3 a 12 meses do início da terapia com lovastatina, mas sem desenvolvimento de icterícia ou outros sinais ou sintomas clínicos. Não houve evidência de hipersensibilidade. Foi feita biópsia hepática em um desses pacientes e constatou-se hepatite focal discreta. Alguns desses pacientes apresentavam alterações na função hepática, antes da introdução da lovastatina e/ou consumiam quantidades consideráveis de álcool. Nos pacientes nos quais a terapia foi interrompida ou suspensa por causa do aumento das transaminases, inclusive no paciente submetido à biópsia, os níveis de transaminases voltaram lentamente aos níveis pré-tratamento. No estudo Excel de 48 semanas, que envolveu 8.245 pacientes, a incidência de aumentos importantes (acima de três vezes o LSN) das transaminases em testes sucessivos foi de 0,1%, para o placebo, e de 0,1%, para a posologia de 20 mg/dia, 0,9% para 40 mg/dia e 1,5% para 80 mg/dia de lovastatina. Recomenda-se a realização de dosagens das transaminases, antes do início do tratamento e periodicamente durante o tratamento, em especial naqueles pacientes que apresentam alterações na função hepática e/ou que consomem quantidades substanciais de álcool, e em pacientes nos quais a dose é aumentada para 40 mg/dia ou mais. Se as transaminases se elevarem acima de três vezes o LSN, o risco potencial de continuar o tratamento com lovastatina deve ser contraposto aos benefícios esperados com o seu uso. Dosagens de transaminases devem ser repetidas imediatamente; se os aumentos forem persistentes ou progressivos, a droga deve ser interrompida. À semelhança de outros agentes hipolipemiantes, foram relatados aumentos moderados das transaminases (menores do que três vezes o LSN) durante a terapia com lovastatina. Essas alterações apareceram logo após o início da terapia com lovastatina, foram geralmente transitórias e não foram acompanhadas por quaisquer sintomas; não foi necessária a interrupção do tratamento. A droga deve ser usada com cautela em pacientes com história de doença hepática. Hepatopatia ativa é uma contraindicação para o uso de lovastatina.
Avaliações oftalmológicas
Mesmo na ausência de qualquer terapia medicamentosa é previsível que, com o tempo, ocorra um aumento na prevalência de opacidades do cristalino como resultado do envelhecimento. Dados atuais de estudos clínicos de longo prazo não indicam efeitos adversos da lovastatina no cristalino de seres humanos.
Gravidez e lactação
Gravidez: a lovastatina é contraindicada na gravidez.
A aterosclerose é um processo crônico e a descontinuação de agentes hipolipemiantes durante a gravidez deve ter pequeno impacto no resultado do tratamento a longo prazo da hipercolesterolemia primária. Ainda, o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são componentes essenciais para o desenvolvimento do feto, incluindo a síntese de esteróides e das membranas celulares. Devido à capacidade dos inibidores da HMG-CoA redutase, tais como lovastatina, de diminuir a síntese do colesterol e possivelmente de outros produtos da cadeia biossintética, lovastatina é contraindicada na gravidez. deve ser administrado a mulheres férteis somente quando essas pacientes não tiverem probabilidades mínimas de conceber. Se a paciente engravidar enquanto estiver usando a droga, REDUSTATIN deve ser interrompido imediatamente e a paciente deve ser informada acerca dos riscos possíveis para o feto. Há alguns relatos de anomalias congênitas em bebês cujas mães estavam sendo tratadas com inibidores de HMG-CoA redutase durante a gravidez. Em uma revisão do acompanhamento prospectivo de aproximadamente 100 gestações em mulheres expostas a lovastatina ou outro inibidor da HMG-CoA redutase estruturalmente relacionado, a incidência de anormalidades congênitas, abortos espontâneos e morte fetal/natimortos não excedeu o previsto para população em geral. Como a segurança em gestantes não foi estabelecida e não há benefício aparente para a terapia com lovastatina durante a gravidez, o tratamento deve ser imediatamente descontinuado ao se confirmar a gravidez.
Lactação
Não se sabe se a lovastatina é excretada no leite humano. Pelo fato de muitas drogas serem excretadas no leite e devido ao seu potencial para reações adversas graves em lactentes, as pacientes que usam REDUSTATIN não devem amamentar suas crianças.
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Uso em idosos
Em um estudo controlado em pacientes idosos, com idade acima de 60 anos, a eficácia pareceu ser semelhante à observada na população em geral e não houve aumento aparente na frequência de achados adversos clínicos e laboratoriais.
Hipercolesterolemia familiar homozigótica
A lovastatina é menos eficaz em pacientes com uma forma rara de hipercolesterolemia familiar homozigótica, possivelmente porque esses pacientes não têm receptores de LDL funcionais. A lovastatina parece causar mais frequentemente aumentos de transaminases nesses pacientes homozigóticos.
Hipertrigliceridemia
A lovastina tem efeito moderadamente redutor dos triglicérides e não é indicado quando a hipertrigliceridemia for a anormalidade mais importante (isto é, hiperlipidemia tipos I, IV e V).
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO
O risco de rabdomiólise aumenta com o uso concomitante de REDUSTATIN com drogas que, em doses terapêuticas, possuem efeito inibitório significativo no citocromo P450 3A4, tais como, ciclosporina, mibefradil, itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina e nefazodona, inibidores da protease do HIV e com derivados do ácido fíbrico ou niacina.
Derivados cumarínicos
Quando a lovastatina e anticoagulantes cumarínicos são administrados concomitantemente, o tempo de protrombina pode aumentar em alguns pacientes. Recomenda-se a determinação do tempo de protrombina de pacientes que estejam recebendo anticoagulantes antes do início da terapia com lovastatina e sempre que necessário durante os primeiros dias de terapia, para assegurar a não-ocorrência de alterações significativas no tempo de protrombina. Uma vez que tenha sido documentado um tempo de protrombina estável, os tempos de protrombina podem ser monitorizados a intervalos normalmente recomendados para pacientes tratados com anticoagulantes cumarínicos. Se a dose de lovastatina é alterada, o mesmo procedimento deve ser repetido. A terapia com lovastatina não tem sido associada com sangramento ou com alterações no tempo de protrombina em pacientes que não estejam tomando anticoagulantes.
Genfibrozila e outros fibratos e niacina
Estas drogas aumentam o risco de miopatia quando administradas concomitantemente com lovastatina, provavelmente por que elas podem produzir episódios de miopatia quando administradas isoladamente. Não existem evidências de que estes compostos interferem com a farmacocinética da lovastatina.
Ciclosporina
O risco de miopatia/rabdomiolise aumenta na administração concomitante de ciclosporina, especialmente com doses elevadas de lovastatina. Portanto, a dose de lovastatina não deve exceder 20 mg/dia em pacientes em tratamento concomitante com ciclosporina. Embora não se conheça completamente o mecanismo, a ciclosporina aumenta a AUC do acido de lovastatina,provavelmente em parte devido a inibição do CYP3A4.
Danazol
O risco de miopatia e rabdomiolise aumenta na administração concomitante de danazol com doses elevadas de lovastatina.
Citocromo P450 3A4
A lovastatina nao tem nenhum efeito inibidor sobre citocromo P4503 A4. Portanto, não é esperado que a lovastatina tenha influência nas concentrações plasmáticas dos medicamentos metabolizados através do citocromo P4503 A4. No entanto, a lovastatina e um substrato do citocromo P4503 A4. Potentes inibidores do citocromo P4503 A4 podem aumentar o risco de miopatia e rabdomiolise através do aumento da atividade inibitória da concentração da HMG -CoA redutase no plasma durante o tratamento com lovastatina. Esses inibidores incluem itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do HIV e nefazodona.
Portanto, a combinação destes potentes inibidores da CYP3A4 esta contraindicada. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do HIV e nefazodona for inevitavel, o tratamento com lovastatina devera ser interrompida durante o tratamento.
Amiodarona e verapamil
O risco de miopatia e rabdomiolise aumenta na administracao concomitante de amiodarona ou verapamil com doses elevadas de inibidores relacionados a HMG – CoA redutase. Portanto,doses de lovastatina não devem exceder 40 mg/dia em pacientes que são tratados concomitantemente com amiodarona ou verapamil, salvo se for plausivel que os efeitos clínicos benefícios superam o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.
REAÇÕES ADVERSAS
REDUSTATIN é geralmente bem tolerado; em geral, as reações adversas foram de natureza leve e transitória.
Em estudos clínicos controlados, as reações adversas (consideradas possível, provável ou definitivamente relacionadas à droga) que ocorreram com frequência maior do que 1% foram: flatulência, diarréia, constipação, náuseas, dispepsia, tontura, visão embaçada, cefaléia, cãibras, mialgia, erupções cutâneas e dor abdominal. Os pacientes que receberam droga ativa tiveram incidência igual ou maior de reações adversas gastrintestinais em comparação aos que tomaram placebo. Outras reações adversas que ocorreram com incidência de 0,5% a 1% foram: fadiga, prurido, boca seca, insônia, alterações do sono e distúrbios do paladar. Miopatia e rabdom iólise foram raramente relatadas. Em uma avaliação clínica expandida de 48 semanas com lovastatina (o estudo Excel) comparando lovastatina ao placebo, as experiências adversas relatadas foram semelhantes àquelas dos primeiros estudos clínicos, e a incidência com droga e placebo não foi estatisticamente diferente. Os seguintes efeitos colaterais foram relatados desde que o medicamento está sendo comercializado: hepatite, icterícia colestática, vômitos, anorexia, parestesia, neuropatia periférica, distúrbios psíquicos (incluindo ansiedade), alopécia, eritema multiforme (incluindo síndrome de Stevens-Johnson) e necrólise epidérmica tóxica.Foi raramente relatada uma síndrome aparentemente de hipersensibilidade, que inclui alguns dos seguintes achados:anafilaxia, angioedema, síndrome semelhante à Lupo, polimialgia reumática, trombociinicionia, vasculite, leucopenia, eosinofilia, anemia hemolítica, fator antinúcleo positivo, VHS elevada, artralgia, artrite, urticária, astenia, fotossensibilidade, febre, vermelhidão, calafrios, dispnéia e mal-estar.
Em estudos clínicos controlados, nos quais a lovastatina foi administrada em combinação com colestiramina, não foram observados efeitos adversos peculiares ao uso concomitante destas drogas. As reações adversas observadas limitaram-se àquelas observadas previamente para lovastatina e colestiramina. Outros agentes antilipídicos não foram administrados concomitantemente com a lovastatina durante os estudos clínicos controlados e dados preliminares sugerem que a adição do genfibrozila à terapia com lovastatina não é associado a uma redução significativa nos níveis do LDL-C quando comparado com a monoterapia com lovastatina.
Em estudos clínicos não controlados, a maioria dos pacientes que desenvolveram miopatia estavam recebendo terapia concomitante com ciclosporina, genfibrozila ou niacina (ác. nicotínico)
INTERAÇÕES EM TESTES LABORATORIAIS
Raramente foram relatados aumentos importantes e persistentes das transaminases séricas. Foram relatadas alterações de outros testes de função hepática incluindo elevação de fosfatase alcalina e de bilirrubina. Foram relatados aumentos nos níveis de creatinina quinase (CK) (atribuíveis à fração não-cardíaca da CK). Esses efeitos têm sido geralmente leves e transitórios, e raramente foram reportados aumentos intensos.
POSOLOGIA E MODO DE USAR
O paciente deve iniciar uma dieta padrão para redução do colesterol, antes de receber REDUSTATIN, e deve continuar a dieta durante o tratamento.
Hipercolesterolemia
A dose inicial recomendada é de 20 mg por dia, administrados em uma única dose, com a refeição noturna. Doses diárias únicas dadas com a refeição noturna foram mais eficazes do que a mesma dose dada com a refeição matinal, talvez porque o colesterol seja sintetizado principalmente à noite. Pacientes com hipercolesterolemia leve a moderada podem ser tratados inicialmente com 10 mg de lovastina. Ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos a intervalos não inferiores a quatro semanas, até o máximo de 80 mg por dia, em uma única dose ou em doses divididas, nas refeições diurna e noturna. Doses divididas (por exemplo, duas vezes dia) tendem a ser ligeiramente mais eficazes do que doses únicas diárias. A posologia de lovastina deve ser reduzida se o LDL-colesterol atingir níveis inferiores a 75 mg/dl ou se o colesterol plasmático total atingir níveis inferiores a 140mg/dl.
Aterosclerose coronariana
Nos estudos de aterosclerose coronariana utilizando lovastina, com ou sem terapia concomitante, as posologias utilizadas foram 20 a 80 mg/dia, administradas em dose única ou doses divididas. Nos dois estudos onde foi somente utilizada lovastina, a dose era reduzida se o nível do colesterol total plasmático atingisse valores inferiores a 110 mg/dl ou se o LDL-colesterol atingisse valores inferiores a 80 mg/dl, respectivamente.
Terapia concomitante: lovastina é eficaz isolada ou associada a sequestrantes de sais biliares. Em pacientes recebendo ciclosporina, fibratos ou niacina concomitantemente com lovastina, a posologia máxima recomendada é de 20 mg/dia.
Posologia na insuficiência renal
Lovastina não sofre excreção renal significativa, portanto modificações posológicas não devem ser necessárias em pacientes com insuficiência renal moderada.Em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 ml/min) , doses acima de 20 mg/dia devem ser cautelosamente consideradas e, se for de extrema necessidade, implementadas com cautela.
SUPERDOSAGEM
Até que se tenha mais experiência, não é possível recomendar tratamento específico para a superdosagem com lovastina. Devem ser adotadas medidas gerais e a função hepática deve ser monitorizada. A capacidade dialisável da lovastina e dos seus metabólitos em seres humanos não é ainda conhecida. Cinco voluntários humanos sadios receberam dose de até 200 mg de lovastina em uma única dose, sem experiências adversas clinicamente significativas. Foram relatados poucos casos de superdosagem acidental; nenhum paciente apresentou sintomas específicos e todos se recuperaram sem sequelas. A dose máxima ingerida foi de 5 a 6 g.
PACIENTES IDOSOS
Em um estudo controlado em pacientes idosos, com idade acima de 60 anos, a eficácia pareceu ser semelhante à observada na população em geral e não houve aumento aparente na frequência de achados adversos clínicos e laboratoriais.
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